11 dezembro 2006

uma música feliz

e eis que em um domingo a noite,que por si só já é triste (detesto domingos a noite) encontro um exemplo de música feliz.
elas são quase uma espécie em extinção...
e apesar de todos os pesares que pesam nos pesos qeu carregamos nos ombros tensos da vida, o fim do dia teve um momento um pouco mais leve, pelo menos por alguns 4 minutos.


Sorte - letra e música de Celso Fonseca & Ronaldo Bastos

Tudo de bom que você me fizer, faz minha rima ficar mais rara.
O que você faz me ajuda a cantar! Põe um sorriso na minha cara.
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte na vida!
Quando te vejo não saio do tom, mas meu desejo já se repara!
Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara!
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte de cara!

10 dezembro 2006

é que às vezes..viajo.. e penso..
daí vem a realidde.. o homem..
e me bota no devido lugar

pergunta

Qual a característica humana mais universal? Medo ou preguiça?
- walking life

08 dezembro 2006

"Sveiks"


Eu, no papel de comunicadora e amiga orgulhosa, tenho a honra de apresentar aqui neste espaço...

Sveiks: 100 anos de imigração leta em Nova Odessa
Vídeo-documentário trata dos 100 anos de imigração leta em Nova Odessa e aborda, pela ótica de personagens e pesquisadores, os motivos que levaram a cultura e as tradições desse povo europeu à diluição e à recriação. Contextualiza, ainda, os momentos histórico-sociais do Brasil e da Letônia nos distintos fluxos migratórios, bem como a adaptação desses “letos-brasileiros”, que têm por pilares o trabalho e a fé, ao novo país.

Direção: Érica Araium.
Produção: Érica Araium, Maísa Urbano e Thais Buzanello.
E-mail de contato: sveiks.doc@hotmail.com

* sveiks, para os que não sabiam como eu :), significa olá em leto, claro.
Bem simpático, não? Então sveiks pra vcs.
** Sveiks também pode ser tchau ;)
Paldies pela atenção. Estou quase uma falante leto ho ho ho.. paldies é obrigada. Amei isso aqui!
is this the real life?
is this just fantasy?
caught in the landslide..
no scape from reality (...) Bohemian Rapsody - Queen
..
I am just too tired .
"Além de Olinda ainda se encontra quem renda tece

e tece fendas, emendas, emblemas e gemas (...)

o tecer não tem um porquê enquanto ato de entrelaçar"



José Eduardo Gramani

07 dezembro 2006

quando a água bater na bunda

tanta coisa pra fazer..
que fico assim estagnada
nada comecei, nada terminei.

Socorro!

06 dezembro 2006

um filme pra assistir


Filmes argentinos, deles sempre gostei e recomendo. Ontem assisti O mesmo amor, a mesma chuva, do diretor Juan José Campanella.
O caminhar de um homem em meio às agruras das frustrações impostas pela vida, e por uma vida profissional amarrada. O medo que permeia todas as escolhas e não escolhas. Um amor desencontrado e esquartejado pelo tempo, facetado pela vida.
Um amor, uma chuva, os mesmos, bem como diz o título da película.
Gostei.

desencontro do tempo

e o rastro torpe apegado vai sendo gasto, vai embora, some, extinto pelas horas, pela chuva, pelo relógio, que insisite em andar. Demora o passar do tempo, quando ansiosa senta-se na cadeira da espera, aguardando a notícia, vigiando a chegada, observando da janela a cidade, o dia passar.

04 dezembro 2006

e apesar de gostar dos dias de chuva

Dia de chuva, quase infernal, discussões ou seriam diálogos familiares ??, acusações, as mesmas frases, mesmos dilemas, mesmos mesmos..
Anos e anos, dias e dias.
Choro, vela. Reza.

Saí em disparada .. o trabalho como fonte de algum refrigério.
Saí pela chuva, que não era uma mera garoa, era torrencial, cidade em calamidade, ruas alagadas, trânsito empacado.

No caminho parei pra devolver uma fita, digo um DVD, um filme que há muito queria assistir. Tinha um pouco de fome, passei em um café vizinho para pegar algo pra "engolir" durante o trajeto rumo ao refrigério.

A moça do café, sorridente, com sua voz totalmente acolhedora..
- Senta, come o bolo. Quer um café?

Não hesitei. Sentei-me e quase em uma fuga, um momento perfeito, sublime. Saboreei o bolo com o café sugerido. O bolo era de chocolate, daqueles perfeitos para dias como aquele, onde a chuva caia, e onde pretenciosamente fingia não ter compromisso mais com o tempo.
E o tempo, ele parou.

notícia tosca, pessoas que compram amigos AFE

E daí surge a minha alegria incontida, orgulho latente, sorriso estampado!
Meus amigos, ah os meus amigos..
São os mais lindos e queridos..
Tem pra todas as horas, e em todas as horas os tenho.
Surgiram nas mais diversas situações, mas digo e repito sou sortuda os tenho espalhados pelo mundo todo, por muitas esquinas e nas minhas próprias esquinas.
Tem os do dia a dia.. os de todo o dia.
Os da surpresas, quando chega uma carta, ou um postal (amo postais).
Os que telefonam, os de infância, os eternos, os sumidos, os ocupados, os que trabalham muito, os que viajam muito.
Os que moram muito perto, os que moram muito longe.

Contudo, apesar de tudo e depois de tudo, os meus bons amigos.

03 dezembro 2006

chuva, chorinho e chamego
a tríade quase perfeita, só não é, porque nada é perfeito nesta vida.
Pra quê o rasgar da carne?
Pra quê serve o debulhar em palavras?
O derramar de afetos?
Pra quê serve o desejo por muito contido?

Para se sentir vivo, delira o poeta.

02 dezembro 2006

o que se faz quando o pensamento voa?
Voa pra um lugar específico, destino marcado, endereço certo... ficando na boca só um gosto amargo da ausência, quase inexistência, que é tão presente que chega a doer, tira o rumo, aperta a carne, aperta o peito, dói o estômago.
Preciso voltar a tomar o meu remédio de gastriste.

