01 maio 2007

promessas de um dia assim

Feriado com friozinho e sol.
Bolo de cenoura no forno,
a calda de chocolate já esta esperando o encontro.
Panelas com moqueca já fervilhando na casa dos amigos.
Previsão verpertina de sessão de cinema caseira
com pipoca e chocolate quente.

Fiquei esperando o meu amor passar pelo meu dia,
quem sabe matar um pouquinho das saudades.
Talvez seja a falta de energia,
talvez seja só o espaço vazio
dessa ausência qeu corrói.

30 abril 2007

dos redemoinhos

O redemoinho é para desacomodar as coisas, arranjando o desarranjado, e desarranjando o arranjado.

José Oswaldo Guimarães

25 abril 2007

dos meus sapatos cheios de barro

Cheguei com muitas histórias no bolso, muitas palavras na cabeça.
Um tanto de barro nos sapatos e poeira na mala. Trouxe também mudas verdes de plantas que eu nunca tinha antes visto na cidade. Um outro tanto de planos, projetos e muito muito trabalho, porque ele ainda felizmente é abundante em minha vida, todo dia me afogo um pouquinho nele e é bom esse mergulho.

Muitas coisas foram vistas e pensadas, ainda fica na boca um gosto de amargor e tristeza, que margeia a revolta, mas calo este grito e continuo no trabalho de formiga.

A sobrevivência num campo onde a luta foi e continua sendo palavra que está enraizada neste solo, nestes rostos.
Trouxe comigo o anseio pela chuva e que com ela brote a esperança de uma colheita melhor para eles e para nós.
Na minha bagagem ainda por se desfazer trago o cansaço, mas a alegria de estar de volta ao meu cantinho meio urbano, meio meu.
Cheguei de volta.

Tenho que entrar neste outro compasso.. até a volta.

20 abril 2007

lições sobre a lembrança

Descobri que tem certas lembranças, falo das muito boas, só são boas porque assim o são, lembranças, memórias, páginas viradas. E bem-aventuradas são estas, assim, desta forma.
Daí você tenta sentir o gostinho de novo e descobre que o que já foi não é mais, muito menos há de ser. E daí nessa tentativa, consegue estragar esta lembrança que era muito boa, digo quase top de linha.
Ficou ruizinha e só piorou com o olhar das fotos.
Virou pesadelo, um pesadelo preso eternamente no passado, sem possibilidade de mudança num futuro, quiçá quase presente.
Mas tudo bem, já passou.
Só não sei se eu aprendi a lição.
Espero.

meu encontro com a moça das lentes azuis

Fui ver a moça que me vê através de lentes azuis, ela disse que essa minha ansiedade é algo normal no meu tempo, no meu estilo e ritmo de vida. Se fosse diferente aí sim seria algum denotador de problema.
Essa minha ansiedade, essa que me faz embirutar e querer engolir o mundo não tem nada de patológica, então eu acato arredia. Melhor assim pois de patologias já bastam as residentes.

E o mundo roda roda, gira gira.

E eu vestindo a saia rodada é algo bonito de se ver.

Olé!

18 abril 2007

do café que ficou pronto enquanto eu escrevia este post

Fui fazer um café logo ali no cômodo ao lado, um chamado cozinha.
Tomar um café é sempre bom pra tomar uma coragenzinha pra enfrentar a vida. Uma ótima bengala, que seja.
Mantenho e cultivo esse vício do bom aroma até que minha gastrite não reclame, e bebo com moderação ou com exagero, dependendo dos dias e da vontade.

Porque meus fios de Deus, eu poderia estar por aí matando, roubando, caída nas drogas, mas me contenho com minhas zirilações e uma boa xícara de café.

Assim mantenho, tento, a minha sanidade mental. ho ho (que bonito isso)
Tá tá.. não só isso pois o verbo zirilar contém muitas coisas, contém tudo, contém eu. E foi presente, só meu. Pois não conheço nenhuma outra zirila por aí.
A ignorância é uma bençã.

desafio do dia, de todos os dias

Deixa eu ir ali no outro lado da cidade tentar salvar o mundo.

Sempre disfarço dizendo que tento salvar o mundo, na verdade quero me salvar, e no caso de nessa "grande missão" falhar, tenho uma boa desculpa pois não é qualquer um que se habilita a salvar o mundo. Nem que seja o seu próprio mundo.
Talvez seja até mais difícil. Vou descobrir, deixa eu ir ali. Será? Fica o desafio coberto de incertezas.

E assim os dias passam turbulentos e coloridos, porque sempre são coloridos e turbulentos. Os meus são assim. Sempre, de um tanto que quando calmos desconfio.

fase ina

acho que eu é que estou com baixas de endorfinas, serotoninas .. todas as inas.
quero sair voando por aí, dormir até doer o corpo e ficar na doce inconsciência por algumas horinhas.
será que dá?

17 abril 2007

uma pancada, alguns arranhões

e as dúvidas e incertezas de um futuro junto habitaram o cenário.
Veio então o medo e a tristeza. O buraco ansioso dentro do estrombio empurrava lágrimas que já não mais caiam.
Alguns pequenos planos e sonhos cuidadosamente cultivados, filhos únicos, deram de cara com um poste.
Os primeiros socorros ainda não chegaram, a pancada dilacerou um pouco o músculo cardíaco que bate descompassado. Os danos estão ainda sob observação e uma reavaliação do paciente será realizado no próximo turno. Não se sabe ainda se o trauma será irreversível.

ps. Acho que eu li muito aquele manual sobre direção defensiva e primeiros socorros.

de dona de casa à motorista de segunda viagem

e daí que nesse meu caótico mundo e nestes dias, hoje fui fazer a tal prova pra provar que sou capaz, ainda por incrível que pareça, de dirigir os tais veículos automotores.

Acordei cedo e comecei a ler o tal livrinho que ganhei da moça do Poupa Tempo que foi com a minha cara e me facilitou a vida. Claro que no meio disso lavei a louça, paguei contas, abri a porta pro homem da luz, escolhi feijão, cozinhei feijão, fiz pão, assei pão, uma verdadeira dona de casa.
E, de certa forma, fui criada para tal, lembro-me claramente de minha mãe me ensinando a como limpar bem vidros (e eu era muito boa nisso), lavar banheiro (eu sempre adorei e ainda gosto do tal serviço) e por aí vai.

Fiz a prova, acho que fui bem, fiquei em dúvida apenas em duas questões, admito. Logo após o término da prova fiz questão de tirar dúvidas com o fiscal presente, o qual após um titubear me respondeu, mas não me convenceu. Foi engraçado ficar em uma sala cheia de marmanjos. Pediram-me cola.. e eu facilitei a posição estratégicamente da minha prova para o bem geral da nação.

Acho que fui bem, espero ter cumprido o meu próposito.
Semana que vem saberei do resultado.
Prometo contar pra vocês, com a esperança de ter notícias felizes para mim e infelizes para todo o resto do trânsito mundial. ho ho ho . Será mesmo?

13 abril 2007

el gato preto

A única coisa que marcou ludicamente a minha sexta-feira 13 foi um gato preto atravessando meu caminho, porque de fantasma, meus caros, não tenho medo não, muito menos de gato preto, mesmo que seja em uma sexta 13.
Brindemos ao que fica, o que é e está, porque o que foi, não é mais.

o riso e a brisa

Um fim de tarde em meio a tanta coisa, após um dia de agenda cheia, mesmo que o dia não tenha terminado, tem uma brisa fresca batendo no meu rosto e mexendo com as folhas das árvores. Gosto deste barulho de folhas, gosto de fins de tarde, gosto ainda mais de uma sexta-feira.

Engraçado o fato de ser hoje uma sexta-feira 13, que por enquanto, e que permaneça assim, não mostrou muito de seu lado sombrio e que não mostre.
De sombrias já bastam tantos acidentes de percurso, as lágrimas derramadas, ou os contratempos próprios da vida.

Foi um dia cheio (porque dias de labuta são geralmente cheios), é e será ainda, mas fica apenas uma alegria contida brindada por essa brisa que insiste em brincar com os cachos dos meus cabelos.

