11 novembro 2006

Alone In My Room - Skin (claro)



Ma belly,
Full a juice
What ya givin’ to me
Sugar free,
Your problem
You my crack beauty
Queen
Watch out
Maniac
Betta run if ya scared
Freak out
No doubt
Get that shit out your hair

I would rather spend my time
Alone in my room
Than spend it with you


Plain devil
Be careful
I can spit out your charm
Silly baby
Stone cracy
Can’t you hear the alarm
Cool blue
For the fool
Take your football and leave
Suicide
Damn tired
This is nothing I need

paixões

Por esses caminhos que trilhei deixei de compartilhar algumas coisas que gosto muito. Minhas paixões.
Onde foram parar? Vou tira-lás de alguma dessas caixinas que estão empilhadas na estante.
A primeira que me vem a cabeça, neste momento, talvez por estar ouvindo insistentemente e repetidamente algumas melodias que me aquecem a alma.
Música. sim, uma das minhas incansáveis e insaciáveis paixões.
Quero falar de uma cantora, aliás que está cantando ao pé do meu ouvido neste momento. Alegrias da tecnologia que nos permite ter nossas cantoras favoritas juntinho ao ouvido, pertinho do cérebro, uma alegria que quase sai pelos olhos, e pela respiração enchendo toda a sala.

Skin
Tive a honra de ouvir suas melodias enquanto fazia minhas andanças pelo mundo.
Tento descrever essa doce e ácida voz que sai de um corpo lindo e olhos hipnotizantes. Não consigo. Também não é algo necessário.
Apenas fica a urgência em escutar o que ela tem a nos dizer.



poeiras

Remexer em fotos antigas é um passaporte com visto permanente para lembranças que estavam deveras empoeiradas.
por vezes alfineta o coração, por outras alegra, mas também pode causar vontade de choro. Saudade de pessoas e de um tempo que se foi.
Saudades e lembranças de você mesmo, do que você foi um dia e dos sentimentos que cada imagem pode revelar.

10 novembro 2006

e neste passar dos dias
me perco e me acho.. e me perco.

as baleias

No fim de semana estava vendo baleias no mar, sentado na beira da praia.
Queria que você estivesse comigo assistindo esta tão especial dança.

doce de abórora com cravo

Minha infância foi recheada de sabores. Dona Diva cozinheira de mão cheia sempre fora rainha da cozinha. Lembro-me da primeira vez que comi doce de abóbora.
Como toda boa e chata criança, fugia de tudo o que remetesse aos vegetais. Crianças são ingênuas, ainda não descobriram os prazeres do mundo verde, amarelo, vermelho ...
Hoje não dispenso nem jiló, aliás difícil pensar em algo que não apeteça meu paladar.
A imagem de minha mãe parada na cozinha com a colher de pau na mão me oferecendo o passaporte de entrada no mundo delicioso do doce de abóbora, ainda é muito fresca, envolta ainda até do aroma característico.
-Experimenta minha filha, experimenta. Como você não gosta se nunca experimentou?!

ode à espera

O senhor tempo mancomunado com os ponteiros do relógio zombam dela.
Até o vento cochicha contando às folhas das árvores que a espera nunca chega.
Os insetos desistiram de ficar ali.
A lua já cansou de iluminar o caminho, e a sombra esperada nunca desenha o chão.
Mesmo que chegasse, ela nunca conseguiria alcançar ou mesmo tocar a sombra.
Enquanto a menina espera, a noite preocupada, faz com que ela adormeça.
Assim a menina entorpecida pela noite esquece de esperar.
Embalada pelo sereno dorme profundamente entregando-se aos sonhos e delírios.
Anestesia-se a dor que pudesse ousar em fazê-la chorar.

e sobre certas dietas burras

As vezes a vida parece uma grande dieta, quase abstinente, cheia de privações.
Pessoas se privam de chocolate e de todas as coisas que muito apetecem seu paladar, por culpa ou quase como um auto flagelo. - Não pode, engorda!
Outras pessoas fazem dieta de carinho, afeto. Fica o eterno jogo (muito estranho aliás). Afeto em conta gotas, amor medido.
O amor desmedido, recheado de carinhos sem ter fim, dos beijos molhados de mel com açúcar mascavo são proibidos. Não se pode ou deve, tudo deve ser contida à miúde, economia, dieta quase espartana, tudo para dançar e caber no espartilho.
Eu só de raiva e fome comi agora no intervalo da aula, pão de queijo com café (claro que com açúcar e mascavo, com direito a uma pitada de canela) e de lambuja para fechar essa celebração ao sabor me deliciei com duas paçocas, porque dose dupla é mais gostoso. Eu que amo paçoca nunca me contento com uma, faço juz ao nome..livioca paçoca cara de pipoca.

09 novembro 2006

e da música dada na aula de inglês

Treading trodden trails for a long, long time
I say my hell is the closet I'm stuck inside
Can't see the light
...
I find sometimes it's easy
to be myself
Sometimes I find it's better to be somebody else

....................So much to say - Dave Matthews Band

08 novembro 2006

e o bate papo com a deusa

-e aí pessoa amada, como tá?
-eu tô aqui.. nessa minha vidinha suburbana, interiorana.
preciso dar um rumo, preciso trabalhar, preciso estudar, preparar aula.. pagar conta..mas a realidade é muito cansativa

...

assim seguiam os dias analisando o outrem.
meio voyeur, meio curioso, meio encantado com o que o outro pensava.
visitantes quase secretos um do outro.
assim os dias passavam.

livros versus balanço financeiro

Livros, ah os livros.
Não há crise financeira que resista e não se agrave em feira de livros.
Ainda mais em feira onde se tem no mínimo 50% de desconto.
Melhor nem passar perto, ignorar, deixar a vontade coçando.
Ontem não resisti, mergulhei, entrei, me deliciei.
Por sorte nem todas as bancas aceitavam o maldito dinheiro de plástico.
Sou compulsiva por livros, não consigo comprar apenas um, ainda mais quando se tem 50% de desconto.
Sim, entrei, olhei, olhei, busquei, encontrei.
Sim comprei.
Afinal não é todo dia que se tem 50% de descontos.
Todas as importantes editoras estavam presentes nesta grande orgia literária.
Com um cardápio completo passeando de dicionários, livros técnios, romances, filósoficos até livros de arte, fotografia e de moda.
Sabe aqueles livros caroooossss.. então, sim eles estavam presentes por lá com preços na metade.
Pensei em voltar lá hoje munida de dinheiro de papel.
Quem sabe passear por algumas bancas que resistiam à minha crise econômica.
Mas fui proibida, por mim mesmo.
Vou é pagar contas, para cair na realidade.

fim de noite .. quase em um novo dia.

cana, ausência.
roda de amigos, papeios, risadas.
tanta coisa.. tanta coisa..
noite repleta de acontecimentos.
Dia repleto.
mente ocupada, mente distraída.
tentativa quase bem sucedida.
Fim de noite, saudade e quase que recaída, caida, ida.
regada a chuvisco, herança ainda dos campos.
doces tentando adoçar o que não é tão doce.
Vou dormir que o meu mal é sono.
cama. sonífera ilha.