30 novembro 2006

vivo o constante medo de que as pessoas vão embora. elas sempre vão. a generalização, esta me atormenta.

e em tom de chorinho ouvi esta canção.. e só aí fez todo o sentido.

Lithium - Nirvana
Versão por TrashPour4

I'm so happy. Cause today I found my friends.
They're in my head. I'm so ugly. But that's ok.
'Cause so are you. We've broke our mirrors.
Sunday morning. Is everyday for all I care.
And I'm not scared. Light my candles.
In a daze cause I've found God.

I'm so lonely. And that's ok.
I shaved my head. And I'm not sad. And just maybe.
I'm to blame for all I've heard. And I'm not sure.
I'm so excited. I can't wait to meet you there.
And I don't care. I'm so horny. But that's ok. My will is good.

I like it. I'm not gonna crack.
I miss you. I'm not gonna crack. I love you.
I'm not gonna crack. I kill you. I'm not gonna crack.

achei bonito, muito. só isso

infortúnio

Seios túrgidos e doloridos, apesar de lindos, redondos, despontados.
Corpo que lateja, uma pessão interna, externa, o mundo se debruçando sobre meus ombros.
Quase um empanzinamento da vida. Humor como em um show de horrores. Circense.
Uma falta quase matadora de algumas e muitas coisas.
Privação latente e latejante.
Vontade de comer um não sei o quê.
Os hormônios influenciam, sim, o estado das pessoas.
Não é balela não. Acredite, por favor..
e me afaga os cabelos, enquanto libero um choro, um choro sem motivo motivado por toda a calamidade que permeia a existência e a inexistência.
Deixa eu deitar no colo e pensar que estou segura, distante do cotidiano que confunde, esfumaça e abrilhanta a beleza do dia.
Que venha a regra e acabe mais uma vez com essa desgraça que agora é pública.

Aurora


e no meu calendário, vejo uma bela moça, chamada Aurora. Nua e macia. Toda linda, toda fresca. Convidando os transeuntes a recostar a cabeça neste colo abnegado e convidativo. O que Michelangelo pensava quando assim a formou? Já tenho quase certeza..
Qual a relação da subordinada relativa de cunho geral, tem a semântica, trema-rema, subordinada principal, P1, oração, recíproca verdadeira, condições e contradições, coordenadas, causa e efeito, insubordinada, ponto de vista semântico (olha ele aí de novo), estrimente formal, conjugação que coordena ou que subordina, restrição. Discurso. Verborragia. Odeio.

Junte tudo isto ao estudo da língua Alemã...essa foi minha aula de hoje.
E o professor ainda finaliza o momento,(sim amigos, porque isso foi apenas um momento.. muito mais viria por ali) dizendo que isso é entrar no rubicão, pra chegar à fluência tem que atravessar o rubicão.. Acho que nunca mais vou sair dele, vou me afogar.

Não é a toa que estou tomando como verdade em minha vida um sábio dizer.. que disseram por aí.
Uma vida não é suficiente para aprender alemão.

26 novembro 2006

e das rodoviárias

mesmo sendo uma pessoa rodada, já alguma quilometragem percorrida pelos mapas e fronteiras. diferentes continentes, diferentes lados do globo, diferentes línguas, culturas, formas, situações e meios de transporte.
Definitivamente odeio rodoviárias.

linhas imaginárias

Hoje passei pelo trópico de Capricórnio.

24 novembro 2006

e de cecílias

Não te aflijas com a pétala que voa:
Também é ser, deixar de ser assim (...)
E por perder-me é que me vão lembrando
Por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles
De repente se encontrava perdida.
Sem saber do presente, sem saber do futuro.
Não poderia criar planos, apenas o esperar do tempo, que passava, tão lento como o gotejar de uma torneira mal fechada, esperando o momento certo, talvez, chegar.
Encontrar, achar, para isso procurava.. procurava há algum tempo.
Queria ser encontrada.
Buscava o calor, o aconchego de um abraço, o abraço encaixado.
Não sabia de nada e sentia-se perdida nessas ruas, talvez não tão amigáveis.
Mas ousava pensar que além do muro existia um lugar, um lugar a ser visitado.
Queria poder pular o muro, mas esperava que abrissem o portão.
E o homem parecia já vir abrir.

22 novembro 2006

ai que vontade


Acabo de descobrir que Amyr Klink, o cara que durante toda a minha adolescência e adultescência me inspirou, lança mais um livro.

“Linha D’Água – Entre Estaleiros e Homens do Mar”, Cia das Letras.

Tenho a lembrança viva de quando li seu primeiro livro, tinha então meus 13 pra 14 anos de idade, ainda nunca havia desbravado nada.
Devorei em uma sentada e me sentia como se estivesse com ele no barco.
No mesmo barco...desde então me apaixonei por suas histórias, sua leitura e escrita sobre o mar.

Desde então caminho pelas linhas por ele escritas e recomendo...
Cem dias entre céu e mar (1995), Paratii: entre dois pólos (1992) e Mar sem fim (2000). É autor ainda de As janelas do Paratii — 112 fotos (1993), este apenas passou pelas minhas mãos.. ainda não tive a honra. Mas terei alguma hora.. algum momento. Tenho fé. ho ho ho

Fica a feliz notícia.. e o meu compartilhar das coisas boas da vida.

o primeiro vestido

O modelo havia encontrado na revista, lindo, cor lisa, como se tivesse sido idealizado pra ela. Percorreu todos os passos, a modelagem, o corte, e o juntar das partes.
Ela ficava com medo, não queria de forma alguma estragar, de certa forma perdeu toda a antiga desenvoltura que mostrou no costurar da primeira blusinha de chita.
Chita não bota medo, o colorido não dá uma cara séria.
Esse não, esse era de cor preta e de viscose, e era pra ocasiões de muita importância.
Teve medo, mas terminou seu grande e segundo feito.
Ficou lindo e perfeito, pra ela, nela.

outra das minhas músicas preferidas de todos os tempos

porque a música e letra são lindas.
porque gosto de Ana Carolina, da voz, da figura, do canto.
porque gosto muito dessa combinação.
porque é uma das músicas que nunca me canso de escutar.
repetidamente, frenéticamente
quase como que querendo-me tornar parte dela.




