14 janeiro 2007

Às vezes fico vazia, tão cheia, tão vazia que me fadigo. Fica um grande caracol, um emaranhado. E o corpo só pede um reduto suave onde eu possa me recostar. Tenho em alguns momentos um ombro magro, amigo, ossudo, onde reclino a cabeça. Lá busco sentir o cheiro, um cheiro, o cheiro, mas não encontro. Gosto de cheiros, preciso do cheiro. Este ombro me acolhe por momentos, mas eu mesma me expulso de lá. Quero o forte, quero o aconchego que ainda não sei onde encontrar.

13 janeiro 2007

Miró


o que tanto me olha, diz? Apresento à vocês, Miró o gato. Só faltou a Nina..

em homenagem ao email que recebi de Cata, achei genial

As calorias são pequenos bichinhos que vivem nos armários e que durante a noite apertam a roupa das pessoas...

12 janeiro 2007

A maior flor do mundo, linda..estou embasbacada.


*foto REUTERS
** Vivam as Euphorbiaceae
Saudade
Diga à esse moço por favor
Como foi sincero o meu amor
O quanto eu adorei tempos atrás
Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Lupscínio Rodrigues

É que eu já sei de cor qual o quê dos quais e poréns, dos afins, pense bem ou não pense assim

11 janeiro 2007

about Affairs - jokes I got somewhere

A woman was in bed with her lover when she heard her husband opening the front door.
"Hurry," she said, "stand in the corner."
She rubbed baby oil all over him, then dusted him with talcum powder.
"Don't move until I tell you," she said. "Pretend you're a statue."
"What's this?" the husband inquired as he entered the room.
"Oh it's a statue." she replied. "The Smith's bought one and I liked it so much I got one for us, too."
No more was said, not even when they went to bed.
Around 2 AM the husband got up, went to the kitchen and returned with a sandwich and a beer.
"Here," he said to the statue, "have this. I stood like that for two days at the Smith's and nobody offered me a damned thing."

*****************

A man walked into a cafe, went to the bar and ordered a beer.
"Certainly, Sir, that'll be one cent."
"One Cent?" the man thought.
He glanced at the menu and asked, "How much for a nice juicy steak and a bottle of wine?"
"A nickel," the barman replied.
"A nickel?" exclaimed the man. "Where's the guy who owns this place?"
The bartender replied, "Upstairs, with my wife."
The man asked, "What's he doing upstairs with your wife?"
The bartender replied, "The same thing I'm doing to his business down here."

******************

Jake was dying. His wife sat at the bedside.
He looked up and said weakly, "I have something I must confess."
"There's no need to," his wife replied.
"No," he insisted, "I want to die in peace. I slept with your sister, your best friend, her best friend, and your mother!"
"I know, I know," she replied. "Now just rest and let the poison work."

o buquê de Lêca


E o casamento foi pura emoção, foi o penúltimo casamento dentre as minhas amigas de infância. A última logo logo casa, serei madrinha!! :)
Vendo toda cerimônia, vinham lembranças de nossa infância quando ainda apenas nos preocupávamos com a brincadeira, com a comilança, com a bagunça. Brincadeiras de rua, brincadeiras de dentro. Potinhos. Tantas coisas.
Ela, modernosa, não jogou o buquê, não pôs meu nome por dentro da barra da saia do vestido, mas está toda feliz, e ela é feliz. Lêca merece, merece e tem agora um par perfeito. Fico descansada e na esperança de continuar exercendo meu ofício de tia honorária em algum futuro ainda não determinado.
Hummf... em 10 dias será o da última.
Acho que não vou conseguir segurar o berreiro.

e sobre isto que sinto quando escuto essa música

e no ouvir repetidamente da música, vem um aperto no coração, como se ele estivesse derretendo, dando um pouco da vida que há nele. Esse aperto sobe pelo estômago, uma agonia que tilinta num sopro gelado. A garganta trêmula fica quente, e a língua fica estática. A saliva na boca e o engulir, que faz aquele barulhinho na garganta, fica difícil.
Não cabe mais nada dentro do peito que já padece em tanta promessa de vida em seu coração.
São as águas de Janeiro continuando o verão.