07 novembro 2006

o idosar da vida.

De lambuja a partir de pensamentos de meu amigo amado Sr Rogério
Provar que podemos ser melhores, lutar pela busca do que ainda não se sabe. Boa, Ruim, mediana, excelente, outstanding... super.
O vai e vém, o sobe e desce, os altos e baixos.
To cansada. Mas tamo aí, tentando ver onde vamos chegar. Se chegarmos.

a economia do viver

Começo do mês, fechamento, saldos e balanços.
Assumo, tenho um pouco de receio de encarar a minha vida econômica..
O meu único prazer é pagar as contas.. ficar livre dos débitos.
De resto, tenho medo de olhar o extrato.. olhar o saldo que nem sempre é positivo.
Admito!
Vou ter que fazer isso agora.. e por algum raio de luz que possa iluminar meu dia.. talvez não ficar deprimida.
Esta é uma pitada da minha realidade deste momento.
Argh.. detesto.
Se gostasse teria estudado economia e estaria sentada no monte de grana ganho às custas da aversão alheia às cifras.
Minha aversão a estas taxas, débitos, impostos, ostos, etos, bletos, cletos, zeltos.

06 novembro 2006

05 novembro 2006

no terminal

chuva torrencial, até que enfim. lavar esse calor.
munida de sombrinha, com a barra da saia e sandálias molhadas, encontro meu amigo pelo caminho.
Após compartilhar as novas e intrigantes descobertas da vida, solto uma fala um tanto quanto melódica mas muito pertinente.
- "é meu amigo só resta uma certeza (...)
ele completa...
- é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor."
A chuva cessa e o relógio acusa que é hora de seguirem.
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria

Lata d'gua
(Luís Antonio e J. Júnior)

porque música boa se compartilha

BAMBINO
Ernesto Nazareth / Zé Miguel Wisnik

E se o ferro ferir
E se a dor perfumar
Um pé de manacá
Que eu sei existir
Em algum lugar

E se eu te machucar
Sem querer atingir
E também magoar
O seio mais lindo que há

E se a brisa soprar
E se ventar a favor
E se o fogo pegar
Quem vai se queimar
De gozo e de dor

E se for pra chorar
E se for ou não for
Vou contigo dançar
E sempre te amar amor

E se o mundo cair
E se o céu despencar
Se rolar vendaval
Temporal carnaval
E se as águas correrem
Pro bem e pro mal

Quando o sol ressurgir
Quando o dia raiar
É menino e menina
Bambino, bambina
Pra quem tem que dar
No final do final

E se a noite pedir
E se a chama apagar
E se tudo dormir
O escuro cobrir
Ninguém mais ficar

Se for pra chorar
E uma rosa se abrir
Pirilampo luzir
Brilhar e sumir no ar

Se tudo falir
O mar acabar
E se eu nunca pagar
O quanto pedi
Pra você me dar

E se a sorte sorrir
O infinito deixar
Vou seguindo seguir
E quero teus lábios beijar
e aos poucos vai se acostumando, digerindo, apagando, transformando.

não caia de cabeça

Porque não se pode cair de cabeça? Por ser o lago muito raso?
Pelo medo do afogamento?
Porque é proibido?
A morte fatal acontece por mergulhar no lago? o risco de bater a cabeça sempre presente.
Ou a morte acontece por ficar apenas olhando do topo?, sem nunca saber como é o olhar das cores durante a queda, a temperatura da água, a adrenalina que percorre o corpo...
Faz tempo que não pulo de lugares altos.
Mas de uma forma ou de outra, sem a adrenalina, a morte já parece próxima e certeira.

um dito que estava em uma exposição que vi por aí

O olho é a janela do corpo humano, por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que sem esse poder, seria um tormento (...) Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo?
Leonardo da Vinci

e em meados de Outubro

Na única pausa para respirar que tomo descubro que já estamos no final do ano. Incrível! Ainda hoje mesmo li um antigo escrito, que estava perdido em meu caderno, onde eu dizia "the semester jsut started and I am already late. Late for my own life".
Então vejo que ainda continuo atrasada e que mal ou bem, caminhei. Ainda não terminou, mas é quase como se tivesse. A agenda já está consumida, à perder de vista e mais um ano que evapora.
Na semana passada me deparei com panetones no supermercado. Sim, começo de Outubro.
Feliz Natal! HO HO HO
Acho melhor comprar minha fantasia de carnaval ou organizar o bloco.
Estou mesmo atrasada ou o mundo está demasiado acelerado.

PS. Veja, até o post está atrasado.

01 novembro 2006

Ode à Luz Marinha

"...rosa renascedora, renascida:
abre
cada dia as tuas pétalas,
tuas pálpebras,
que a velocidade da tua pureza
estenda os nossos olhos
e nos ensine a ver onda por onda
o mar
e flor a flor a terra."

......... Pablo Neruda

Boa Noite!

Noite quente e depois de algum tempo sem ver alguns amigos, fazemos valer os reencontros.
Já gostei mais de rodinhas de violão no passado, hoje em dia ainda gosto, mas estar com algumas pessoas (específicas e seletas) cantarolando em uma roda de violão tornou-se realmente a grande graça em momentos assim.
Nem precisa de um extenso repertório, nem precisa de cana ao lado, nem precisa de muito tempo. Mesmo que em um fim de noite em uma plena terça, e com a cumplicidade das vozes e melodias o que se faz já é suficiente pra elevar o espírito e sorrir feliz.

Compartilho aqui uma do nosso repertório de hoje a noite, que sim, é vasto e desafiante aos tocadores e cantores de plantão, e ainda conta com um seleto repertório internacional, com direito à performances que transitam desde Guns and roses até DMB, sim amigos.. somos quase um grupo a lá tabajara.
Mas aqui compartilho esse clássico do repertório da casa.. com vcs de Djavan.