Beatriz - Chico Buarque/ Edu Lobo

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

17 novembro 2006

Bora lá..

mas como sempre existem amigos que ajudam no processo de abstração, divagação, e etanolização.. o que for. Isto! pra tudo, pra qualqueira.
amigos pro que é dado, pro que é vindo..
amigos..
vou correr pro colo deles. :) dos meus de todo o dia.

isso me deixa sorrindo.

cortando as raízes

e pelas mazelas da vida, a sua vida, a tesoura, sua arma, se torna seu próprio algoz.
O espelho, a tesoura, as lágrimas derramam-se com os cachos, pelo chão do banheiro.
Auto-flagelo, uma mudança significativa, como se fosse capaz de cortar seus problemas, seus vícios, seu cotidiano.
A esperança de aliviar o peso dos cachos que insistiam em encaracolar.
Descorçoada, bota seu lenço, o mesmo lenço que dera o nome de cigana.
Quisera ela realmente ter a sabedoria e os desprendimentos dos ciganos.
Esconde-se toda debaixo dos óculos de sol.
O lenço e os óculos eram sua proteção.
Segura saiu desenfreada a andar de bicicleta pelas ruas de sua vida, que ela tão bem conhecia e tentava fugir desesperadamente.

pode passar vontade sim.. esse já acabou.


E tem gente que tem a pachorra de odiar gratuitamente a bela Argentina.
Dois dos meus melhores amigos, Seba e Marco, homens e pessoas lindas, são de lá.
Daí tem também o Astor, tem o tango, tem o charme de se tomar um café no La Recoleta, me diz?? Tudibão.
Olha que estou sendo econômica na minha listagem.
E ah.. o melhor.. aqueles pequeninos pedacinhos de prazer extremo.
ALFAJORES. Porque não existe igual, em nenhum outro lugar do mundo, além dos Hechos na Argentina e olha que sou rodada.
Thata obrigada pela encomenda.

e pelo pouco falar e pelo pouco escutar

e já que uma saída para longe da rotina e dos vícios cotidianos é muito bem-vinda.

Canto para que os males todos se espantem, pantem, cantem.
XX Encontro Villa-Lobos de Canto Coral
Estarei super lá. Não perca quem puder.

.. e de quebra o mar, o mar de São Sebastião.
Que a maresia corroa e enferruje toda a carcaça.

16 novembro 2006

e das reflexoes de um fim de feriado

que se a vida lhe der um limão ao invés de se fazer uma limonada vc pode fazer uma caipirinha.
Apenas cuidado com as misturas das balalaikas e sagatibas.(Até parecem nome de música.)

Como toda a mistura indevida, pode ser perigoso, mas nada que cama de amigos e um bom cuidado (dose de carinho e paciência) não resolvam.

Boa noite cinderelas e otavianos.

15 novembro 2006

e por falar em saudade

Saudades existem de muitas formas, por muitas razões, de várias maneiras.

Há aquela do tipo que alegra a alma, saudade saudosa de coisas que não mais voltarão. Uma época, um sentimento, algo ainda inédito. (esta última é a mais confusa)

Dos tempos em que ainda não se sabia demais, apenas o suficiente. Saudades das não responsabilidades. Das pessoas que se foram embora sem tempo de despedidas, mas também das pessoas que se despediram.
Daquele dia na praça, daquela tarde de pensamentos vagantes.

Daquela hora, momento de onde só ficou o gosto do arrependimento por não ter dito o que os lábios queriam dizer.

Há também o tipo de saudade originada a partir do antigo álbum de fotografias, ao ouvir aquela música que tocava naquela época, dia, hora.

(E para encerrar essa saudade... porque não to me aguentando mais e imagino que você também não.)

Existe também aquela saudade aguda, que insiste em te relembrar que logo será esquecida e que será uma saudade que não mais existirá. (Essa considero umas das piores, não é a toa que é aguda.)

Lembranças das coisas que nos são caras, de que ainda ansiamos em reencontrar (de alguma forma) ou não.

Ela não foi feita pra ser banida ou esquecida, faz parte das caixinhas que ficam na nossa estante e que de vez em quando tiramos lá do alto toda empoeirada, para olhar o que tem dentro.
Tá.. admito! Tô morrendo, sufocada, transbordando de saudade.
Não sei do quê, acho que de muitas coisas, tudo ao mesmo tempo.

cultivar ver dar despir aderir amar conjugar achar

Rendo o meu fim de noite ao canto cheio de encantos e de tempero de Ceumar.


de uma aula de corte e costura

e finalmente a sensação de que o ano estava acabando, pelo menos o finalizar das coisas.
o fechamento das aulas, o término do livro, a entrega do trabalho final, o terminar do vestido.
fica a sensação de que pelo sim ou pelo não, apesar de tudo, mesmo que apesar de tortas, as coisas de alguma forma se encaixam.
dá-se o acabamento e faz-se a barra do vestido
e a agonia do botar a vida em ordem perde um pouco o sentido e força

miscelânia de camelo

e depois de tanto tempo sem ouvir Marcelo Camelo e sua poesia..
(ah.. como é bom, e aí me pergunto porque fico tanto tempo me privando de coisa boa?)
trechinhos da trilha sonora deste quase feriado

.....................................
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz
.........................

Pois se é no "não" que se descobre de verdade
O que te sobra além das coisas casuais?
Me diz se assim está em paz
Achando que sofrer é amar demais
...................................................
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo.

Toda rosa é rosa por que assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!

14 novembro 2006

e desta noite

A noite em que desisti da cana e que preferi a poesia e sobriedade do vento frio batendo na porta da alma.
Em um pré feriado que já esta todo agendado e tomado pela infinitude das coisas que já deveriam ter sido feitas, mas que ficavam apenas entulhando a mesa.

e sobre as etapas cumpridas

A espera de notícias, de preferência boas. Notícias que animassem.
Afinal havia tempos que nada, muito pouco, que aquecesse o coração chegava aos ouvidos.
O telefone tocou. Sim! A notícia era boa, positiva.
Alegria, festejos e outros sentimentos misturaram-se com o furor.
Um respirar aliviado e cheio de esperança (ansiava) antes do resto da caminhada, da vida.