Peço licença, acho que vou ali ver o fim do dia e andar com a brisa.
É só essa felicidade que não mais se contém que precisa passear um pouco.

12 abril 2007

No we're never gonna survive, unless...we get a little crazy

os dias sedentários estão para acabar

Nestes dois últimos dias visitei todas as academias de Barão.
... porque diga aí, é uma delícia ser tratada como uma princesa, ver planos e possibilidades, ver toda a agenda de aulas oferecidas, brincar de escolher preços e planos.
Enquanto isso, neste exercício de escolha, apenas fico vendo os outros se acabarem de exercícios.

Você do alto de seu salto e roupa de veraneio em uma academia, se limita a sonhar e/ou planejar um futuro de corpo sarado e sonhar sobre o quanto você realmente vai se dedicar ao suadouro matinal, vespertino e noturno, todos os dias, todas as semanas, durante todo o um ano de plano de adesão que, é claro, você comprará por ter mais descontos e inclusos dias de férias.
Sim, porque se vc compra planos de "alta fidelidade" você tem direito a até 60 dias de sedentarismo sem culpa.

Eu ainda não escolhi, fico apenas me auto-desafiando a andar ou quem sabe pretenciosamente correr todas as manhãs no campinho da quadra de baixo da minha casa, nem que seja apenas por um mês, antes de comprar o passaporte mágico do corpo sarado e vida sem culpa.
Comprei até um tênis para esse grande feito na minha vida. Pergunte-me quantas vezes fui..
recuso-me a responder.

Mas amanhã.. amanhã cedo tenho outra chance de mudar meu destino, e começo. ho ho ho
Nem eu mesma tenho mais crédito comigo mesma, principalmente.

Será que algum dia descobrirei se Giozin tem razão sobre a endorfina?

10 abril 2007

o assassinato da taruíra

abrindo a porta da cozinha pisei e esmaguei a taruíra.
senti o crec, olhei o chão e a vi agonizante rodopiando pela lajota.
partes vicerais destroçadas foram lançadas, meio que pinduradas pra fora do torso (se assim se pode chamar) da bichinha.
Ela parou. aquietou-se eternamente.
houve sangue. nunca imaginei que taruíras, vulgo lagartixas, tivessem sangue.

um pavor escancarado subiu pelo estômago.. e.. argh..
em meio a gemidos quase inexpressíveis (gostei dessa, só não gostei de ter que vocaliza-los, afe eu to precisando de uma cama, tá phoda isso aqui, mas vai.. mais um pouquinho de paciência de vocês leitores, se há? sei que tem uns persistentes, mas tenham esperança)
lancei o que restou, os destroços para fora.
e fui lavar meu pé.. muito bem lavado. aliás tomei todo um banho novo.

matei a taruíra, esmaguei.

ps. sim, eu estava descalça, não sei o que foi mais nojento.

meu caos meu eu. eu

porque então, meus caros, eu fico passeando pelos papéis desordenados que se acumulam em minha área quase plana de trabalho, e me confundo, me perco, saio do ritmo.
daí.. , vou para a caixa de emails e quase tenho vontade de chorar. tento apagar, organizar, quiçá responder. não dá.
Faço listas infinitas em papéis com tinta azul, vermelho, preta e lápis grafite.
risco, rabisco, rascunho, passo a limpo.
arquiteto engenhosamente planos mirabolantes de ação eficaz e/ou eficiente.

Não consigo, não consigo.
meu pseudo-mundo está do jeito que gosta, em equilíbrio, o dele.
e eu, agoniada e alvoroçada, meu desequilíbrio, meu caos, meu eu. eu.

e assim continuo na minha labuta contra mim mesma, a perseguição infinda de sair desse estado latente equilibrado que tanto rejeito.

ui, desisto dessa pilha por hoje. ao menos hoje.
fico apenas com a pilha de idéias que me excitam o cérebro e me fazem escrever, ver, er.

-Próximo!!

09 abril 2007

sitting next to you

e ficaram naquele namoro só
saudades apertadas, quase esganiçadas dentro do peito
sonhos e planos de um futuro todo incerto, mas possível
apenas sentados um ao lado do outro
a companhia, regada a vinho tinto e beijos.
e tudo o que advém de uma saudade que jazia e fermentava por toda uma vida.

E em seu português raro dizia, mandando às favas a regência ou concordâncias
Meu amor, boa noite, dorme bem.

Quem é essa agora?

que dentro de mim me assusta e me atrai
sorrateira ela sou eu,
ou alguma sombra
que me segue como bicho,
rastejando nos calcanhares da minha alma
lá está, lá está,
sabe tudo,
faz tudo,
eu sou apenas uma ferramenta
garganta pela qual
ela chama, chama, chama

Lya luft

...

Eu sei que atrás deste universo de aparências, das diferenças todas, a esperança é preservada. Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir, e dela não me conformo. Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora. Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida. Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas. Amo teu jogo triste. As tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria. Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência. Até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco. Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha, bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e futuras rugas. Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Amo teu sistema de vida e morte. Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual. Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa. Eu te amo de alma para alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila.

Maria Bethânia recita em sua gravação no cd Maricotinha

de quem é esse texto?

imagens de uma noite muito maneira



o começo do fim da noite, a sempre presente molha goela.


Seguido de caldinho de Sururu.. hummm....


E no fim de tudo, no fim de tudo. Uma caixa de música pra lá de especial, que foi centro das atenções e comandante dos passos que deslizavam pelo salão do Beto.
E depois de ter acabado a cerveja,
que não estava muito católica,
quase morna, fomos pra casa.

a visitante




entre as vindas e idas, passeios descompromissados e comilanças.

fez-se assim o dia.

a continuação da história

ah! porque o começo foi bom, mas o depois foi melhor ainda.
O final.. humm.. não teve final.
Uma história ainda sem final previsto.
quase sem fim, oxalá.

o início

Pense um uma viagem a um lugar que você gosta muito.
Chegando lá tem como recepção de chegada um belo e querido sorriso.
Depois muitos outros sorrisos e abraços. Flashes, holofotes.
Papo bom. Uma grande festa.
E teve a dança, bebidas e comidas que nutrem a alma e o sorriso.
Abraços, boa companhia, vista pro mar e as estrelas.

Isso foi só o começo.

08 abril 2007

surpresas

porque quando achamos que de um mato não sai mais nem lebre ou vida, sopra o vento e então tudo muda, do tal mato sai um leão, sai um trapezista, sai o circo todo.
Uma alegre folia colorida esfuziante.

A música canta e o sorriso se espalha pela multidão.
Não há nada que confunda o brilho ou amargue o gosto.
Não há.
E então percebe-se que todas as dores e securas do tempo, apesar dos pesares amargos e doloridos, valem a pena, o suor, a lágrima.

A bailarina dança, a vida sorri.

05 abril 2007

cinco de abril

No dia do aniversário do homem que me ensinou a ser um pouco do muito que eu sou, o homem que me deu o formato dos meus dedos nos pés, o tempo fica nublado, o sol não brilhou de saudade. As lágrimas não caem do céu, fica apenas esse ar pesado e a vontade de chover.

O som do barulho do martelo intermitente, dos carros, de serras.
Pelo quadrado da janela vê-se a serra e prédios abandonados.
Fica apenas essa ressaca, o mormaço e o quente de dentro da gente.

Vou ali
no quarto ao lado me despedir.

02 abril 2007

qualificada


Deixa eu ir ali no bar bebemorar porque agora sou uma pessoa QUALIFICADA!

Fui aprovada..

Agora vamos ao bar.. e à vida, que continua feroz!

romantismo súbito

É que estou meio musical, um pouco apaixonada e muito ferrada.
Mas encontrei esta música, consegui me sentir fazendo algo romântico, ou quase.
Precisava apenas ter coragem de mandar para o bem amado (evidentemente algo que ainda não fiz, acho que vou é mostrar para a minha banca examinadora, hoje.. logo.. em breve, acho que eles vão curtir).
O profundo stress e turbulências podem, sim, fazer com que as pessoas evoluam romanticamente e acadêmicamente, ao menos tentem. Viva a resiliência do ser humano, de Zirila!
Tive meus dias azuis, agora tenho os meus dias de espera rosa incontida.
Com vocês, a voz de fundo, da minha noite, enquanto me preparo para a qua-TUM-li-TUM-fi-TUM-ca-TUM-ção-TUM-TUM-TUM!