Waters of March - jobin

A stick, a stone,
It's the end of the road,
It's the rest of a stump,
It's a little alone

It's a sliver of glass,
It is life, it's the sun,
It is night, it is death,
It's a trap, it's a gun

The oak when it blooms,
A fox in the brush,
A knot in the wood,
The song of a thrush

The wood of the wind,
A cliff, a fall,
A scratch, a lump,
It is nothing at all

It's the wind blowing free,
It's the end of the slope,
It's a beam, it's a void,
It's a hunch, it's a hope

And the river bank talks
of the waters of March,
It's the end of the strain,
The joy in your heart

The foot, the ground,
The flesh and the bone,
The beat of the road,
A slingshot's stone

A fish, a flash,
A silvery glow,
A fight, a bet,
The range of a bow

The bed of the well,
The end of the line,
The dismay in the face,
It's a loss, it's a find

A spear, a spike,
A point, a nail,
A drip, a drop,
The end of the tale

A truckload of bricks
in the soft morning light,
The shot of a gun
in the dead of the night

A mile, a must,
A thrust, a bump,
It's a girl, it's a rhyme,
It's a cold, it's the mumps

The plan of the house,
The body in bed,
And the car that got stuck,
It's the mud, it's the mud

Afloat, adrift,
A flight, a wing,
A hawk, a quail,
The promise of spring

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the promise of life
It's the joy in your heart

A stick, a stone,
It's the end of the road
It's the rest of a stump,
It's a little alone

A snake, a stick,
It is John, it is Joe,
It's a thorn in your hand
and a cut in your toe

A point, a grain,
A bee, a bite,
A blink, a buzzard,
A sudden stroke of night

A pin, a needle,
A sting, a pain,
A snail, a riddle,
A wasp, a stain

A pass in the mountains,
A horse and a mule,
In the distance the shelves
rode three shadows of blue

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the promise of life
in your heart, in your heart

A stick, a stone,
The end of the road,
The rest of a stump,
A lonesome road

A sliver of glass,
A life, the sun,
A knife, a death,
The end of the run

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the end of all strain,
It's the joy in your heart.

10 janeiro 2007

porque as boas conversas alimentam a alma.

Assim disse Arraxtão e ele tem boa conversa.

Estou saciada.

e de Júlios, o raposo

- Eu tinha uma amiga que andava com um caderninho... De vez em quando ela parava, abria o caderniho e começava a escrever poesias, frases que passava pela cabeça, colava figuras ou mesmo pequenos objetos que representavam situações ou sentimentos importantes para ela.... Vc? Tem um blog.
-eu também tenho um caderninho.
:)

traducciones que não acabam

- eu tô meio pifando,tomei todas...
- Aff.. que delícia, faz tempo que não tomo todas.. nem nenhuma. Eu ainda fico aqui, me explodindo em palavras. Todas bilíngües.

09 janeiro 2007

Filosofia de Butequim

preferimos buscar o dolorido, o difícil.
o que corta e faz sangrar
cultivamos as cicatrizes..
e nos alegramos com a tristeza que mantemos,
dentro de nós.
como se essa fosse realmente o que nos faz viver,
de nos sentirmos vivos, doloridos.

Cadê a música?

Acabo de receber uma nova notícia.. vou ganhar um aparelho de mp3 novo.. o meu antiguinho esta passeando por algum lugar em Buenos Aires neste momento. Alegrando a vida de alguém que não conheço. Chique ele, tirou férias eternas das minhas orelhas no exterior.

aos Danis e Anas..

Hoje três grandes amigos chegaram de volta à cidade, e com dois deles já falei rapidamente por telefone. Que alegria! Mais alegria de volta à velha casa, mais ouvidos e olhos pra conversar, pra ver, pra olhar junto.
Muitas histórias acumuladas durante o período de separação, muitas aventuras pra dividir, e fotografias para olhar.
Novamente e fresquinha a possibilidade de encontros inesperados, sorrateiros, a qualquer hora do dia, para qualquer atividade, seja andar de bicicleta, seja comer junto, seja o fazer nada, braços pra ir ao cinema, para navegar pelos córregos.
Viva meus amigos que de volta chegam à minha casa, à minha vida, ao meu cotidiano.

Ansiosa pelo reencontro amanhãs..