13 novembro 2006

A lingueta da parafuseta da rabiola da borracha do plug da torneira.

Acabo de aprender como arrumar uma torneira que vaza, que pinga, que irrita.
Trocar resistência de chuveiro, instalar qualquer aparelho doméstico, matar baratas, espantar morcegos ou passarinhos que invadem espaços aos quais não foram convidados, trocar butijão, trocar fusíveis queimados sempre foram coisas inerentes à minha passagem por esta terra.

Falta ainda saber com propriedade como trocar pneu de carro. Aliás todos os afins dessa intrigante maquineta que nos leva pra lá e pra cá. Sim, eu sei que pra isso tem que colocar comidinha, vai nos pontos de alimentação paga e o moço dá comida, água e óleo para ele.

O interessante é que dou aula para 5 meninos engenheiros, e eles me dão aulas e aulas sobre eixos, manivelas, cabeçote, injeção eletrônica, motor Otto, pistões, combustão, parafusetas, cilindradas, ai ai.. e tudo isso aí e mais um pouco e tudo em inglês meus amigos, sim porque meus meninos são fodas master lindos blaster mega super tops de linha.

Certa vez eu me esforcei em aprender a arte da troca de pneu, aproveitando da fatalidade ocorrida. Meu querido amigo disse:
- Pra que você quer aprender, você é mulher, quando isso acontecer alguém certamente vai parar pra você.

Bem.. essa fala foi há uma década atrás. Acho que nos dias de hoje existe a necessidade urgente de se repensar isto.

Afinal saber as práticas dos bons costumes do mundo dos consertos nunca é demais.
Ainda mais nos dias de hoje.

Que venham então as torneiras, os macacos, as porcas, as rabiolas e todos os animais selvagens que nos cerca nesta cidade de pedra.

A dama e os vagabundos



Já passou, sim eu sei, você está com vontade.
Não to fazendo de maldade, também fiquei sabendo de última hora, mas consegui ir a tempo. HoHoHo.
A Boa Companhia é mais uma prova viva do bom celeiro do interior.
Muito muito bom.
Eu fui!

12 novembro 2006

bonitinho

filosofia na hora do café

take me on - skin

e pro domingo começar feliz, começo o meu meio dia escutando skin (sim sou repetitiva, e escuto mil vezes o mesmo cd)
Vamos lá.. me diga se ao escutar essa música algo não muda por dentro..
dá vontade de sair organizando o mundo, pelo menos o seu próprio mundo.
Sorrindo ou não, sair, mudar, limpar (sim escuto música fazendo altas reflexões e fazendo altas faxinas)

Se deliciem...

11 novembro 2006

#41# a eterna

Porque é a minha música favorita? porque simplesmente invade a alma. quando escuto tenho vontade de sair pelo mundo com o vento e o sol batendo no rosto vivendo, sorrindo, cantando, voando. Olhando o verde das árvores em contraste com o azul do céu.
A barriga fica cheia de friozinho, e nada mais importa.
É a música que mexe com o meu dna, meus hormônios, meus pêlos.

telefonema

Ouvir o choro de alguém que amo me cortou o coração e tive medo.
Um choro como nunca havia ouvido antes.
Há muito tempo que não choro e tive mais medo ainda.
Tive medo de sentir tal dor.
Mas será que as dores são diferentes?
Eu nunca choro.

Lost - Skin

o canto envenenado sangrando de skin para os desgraçados no amor, mas há sinais de esperança. Sempre há meus caros, sempre há.



What was I waiting for
Waiting for the bubble to burst
Over your stagnant pauses

Can’t cure what your devil don’t see
Or light a fire below the death of me
We’ve shot through all over our causes

Days spin through my heart
That sever the love
Kill all the pain with shame

I won’t be lost without you
I’ve found a way to get through
Now I’m up and running
Strong enough to walk away
And leave you all alone
I won’t be lost

What were you waiting for
Waiting for the straw to break
Over the back of desperate ways

You were a dream to me
Now you’re nothing but a heart that bleeds
I’ll wash you off and carry on

And when I see you
I find another reason
To keep myself from getting lost in you

Alone In My Room - Skin (claro)



Ma belly,
Full a juice
What ya givin’ to me
Sugar free,
Your problem
You my crack beauty
Queen
Watch out
Maniac
Betta run if ya scared
Freak out
No doubt
Get that shit out your hair

I would rather spend my time
Alone in my room
Than spend it with you


Plain devil
Be careful
I can spit out your charm
Silly baby
Stone cracy
Can’t you hear the alarm
Cool blue
For the fool
Take your football and leave
Suicide
Damn tired
This is nothing I need

paixões

Por esses caminhos que trilhei deixei de compartilhar algumas coisas que gosto muito. Minhas paixões.
Onde foram parar? Vou tira-lás de alguma dessas caixinas que estão empilhadas na estante.
A primeira que me vem a cabeça, neste momento, talvez por estar ouvindo insistentemente e repetidamente algumas melodias que me aquecem a alma.
Música. sim, uma das minhas incansáveis e insaciáveis paixões.
Quero falar de uma cantora, aliás que está cantando ao pé do meu ouvido neste momento. Alegrias da tecnologia que nos permite ter nossas cantoras favoritas juntinho ao ouvido, pertinho do cérebro, uma alegria que quase sai pelos olhos, e pela respiração enchendo toda a sala.

Skin
Tive a honra de ouvir suas melodias enquanto fazia minhas andanças pelo mundo.
Tento descrever essa doce e ácida voz que sai de um corpo lindo e olhos hipnotizantes. Não consigo. Também não é algo necessário.
Apenas fica a urgência em escutar o que ela tem a nos dizer.



poeiras

Remexer em fotos antigas é um passaporte com visto permanente para lembranças que estavam deveras empoeiradas.
por vezes alfineta o coração, por outras alegra, mas também pode causar vontade de choro. Saudade de pessoas e de um tempo que se foi.
Saudades e lembranças de você mesmo, do que você foi um dia e dos sentimentos que cada imagem pode revelar.