Meu ar de dominador dizia que eu ia ser seu dono
E nessa eu dancei!
Hoje no universo nada que brilha cega mais que seu nome
Fiquei mudo ao lhe conhecer, o que vi foi demais, vazou
Por toda selva do meu ser, nada ficou intacto
Na fronteira de um oásis, meu coração em paz se abalou
É surpresa demais que trazes, ainda bem que eu sou Flamengo
Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz em rubro-negro
Que sofrimento leva além, não existe amor sem medo
Boa noite!
Quem não tem pra quem se dar, o dia é assim igual à noite
Tempo parado no ar, há dias, calor, insônia, oh! noite
Quem ama vive a sonhar de dia, voar é do homem
Vida foi feita pra estar em dia, com a fome, com a fome, com a fome
Se vens lá das alturas com agruras ou paz, Oh, meu bem, serei seu guia na terra
Na guerra ou no sossego sua beleza é o cais
Eu sou o homem
Que pode lhe dar, além de calor, fidelidade
Minha vida por inteiro eu lhe dou
Minha vida por inteiro eu lhe dou


O Flamengo foi em homenagem à Catita, eu não sou uma pessoa futibolestica.
E peço ao meu companheiro de cantoria, a letra está certa?
Tu sabe que letras não são o meu forte.

Saravá!

31 outubro 2006

e na cinelândia, quando o domingo apesar de cinza ainda era azul

dona Eva, mulher gentil, cuidadosa.
Pessoas, gente.
Via-se pessoas.

O não conseguir escrever. Tamanha era a intensidde e as cores das coisas. O sol escondido não era motivo para acizentar as pessoas, humores, paisagens.
O verde continuava verde e o dia continuava bonito. As pessoas independentemente das distintas classes sociais e culturais trabalhavam e caminhavam em outro ritmo, um ritmo pertinente a um domingo na cidade maravilhosa.
As pombas odiosas circulavam pelos seus locais comuns, e apesar de odiar pombas, admitia que ali elas se pareciam até menos feias.
O tilintar dos talheres, o burbúrio de um grande almoço.
O som do grande prêmio de fórmula 1 na tv também compunham o cenário.
Mas arrematando esse momento, claro, o gosto do café, que permanecia delicioso na boca.

riscos de uma marina que é muito mais gloriosa

rabiscos..


e dos jardins o MAM, bela paisagem.
Belo sol.
O belo se contrapõe com a solitude.

30 outubro 2006

ciclos, biciclos, triciclos..

..e fico me forçando em esquecer de coisas que nem mais se lembram de mim.
Às vezes ainda me pego esquecida destas coisas, e então me lembro delas.
e o ciclo cicla

caos

fica então a eterna busca por botar ordem na vida.. botar a vida em ordem se isso for possível.. acho que vou viver toda a minha vida tentando descobrir isso.

de volta ao lar

bom estar de volta às ruas que tão bem conheço, ao sotaque familiar, ao cheiro de café.
Abrir a janela do quarto, jogar as coisas pelos cantos, espalhar as coisas nos lugares próprios a elas.
Usar o teclado conhecido.
Repensar as coisas, juntar o que sobra, ver o que se joga fora, o que fica?
tomar banho no meu chuveiro, ficar descalça pela minha casa.
Rever amigos. Rever o cotidiano.
Ouvir os pássaros que sempre insistem em cantar aqui no quintal, desse interior, do meu interior.

28 outubro 2006

o Rio de Janeiro continua, sim, muito muito muito lindo...

nao dá pra negar.. nao dá pra nao ver a beleza que fica estampada na sua cara..
terra já cantada por todos os poetas, onde até os nomes de rua rimam a poesia, linhas de onibus que se transformam em música.
As meninas todas cheias de graca que sim, andam pra lá e pra cá, cheias de samba e prosa.
A noite que cheira a festa, ruas que te enchem de vontade de simplesmente caminhar por elas.
este é apenas um compartilhar tímido.. e sorrateiro, que é feito em computadores alheios, sem acentos devidos ou pontuacoes, sem cedilhas, sem tils... sem revisao.
saudade da terra e dos amigos do lugar onde eu posso falar sem medo de ser notada pelo sotaque, e sim.. até da realidade dura e crua do diariamente. Nada como o poder espalhar a bagunca da mala, mas.. sim.. isso será logo.. enquanto isso eu aproveito, aproveito.
saravá, aquele abraco.

24 outubro 2006

e dos campos...

cry baby, cry.. como diria minha adorada janis..
bem.. o sol tá fazendo greve, tenho até que usar blusa de frio, se não é o frio natural é o detestável ar condicionado que persegue e congela a alma.
a alma. .hummm...
mas pra alegria dos goitas de plantão tenho hoje de grátis
quarteto em Cy.. e sim..elas continuam lindas e magníficas.. já vi um na passagem de som..
ho ho ho
escrevendo muito.. muito.. mas pouca net..
beijo

19 outubro 2006

e enquanto Frank Aguiar, Maluf e Clodovil são eleitos
o menino continua vendendo sua bala de goma no sinaleiro

e numa outra semana aí..

chegando à universidade, ouço a melodia alta no ar
e o meu sorriso invade o rosto e a alma
e não consigo evitar o cantarolar alto ao vento voando na bike.

compartilho com vcs a música que resultou neste meu, tão meu, sublime momento.
somente uma música, mais uma das minhas mais preferidas.

Por Ivan Lins...

Oh, Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Eh Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide.
Até a lua se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Oh, Madalena, Madalena, Madalena, Madalena
Oh Ma, oh Mada, oh Madale

18 outubro 2006

e já que gosto de cores.. muito

Todas as cores concordam no escuro. - Francis Bacon

17 outubro 2006

de hildas

Kalau: Nem parece que falamos da mesma mulher.
Celônio: Tu mesmo disseste que ela se parecia a uma coisa sagrada.
Kalau: Sagrada... sei lá. Uma coisa que dava medo de tocar.

Agda, de Hilda Hilst
Pela primeira vez, por opção, caminhei pela rua onde meu pai morreu..
e o pôr-do-sol é até bonito na Humberto Martins Zuppe
e o cigarro nem tão amargo, e a bebida nem tão intragável.