08 janeiro 2007

ao som do violoncelo de Jackie


E enquanto a xícara de café está quente e o trabalho sendo destilando pelos poros, ao fundo recheando o escritório a melhor trilha sonora proporcionada por Jacqueline Du Pré. Não posso nesta ocasião deixar de me lembrar de um dos melhores filmes que já vi em minha vida Hilary and Jackie (1998). A música e o filme falam por eles mesmos. Dispenso maiores comentários de uma história que nunca me esquecerei.

aquarela

A arte havia tirado férias, sentia-se sedenta por cores. Uma abstinência ingrata. Os traços talvez não representassem mais a continuação de seus dedos, de seu mundo.
Estava com sede, sua desidratação já demonstrava os sinais de um delírio abusado, desnorteado. Precisava conseguir chegar até a cozinha e beber dos pincéis, das tintas.

07 janeiro 2007

desejos

Você merece alguém disposto a não te deixar no limbo, nem quando o sono chega, entende? Alguém que sonhe com você, e pense em você, e queira você e deseje você...
Alguém que te ame.
-- Araium

colado, grudado

pelo jeito creio que foi percebido.. estou com milton na cabeça..
e junto com suas músicas, lembranças, passado, pessoas, momentos.

06 janeiro 2007

e agora, rapaz?

não vejo o sol, não vejo a lua
não vejo os óio do meu amor
ai qui dô , ai qui dô


No outono floriu
no inverno esquentou
no verão esfriou
quando quis dar por mim
era noite demais
era escuro demais
era tarde demais
e agora, rapaz?

--- dinho caninana

uma música do passado que se faz presente

...nada a temer se não o correr da luta
nada a fazer se não esquecer o medo
abrir o peito à força numa procura
fugir às armadilhas da mata escura

longe se vai sonhando demais
mas onde se chega assim
vou descobrir o que me faz sentir..

___ Sérgio Magrão & Luiz Carlos Sá

05 janeiro 2007

resumo de um dia como hoje, que aliás ainda não acabou

O dia tá que tá perfeito.. quase.
O café já está na xícara, a manteiga já está na brôa.
A chuva está lá fora, e Elis tocando.
Tirei o casaco vermelho do armário.
...
Já paguei quilos de contas.
e já fiz 37 planos dos quais realizei quatro, modifiquei outros sete, desisti de doze e prorroguei os outros quatorze.
...
E a saudade permeia.
aff.. sai do meu pé.
quero o abraço e o cheiro.
...
lá vou eu aos afazeres.. tentar riscar algum outro ítem da lista.
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

Toquinho & Vinícius
O sol quente sobre a pele aquecia a carne que embalava a alma perdida.
Nem devaneios, nem mais sonhos, nem planos.
Não havia mais nada que naquele momento pudesse ancorar o que ficava dentro, estava sendo levada pelo turbilhão.
O turbilhão da vida que esmagava, despedaçava e degolava qualquer sopro de lucidez que pudesse existir naquele momento.
Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa.
Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por quê e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta pra mim.

Água viva, C. Lispector
Você ainda não se conheceu a si mesmo. Mas a vantagem de se conhecer os outros enquanto isso, é que um deles pode lhe apresentar a si mesmo.
Examine a natureza de tudo o que você observa, exemplo, você pode se encontrar caminhando por um estacionamento, sonhando...


----- extracted from the movie Walking life.. super recomendo.

04 janeiro 2007

monogamia

- meu msn tá ficando congestionado
- eu só tô falando com vc..estou monogâmica

pássaros

- e os pássaros?
- acho que eles voaram pra longe..
- não acho. acho que eles devem estar procurando uma arvore para pousar
- e porque nao pousam?

02 janeiro 2007

reflexo

e quando me pensava vazia de palavras. Abro a porta e elas me afogam, me afogo em mim mesma, me descubro e gosto muito do que vejo.

pernas pra que te quero



Hoje hoje.. hoje.. fiz uma aquisição importante e agora ninguém mais me segura.. não entendo porque demorei tanto! E eu que nunca usei guias , só mateiros, afinal um engenheira e florestal ainda por cima, não deveria necessitar de guias para andar pelo mato, para instalar o eletro-eletrônico, trocar fusíveis..etc etc etc. Bem, meus caros, foi minha rendição e salvação.
Voltar pro mato, sentir cheiro da terra, e desbravar os verdes foi uma das resoluções de ano novo. Bora lá?

boa noite

e os olhos começam a ficar meio abertos, meio fechados, num vai-e-vém, num abre e fecha. Vamos a lá cama, que amanhã é terça, a primeira terça do ano. Eu gosto de terças, apesar de prefirir as quintas. Vamos a ela, trabalho, trabalho, salvar o mundo, vamos lá, salvar o meu mund.