Bem romântico, não acham?
Gostei

** Ah.. a bela moça cantante chama-se Lizz Wright, música Eternity...

01 abril 2007

e no dia da mentira um bom conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Chico B.

momentos felizes antes do enforcamento

Enquanto deveria estar lendo coisas do presente, perdi-me deliciosamente neste fim de noite de sábado, em coisas do passado de Gio.

Arrematando ainda este momento com Paulinho da Viola em um sambinha da moléstia.

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?


Diga aí.. dupla dinâmica das melhores para dar aquele despejo a qualquer tristeza inquilina.
Amanhã ... eu me acabo e me esfarelo toda suando meu próprio sangue e desespero. Qualificação.. Qualificação.. Qualificação.. Qualificação.

31 março 2007

fim de noite uma volta de bicicleta

e uma pausa de uma hora entre os queridos amigos.. os de todo dia.
Um telefonema + carinhos e afago + aviões do forró + cotidianos + futuros planos.. e bobagens. Saí nova em folha andando protegida pela lua quase cheia.

Agora vamos à qualificação.

saudade na selva

e ás vezes me dá tanta saudade de um moço que fico querendo ouvir aquela música que ele colocou no rádio do carro daquela vez, como se assim eu pudesse trazer pra perto novamente aquele sorriso e o brilho dos olhos ao meu lado.
Fico querendo escrever coisas românticas e revendo as fotos já tão gastas de tanto que foram olhadas e olhadas.
Não sei ser muito romântica, acho que tenho medo de derrerter-me e perder-me pelo ralo para sempre.
Então fico aqui pensando nele, pensando e pensando. Chamando pelo vento.
Será que ele vê a mesma lua que eu vejo?
eu vejo e nele penso.
o coração tá apertadinho querendo urgente esparrar-se no colo dele.
acho que eu gosto dele.
acho que ele de mim.
Mim Jane, ele Tarzan.
Surdade absauda
São as águas de Março fechando o verão.

tempestade cerebral

e assim vou despejando esses pedaços de mim, ora coisa boa, ora coisa feia...
Hoje ouvi que tenho a síndrome do patinho feio..
Oras bolas.. acho que tenho mesmo.

Pato é um prato na culinária extremamente caro.. e delicioso.
Já comi nas minhas andanças.

Preciso aprender a passear pela vida, a moça das lentes azuis já dizia.

Confesso que neste segundo estou tendo uma tempestade de pensamentos e estou um tanto quanto confusa. Cansada.
Mas preciso voltar ao trabalho....pra dormir, para trabalhar, pra trabalhar, pra trabalhar e quem sabe dormir pra trabalhar.
Quero o paraíso.
E até o que chamo de paraíso me pareceu um pouco mais distante hoje. Greve dos controladores de vôo. Nem se quiser voar eu posso...
AÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

tá ruim mas tá bom

porque sempre quando está ruim, pode piorar. Claro.
O caos se instalou no meu momento e está difícil dar o Olé no bicho.
Under pressure. Tô que tô uma panela de pressão, e o tempo, o meu, vai escapando pelos meus dedos e sai saltitante dando gargalhada, rindo maquiavélicamente da minha cara.

A moça que me vê através das lentes azuis cancelou nossos encontros, pediu licença médica.

Existem limites para a fundição do ser humano? os mais católicos e mais atentos que me perdõem o uso de palavras de baixo calão, mas tem hora, tem hora, que as pernas se cansam de tanto o andar, o corpo já não responde e as palavras que sempre estão ali quietinhas à espera de serem modificadas se empilham em estantes ou qualquer que seja a superfície plana.

As tais ites do istômiguinho cantam, a comida mal para por lá. E pra contar com a astúcia da natureza, obviamente visitas inesperadas de um tal de período feminino repleto de cólicas e todos os incomôdos pertinentes à época chegam de mala e cuia. O calor, este continua onipotente e onipresente. Faltam apenas os pernilongos para indicar realmente o atual local que poderia ser este endereço de vida atual, porque inferno que é inferno tem sempre esses bichinhos e dos mais sedentos e miseráveis, incansáveis.

Mas peraí.. é hora de dar remédio.

E qualé o remédio para a minha vida?

Será que vou passar no teste? Será que dou conta?
Tá punk funk como non me gusta.

Mas como diria uma amiga minha.. tá ruim mas bom, tá bom mas tá ruim..

E continuo com esta latente sensação de estar sempre atrasada para a minha vida. Atrasada, pósmatura.

30 março 2007

e nesses dias..

Outras lutas estavam apenas começando a tomar forma, haveria de estar de prontidão.
Tinha logo a sua frente tanta luta a ser encarada de peito aberto, cara lavada, sua luta.
A eterna luta. Metade da luta. Lutas nunca são inteiras, sempre são aos pedaços, mas nem sempre homeopáticas.
Importantes passos, importantes obstáculos a serem ultrapassados.
Ela tinha a seu favor longas e fortes pernas, e corria ofegante em direção das barreiras e contra o tempo que ticava sem piedade sempre no compasso voraz dos tempos que eram modernos, corridos, atemporais.

Precisava descansar, por isso logo após a batalha partiria ainda com as mãos sujas de sangre* para terras distantes, desconhecidas em busca de outros tantos queridos.

Ela ainda esperava impacientemente, que fosse logo, reclinar a cabeça em colo amado. Seu peito estava moído de saudades do moço que mandava pensamentos e carinho dentro de garrafas jogadas no Oceano Atlântico. . Mas o moço.. o moço, a saudade descompassava o bater de seu coração.

* homenagem a minha bisa espanholita que assim se referia à palavra tão já escancarada.

o retorno da guerreira após a primeira grande batalha, deste ano

Após anos, meses, dias e nove horas de esperas infames.
Tanta dor, sangue e um grande corte fechado por muitos pontos.
Tanta gente, cansaço, medo. Solitude. Medo. Dor. Medo.
Saiu finalmente do campo de batalhas, veio pra casa onde continua a sua luta mas agora em ambiente conhecido, aconchegante, familiar.
Voltou pra casa, ao deixar o local tão doído lágrimas encheram os meus olhos.
Ao chegar em casa as lágrimas preencheram os dela.

Ainda fica essa vontade latente, uma emoção contida, tamanha.. quase do tamanho de mim, de chorar por tristeza, alegria, cansaço, descanso.
Mas aquiete-se agora, durma aqui do meu lado, descanse, pois estamos em casa. Nossa casa.
E é muito bom ter você de volta. Muito bom.
...E os meus olhos se enchem de lágrimas, minhas lágrimas.

28 março 2007

Trago-te minúcias de quintalim e cocorico de galo (...)

os restantes de velhas cidades desmanchadas

o cheiro da flor em tempos de noivado


Ruy Proença

26 março 2007

pausa

uma trégua, foi para casa.
apenas uma tentativa de se ter uma noite bem dormida
o silêncio atordoa e então ligou a tv pra lhe fazer companhia.

tão cheia que se sentia vazia.
talvez fosse só o cansaço, divagações, alucinações ou delírios.
Talvez não tivesse sentido e por isso mesmo tizesse todo o sentido.

21 março 2007

meu obrigada

A alegria chegou embrulhada dentro de um envelope da cor parda, com o meu endereço escrito com uma letra de mão toda redonda, uma letra de moça, quiçá uma escritora.
Dentro deste envelope havia um outro envelope cuidadosamente dobrado que continha um pacotinho transparente com 10 unidades de alegria multicores brilhantes caprichosamente arrematados com um laço verde.
Uma alegria toda junta, bonita de se ver.
O sorriso escapoliu sorrateiro pelos olhos e lábios, pela alma.
Permanece sorrindo até agora, quando ainda restam nove pedacinhos, pois um já cumpriu sua função, beijou a alma e abraçou o coração.
Um brinde aos encontros de alma e a amizade nova, e que seja sempre fresca, coisa boa, cor brilhante. Assim e mais ainda.