15 outubro 2006

pensamentos de um quase fim de domingo

calor, cansaço beirando à preguiça.
pilha de papel olhando pra mim.
tanto trabalho, tanta coisa, tantos desejos.
queria o barulho do mar, apreciando algum resto de pôr de sol.
é.. to beirando meu limite sem viagens.
mas viagem daquelas, sem trabalho embutido, daquelas sem ter que nada, daquelas que vc fica até dizer chega.
daquelas viagens em que não existe preocupação com nenhuma convenção.
ficar em um lugar novo, peregrinando até que as roupas sujas e o desejo da sua cama te leve de volta.
preciso de mato, mar e sol.
preciso do verde, azul, amarelo, branco, laranja, marrom...
preciso das cores.

14 outubro 2006

música jamais ouvida antes

Torrente de idéias.
Desenfreada a cabeça tenta juntar idéias, palavras, histórias,
Em um momento quase sublime.
A ausência de planos.
Momento onde se há oportunidade de nada.
Apenas viver o sol que bilha lá fora.
Ouvir uma nova música.
Tentar reconstruir, juntar as peças quebradas.
Formar um novo espelho a partir dos cacos quebrados.
Olhar o reflexo, e caminhar para algo do que seria entender quem é o reflexo.

...

E a ausência de planos, instantaneamente sorri.

sexta feira 13

O que dizer de uma sexta feira 13 que já quase acaba.
Graças!
Espero que acabe, porque hoje o dia não foi bolinho.
Delírios, delírios e delírios.
Quero sumir de mim mesma.

13 outubro 2006

e a despedida ... Candeia, interpretação Cartola.

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

a ainda relutando em dormir.

Sim.. tenho essa mania das crianças, reluto em ir dormir..
Lamentável esse meu comportamento, pois é muito bom dormir pra esquecer, apesar de muitas vezes os sonhos não deixarem.

Enfim..
escuto cartola, amo cartola do mais profundo lugar do meu ser, se é que sou tão profunda assim. sou alta e acho que minha altura toda deve servir pelo menos pra isso, pra ter algum lugar que possa ser chamado de profundo. Escolhi duas não tão pérolas assim. Meu estado de espírito muitas vezes é representado pelas músicas que escuto, então, amigos façam o brigadeiro, coloquem o pijama, e neste dia chuvoso se enfiem em algum canto aconchegante.
Compartilho com vcs.
Isto é, se existe o vcs...

Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus
...
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

da eterna espera.

Fico à espera.
Procuro entre letras de Cartolas e Adrianas, algo que clara e veramente possa falar coisas que sinto.
É sempre mais fácil. Parece que os poetas facilitam a vida da gente.
Fica então a nossa economia de ter que realizar este trabalho, juntando palavras, cavocando no fundo do estomâgo, nas entranhas para encontrar as frases certas, as vírgulas certas, os pontos certos. Assim, tentar mandar embora os fantasmas, os muitos pensamentos, as dores, neste quase exorcismo, que nunca cessa.
Vou dormir. O esperar vazio entristece.

e no dia das crianças.

Uma data no calendário. Amigos reunidos para celebrar a vida, o marasmo de um dia chuvoso. No ano passado estava quente, um calor que derretia. Amigos em volta da mesa, compartilhando o gosto pelo alimento, alegrias, acontecimentos, fatos, novidades.
Hoje, sem planos prévios, como que uma fatalidade, o momento se repete.
Diferente, com um ano de intervalo, uma quase reprise. Tantas coisas, tantas histórias, não cabe.
Os amigos e agregados, novos assuntos, novos momentos, ainda assim se juntavam, celebrando o marasmo de mais um dia das crianças. O dia que foi apropriado inocentemente por eles.

11 outubro 2006

e as flores continuavam a perfumar a casa, lembrando a moça de sua existência, quase invasora. Uma bem-aventurada invasão.

a encomenda

Ela havia se esquecido como era receber flores. Havia se esquecido do perfume invadindo a casa, relembrando e afirmando que as flores eram pra ela. Somente pra ela.
Flores enviadas com direito a cartão, anônimo, mas que revelava-se por si só.
Não era um acontecimento comum, ela nem mais se lembrava, nem mais sabia do cheiro e das cores das flores.
Ela gostou.

10 outubro 2006

"Se meu desejo coubesse num poema,
Escreveria numa folha branca
E faria um barco de papel"
Navegação, Miriam Cris

e de um filme..

um minúsculo diálogo em um filme. Um diálogo que fugia do tema central, ou será que iria direto ao alvo?
bem.. foi a parte que mais gostei.

A personagem principal vagando perdido por um lugar, fugido, senta-se em uma praça para ouvir um músico, que estava feliz, solitariamente tocando seu instrumento. O músico irritado com a "platéia" indesejada indaga:
- o que está esperando? saiba que a maré e o tempo nunca esperam.

de.. Der Philosoph

e dos muitos pensamentos que gostaria e quero compartilhar...

O ritmo diário tem sido fatal, ando ultimamente com um bloquinho, o qual vive ávido por receber idéias, frases, pensamentos, cores .. tudo que penso em dizer .. em exorcisar.. em eternizar.
Neste ritmo alucinado, sob ainda a influência das altas e baixas hormonais, minha cabeça por aí voa, desesperada por gritar, por contar, por exorcisar.
Memórias acumuladas que serão, espero, logo logo compartilhadas..
Logo, vem o ócio, o feriado.. e aí.. meus queridos.. sentem.. por que vem.
Choros, risos, melodias, sonetos, esbravejos, bobagens.. previsões de Zirila, que em sua mais formatada (.. ou será desformatada?) forma grita ao mundo!

07 outubro 2006

quero por minha mula na sombra

e o direito de um lugar de sombra à bike, porque todos merecem um lugar à sombra! Inclue-se nisto as bikes.

sobre a espera

Palavras..palavras.. palavras.. estou cansada delas..
Espera-se ansiosamente pelo silêncio mandatório, quando as palavras não mais são necessárias.
Desespero pela presença silenciosa, quando o olhar já diz o que é pra ser dito.
Quando nem se precisa dizer nada.. nem com o olhar.
Apenas o estar quieto, o estar quente, o estar junto.

06 outubro 2006

e pós show.. ERRATA

Ai ai ai ai ai
uerê rê rê
dum bi doonn doonn doonn doonn
uerê rê rê
dum bi donnn doonn doonn doonn
dere re re dum bi doonn..