Desbravar esta cidade que me encanta mesmo nos seus desencantos, mas é a minha cidade. Não sou bairrista, sou mundista, odeio as cercas que dividem e limitam, amo os aviões que cortam os céus, ou os barcos que cortam os mares. Tendendo sempre ao infinito, ao infindável, ao inexplorado.

E este dia que é o primeiro dia útil, inútil do ano.
Um ano que me aguarda repleto, muito trabalho na vida, na luta, no desbravar de corações, nem que seja o meu. Trabalho burocrático, burrocrático, prático, teórico, falados, escritos, trabalhos de todos os tipos e nas mais diversas variações.

Trabalhadores do meu Brasil varonil, companheiros, arregacem as mangas, ponham a roupa de guerra, não tenham medo do suor que escorrerá dos seus rostos. Desbravem!

e sobre o par imperfeito

Saudade do que chamou de seu par imperfeito, seu ímpar.

Sentia uma saudade aguda que nem mais calada ficava, uma saudade que só acabava quando no reencontro, quando finalmente poderia envolver em seus braços, apertar junto ao seu corpo e sentir o cheiro.

Ficava esfregando suas narinas, tentando inalar toda a fragrância volatilizada do que pensava ser a melhor fragrância do mundo.

Observava cada traço, cada gesto, cada movimento, imprimindo todas estas fotos no seu córtex. Um lugar seguro, onde suas imagens, as dele, nunca se queimariam por algum incêncio ou apagadas por algum vírus, destes que vem e arrazam tudo.

Imagens captadas pelos olhos de tão belos olhos.

Tentou desenhar os belos olhos, não conseguiu, seus traços não conseguiram rascunhar dignamente o brilho do olhar. Talvez tenha perdido a mão ou talvez sua mão apenas estremecesse diante de tal nobre dever, o de retratar o que já estava tão marcado em sua alma.

Esperava então os re-encontros, que fossem os intervalos breves, cada vez mais, viva os encontros, ansiava por eles, que se achassem e se encontrassem definitivamente.

01 janeiro 2007

o café em um início de ano

Benditas!
Benditas sejam as xícaras de café que nunca faltam e que nunca faltarão.
Benditos sejam os amigos, o amigo.
Benditas sejam as lágrimas que finalmente são drenadas sem muito esforço.
Bendita seja a vida! Mesmo que a minha.
Eu que apesar dos pesares, e por muito tempo recusei dizer isto.
Hoje, neste momento, em um súbito, me deu uma vontade de dizer e digo com letras garrafais, quem sabe assim me convenço disto...VIVA A VIDA.. vivamos então!
Não há remédio contra isso.. temos de vivê-la.. sabores, cores, imagens, sentimentos.. e tudo o que nela contém! Pacote completo e fechado, surpresas!
Que ela nos surpreenda, me rendo e quero dar uma chance, quero fazer planos, projetos, sim.. e porquê não? Que ela venha, que ela se adentre, mesmo sem pedir licença, que ela invada, que chegue, da forma e fôrma que lhe convir. Seja destruindo, seja construindo, seja chorando, seja rindo. Que seja! Mas seja!

Não sei o que quero dela, não sei como quero que ela venha, não sei onde me enquadro neste grande cenário. Mas fica sempre a eterna tentativa de recomeçar e atuar em velhos ou novos papéis, quem sabe?
Ninguém sabe. Eu não sei. Nem sei se quero saber.
Sei que... continuo. Não sei se da forma certa ou errada, se amando demais ou de menos, se ganhando ou perdendo.. se nada ou tudo.

A única coisa que sei neste momento eufônico é que as xícaras de café sempre podem ser preenchidas, sempre pode-se sentar com os amigos para a hora do café. Afinal eu e meus amigos sabemos fazer um bom café.