20 março 2007

da minha colheita

Já nem ouso ou me atrevo a pensar em caminhar por terras áridas, me arrepia a alma. Logo agora que na minha plantação começa a ter sinais de brotos verdes túrgidos.
A chuva tem regado e creio que a colheita será farta. Sempre há a expectativa de como será a colheita ou mesmo se haverão frutos, mas uma coisa é certa, o solo é fértil e a semente é boa.

19 março 2007

sonhos de tata

Zirila zirila....
sonhei que vc ia se CASAR!!! A gente tava num barracão, uma galera, eu vc, Dani, umas meninas que nunca vi...a gente tava te arrumando pq vc ia CASAR...eu fiz sua unha, Dani arrumou seu cabelo, uma que eu nunca vi na vida passou creme, fez massagem..parecia um dia da noiva, sabe ...

mas só ficou nos preparativos....não consegui ver vc de noiva...ai ai ai...
mas vc tava muito feliz!
e a gente tbém!

achei divertido isso

"prefessora"

Tem dias que chego em casa, assim, com aquele gostinho de missão cumprida, aulas bem dadas.
Percebo pelo olhar do outro, olhos fixados em mim, um sorriso no canto da boca e uma vontade de ficar. Somente me resta o gostinho de que fiz minha parte e não deixei a desejar. Nestes dias gosto de ser professora. Nestes dias fico feliz.
O bom desta coisa é que dou aula todos os dias, quase todos, exceto domingos, sextas e feriados.
Acho que estou levando vantagem nesse negócio aí.

Wo sind Narilu?

Du fehlst mir.

la viaje



E no mapa de uma futura viagem, as cidades marcadas até parecem próximas, cabem dentro de uma folha de papel, dentro de um livro, um guia, uma página.

do cansaço à farra

Tenho estado cansada, mas um casaço daquele tipo, sabe quando começa a ver um filme e depois de dois minutos aquela moleza toma conta? Não lutei contra o sono, me entreguei ao sono gostoso de um domingo a tarde de chuvinha largado em um sofá macio, o meu sofá.
Um misto de cansaço, velhice, idade, falta de ferro no sangue, frente fria e garoa.

Fui interrompida por um telefonema, que me despertou desse soninho. Foi requisitada a minha presença, por alguns momentos desejei ser uma pessoa esquecida pelo tempo, pelo mundo.

Levantei a carcaça e como que simplesmente respondendo a um chamado fui.

Fui saudade alegremente por tantos amigos. Joguei o tal do boliche, apenas o suficiente para sentir e descobrir um músculo existente no meu ante-braço que insistiu em dizer que esta lá nestas últimas 24 horas. Divertido, joguei pouco, quase ganhei a rodada. Sorte de principiante. Briguei com um tal de taco, numa outra estranha sinuca. Perdi. Cantei "O amor e poder" de Rosana, aquela música da infância, da minha, e mandei bem no karaokê. HO HO HO. Os espectadores neste momento tiveram direito até a coreografia.

Todos cantaram, cantaram, riram, cantaram, dançaram, comeram, beberam, cantaram, conversaram, namoraram, aram aram aram...

Foram momentos felizes, momentos onde nada mais importava. O que nos restava era apenas a grande farra da dança, dos strikes, das bolas brancas encaçapadas, do canto, do riso, da amizade.

Por algumas horas tudo foi esquecido, até o cansaço.

18 março 2007

domingueira

e vamos logo ali trabalhar, afinal hoje é um chuvoso, nublado, encantado domingo.

15 março 2007

antes de dormir

fico me achando com essa falta de criatividade soberba, sem graça e sem sal.

mas daí depois de boas conversas, com a moça linda que se aventura em terras que um dia haverei de conhecer, o sorriso se estampa no rosto novamente, e fica uma boa sensação, fica uma coisa boa que não sei explicar.

é possível ponto finalizar?

..porque às vezes as coisas não se resolvem do dia para a noite. Apesar de eu ter essa tendência sagaz em querer explodir, resolver, esmigalhar, passar a limpo, botar os pingos nos is, saber o veredito, saber a verdade, que seja nua e crua. Fechar as histórias, dar fim. Nem tudo funciona no ritmo que queremos, isso todo mundo e até os mais céticos estão se coçando de saber.

.. deixar o tempo, e a água da enxurrada tomar seu rumo, deixar o tempo fechar as machucados, que por mais que tentemos cutucar, uma hora fecha, o dia passa.
A chuva vem, vai, seca o chão e daí começa tudo de novo.
Basta ao dia o seu próprio mal, como desde pequena aprendi daquele livro de capa preta.
E na maioria das vezes as coisas por si só se resolvem, sozinhas, sem interferência. Cada dia resolve-se pelas horas. As horas passam e não temos o controle disso, nem de nada.
Acho que no fim a graça de tudo está exatamento nisto, está no que lutamos contra.

a lista e outros tantos que me esqueci

é que ultimamente ando meio assim. um pouco descentrada, tanta coisa na cabeça, um outro tanto esquecida. Esqueço-me dos ítens na lista de tarefas, encaro outros cabeludos, não dou conta de tudo. Assim os dias vão passando, sempre permeados de saudade e agonia.

Fiquei até sem palavras para serem ditas, cabeça vazia de tão cheia. Marcou-se a data, o grande dia, da tal esperada Qualificação e já se começa a agonia novamente. Uma agonia cheia de paixão e tesão que ainda não foi esquecida, pela tese. Mas fica aí, preciso engatar novamente, mergulhar nos livros e nela. Escrever.. escrever.

Os amigos me pedem coisas das quais me esqueço no minuto seguinte. A memória anda meio deixando a desejar, talvez sejam a falta de vitaminas que me esqueço de tomar. Tanta coisa, tanta tarefa a ser cumprida e os dias passam assim ligeiros. Já estamos no dia 15 de março, ou será dia 16 já? Perco-me nas contas do calendário e das horas.

Minha caixa de emails me assusta, me dá medo, e ainda me lembra de um tudo que preciso dar conta. Nem contabilizo outros tantos ítens na lista.. a lista de tarefas..
A lista que insisto em utilizar de ser uma pessoa menos pior nesse mundo.

e daí para embolar tudo tá um calor que não passa, tem a saudade que é infinita e tem a falta de ferro, que acho que tá atrasando a vida.

14 março 2007

dèja vu

ho ho ho ho..
brega.. consegui no post abaixo ter este ton, mas que me importa, se a chuva já cai aqui fora.

Os bregas um dia vão dominar o mundo, será que estarei aqui pra ver isso? Será que serei parte da grande dominação?
Nem estou apaixonada, apesar de às vezes achar que gostaria de estar.
O que é essa vontade de paixão pelas veias?
Ouvi falar que a sociedade científica explica isso, afinal quase tudo tem explicação.
Até o porquê do céu ser azul, até a luz das estrelas.
Quando se está apaixonada o céu fica mais azul, e os dias ficam sempre tão coloridos.
Eu gosto de cores.

Os pássaros cantam mais alegres, as nuvem negras não importam muito, pois o sorriso fica estampado no rosto, caia chuva ou faça sol.

E então pode-se ter um amor não correspondido, aí fica tudo em sofrimento, solidão.
Tem a dor, a frustração, a rejeição. ai que dor, ai que dor, não ver nem o sol, nem ver a lua, nem ver os olhos do amor.

Ah.. muito melhor assim, querer estar sem estar.. ainda.