04 outubro 2006

e sobre o lugar que estarei amanhã


Da ra da da
Da ra da da
da ra da da
Da ra dara daradara
Da ra raaaa
Da ra ra ra da raaaaa aaaaa
da dararara darara
dararara. Da RA RA RA RA DA RA Raaaa

das pautas e compassos

Os problemas em aceitar o ócio.
Perdeu-se a prática do nada.
O meditar vazio.
Os intervalos breves.
A necessidade de se fazer preencher a pausa com melodias ainda não tocadas.
Esqueceu-se de quando sabia fazer o nada de forma tão pertinente, tão intensa.
Quando ainda não se sentia a necessidade de transpor para a pauta os sons dos passarinhos, das folhas, das cigarras.
Não se remia as notas com exatidão em compassos.
As melodias não se prendiam ao papel.
Não se preocupava com as mínimas, semibreves ou colcheias.
Só se ouvia e devaneava.

29 setembro 2006

pôr-do-sol

Prefiro o pôr-do-sol, momento mágico do dia, marca o fim de mais um dia de jornada, a cidade de certa forma se aquieta, pessoas à caminho de casa, sem mais a pressa que é presente na manhã quando estão a caminho do trabalho para começar o dia de labuta. O pôr-do-sol não, pelo contrário, nos convida ao descanso, parar para uma cerveja num boteco, à beira da avenida. A pausa para um cigarro, para a parada, apreciando os tons laranja-dourado-vermelho-rosa do céu. Um respirar, quase que um suspirar, de satisfação de mais um dia cumprido. Deixando, isto para os mais afortunados, os problemas de lado por um segundo na esperança de se ter um dia novo em folha para achar a solução.
Acho que por tudo isso e por outras que prefiro o pôr-do-sol, sempre gostei.

intimidade letrada

O jogar com as palavras, afirmando tal intimidade com a letra que o desmanchar e formação de novas palavras, novos sentidos se transforma em uma grande brincadeira.

Normal só tem você e eu .. Lenine o sábio

27 setembro 2006

.. e por enquanto.

Continuo com o que me é pertinente.
Até que chegue a hora de dizer basta, acabar com o auto-engano.
Desistir do sonho infundado.
Mantenho o pequeno elo, me apego a ele, como se não fosse aguentar a dor da sua perda.
Alimento, cultivo, cativo enquanto ainda tenho medo do ir embora, sentir a dor do parto, a dor da separação, o viver a vida como tem de ser vivida. Entrar em contato com uma realidade temida.
Como se a dor já existente, a dor da indiferença, incompletude, como se as migalhas que me concedo não fossem muito piores. Mas afinal é um sentimento já conhecido, não se tem que deparar com o novo, com o mergulho de cabeça em águas escuras.
Pequenos caprichos que me mantêm ainda escrava, por opção.
Uma opção cega.
Enquanto isso fico à espera da posse. A posse legitimada da pseudo liberdade. Liberdade ainda confusa e maquiada, não revelada.
E o medo de viver na completude, (o que é a completude, se existe isso?), o medo do mergulho continua estagnado no dia de hoje, por equanto.

26 setembro 2006

.. e sobre os caminhos retomados.

e então o mergulhar no trabalho, nas questões que verdadeiramente sempre importaram, o reencontrar com seus ideais, o reencontrar com as coisas que lhe são familiares, dão-lhe novamente o sentimento de inserção na vida. Antes, e por um breve tempo achava-se em uma fase distinta, excluída de sua própria existência, sem sentido de luta, perdida em meio aos turbilhões, em meio às tempestades e devaneios. Deixando-se levar pela correnteza, tentando desesperadamente salvar-se sem ao menos, ver que sua salvação estava mais perto, do que em meio ao seu desespero, pudesse imaginar.

...e sobre o distanciamento

e como se esperasse ansioso por uma gota do que pudesse representar algum modesto afeto. Um afago mesmo que apático, comedido que fosse. Uma intenção de gesto que indicasse alguma breve tendência em direção a ele. Pequeno movimento que desse alguma esperança de um dia, alguma hora ter novamente a atenção do objeto por ele desejado. Um fio, uma linha que conseguisse manter algum elo entre os dois.

uma auto-síntese no dia de hoje

Um tanto alegre, um tanto triste. Sonhadora, visionária, igualitária.
Um tanto inquieta, um tanto bagunceira, um pouco atrasada. Muito impulsiva, e um tanto compulsiva. Ansiosa. Um bom tanto caótica. Demasiada espontânea e reveladora desmedida de seus livres pensamentos e devaneios. Uma tendência à tosquice, quase uma joselita. Apreciadora da vitrine da vida, observadora dos transeuntes, dos passantes. Amante das verdades e dos âmagos, cientista dos cernes. Adoradora das fendas, imperfeições, do que difere, do que dá individualidade, especialidade. Mantenho o olhar atento ao diferente, quase hipnótico, absorto, integral, meio voyer. Apaixonada pelos universos artísticos coloridos que encantam a alma e os olhos. Tentando decifrar o meu próprio caminho passado, futuro e perdida na viela presente.

25 setembro 2006

tudo vira lixo

e assim, depois de uma pequena enxurrada de dizeres ao mundo, vou me enfiando em baixo das cobertas, em um mundo que não existe. Fazendo valia o que um grande amigo sempre me diz, vá vá dormir, que tudo passa, e amanhã é outro dia. Passa a tristeza, passa o cansaço, passa os pensamentos.

como uma outra grande amiga diz.. pensar muito as vezes não é bom, analizar cada coisa, analizar a vida, pra quê? Não precisa.
Pra quê? Ser um ser simples, sem pensamentos profundos é bom.
Leve sua vidinha, um dia após o outro, sem grandes pretensões e pensamentos.

Afinal..como diz Chico César

Tudo vira lixo
Tudo pode virar lixo
Carta de amor vira lixo
Conta pra pagar vira lixo
Seja como for tudo pode virar lixo
Namorado, gato, tio
Até seu pavio
Também pode virar lixo
Tudo que se acende se apaga
Fósforo se apaga
Vela, incêndio, lamparina
O olho da menina até o seu
Tudo pode se apagar
Tudo pode se acabar
E virar lixo...

e dos Afro-sambas de Vinícius e de Baden

Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar

Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar

Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor

Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais

O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
l'enfer, c´est les autres...Sartre

Como se dá isso? será mesmo?

delivery de árvore: ligue e peça uma na sua rua

Apesar de o serviço ser desconhecido pelos paulistanos, é possível pedir o plantio de uma árvore em qualquer rua de São Paulo com um telefonema ao 156, central da Prefeitura, que também atende pela internet. A exemplo da pizza, o delivery de árvores à paulistana tem cardápio: as espécies estão listadas no Manual Técnico de Arborização Urbana, lançado no ano passado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Ao acionar o sistema, o munícipe recebe a visita de um técnico da Prefeitura, que verifica as condições do local a receber a árvore, que poderá ser de porte pequeno, médio ou grande e deverá guardar distâncias obrigatórias de poste, placas indicativas e fiação pública. Fonte: OESP, 20.09.2006.