29 dezembro 2006

o sanduíche

Resolvi lutar contra mim mesma
porque desse jeito nao chego ao fim do ano,
que aliás insiste em demorar a chegar.
Minha primeira atitude foi fazer um sanduíche
de queijo, com porções de maionese e catchup avantajadas,
como amo essa combinação.
acho que essa primeira resolução não foi muito bem o retrato mais perfeito de uma prossível luta contra mim mesma, mas sim um afogamento nos prazeres palatáveis.
Bom.. vou sair dessa inércia. Quero a panacéia!
prenda-me nos teus braços é o que lhe peço..(vercilo & carolina)
antes que eu me perca mais do que já me perdi,
que eu estraga tudo,antes que eu vá embora,
antes que eu me exploda junto com os fogos deste fim de ano
que não chega nunca, que nunca acaba
quem sabe assim aliviar essa agonia
que fica presa na garganta e no peito
eu chorei. não foi alegoria.
o choro nem sempre tem a mesma lágrima
o mesmo soluço.

enjoy the silence - depeche mode

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Cant you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Enjoy the silence

28 dezembro 2006

aos que observam e vigiam o tempo todo. todo dia, tantas vezes, tantos meses.

Veja que sou livre, eu vôo. Perco-me entre vôos curtos, longos, tortuosos, cíclicos, não tenho métrica, não tenho padrão, apesar de muitas vezes previsível. Às vezes me acho, e quando o faço, gosto muito do que vejo, quase não reconheço quando me olho no espelho.

Mas não se engane.. não se engane, não.

Muitas vezes não me vejo, meus olhos se desviam pelas ruas, pelas figuras. Meu olho me engana ou me engano com meu olhar quase todo tempo. Sou invisível. Misturo-me nas grandes massas, massas atmosféricas, massas italianas.

Deixe-me assim. Não ameaço e não gosto de ameaças. Não gosto de invasões, nem bárbaras, nem amenas, apenas as consentidas.

Honestamente tenho uma tendência à preguiça e à vagabundagem. Apesar de também ter uma tendência ao trabalho compulsivo, desmedido. Às vezes, coisa esporádica e temporal, admito. Extremos, antagônicos.

Não tente entender. Eu não entendo e já desisti. Apenas vejo, admiro, me regozijo com o belo. Digo, o que é belo ao meu modo, ao meu gosto.

Não gosto de encrenca, tenho poucos inimigos e se os tenho, honestamente, deles não quero obter notícia, muito menos saber da existência. Não me incomodo com eles. Eles que me odeiem dentro de suas cápsulas. Benditas sejam as cápsulas protetoras como diriam já os gafanhotos. Viva os gafanhotos!

Por isso.. por isso não se engane.

Sou mais ingênua do que deveria e menos do que gostaria. Ou o contrário, ache o que quiser. Se eu quiser posso ser puta ou santa. Gosto dos destilados, preferencialmente pinga.

Não falo todas as línguas que gostaria e deveria, não sei os nomes de letras de canções, nomes de ruas e nomes de compositores. Um dia, talvez, com aquela risada debochada, chego à perfeição, à minha imperfeição.

Sou de alto nível, além de alta, mas quando e se quero posso ser péssima, o que acontece freqüentemente. O mal muito bom dos aquarianos e de zirilas, caminhar de calças arriadas para o julgamento acusador e matador alheio. Minhas pitadas de tosquice.

Sou autodivertida. Dou risada de mim mesma. Amo surpresas, cumpro as promessas. Sou falha. Na maioria das vezes, para a minha alegria, me surpreendo, sempre.

Sou assim, uma tendência viciada a ter um sorriso estampado no rosto.
Ah...os sorrisos. Esses alegram a alma e sozinhos aquecem um coração.

rascunho

e o rascunho das idéias e palavras que há muito estavam acumuladas na mesa foram esquecidas no meio de um livro, dentro de uma escola que estava de luzes apagadas e portas trancadas, vazia.
Apenas permanecendo a vontade de gritar, debater-se, como dentro de um liquidificador ou quando presa em uma camisa de força, finalmente explodindo em lágrimas, gozo e riso, tudo ao mesmo tempo, desordenadamente, freneticamente, anonimamente, mente, ente.

25 dezembro 2006

e as mensagens de natal se acumulam na caixa de entrada do e-mail.

tudo novo de novo - moska

e essa música que não sai da minha cabeça... acho que talvez ela consiga dizer um pouco sobre essa época que estamos passando.

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
e eu.. no meio de tudo, no meio dos abraços, no meio das felicitações, eu.. que nem gosto do natal, aliás.. não gosto nada.
Chorei.. chorei feito uma boba. Chorei e fiquei toda borrada.