Logo, logo atravesso o Oceano, aí tudo pode acontecer.
e olha tudo aí traveiz..

vontade de desaguar

O temporal se forma. O circo todo já esta armado. Cadê a chuva que não vem?
Diga-me que tudo vai ficar bem, diga-me que finalmente você pintou os olhos na tela, os meus.
O que faz o oceano, senão atrapalhar o nosso ir e vir? Que calendário é este que corrói os dias futuros e derretem os dias passados em líquido que escorrem pelo vão dos dedos das minhas mãos?
Vamos nadar até o meio, que este nosso encontro seja no meio do caminho.
Que caminho é esse? Preciso percorrê-lo sob a chuva.
Estou cansada desta caminhada.
A mesma chuva que atormenta é a mesma que refresca o corpo nesta caminhada sob o sol.
E estou cansada, mas louca pra correr novamente e me desaguar em você, por você.
Sim, digo logo, sem rodeios. Afinal o que é o homem senão formado de paixões e de chuvas?
Neste ponto da estrada tenho medo da chuva, que lava, que maltrata e refresca o corpo.
Não sei. Estou cheia de incertezas, e cansaços, e paixões. Deixa eu deitar minha cabeça no teu peito, abrace meu corpo e me afaga a alma.
Queria ter a certeza de que posso vagar o mundo sem medo de chuva ou de paixão, pois estas a mim já cabem, e são tal qual o oceano que me liga a você.

11 março 2007

sobre sonhos



Não gosto de sonhar. Quando é um sonho ruim, tem-se palpitações, sua frio, acorda-se atormentado, foi um pesadelo. Quando o sonho é bom demais, foi apenas um sonho.


fala adaptado do filme Amores Possíveis

08 março 2007

As 8 metas do milênio

Líderes de todo o mundo no ano de 2000 concordaram em uma visão para o futuro. Uma caminhada conjunta onde está se fazendo o esforço para ...


1. Acabar com a fome e a miséria

2. Educação básica e de qualidade para todos

3. Igualdade entre sexos e valorização da mulher

4. Reduzir a mortalidade infantil

5. Melhorar a saúde das gestantes

6. Combater a aids, a malária e outras doenças

7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento

Estas metas foram aprovadas por 191 países da ONU, em Nova Iorque, na maior reunião de dirigentes mundiais de todos os tempos. Estiverem presentes 124 Chefes de Estado e de Governo. Todos estes países, inclusive o Brasil, se comprometeram a cumprir os 8 objetivos até 2015.

Neste dia instituído como da mulher, onde muitas pessoas se saudaram, receberam flores, fiquei pensando em algo que pudesse realmente traduzir o significado deste dia, ao menos pra mim, minha concepção talvez ainda tão sonhadora. Não consegui não deixar de pensar nessas metas.

Ser mulher nos dias de hoje requer pensar nestas metas, requer pensar no meu papel neste mundo aqui. É exatamente por isso que luto, eu, uma zirila, entre tantas que passam pelas ruas todos os dias. Essas metas correspondem aos passos iniciais e ao mesmo tempo tão complexos. Passos de bebê, mas com tamanha responsabilidade frente ao mundo em que vivemos e que deixaremos tão logo.

Fiquei entre tantos outros pensamentos o dia todo matutando em escrever algo que pensasse ser significativo, algo tão difícil em um mundo onde a palavra lutar diluiu-se e foi incorporado ao cotidiano das pessoas pela simples força-tarefa da sobrevivência.

Fico aqui a pensar no meu papel, no nosso..

Tenho uma ponta de orgulho por ter já a intenção de luta, de rascunhar no papel projetos de um mundo melhor, de um desenvolvimento sustentável (palavra tão em voga, mas ainda tão mal interpretado por tantos em seu conceito mais fundamental). Rascunhar um desenvolvimento que ao pé da letra, tenha como fundamentos, o social, o econômico, cultural e ambiental. Continuo fazendo parte deste grande formigueiro mas certamente sempre e ainda muito inquieta pelo tanto de trabalho e orgulho de fazer parte desta massa.

Muito mais informações sobre as metas vc encontra aqui.
Leia, saiba, reflita, divulgue, junte-se às formiguinhas.
Seja uma.
O que se chama de bela paisagem não me causa senão cansaço. Gosto é das paisagens de terra esturricada e seca, com árvores contorcidas e montanhas feitas de rocha e com uma luz de alvar e suspensa. Ali, sim, é que a beleza recôndita está.

C. Lispector

e neste exercício de exorcisar, extirpar

Esta noite, fugindo dos meus desejos e previsões, tive pesadelos tristes fincados nas lembranças que não deveriam mais ser lembradas.
O que pega neste momento é esse estado incoerente, irriquieto, desconcentrado e azul que fico.
Arremantando tem esse calor brilhante e ensolarado que me envolve e penetra por todos os poros.

Overkill - Colin Hay

I can't get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know will be alright
Perahaps its just my imagination

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
Ghosts appear and fade away

Alone between the sheets
Only brings exasperation
It's time to walk the streets
Smell the desperation

At least there's pretty lights
And though there's little variation
It nullifies the night
From overkill


a máquina e eu

No dia da Mulher, me deparo com um computador em crise.
Não consigo me entender com ele que teimosamente se mostra em rebelião, beirando a má vontade. .
Em algum passado não muito distante eu entendi melhor da psicologia dos computadores e até me dava muito bem com ele.
Será que ele é mulher? Será que ele tá com alguma tensão não identificada?
Quero explodi-lo em pedacinhos..
Onde estão os universitários? Preciso de ajuda, um resgate.

iguaria em meio ao turbilhão

e é tanta coisa acontecendo é Bush chegando no pedaço, é dia da mulher, são as contas a pagar, são as revoluções pessoais diárias, é a violência que sempre ataca novamente, são fantasmas que rondam de vez em quando, são as histórias macabras da vida, são esses dias calorentos de 37 graus, são os passantes na rua, são amigos que chegam e os amigos que vão, são as aulas pra serem dadas, ... é a tanta saudade e a tanta alegria, misturada com uma pá de tristeza e uma outra de desgoto e nojo. Argh..

ho ho ho

lembre-se sempre, nunca subestime o poder das pessoas de lhe surpreender, tanto para o mal, quanto para o bem.
Não espere muito não, fique sempre com o pé atrás. Quando tiver esta receita, por favor, me dê um curso de como aplicar na vida e se possível em 10 lições. Você vai ficar rico.

Mas existem notícias boas, sempre.
Zeca Baleiro lançou um cd com poemas musicados de Hild Hilst, isso deve ser uma dêla, daquelas delícias de se empapuçar e lambuzar toda, sem medo de ser feliz.

Estava escrito nas estrelas?

Meu lado cigana sempre me disse com antecedência sobre coisas que nunca quis escutar.
Mesmo que na maioria das vezes eu lute ou relute pra acreditar ou aceitar, possuo esta sabedoria de saber as coisas. Um simples saber, uma certeza.

Simplesmente sei. Até as que vão de encontro à alguns desejos do couro, da pele. Estes são superficiais, deixam cicatrizes, ficam marcados, mas não abalam o cerne, o que importa lá dentro.
Fica uma eterna briga entre os desejos de criança, impulsiva, imatura, com o que simplesmente é, com o que verdadeiramente esta marcado no pequeno chip de programação, com o que está, com os caminhos do futuro. Com essa força cósmica?!? Não sei, a falta de certezas muitas vezes toma todo canto.

O que rege a vida é dito por alguns como estas linhas nas palmas das mãos, outros dizem estarem marcados nas pintas do rosto, outros nos mapas formados pelas estrelas de acordo com o dia e horário do nascimento, outros em cartas que são subordinadas a energia das mãos e para muitos a soberana vontade de Deus.

Eu ainda não tenho minha bola de cristal, tenho apenas essa certeza e incredulidade que brota aqui dentro. Tudo isso misturado a um bom tanto de incerteza, credulidade, turbilhão e vontade de viver, medo de errar, medo de acertar(?!).

Não sei, não tenho respostas. Às vezes fico com medo e tento ignorar o que sei.
Fico sempre atenta aos sonhos, sempre... Sonho muito e já vi muita realidade. Já vivi muito sonho e irrealidades.