...o que nunca foi dito.

Tenho um medo urgente de ser esquecida, como se realmente a minha presença na vida fosse dispensável. Tenho medo de descobrir o inevitável, medo de finalmente saber a verdade. Na minha viagem, in solo, saber que sou indesejada ou esquecida, nunca lembrada, que minha ausência ou presença é indiferente.

.. e ainda sobre os aquarianos, a eterna busca do auto-entendimento..

Regido por Urano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo de cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade". Muitos anos-luz adiante do seu tempo.

O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade. Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz. Seres mais despreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.

AFF.. acho que estou em crise com o meu signo.. Nem guento minhas viagens,essa eterna cabeça voadora e tosquice cega. Sou um ser típico astrológicamente falando e depois dizem que astrologia é balela.. Socorro, para tudo que quero descer. Dá pra nascer de novo um pouco mais virginiano ou libriano?

e uma vez fui definida assim..

Malee: an easy-living, open-minded person who lives life both in the fast and the slow way Martin Krapp

e da falta que faz o pintar..

I believe that harmony are collors
Everytime I paint it sharpens my harmony..
Yesterday I´ve tried to paint you but the collors weren´t beautifull enough
your love goes beyond what can I say ..Beyonce

24 setembro 2006

"Do canteiro, quero coentro, quero o alho
Eu quero o tampo da cumbuca do balaio
Do balaio, quero o fundo, quero o tampo
Desse boi eu quero o chifre eu quero o guampo".
(letra de uma curraleira, dança do Urucuia)

freezing - suzanne vega

If you had no name
If you had no history
If you had no books
If you had no family

If it were only you
Naked on the grass
Who would you be then?
This is what he asked
And I said I wasn´t really sure
But I would probably be
Cold

And now I´m freezing
Freezing

o remexer do passado

O remexer do passado.
Como que se buscando entender o caminho que tomei para chegar onde estou, como estou.
O silêncio do presente faz-se buscar respostas, como se houvessem estas respostas.
Buscar no passado as respostas que o presente não dá. Tentar entender o porque do hoje, olhando uma foto antiga. Uma situação passada que, no entanto não dá a possibilidade de mudar o que passou, e muito menos o que passa.
Não se pode mudar o passado, pode-se mudar o presente?
Entender o que se foi, sem entender quem és?

23 setembro 2006

frugal

Hoje me disseram que estou frugal..
O significado disto eu tenho comigo mesma, em mim mesma.

22 setembro 2006

dica cultural pra gente que gosta de coisa boa


E não é porque faço parte, tá lindo mesmo, tudo lindo. Emocionante, inédito, tocante!
Já estou indo..

19 setembro 2006

pára de ficar rolando tempo

.. e o tempo tem rolado em um compasso rápido demais.
As coisas mudam rápido demais, pessoas mudam seus comportamentos, formas de ver o mundo. Eu mudo. Os carros passam rapidamente. Os prazos se esvaem. O trabalho nunca finda. O relógio foge com seus tic-tacs. Não há tempo, cumpra seus horários. Não há tempo que caiba no seu dia, nos seus compromissos. O dia seguinte, já foi o dia de ontem.
Estamos em Setembro, e em meados, quase no fim. Aproveite o carnaval.
Perde-se o cuidado com o pouco tempo que temos, ficamos tão absortos com a lista infinita, tão envolvidos que nos tornamos ríspidos e quase que indiferentes às coisas que mais deveríamos prezar. Não há tempo, não há forças. Não há sono suficiente. As pessoas estão indo embora, o tempo está acabando. Muitas pessoas novas invadem a sala, e nos mantemos na superficialidade, porque não cabe na lista de amigos, não dá tempo, não há tempo para mergulhar. A saudade e o cansaço se misturam. Ausências suas, ausências minhas. Não vale a pena tentar, não vale o desgaste. O que vale a pena?
Qual é o ideal? O que é o ideal? Onde estão meus ideais? Devem estar por aqui, em algum lugar... talvez no meio das pilhas de papéis que devem ser lidas e incorporadas no acumulo do saber. E pra quê tanto saber? Pra quê? Aff..

...constatações

Depois de euforias.. sentimentos pacíficos, alegres.
O reencontro com uma velha amiga, e então, parece que nunca o tempo passou, conversas, caminhadas, cervejas.
Retomada ao trabalho intenso, e a satisfação de ver as coisas andando novamente, como sempre deveria ter sido. Sentir-me dentro do meu mundo, do meu ideal de mundo. Sentir-me útil.
O trabalho duro em várias frentes.. A vontade de terminar compulsivamente todas as atividades previstas. Ânimo.

Bate o cansaço.. e o desejo de jogar tudo pro alto, desistir de alguns dos compromissos assumidos, que repensando, não creio ser mais algo que eu prezo. Alguns dos muitos. Resign. Dizer não. Chega, não posso mais. Não consigo. Não é mais a minha menina dos olhos. Não sei se algum dia foi, talvez sim, mas hoje vejo que não consigo mais olhar com os mesmos olhos. Não sou mais a mesma, e cada vez mais estou incorporando essa nova pessoa. Tentando aprender, tentando acertar, corrigindo erros. Assumir fraquezas e debilidades. Conviver com as mesmas. Desistir de salvar o mundo.
Mandar às favas, o que não mais me agrada.

Como diz meu amigo .. vai dormir .. dorme, descansa que passa.
Segundo ele o melhor remédio pra todos os males.. durma. Vou seguir o conselho dele. Acho que ele está certo.

15 setembro 2006

.. e que Clarice continue a nos iluminar dia a dia.

Renda-se como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice L.

14 setembro 2006

.. e pra quem começa a se cansar de tudo o que advém do virtual, uma música de Moska - Virtual(mente)

De onde vim? Pra onde irei? Não sei
Nada está no mesmo lugar
Meus olhos no espelho, ainda estão vermelhos
Não agüentam lhe ver chorar

Eu daqui, você de lá
Encontros virtuais todo dia
Já nem sei no que vai dar
Nossa paisagem nova, pop filosofia

Outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos

Nada mantém o meu coração refém
Preso no espaço sideral
No abismo da rede, ondas que vão e vêm
Alimentando o amor ideal
Tudo bem, tudo igual
Novamente sem seu sorriso
Até amanhã, e ponto final
Pra ir pro paraíso, tudo que eu preciso é

De outra realidade pra anestesiar
Nossa viagem sem sair do lugar
Eu sei que o nosso amor ainda navega
Mas tudo que eu grito não chega aos seus ouvidos

Eu, numa ilha, sem balanço do mar
Mal, minhas garrafas sempre voltam pra cá
Talvez, tudo vá se encaixar
Mas sei, solidão a dois, nunca mais

...e hoje na aula de alemão.