10 novembro 2006

e neste passar dos dias
me perco e me acho.. e me perco.

as baleias

No fim de semana estava vendo baleias no mar, sentado na beira da praia.
Queria que você estivesse comigo assistindo esta tão especial dança.

doce de abórora com cravo

Minha infância foi recheada de sabores. Dona Diva cozinheira de mão cheia sempre fora rainha da cozinha. Lembro-me da primeira vez que comi doce de abóbora.
Como toda boa e chata criança, fugia de tudo o que remetesse aos vegetais. Crianças são ingênuas, ainda não descobriram os prazeres do mundo verde, amarelo, vermelho ...
Hoje não dispenso nem jiló, aliás difícil pensar em algo que não apeteça meu paladar.
A imagem de minha mãe parada na cozinha com a colher de pau na mão me oferecendo o passaporte de entrada no mundo delicioso do doce de abóbora, ainda é muito fresca, envolta ainda até do aroma característico.
-Experimenta minha filha, experimenta. Como você não gosta se nunca experimentou?!

ode à espera

O senhor tempo mancomunado com os ponteiros do relógio zombam dela.
Até o vento cochicha contando às folhas das árvores que a espera nunca chega.
Os insetos desistiram de ficar ali.
A lua já cansou de iluminar o caminho, e a sombra esperada nunca desenha o chão.
Mesmo que chegasse, ela nunca conseguiria alcançar ou mesmo tocar a sombra.
Enquanto a menina espera, a noite preocupada, faz com que ela adormeça.
Assim a menina entorpecida pela noite esquece de esperar.
Embalada pelo sereno dorme profundamente entregando-se aos sonhos e delírios.
Anestesia-se a dor que pudesse ousar em fazê-la chorar.

e sobre certas dietas burras

As vezes a vida parece uma grande dieta, quase abstinente, cheia de privações.
Pessoas se privam de chocolate e de todas as coisas que muito apetecem seu paladar, por culpa ou quase como um auto flagelo. - Não pode, engorda!
Outras pessoas fazem dieta de carinho, afeto. Fica o eterno jogo (muito estranho aliás). Afeto em conta gotas, amor medido.
O amor desmedido, recheado de carinhos sem ter fim, dos beijos molhados de mel com açúcar mascavo são proibidos. Não se pode ou deve, tudo deve ser contida à miúde, economia, dieta quase espartana, tudo para dançar e caber no espartilho.
Eu só de raiva e fome comi agora no intervalo da aula, pão de queijo com café (claro que com açúcar e mascavo, com direito a uma pitada de canela) e de lambuja para fechar essa celebração ao sabor me deliciei com duas paçocas, porque dose dupla é mais gostoso. Eu que amo paçoca nunca me contento com uma, faço juz ao nome..livioca paçoca cara de pipoca.

09 novembro 2006

e da música dada na aula de inglês

Treading trodden trails for a long, long time
I say my hell is the closet I'm stuck inside
Can't see the light
...
I find sometimes it's easy
to be myself
Sometimes I find it's better to be somebody else

....................So much to say - Dave Matthews Band

08 novembro 2006

e o bate papo com a deusa

-e aí pessoa amada, como tá?
-eu tô aqui.. nessa minha vidinha suburbana, interiorana.
preciso dar um rumo, preciso trabalhar, preciso estudar, preparar aula.. pagar conta..mas a realidade é muito cansativa

...

assim seguiam os dias analisando o outrem.
meio voyeur, meio curioso, meio encantado com o que o outro pensava.
visitantes quase secretos um do outro.
assim os dias passavam.

livros versus balanço financeiro

Livros, ah os livros.
Não há crise financeira que resista e não se agrave em feira de livros.
Ainda mais em feira onde se tem no mínimo 50% de desconto.
Melhor nem passar perto, ignorar, deixar a vontade coçando.
Ontem não resisti, mergulhei, entrei, me deliciei.
Por sorte nem todas as bancas aceitavam o maldito dinheiro de plástico.
Sou compulsiva por livros, não consigo comprar apenas um, ainda mais quando se tem 50% de desconto.
Sim, entrei, olhei, olhei, busquei, encontrei.
Sim comprei.
Afinal não é todo dia que se tem 50% de descontos.
Todas as importantes editoras estavam presentes nesta grande orgia literária.
Com um cardápio completo passeando de dicionários, livros técnios, romances, filósoficos até livros de arte, fotografia e de moda.
Sabe aqueles livros caroooossss.. então, sim eles estavam presentes por lá com preços na metade.
Pensei em voltar lá hoje munida de dinheiro de papel.
Quem sabe passear por algumas bancas que resistiam à minha crise econômica.
Mas fui proibida, por mim mesmo.
Vou é pagar contas, para cair na realidade.

fim de noite .. quase em um novo dia.

cana, ausência.
roda de amigos, papeios, risadas.
tanta coisa.. tanta coisa..
noite repleta de acontecimentos.
Dia repleto.
mente ocupada, mente distraída.
tentativa quase bem sucedida.
Fim de noite, saudade e quase que recaída, caida, ida.
regada a chuvisco, herança ainda dos campos.
doces tentando adoçar o que não é tão doce.
Vou dormir que o meu mal é sono.
cama. sonífera ilha.

07 novembro 2006

o idosar da vida.

De lambuja a partir de pensamentos de meu amigo amado Sr Rogério
Provar que podemos ser melhores, lutar pela busca do que ainda não se sabe. Boa, Ruim, mediana, excelente, outstanding... super.
O vai e vém, o sobe e desce, os altos e baixos.
To cansada. Mas tamo aí, tentando ver onde vamos chegar. Se chegarmos.

a economia do viver

Começo do mês, fechamento, saldos e balanços.
Assumo, tenho um pouco de receio de encarar a minha vida econômica..
O meu único prazer é pagar as contas.. ficar livre dos débitos.
De resto, tenho medo de olhar o extrato.. olhar o saldo que nem sempre é positivo.
Admito!
Vou ter que fazer isso agora.. e por algum raio de luz que possa iluminar meu dia.. talvez não ficar deprimida.
Esta é uma pitada da minha realidade deste momento.
Argh.. detesto.
Se gostasse teria estudado economia e estaria sentada no monte de grana ganho às custas da aversão alheia às cifras.
Minha aversão a estas taxas, débitos, impostos, ostos, etos, bletos, cletos, zeltos.