A única certeza que tenho é que gostaria de ter muito bons sonhos esta noite.. e que estes sonhos se repitam para mim e para todos os queridos. Quem sabe com um pouquinho de sorte, ou um pouquinho de mágica, ou ainda um pouco de estrelas, eles se tornem realidade.. e isto não no fim, mas no começo e no meio, porque o fim é só o fim, e no começo tem-se ainda a história inteira.

Viva os começos, viva as histórias que ainda perduram e se renovam.

06 março 2007

meus vícios, meus acertos

é eu tenho essa mania, uma não, várias..
tenho uns outros tiques, vi um vídeo meu e percebi que tenho uns vícios de linguagem, vícios de postura.
sou enrolona, demoro pra chegar nos lugares, para sair da toca, sou atrasada (tô tentando melhorar isto), me perco e me distraio facilmente.
demoro pra pegar no tranco, outras vezes me atropelo.
Sou ambígua, percebo os detalhes, mas não enxergo o sapato bem na minha frente.
às vezes eu não entendo as piadas, e muito freqüentemente dou risada da mesma piada várias vezes. Faço piadas de mim mesma, dou risada só, ou junto.
Sou auto-divertida.
Faço brincadeiras idiotas, às vezes muito inteligentes. Sagaz.. Coisa esporádica..

Sou meio lerda, ou em outras sou muito rápida.
Será?!?!?!

Sempre caio na brincadeira do molho caído na blusa.
Acredito nas pessoas, confio, e me entrego, entrego o meu mundo, minhas pérolas. Compartilho a beleza que vejo através dos meus olhos, compartilho. Entrego sem receios.

Não sei se isso é bom. Sou mais uma que esta tentando aprender com os erros e com os acertos.

Será que tudo é mesmo uma grande loteria? Será que está escrito nas estrelas?
Será que as varas que nascem tortas não desertortam jamais?
Sinceramente.. Não busco respostas imediatas.

Não consigo deixar de sonhar, mesmo que por alguns segundos tenho vontade de explodir, de me implodir. Tudo sempre passa, os dias, as horas.
Sempre existem as novas descobertas científicas e da vida, da minha.
Os sonhos sempre brotam e é tão bom ser sonhadora.

Busco apenas a vida, que seja imediata, futura e com muitas cores. Se for em preto e branco, também tá valendo. Adoro os tons grafites.

Muito boas notícias para a turma do funil de plantão

É desvendada a influência do íon cálcio no mecanismo de regeneração das células do fígado.
Isso é notícia boa, muito boa, bora bebemorar?!
rsssss

Mr Eko, existe? diga-me...só se for agora!


Assumo que estou lerdamente e irritantemente atrasada com os episódios de Lost, ainda, eu sei. E eu já até soube por vias escusas que Mr Eko nem mais está nesta tão viciante série, de qualquer forma este meu atraso logo logo será sanado, meu aluninho me salvará deste grande impasse, afinal até a TV aberta já esta mais adiantada do que eu. Uma lástima e vergonha pra qualquer fã de carteirinha. Calamidade pública.

Mas já descobri com quem gostaria de fazer trilhas.. ho ho ho
Companhia ideal.. aliás.. trilhas pra quê, se é noite ou faz verão, se estamos no verão, se o sol virá ou não, ou pra que é que serve um post como esse...
:)
Aff.. estou aqui.. precisando de primeiros socorros.
huahuahuahuahauhauhauhahauah
porque.. fala sério hein.. aff. Uia, óia isso lá na floresta...
Para iluminar o dia de todas as leitores e leitores afinal o que é bonito é pra se mostrar.
E olhar não paga nada!

Arrumadinho


INGREDIENTES:

  • Coentro , cebolinha tomate e cebola
  • Farinha de madioca queimadinha na manteiga e misturada com o feijao de corda, a charque e as verduras
Pegue os ingredientes e arrume tudin.

Bão que só, visse. Receita de Larilinha, qualidade e sabor garantidos.
Um oferecimento de Zirila, que também é gourmet.

em um lugar distante, Luanda, Angola

Picture by F. Spicher

05 março 2007

momentos de escape

O que passa, é que às vezes, bate um desânimo.. e daí tu senta e espera passar.
Eu acho que é esse calor, misturado com um sono acumulado de outra vida, espero que dasmuitas baladas de uma outra vida, ou dos grandes bailes naqueles palácios dos outros séculos.. tá tá.. vou remir o tempo, esse besteirol é inspirado no filme que vi ontem.

Filme bonitinho, com cenário mais bonitinho ainda, paisagens rurais verdes, vestidos deslumbrantes, atores lindos.. tudo lindo. Aquela coisa assim à la Ms Jane Austen, com história de amor, desencontros mas final feliz. Relações sociais um tanto quanto interessantes do ponto de vista histórico, claro que com pitadas da imensidão vazia de uma sociedade rasa, digo valores rasos.. mas.. tudo bem. Não se deve ter muitas crítica no momento. Aliás, estou muito aquém de ser qualquer crítica dos telões ou da história do mundo.

De qualquer forma, esta é uma das minhas receitas para um momento de descontração. Esqueça tudo o que aprendeu sobre filmes e aproveite a telinha. Faça um balde enorme de pipoca, esparrame-se no sofá e abstraia-se do mundo real e cruel. Fique na torcida pelos protagonistas e espere pelo beijo final.

Sim, às vezes NECESSITO pagar para ver alguma felicidade e final feliz, mesmo que seja apenas por duas horas e estejam contidas em um disquinho de DVD.

A falta concordância gritou aqui.. mas tá muito calor pra revisar qualquer coisa, falta de paciência, peço perdão aos olhos de vocês, ao menos hoje.

o começo de minha segunda-feira brava, que ficou calma, serena, tranqüila e calorenta

O moço lá, com toda a autoridade no assunto, voz calma e olhar distante, em dois minutos resolveu minha vida, conseguiu o melhor dentro das possibilidades.

A partir de hoje sigo, salva e quase ilesa, repensando em como fazer diferente, melhor.
Será que gato escaldado tem mesmo medo de água fria?
Vou tirar essa lição de letra, isso vou, e vocês logo logo saberão a resposta da hipótese por mim testada.

Agora volto à labuta nossa de cada dia que nos é dada hoje.

porque Chico é foda e ninguém disto discorda

Nestes últimos dias percebo que as rimas me perseguem...

"Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar..."
C. Buarque

E tá falado. Mas se tiver que chorar, chore, pois às vezes é necessário desagüar em algum mar, se não transborda. Eu tive de desagüar, .... mas daí passou. Que venha o próximo transbordar, estou preparada, tenho Chico comigo e ainda muitos mares pra navegar.
a lua de tão gorda e luminosa quase caia do céu direto no meu colo.
a mesma lua que escureceu na minha noite, me ilumina e me fez sorrir.

04 março 2007

Dona Diva "futibolestica"

-Livia, o que você acha de ver aquele filme, na hora do futebol?
-Legal..
Começa o futebol, me direciono a sala de estar, onde Dona Diva já esta devidamente instalada e pego o DVD..
-Livia espera só um pouquinho, deixa eu ver só esse comecinho, eu não sabia que era um clássico Corinthians X Palmeiras, os eternos rivais...

E então..boto meu rabinho entre as pernas e volto pra cá, este recindo do qual vos falo, escrevo.
Aff... Veja veja só... Como são as influências futebolesticas na minha vida.

a receita de um bom caldo

Finalmente, após cutucar a "onça" com vara curta, vê-se que a onça, não é tão onça assim.
Encara-se a beleza e a luminosidade. Faz-se luz onde antes eram apenas as trevas e o limbo.

Constata-se que todas as onças são parecidas e que no fim, não é tão diferente de mim, nada diferente, muito similar e complementar. Aliás, instala-se ali uma empatia tamanha que quer brindar a alegria de se transformar algo que era apenas marginal, um ponto distante de observação, em um caldo muito dos cheirosos e apetitosos. Eu que adoro caldos.

Mais cores de tinta para continuar a pintar este quadro, que estou tentando terminar, ou mesmo começar.
Um brinde a preguicinha de domingo a tarde, um brinde a paz que invade este domingo. Um brinde às coisas boas que ficam, e que perdurem.