So viele Menschen sehen Dich
Doch niemand sieht Dich so wie ich
Denn in dem Schatten deines Lichts
Ganz weit dort hinten sitze ich

Ich brauche Dich - Ich brauch dein Licht
Denn aus dem Schatten kann ich nicht
Du siehst mich nicht - du kennst mich nicht
Doch aus der Ferne lieb ich Dich
Ich achte Dich - verehre Dich
Ich hoff auf Dich - begehre Dich
Erfühle Dich - erlebe Dich
begleite Dich - erhebe Dich
Kann nicht mehr leben ohne Dich

Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint

Dieses alles schreib ich dir
Und mehr noch brächt ich zu Papier
Könnt ich in Worten alles Leiden
Meiner Liebe dir beschreiben
Nicht die Botschaft zu beklagen
Sollen diese Zeilen tragen
Nur - Ich liebe Dich - doch sagen

Heute Nacht erhälst du dies
Ich bete dab du dieses liest
Im Morgengrauen erwart ich Dich
Ich warte auf dein strahlend Licht
Ich träume dab du mich bald siehst
Du morgen in den Schatten kniest
Und mich zu dir ins Lichte ziehst

Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint

Der Morgen Danach - Lacrimosa

... e sobre a produção durante uma aula sobre comunicação.

Assuma a responsabilidade e conseqüências. Mostre sua cara, leve o tapa, deixe e se esforce para acontecer o que teme. Ou então fique com o peito apertado, o pensamento trêmulo, a garganta sêca. Esconda-se, e esconda-se de si mesmo. Não existirá espaço para quase mais nada, além de imaginar como seria o tão temido monstro.
O olhar triste se instala. O medo e o calafrio percorrem o corpo. Terá então a certeza de que está vivo e por vezes preferiria não estar.

... e sobre momentos de nossas vidas.

Turbilhão que chega dizendo à que veio. Acorda caboclo! Entre em meu ritmo, o seu está muito lento. Tudo fica tão frenético que a impressão é que se perde o chão, se perde tudo. O medo toma conta. Afoito perde-se o fôlego, começa a correr atrás do turbilhão, tentando reconstruir o que foi destruído. Achar o que foi perdido, recuperar o que foi deixado. O medo gritando no presente. O turbilhão é um aviso, aviso que se está demasiado fora do eixo. O ritmo retoma sua lógica, o seu compasso. O turbilhão perde o sentido, perde sua função momentânea e deixa então o caboclo novamente regrado, e seu medo um pouco esquecido.

10 setembro 2006

Deixe como está
Não nutra, não deixe crescer.
Faça o movimento inverso
Sufoque, contenha, mate.
Não sinta
Deixe estar

Abstraia-se, devaneie
Desista de suas vontades
O desejo de estar, sem poder.

Verás e não poderás querer
Desejarás e não poderás ver

Queres tocar e não alcanças
Queres falar e não tens escuta
Gritas ao vento,
e perdes o som no infinito.

Serás banido, cortado, lançado fora
Não terás direito à existência

e o repertório noturno ..

...Você pega o trem azul
O sol na cabeça
O sol pega o trem azul
Você na cabeça
O sol na cabeça ...

(o trem azul - milton nascimento)

08 setembro 2006

e aos devotos de clarice...

Também era bom que não viesse tantas vezes quantas queria: porque ela poderia se habituar à felicidade. Sim, porque em estado de graça se era muito feliz. E habituar-se à felicidade, seria um perigo social. Ficaríamos mais egoístas, porque as pessoas felizes o eram, menos sensíveis à dor humana, não sentiríamos a necessidade de procurar ajudar os que precisavam - tudo por termos na graça a compreensão e o resumo da vida.
.. extraído de uma aprendizagem ou o livro dos prazeres C. Lispector

entre as muitas divagações sobre a cana..vamos à ela.

Faz tempo, algum tempo que não tomo cana pra valer.. daquele jeito que quando é feito, o indivíduo faz promessas e abstinências por um bom período de tempo, sem nem encostar ou cheirar álcool.
Beber com propriedade.
Preecher com cana.. o buraco de dentro, anestesiar, esquecer ou lembrar, e então acordar com ressaca e gosto amargo na boca. Assim, voltar ao cotidiano.

06 setembro 2006

santa chuva

e essa música anda grudada na minha cabeça, acordo cantando, e olha que prezo o silêncio de manhã..
Viva os diálogos!!!
...de Marcelo Camelo.

(ele)

Vai chover de novo
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
À tempestade...

(ela)

Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...

finalmente esse texto antigo cabe aqui.. adaptado.. mas cabe..

Nada a dizer.
Não acho nada, pelo menos nada que me agrade no momento, para colocar aqui.
Talvez o mundo já esteja repleto, de palavras, frases, cores, movimentos.
Há muita informação correndo fora do portão.
Aqui estou eu então, de próprio punho, ou melhor de própria digitação preenchendo este espaço que talvez devesse ficar vazio. Mas o vazio é de difícil digestão para este mundo tão acostumado com tanta coisa, tanta gente, tantas cores, tanta informações.
E agora neste momento.. em que eu deveria estar correndo atrás de fazer as minhas próprias coisas. Fico aqui preenchendo este espaço...
Isso não tem fim.
Então boto um ponto final, pois lá fora do portão além de toda a informação tem também um dia lindo e os pássaros continuam a cantar e acho que vou deixar a promessa de lado e fazer a minha caminhada diária, que foi prescrita por toda a junta médica a todos os seres humanos, como algo para manter o coração saudável. Já que o cotidiano, nas tentativas de relacionar-me não estão sendo o suficientes nesse quesito, aliás talvez até o inverso, então melhor fazer os tais dos exercícios.

05 setembro 2006

e sobre ser importante..

-you are also really much important to me
-am i?thanks for making me important to you
-you are important to me

e sobre ser uma mulher bomba...