06 novembro 2006

05 novembro 2006

no terminal

chuva torrencial, até que enfim. lavar esse calor.
munida de sombrinha, com a barra da saia e sandálias molhadas, encontro meu amigo pelo caminho.
Após compartilhar as novas e intrigantes descobertas da vida, solto uma fala um tanto quanto melódica mas muito pertinente.
- "é meu amigo só resta uma certeza (...)
ele completa...
- é preciso acabar com essa tristeza é preciso inventar de novo o amor."
A chuva cessa e o relógio acusa que é hora de seguirem.
Lata d'água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria

Lata d'gua
(Luís Antonio e J. Júnior)

porque música boa se compartilha

BAMBINO
Ernesto Nazareth / Zé Miguel Wisnik

E se o ferro ferir
E se a dor perfumar
Um pé de manacá
Que eu sei existir
Em algum lugar

E se eu te machucar
Sem querer atingir
E também magoar
O seio mais lindo que há

E se a brisa soprar
E se ventar a favor
E se o fogo pegar
Quem vai se queimar
De gozo e de dor

E se for pra chorar
E se for ou não for
Vou contigo dançar
E sempre te amar amor

E se o mundo cair
E se o céu despencar
Se rolar vendaval
Temporal carnaval
E se as águas correrem
Pro bem e pro mal

Quando o sol ressurgir
Quando o dia raiar
É menino e menina
Bambino, bambina
Pra quem tem que dar
No final do final

E se a noite pedir
E se a chama apagar
E se tudo dormir
O escuro cobrir
Ninguém mais ficar

Se for pra chorar
E uma rosa se abrir
Pirilampo luzir
Brilhar e sumir no ar

Se tudo falir
O mar acabar
E se eu nunca pagar
O quanto pedi
Pra você me dar

E se a sorte sorrir
O infinito deixar
Vou seguindo seguir
E quero teus lábios beijar
e aos poucos vai se acostumando, digerindo, apagando, transformando.

não caia de cabeça

Porque não se pode cair de cabeça? Por ser o lago muito raso?
Pelo medo do afogamento?
Porque é proibido?
A morte fatal acontece por mergulhar no lago? o risco de bater a cabeça sempre presente.
Ou a morte acontece por ficar apenas olhando do topo?, sem nunca saber como é o olhar das cores durante a queda, a temperatura da água, a adrenalina que percorre o corpo...
Faz tempo que não pulo de lugares altos.
Mas de uma forma ou de outra, sem a adrenalina, a morte já parece próxima e certeira.

um dito que estava em uma exposição que vi por aí

O olho é a janela do corpo humano, por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que sem esse poder, seria um tormento (...) Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo?
Leonardo da Vinci

e em meados de Outubro

Na única pausa para respirar que tomo descubro que já estamos no final do ano. Incrível! Ainda hoje mesmo li um antigo escrito, que estava perdido em meu caderno, onde eu dizia "the semester jsut started and I am already late. Late for my own life".
Então vejo que ainda continuo atrasada e que mal ou bem, caminhei. Ainda não terminou, mas é quase como se tivesse. A agenda já está consumida, à perder de vista e mais um ano que evapora.
Na semana passada me deparei com panetones no supermercado. Sim, começo de Outubro.
Feliz Natal! HO HO HO
Acho melhor comprar minha fantasia de carnaval ou organizar o bloco.
Estou mesmo atrasada ou o mundo está demasiado acelerado.

PS. Veja, até o post está atrasado.

01 novembro 2006

Ode à Luz Marinha

"...rosa renascedora, renascida:
abre
cada dia as tuas pétalas,
tuas pálpebras,
que a velocidade da tua pureza
estenda os nossos olhos
e nos ensine a ver onda por onda
o mar
e flor a flor a terra."

......... Pablo Neruda

Boa Noite!

Noite quente e depois de algum tempo sem ver alguns amigos, fazemos valer os reencontros.
Já gostei mais de rodinhas de violão no passado, hoje em dia ainda gosto, mas estar com algumas pessoas (específicas e seletas) cantarolando em uma roda de violão tornou-se realmente a grande graça em momentos assim.
Nem precisa de um extenso repertório, nem precisa de cana ao lado, nem precisa de muito tempo. Mesmo que em um fim de noite em uma plena terça, e com a cumplicidade das vozes e melodias o que se faz já é suficiente pra elevar o espírito e sorrir feliz.

Compartilho aqui uma do nosso repertório de hoje a noite, que sim, é vasto e desafiante aos tocadores e cantores de plantão, e ainda conta com um seleto repertório internacional, com direito à performances que transitam desde Guns and roses até DMB, sim amigos.. somos quase um grupo a lá tabajara.
Mas aqui compartilho esse clássico do repertório da casa.. com vcs de Djavan.

Meu ar de dominador dizia que eu ia ser seu dono
E nessa eu dancei!
Hoje no universo nada que brilha cega mais que seu nome
Fiquei mudo ao lhe conhecer, o que vi foi demais, vazou
Por toda selva do meu ser, nada ficou intacto
Na fronteira de um oásis, meu coração em paz se abalou
É surpresa demais que trazes, ainda bem que eu sou Flamengo
Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz em rubro-negro
Que sofrimento leva além, não existe amor sem medo
Boa noite!
Quem não tem pra quem se dar, o dia é assim igual à noite
Tempo parado no ar, há dias, calor, insônia, oh! noite
Quem ama vive a sonhar de dia, voar é do homem
Vida foi feita pra estar em dia, com a fome, com a fome, com a fome
Se vens lá das alturas com agruras ou paz, Oh, meu bem, serei seu guia na terra
Na guerra ou no sossego sua beleza é o cais
Eu sou o homem
Que pode lhe dar, além de calor, fidelidade
Minha vida por inteiro eu lhe dou
Minha vida por inteiro eu lhe dou


O Flamengo foi em homenagem à Catita, eu não sou uma pessoa futibolestica.
E peço ao meu companheiro de cantoria, a letra está certa?
Tu sabe que letras não são o meu forte.