03 março 2007

foi o eclipse que passou em minha vida

entendi o que foi essa escuridão que me assolou, foi o eclipse da lua, que encobriu e apagou o brilho do sol.

a agonia que me assola neste momento

e daí uma nuvem negra surge.. escurece tudo. Fico com medo.
Sou só agonia.

Estou perdida. O coração salta no peito agoniado, e assim fica nessa aeróbica contida dentro de mim.

Respiro fundo e tento cegamente, desajeitadamente encontrar novamente o caminho, um qualquer que seja.

Fica apenas a espera pela segunda de manhã, tentando desfazer o mal, e organizar um mal que seja menos pior.

to live the life

I miss you. Live would be so easier with your smile.

E então eu leio e .. ai ai.. me derreto melada como um sorvete de chocolate sob este sol de verão.
que bonito que bonito, que saudade, que saudade.

Este calor... cadê o amor?

a canção proibida

Esta música me lembra muita coisa, marcou uma época..
Neste momento, neste dia, já não sai da minha cabeça, misturando este passado no presente, um passado tão presente em todos os dias. Logo esta, que é uma canção proibida no meu repertório.

"É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais
...
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva, dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer
..
Só que este ano o verão acabou
Cedo demais." R. Russo, Love in the afternoon

o silêncio

Hoje tive uma triste notícia.
Um moço, um tão jovem moço, amigo de amigos, meu conhecido.
Tive apenas um encontro, trocamos algumas palavras e troca de afirmações.
Estive em sua casa, houve grande empatia.
O menino, quase moço, um tanto homem foi embora, meio que de sopetão, sem causas muito conhecidas.
Foi embora daqui deixando marcas de muitas lágrimas, profunda indignação e questionamentos quanto a fragilidade da vida, que hoje nos é tão viva, tão forte e colorida diante dos olhos.
Ao mundo meu pesar, aos amigos meu abraço e meu silêncio
Ao Craudio minha homenagem e respeito. Até alguma esquina por aí.
e mais um dia foi. É..
As aulas voltaram, o trânsito "maluco" na faculdade, a dificuldade de estacionar, o vai e vem de gente zanzando, tentando encontrar as salas de aula, a fila quase impossível do banco, pois todos os novos alunos decidiram abrir contas no dia de hoje, o calor derretendo.

Aliás que a ala masculina não escute, em tom de segredo para as meninas... Quanto moço bonito, de todos os sabores e cores. Na verdade, quanta gente bonita, muita gente bonita.
Fiquei hoje no banco mais de hora só observando os passantes. Aliás adoro observar os passantes. Meu prazer pessoal, observar.

Mas o fim de tarde, ah o fim da tarde de uma sexta-feira quase santa... a calmaria, as ruas vazias, e o calor que ainda mostrava que o verão ainda não acabou.
O fim de semana começa, e amo muito estes um dia e meio que chegam pela frente (sim.. porque trabalho parte do fim de semana, é uma pena, mas no fim vale a pena) em que tento criar novas cores e dar a elas nomes, sonhar novos sonhos, e quebrar meus recordes pessoais do aproveitamento máximo do sono e do sorriso frente as tantas simplicidades da vida.

Voilá!

02 março 2007

Neste dia de lida ou uma manhã ensolarada

E hoje fui professora, o coração acelerou na hora da minha apresentação pessoal, fiquei tímida e desconcertada. Uma primeira vez, em companhia de dinossauros e expectadores tão atentos, tão curiosos e ávidos pelo conhecimento.
No fim de tudo, apesar de todo, simplesmente assim, eu dou certo e vejo que esse negócio de reprodução social, acontece, mesmo que miraculasamente ou misteriosamente. Mesmo que seja na minha vida, a minha. a vida.

Então como era já marcado, sentei-me na sala da moça que vê o meu mundo através de lentes azuis e rosa. E depois do meu despejar das muitas vitórias e uma derrota da semana. Ela sorriu para mim e fez algumas importantes considerações.. e no fim sai de lá hoje, não acabada como é usual, mas com uma ponta de esperança, tentando como uma aluna aplicada cumprir as tarefas que eu mesmo coloco pra mim, e até semana que vem.

No fim de tudo.. não tive derrota.. é tudo relativo apenas ao grande lance de bancar, bancar a sua vida. a vida.

espionagem televisiva

As estatísticas mostram que a Rede Globo está interessada na minha eufonia.
Muito interessada, todos os dias, quase que o dia inteiro interessada.

e enquanto isso, eu continuo o meu andar pelo mundo, neste verão que assola e escurece, sem pedir licença, a pele da gente.
e foi lindo.. 4 horas munida de muita pipoca, boa cia..e muita gargalhada.

amanhã sou professora na uni,
tô virando gente grande.

01 março 2007

o leão vai rugir hoje

Cancelaram minha aula com os alunos alto-astral de hoje a noite.
Na terça passada eles me levaram pra ter aula na lanchonete, e me convidaram a comer e beber cerveja, e claro estudar. Eles já tinham me dito que essa semana o trabalho ia ficar preto, mas não tem problema não...

Diante deste cancelamento foi decretada uma medida emergencial.

Zirila orgulhamente apresenta.. festival zirilal de cinema...
onde após séculos de somente trabalho e cerveja.. em plena quinta-feira, porque sair nas quintas é o que há de bão neste mundo, vou ao cine na melhor das categorias.. e com uma seleção dupla de filmes já a muito desejados e escolhidos a dedo..
Sem falar da companhia.
vou nessa.. se não me atraso.
Quero me empanturrar de pipoca.. porque amo.

uma nova qualidade de flor

Dani diz:
-pqp, pense que a porra da lesma que eu vi do lado de fora de casa, lá perto da escada, esta aqui dentro de minha casa. O que será o são francisco que ta aqui dentro que atrai?
Li diz:
-vc mesma ué.. vc é uma frô!

Dani em sua eterna briga com toda a cadeia de insetos: percevejos, besouros, marias-fedidas, moscas, formigas, baratas e agora lesmas, que nem inseto é.. mas vai virar.

quem sou eu?

aquela que saiu dali tão bem, tão linda, tão tipo tarefa feita.
e vai ser assim que vou continuar

a foto nunca tirada

a foto que nunca tirei, talvez por ter medo de ter esta foto como registro, testemunha viva.
Mesmo com os recursos mágicos das teclas delete e esvaziar lixeira.
Nunca me atrevi, nunca cliquei.
Engraçado, intrigante.. ao mesmo tempo muito esquisito.
Nunca ousei, tive medo, sempre muito medo.
Embora tivesse passado uma ou duas vezes a idéia pela mente ébria, durante o sono, mas o corpo pesado pelo pesar do mesmo, não conseguiu mover-se para apanhar a máquina.
Tudo se passara e acabara como um sonho.. ou pesadelo, do qual sempre soubera, por mais que sonhara em sonhar e sonhar, que iria acordar no fim, até o fim de fevereiro, que foi mais para o seu próprio dezembro, dezembro de um ano velho, que iria se esforçar para deixar pra tráz.
Logo eu que tanto amo tirar fotografias e colocá-las nos portas-retratos da minha vida.

é o fim do caminho

e que as águas de março fechem o verão
que tragam promessas de vida ao meu coração

outras formas de violência

e de repente, descubro tantas outras formas de violência.
Existem violências que são auto-permitidas.
Existe a que você permite que façam com você.
A pior de todas são as que são feitas a si mesmo, como um auto-flagelo, como um ato de redenção, não sei de quê.. de que pecados seriam..??
.. a eterna busca da sarna... a sarna para se coçar.
Como diria minha avó, uma avó que nunca tive presente.. mas me permito pensar no que diriam os ditos populares, os que se eternizam como o inconsciente coletivo... - Quem procura, acha.
e sempre é achado coisa ruim, coisa boa.. todas as coisas, que estão misturadas no grande caldeirão da vida.

Sexta-feira, cigana zirila prevê, momentos intensos e entusiasmados nas conversas com a moça que vê o meu mundo e o meu tormento sempre através de lentes azuis.