Inadequação, como se tudo o que falasse fossem respostas erradas e ao final ser reprovada no teste.
Como se o que sou, realmente não satisfizesse, como se não bastasse.
E quando bastasse, me tomasse um sentimento de repudio.
Vontade de ficar em uma rede, sob o sol de inverno. Ouvir os sons que vêem da rua e nada mais.
Não pensar. Não me importar. Não existir.
Medo. Medo de mim mesma e dos pensamentos, cores, sabores e dissabores que passam pela cabeça.
Sentimento de que não vai ter jeito, de que se está perdida, sem solução. Parece que as histórias se repetem, e dá medo da repetição, porque você já sabe o final, já sabe o que vai acontecer ao fim do ciclo.
Estressada por ser eu mesma, por ser quem sou.
A vida não é fácil, mas quero fazê-la mais fácil, mais simples.
Pra que tanto sofrimento? Pra que tanto pensamento vil?
Vou ver televisão. Odeio televisão.
Quero explodir.

04 setembro 2006

e sobre gatos...



Os únicos animais que mesmo domesticados guardam características selvagens. Há quem os odeie, há quem os amem. Independentes. Despertam fascínios. Supersticiosos ou não, quem nunca ficou obcecado ao ver um gato preto. O olhar indiferente deles em relação ao outro, a cães que loucamente insistem em latir, às pessoas que tomadas pela raiva insistem em enxotá-los de um território pelos quais eles transitam sem medo de fronteiras.

Utilizados pelos egípcios como caçadores de ratos e venerados como deuses. A deusa Bastet, deusa da fertilidade e da felicidade, benfeitora e protetora do homem, era representada como uma mulher com cabeça de gato. Na Idade Média juntamente com as bruxas, os gatos foram punidos e tidos como criaturas do diabo e muitas vezes eram queimados junto com as mulheres acusadas de bruxaria ou mesmo sozinhos.

Acredita-se que os gatos são os mais sensitivos dos mamíferos, sendo mestres nos sentidos. Não há barreiras e obstáculos para estes.

Admito que apesar de não ser uma fã número um destes bichinhos, admiro e creio ter muito que aprender com eles.

(informações históricas extraídas e adaptadas do wikipedia)

03 setembro 2006

e do verde dos teus olhos...

Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo

M. Nascimento
Não sou freira nem sou puta ... R. Lee E Z. Duncan

nessa espera o mundo gira em linhas tortas

Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
para ver deitar o sol
sob os teus braços castos
Cobre a culpa vã
até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo

Abre essa janela
primavera quer entrar...

de Marcelo Camelo para mim, para tu, para vós, para eles.

aos meus amigos obrigada por tudo...

Admito, ainda estou sob influência descarada das palavras que entraram ontem nos meus ouvidos...
Para vocês! Isto é, se existem vocês lendo estas linhas. Afinal minhas palavras só fazem sentido, ainda mais neste tom de diálogo, quase mais que um monólogo, se existem alguém lendo.
Pensamentos sobre minha existência inexistente no mundo, de que realmente sou descartável, de que não há ninguém esperando nenhuma carta, ou notícia minha, de que o telefone continua e continuará mudo. E de que estas palavras serão apenas palavras jogadas ao vento, jogadas na rede, e perdidas no espaço como lixo virtual. Poluição escrita. Poluição da mente.
Bom tudo isso é fruto da desorganização das minhas idéias.
Várias vezes com pequenas palavras e gestos sou presenteada com idéias contrárias a este pensamento vil. Isto me toca e me deixa intensamente feliz. – Sem tu não é a mesma coisa!
Faz me acreditar de que sou importante e me deixa assim, me sentindo parte do mundo, pertencente ao meu pequeno mundo, a minha pequena realidade, real, não virtual. Acho que estou mais carente do que gostaria e deveria.

Bom pra vocês, você ou ninguém agora apresento.
Maria Rita, intérprete de muitas músicas boas.

carteiro escondeu 2 toneladas de cartas em casa

Será que tem alguma carta minha lá?

e da incapacidade de expressão..

Muitas vezes não consigo explicar o que sinto, o que penso.
Em muitos outros momentos as músicas e poesias, palavras já organizadas e impressas falam coisas das quais tenho até medo. Às vezes os desenhos e cores são as melhores formas para expressar.

Tenho medo.

Odeio às vezes os pensamentos.

Preciso voltar a desenhar.

02 setembro 2006

alvorada...a cor da esperança

Nada como Cartola para nós acompanhar até o fundo do poço, mas também nos acompanhar na saída e no festejo como no carnaval quando resolvermos dançar, conviver e celebrar pelos arredores do poço, e porque não até em um caminho novo, por vizinhanças desconhecidas e florestas ainda selvagens.
Nem se precisa ter muito que festejar. Mas ele simplesmente com sua poesia e batuque nos faz pensar que realmente vale a pena sorrir quando se pretende levar a vida.
Afinal..

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
Mas o que me resta é tão pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.
...
A tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade.
E no canto de amor assim,
Sempre vão surgir em mim, novas fantasias,
Sinto vibrando no ar,
E sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã.

Que santo Cartola nos dê bom ânimo...

01 setembro 2006

qual a resposta?

viver, voar ou morrer?

e sobre a agonia...

Sempre fui invejado e sempre fui orgulhoso ao pensar no meu sono de criança, deitava dormia e sem precisar me mover na cama, sempre profundamente. Sem me abalar com os piores dos terremotos.
Esta noite não dormi, remexi, tive sonhos recorrentes, assustadores, sobre o cotidiano da minha vida. Cobranças internas e externas, medos, falhas. Como se estivesse sendo testado e reprovado a todo o momento.
Como se fosse uma farsa, fingindo ser algo que não tenho a capacidade de ser, como se não fosse bom o suficiente.
Acordo angustiado, sentimento agoniado na minha garganta, coração um pouco disparado, boca do estomago apertada. Medo. Agonia.
O presente me assusta, o futuro nem sei, nem penso nele. O presente acontece agora, e me deixa perdido. Perdido no emaranhado do meu próprio cotidiano. Cumprir os prazos e atividades. Fazer direito. Cumprir meu papel na sociedade em que vivo. Lidar com o turbilhão de pensamentos e sentimentos que transitam no trânsito caótico da minha cidade.
Quero o anoitecer na cidade, o entardecer, com direito a parada para olhar o pôr do sol.
Quero colo e cafuné, quero um lugar seguro, se isso existir, ou for possível. Mesmo que a segurança esteja dentro de uma caverna, dentro do apartamento vazio. Apenas isto.
Um banho afoga essa agonia? Uma volta de bicicleta? Desce uma aí, por favor!