Saravá!

31 outubro 2006

e na cinelândia, quando o domingo apesar de cinza ainda era azul

dona Eva, mulher gentil, cuidadosa.
Pessoas, gente.
Via-se pessoas.

O não conseguir escrever. Tamanha era a intensidde e as cores das coisas. O sol escondido não era motivo para acizentar as pessoas, humores, paisagens.
O verde continuava verde e o dia continuava bonito. As pessoas independentemente das distintas classes sociais e culturais trabalhavam e caminhavam em outro ritmo, um ritmo pertinente a um domingo na cidade maravilhosa.
As pombas odiosas circulavam pelos seus locais comuns, e apesar de odiar pombas, admitia que ali elas se pareciam até menos feias.
O tilintar dos talheres, o burbúrio de um grande almoço.
O som do grande prêmio de fórmula 1 na tv também compunham o cenário.
Mas arrematando esse momento, claro, o gosto do café, que permanecia delicioso na boca.

riscos de uma marina que é muito mais gloriosa

rabiscos..


e dos jardins o MAM, bela paisagem.
Belo sol.
O belo se contrapõe com a solitude.

30 outubro 2006

ciclos, biciclos, triciclos..

..e fico me forçando em esquecer de coisas que nem mais se lembram de mim.
Às vezes ainda me pego esquecida destas coisas, e então me lembro delas.
e o ciclo cicla

caos

fica então a eterna busca por botar ordem na vida.. botar a vida em ordem se isso for possível.. acho que vou viver toda a minha vida tentando descobrir isso.

de volta ao lar

bom estar de volta às ruas que tão bem conheço, ao sotaque familiar, ao cheiro de café.
Abrir a janela do quarto, jogar as coisas pelos cantos, espalhar as coisas nos lugares próprios a elas.
Usar o teclado conhecido.
Repensar as coisas, juntar o que sobra, ver o que se joga fora, o que fica?
tomar banho no meu chuveiro, ficar descalça pela minha casa.
Rever amigos. Rever o cotidiano.
Ouvir os pássaros que sempre insistem em cantar aqui no quintal, desse interior, do meu interior.

28 outubro 2006

o Rio de Janeiro continua, sim, muito muito muito lindo...

nao dá pra negar.. nao dá pra nao ver a beleza que fica estampada na sua cara..
terra já cantada por todos os poetas, onde até os nomes de rua rimam a poesia, linhas de onibus que se transformam em música.
As meninas todas cheias de graca que sim, andam pra lá e pra cá, cheias de samba e prosa.
A noite que cheira a festa, ruas que te enchem de vontade de simplesmente caminhar por elas.
este é apenas um compartilhar tímido.. e sorrateiro, que é feito em computadores alheios, sem acentos devidos ou pontuacoes, sem cedilhas, sem tils... sem revisao.
saudade da terra e dos amigos do lugar onde eu posso falar sem medo de ser notada pelo sotaque, e sim.. até da realidade dura e crua do diariamente. Nada como o poder espalhar a bagunca da mala, mas.. sim.. isso será logo.. enquanto isso eu aproveito, aproveito.
saravá, aquele abraco.

24 outubro 2006

e dos campos...

cry baby, cry.. como diria minha adorada janis..
bem.. o sol tá fazendo greve, tenho até que usar blusa de frio, se não é o frio natural é o detestável ar condicionado que persegue e congela a alma.
a alma. .hummm...
mas pra alegria dos goitas de plantão tenho hoje de grátis
quarteto em Cy.. e sim..elas continuam lindas e magníficas.. já vi um na passagem de som..
ho ho ho
escrevendo muito.. muito.. mas pouca net..
beijo

19 outubro 2006

e enquanto Frank Aguiar, Maluf e Clodovil são eleitos
o menino continua vendendo sua bala de goma no sinaleiro

e numa outra semana aí..

chegando à universidade, ouço a melodia alta no ar
e o meu sorriso invade o rosto e a alma
e não consigo evitar o cantarolar alto ao vento voando na bike.

compartilho com vcs a música que resultou neste meu, tão meu, sublime momento.
somente uma música, mais uma das minhas mais preferidas.

Por Ivan Lins...

Oh, Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Eh Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide.
Até a lua se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Oh, Madalena, Madalena, Madalena, Madalena
Oh Ma, oh Mada, oh Madale

18 outubro 2006

e já que gosto de cores.. muito

Todas as cores concordam no escuro. - Francis Bacon

17 outubro 2006

de hildas

Kalau: Nem parece que falamos da mesma mulher.
Celônio: Tu mesmo disseste que ela se parecia a uma coisa sagrada.
Kalau: Sagrada... sei lá. Uma coisa que dava medo de tocar.

Agda, de Hilda Hilst
Pela primeira vez, por opção, caminhei pela rua onde meu pai morreu..
e o pôr-do-sol é até bonito na Humberto Martins Zuppe
e o cigarro nem tão amargo, e a bebida nem tão intragável.

15 outubro 2006

pensamentos de um quase fim de domingo

calor, cansaço beirando à preguiça.
pilha de papel olhando pra mim.
tanto trabalho, tanta coisa, tantos desejos.
queria o barulho do mar, apreciando algum resto de pôr de sol.
é.. to beirando meu limite sem viagens.
mas viagem daquelas, sem trabalho embutido, daquelas sem ter que nada, daquelas que vc fica até dizer chega.
daquelas viagens em que não existe preocupação com nenhuma convenção.
ficar em um lugar novo, peregrinando até que as roupas sujas e o desejo da sua cama te leve de volta.
preciso de mato, mar e sol.
preciso do verde, azul, amarelo, branco, laranja, marrom...
preciso das cores.

14 outubro 2006

música jamais ouvida antes

Torrente de idéias.
Desenfreada a cabeça tenta juntar idéias, palavras, histórias,
Em um momento quase sublime.
A ausência de planos.
Momento onde se há oportunidade de nada.
Apenas viver o sol que bilha lá fora.
Ouvir uma nova música.
Tentar reconstruir, juntar as peças quebradas.
Formar um novo espelho a partir dos cacos quebrados.
Olhar o reflexo, e caminhar para algo do que seria entender quem é o reflexo.