28 fevereiro 2007

essa violência que assola

e histórias de violência, acontecimentos diários e rotineiros, nos expõe à verdade cruel de que infelizmente ela não existe apenas nas capas dos jornais ou nas manchetes do noticiário, mas esta ao nosso lado, e invade a vida de nossos entes queridos, nossa vida. Altera a nossa rotina, muda drasticamente, máculas e cicatrizes que empresas de seguros, cercas elétricas ou os vigias não poderão nunca proteger.

Exame de Qualificação

O exame de qualificação tem como objetivo avaliar o plano de pesquisa proposto e o conhecimento técnico científico do candidato relacionado ao desenvolvimento desse plano. A apresentação desse plano é feito perante banca examinadora composta por no mínimo 03 especialistas (doutores).

PRAZOS:

A entrega do Plano de Pesquisa para realização do Exame de Qualificação deverá ocorrer até, no máximo, o final dos 12 primeiros meses cursados no caso do mestrado. O não cumprimento deste prazo ou a reprovação por duas vezes no Exame de Qualificação implica no desligamento do aluno do Programa.

DOCUMENTOS:

3 (três) cópias do histórico escolar;
  • 3 (três) exemplares do plano (tanto para o mestrado quanto para o doutorado). No caso de existência de co-orientador, entregar 1 (um) exemplar adicional.
  • Formulário de indicação da banca;

  • As cópias do Histórico Escolar poderão ser obtidas na home page da DAC, utilizando, para isso, a senha pessoal de “Acesso aos Serviços”. Como sugestão, estas cópias poderão ser encadernadas logo após a última página dos planos de pesquisa.

    Sim meus caros, esta pessoa que vos escreve é quase uma qualificada.
    Com data até já marcada.
    Dias contados.
    E que soem os tambores, que botem mais água pra ferver, porque o bule tem de estar cheio. Tem água no bule.
    eu tô que tô

    27 fevereiro 2007

    feliz páscoa..

    e hoje, os tamborins ainda nem esfriaram do carnaval, já descobri que é páscoa nos supermercados. Bom coelhinho pra vcs, mas não comecem a se entupir de chocolate desde já...se não o piriri vai rolar.

    tiau barata

    Larilinha diz:
    K- otrine
    é veneno pra barata
    pqp
    extremamante perigoso

    porque eu digo não ao desenvolvimento sustentável para as baratas. malditas.

    da tese

    e depois de muito escrever, pensar, de mergulhar, de me envolver totalmente e devotamente.
    Mesmo que o caminho trilhado seja somente o começo. Tive a alegria de ouvir de minha estrela guia.. - Seu trabalho ta ficando bão!
    Eita.. uma alegria no peito se externou num sorriso e numa certeza mateira de que, sim, estou no caminho certo, e de como é legal esse negócio dos caminhos para ser mestre.

    uma certeza

    Sabe aquela certeza de que tem alguém ali para você?
    Mesmo que não seja eterno, ou nem dure?
    Mesmo que seja do outro lado do Oceano?
    Traz um conforto, como aquele abraço em que você não sabe onde começa e nem termina.

    resoluções sobre a vida em uma mesa de bar

    É o começo do fim...
    ou.. o fim para um novo começo.

    Conversas, sobre o futuro e rumos, com Laririnha

    26 fevereiro 2007

    25 fevereiro 2007

    o anzol, faltou a isca e o peixe


    e minha coluna esta assim, após um final de semana sentada na frente do computador escrevendo essa tal de tese. Diga-me pra quê? diga-me...

    relato de um fim de domingo que só está começando

    e eu tenho namorado demais nestes últimos dias, e tudo o que é demais cansa. Até namoro, pelo menos esse aqui.

    é meu amigo só resta uma certeza




    e meu amigo se vai. Vai para novas terras, novo trabalho. Respirar o ar poluído.

    Não tão cedo receberei o chamado para o café da tarde, onde ele colocava a mesa, fazia o café (um dos mais gostosos do mundo, porque ele sabe muito bem como fazer o café), colocava a manteiga aviação e o pão fresquinho e de número certeiro para alimentar precisamente o tamanho da fome de cada um.

    Meu amigo de tanto tempo.

    Vou sentir falta das irritações diárias e alfinetadas medidas, que serviam apenas para pontuar o quanto gosto desse menino-homem, já barbudo. Com quem vou falar sobre as melhores panelas de inox, que preenchem os espaços da também cozinha de inox? todas as vezes que vir pelas ruas o homem das calças, pensarei sobre as calças que ele experimentava e conclusivamente dizia, não servem mais, vai para o saco de doações. E porque não uma coca de 2 litros? Onde vamos comprar curry? Deixa eu pedir emprestado? O home austero, quase um Asterix!
    Asterix e Obelix. :) Bota o CD da Clara e da Elza? Cadê o do Pato?

    O amigo que torce pela minha felicidade. E que com as ruguinhas na testa olha pra mim e me bombardeia com coisas que não gosto de ouvir. Mas sempre estivera presente.. Diariamente. Companheiramente. Visitas "hospitaleiras" e visitas em forma de papel. Uma pilha de cartas que testemunham todo nosso crescimento e mudanças. Mudanças que estão na cara e na alma. Quantas mudanças.

    O moço upiano, o moço inteligente, todo prosa, todo poesia. Todo paixão, todo razão.
    Paixão pela tata, razão pela vida e profissão.

    Companheiro, poeta e violeiro. Com suas viagens tonais que sempre me fazem perder o ton.

    A república vai ficar com um buraquinho impossível de preencher.
    E até o fim de semana que vem. Esperamos ansiosos, que o giz e o anél permitam que logo logo possamos ir. Reserve o quarto sobressalente.
    Ainda não devolvi o Drummond que vc me emprestou e que leio todos os dias. Faltou a dedicatória. Essa dedicatória aqui foi pra você.

    **Está tocando Clara.. clareia.. quem samba na beira do mar é sereia.

    24 fevereiro 2007

    Ela é minha menina

    e parece que as coisas começam a fazer, todas, muito sentido.. e consigo ver os buracos... e com o que tenho que completar, tenho tanto pra falar .. todos estes trechos de informação, que costuradas com minhas palavras e idéias vão tecendo minha dissertação. Voltei a me enamorar por ela. E afirmo é uma fase muito boa, dá até aquele gelinho na boca no estômago, uma água na boca, essa vontade de ficar mergulhada nela, debruçar sobre as tantas todas muitas páginas.

    Para qualificar é preciso se apaixonar de novo. Para ser mestre tem-se que namorar muito, saber tudo sobre o bem amado.
    O menino-dos-olhos de uma jovem estudante: A TESE.
    Muito pano pra manga.
    Volto ao meu namoro.. esse foi apenas um trabalhinho que tinha que fazer. Precisava contar ao mundo que estou novamente apaixonada e compromissada.
    às vezes me pego tentando entender ao que envolve. observo atentamente os detalhes, frenéticamente. Sonho, outras vezes fico com raiva, muitas outras olho com aquele olhar brilhante e sedenta por querer saber mais.
    e em muitas outras me canso, e me perco nesse entender maquitola e incompleto que é inerente à complexidade da vida.

    23 fevereiro 2007

    Je Vous Trouve Très Beau




    Nada como um filminho pra abstrair, desopilar.

    Você é tão bonito (França, 2005)

    Fazendeiro viúvo, que ao procurar por uma esposa numa agência de matrimônio recebe a sugestão de ir à Romenia. Ele apenas precisa de alguém que possa ajudá-lo a manter a fazenda em perfeito funcionamento...

    sensibilização

    e apesar de tudo, de tudo de ruim que isso nos traz a memória, às vezes me pego pensando, recriando, alimentando o monstrinho. Aff..
    é o vício ou a tal da sensibilização, que merda que é. Fico puta comigo. Queria uma lobotomia de algumas áreas da memória. Mas a cicatriz serve pra nos lembrar que doeu muito, e que devemos mudar de estratégias no auto-flagelo da vida.
    Ai essa memória.. que saco. Estou puta comigo mesma nesse momento.

    Vou abstrair..........