...

E a ausência de planos, instantaneamente sorri.

sexta feira 13

O que dizer de uma sexta feira 13 que já quase acaba.
Graças!
Espero que acabe, porque hoje o dia não foi bolinho.
Delírios, delírios e delírios.
Quero sumir de mim mesma.

13 outubro 2006

e a despedida ... Candeia, interpretação Cartola.

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

a ainda relutando em dormir.

Sim.. tenho essa mania das crianças, reluto em ir dormir..
Lamentável esse meu comportamento, pois é muito bom dormir pra esquecer, apesar de muitas vezes os sonhos não deixarem.

Enfim..
escuto cartola, amo cartola do mais profundo lugar do meu ser, se é que sou tão profunda assim. sou alta e acho que minha altura toda deve servir pelo menos pra isso, pra ter algum lugar que possa ser chamado de profundo. Escolhi duas não tão pérolas assim. Meu estado de espírito muitas vezes é representado pelas músicas que escuto, então, amigos façam o brigadeiro, coloquem o pijama, e neste dia chuvoso se enfiem em algum canto aconchegante.
Compartilho com vcs.
Isto é, se existe o vcs...

Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus
...
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

da eterna espera.

Fico à espera.
Procuro entre letras de Cartolas e Adrianas, algo que clara e veramente possa falar coisas que sinto.
É sempre mais fácil. Parece que os poetas facilitam a vida da gente.
Fica então a nossa economia de ter que realizar este trabalho, juntando palavras, cavocando no fundo do estomâgo, nas entranhas para encontrar as frases certas, as vírgulas certas, os pontos certos. Assim, tentar mandar embora os fantasmas, os muitos pensamentos, as dores, neste quase exorcismo, que nunca cessa.
Vou dormir. O esperar vazio entristece.

e no dia das crianças.

Uma data no calendário. Amigos reunidos para celebrar a vida, o marasmo de um dia chuvoso. No ano passado estava quente, um calor que derretia. Amigos em volta da mesa, compartilhando o gosto pelo alimento, alegrias, acontecimentos, fatos, novidades.
Hoje, sem planos prévios, como que uma fatalidade, o momento se repete.
Diferente, com um ano de intervalo, uma quase reprise. Tantas coisas, tantas histórias, não cabe.
Os amigos e agregados, novos assuntos, novos momentos, ainda assim se juntavam, celebrando o marasmo de mais um dia das crianças. O dia que foi apropriado inocentemente por eles.

11 outubro 2006

e as flores continuavam a perfumar a casa, lembrando a moça de sua existência, quase invasora. Uma bem-aventurada invasão.

a encomenda

Ela havia se esquecido como era receber flores. Havia se esquecido do perfume invadindo a casa, relembrando e afirmando que as flores eram pra ela. Somente pra ela.
Flores enviadas com direito a cartão, anônimo, mas que revelava-se por si só.
Não era um acontecimento comum, ela nem mais se lembrava, nem mais sabia do cheiro e das cores das flores.
Ela gostou.

10 outubro 2006

"Se meu desejo coubesse num poema,
Escreveria numa folha branca
E faria um barco de papel"
Navegação, Miriam Cris

e de um filme..

um minúsculo diálogo em um filme. Um diálogo que fugia do tema central, ou será que iria direto ao alvo?
bem.. foi a parte que mais gostei.

A personagem principal vagando perdido por um lugar, fugido, senta-se em uma praça para ouvir um músico, que estava feliz, solitariamente tocando seu instrumento. O músico irritado com a "platéia" indesejada indaga:
- o que está esperando? saiba que a maré e o tempo nunca esperam.

de.. Der Philosoph

e dos muitos pensamentos que gostaria e quero compartilhar...

O ritmo diário tem sido fatal, ando ultimamente com um bloquinho, o qual vive ávido por receber idéias, frases, pensamentos, cores .. tudo que penso em dizer .. em exorcisar.. em eternizar.
Neste ritmo alucinado, sob ainda a influência das altas e baixas hormonais, minha cabeça por aí voa, desesperada por gritar, por contar, por exorcisar.
Memórias acumuladas que serão, espero, logo logo compartilhadas..
Logo, vem o ócio, o feriado.. e aí.. meus queridos.. sentem.. por que vem.
Choros, risos, melodias, sonetos, esbravejos, bobagens.. previsões de Zirila, que em sua mais formatada (.. ou será desformatada?) forma grita ao mundo!

07 outubro 2006

quero por minha mula na sombra

e o direito de um lugar de sombra à bike, porque todos merecem um lugar à sombra! Inclue-se nisto as bikes.

sobre a espera

Palavras..palavras.. palavras.. estou cansada delas..
Espera-se ansiosamente pelo silêncio mandatório, quando as palavras não mais são necessárias.
Desespero pela presença silenciosa, quando o olhar já diz o que é pra ser dito.
Quando nem se precisa dizer nada.. nem com o olhar.
Apenas o estar quieto, o estar quente, o estar junto.

06 outubro 2006

e pós show.. ERRATA

Ai ai ai ai ai
uerê rê rê
dum bi doonn doonn doonn doonn
uerê rê rê
dum bi donnn doonn doonn doonn
dere re re dum bi doonn..

04 outubro 2006

e sobre o lugar que estarei amanhã


Da ra da da
Da ra da da
da ra da da
Da ra dara daradara
Da ra raaaa
Da ra ra ra da raaaaa aaaaa
da dararara darara
dararara. Da RA RA RA RA DA RA Raaaa

das pautas e compassos

Os problemas em aceitar o ócio.
Perdeu-se a prática do nada.
O meditar vazio.
Os intervalos breves.
A necessidade de se fazer preencher a pausa com melodias ainda não tocadas.
Esqueceu-se de quando sabia fazer o nada de forma tão pertinente, tão intensa.
Quando ainda não se sentia a necessidade de transpor para a pauta os sons dos passarinhos, das folhas, das cigarras.
Não se remia as notas com exatidão em compassos.
As melodias não se prendiam ao papel.
Não se preocupava com as mínimas, semibreves ou colcheias.
Só se ouvia e devaneava.