22 dezembro 2006

ah.. mas nos outros intervalos...

Nos outros intervalos sinto no estômago que a espera finalmente esta por acabar, faltam apenas algumas horas e confesso, um estar que já está estampado na cara e no corpo, óbvio, não vejo a hora.

de alguns intervalos

Às vezes, em alguns intervalos, pego-me pensando nas pessoas queridas e distantes. Penso nelas com carinho, com saudades. Espero que este carinho mandando via vento baste, porque não tive tempo de desenvolver meu espírito natalino neste ano. Muito menos mandar os ditos cartões e mensagens de Natal. Ho ho ho . O tempo não pára, ano que vem tento de novo. Minha única resolução de fim de ano, até agora.

ho ho ho

e enquanto isto, as pessoas insistem em mandar mensagens de Natal, felicitações e desejos felizes. As mensagens me alegram e me agoniam. O ano quase no fim, fica nesta demora pra acabar. Eu, que não gosto de Natal, fico aqui torcendo pelo carnaval, com olheiras e rouquidão pertinentes aos ofícios de professora e amante.

balanço de fim de ano

férias? descanso? isto existe? O trabalho pipoca por todos os cantos, o trânsito não acalma, o shopping transborda de gente. Filas, filas, gentes e gentes, e eu que só queria pagar uma conta. Na verdade duas contas. Finalmente paguei minhas contas, quase todas as contas, e tenho a leve falsa impressão de que finalmente, depois de um ano um tanto quanto vermelho, fecho um balanço empatado. Eureka!

17 dezembro 2006

passatempo

faz tempo que lhe espero
e a espera nunca acaba
espero vendo a vida passar
e ela passa sem economia
nunca importei-me em esperar
tenho é terror de fazer esperar
mas desta vez, confesso,
que estou cansada, entediada
e não há mais distração
que me abstraia
então escrevo.

16 dezembro 2006

uma formatura

Ah .. hoje foi finalmente entendido por cada célula do meu corpo que não tenho mais meus 23, e que meus 27 quase beirando os 28 realmente se fazem presentes.

Ana e em sua homenagem, justa, lhe dou minhas salvas de palmas e sorrisos de alegrias pelas suas conquistas, pelas suas escolhas e pela sua história. E sim a festa foi "a festa" que certamente será relembrada como talvez uma das últimas na categoria entre os amigos chegados. Muita força nos futuros plantões... porque eu.. acho que não sirvo pra coisa.

...e ainda com o rímel no olho, bom humor e grande apreciação, dei seis aulinhas hoje.
Vou mergulhar no mundo dos sonhos porque ficar já à mais de 32 horas sem dormir não dá pra mim não.
Mas, quase que ainda como num sonho ou será pesadelo, satisfeita vou me deitar com o gosto de missão cumprida. Fiz juz à minha fama cultivada nos meus 23. Que venham as outras dezenas!

Garçom (o nosso se chamava Marcos e nos atendeu com muito esmero) traga o vinho porque as bocas estão sedentas!
e da rua da minha casa, hoje vi pastos verdejantes. E como são verdes, vizinhos de um céu azul. Emoldurados por muitas árvores. Tudo isso à luz de um quase pôr-do-sol.
Sorri

15 dezembro 2006

Assumo. Confesso o que sou. Um sussuro meio torpe.
Tem hora que me sinto a mais trouxa das trouxas, a enganada.
Sou ingênua, acredito nas pessoas. Não tenho o pé atrás, nem carapuças, nem carapaças.
Acredito. Mas não assumo mais brigas.
Sou da paz, apesar de às vezes desejar ser mais briguenta.
Queria ser mais entojada, mais enojada. Daquelas raparigas bem frescas.
Que sobre seus saltos altos, (que é claro) ornam com o cinto, olham o mundo de cima. Os cabelos obviamente enlourecidos, chapeados e com a boca, aquela boca sexy, sempre pronta. Arrematada com o batom, impecavelmente retocado. Pronta.
Pronta para a briga. Pronta para fazer o mundo obedecer os seus comandos, seus desejos.
Não faço chapinha. Não tenho as rédeas do mundo. Mantenho os fios irritantemente desalinhados, assim como minha vida. Quase não uso salto, já sou deslumbrantemente alta. Sempre olhei o mundo de cima, direto das nuvens.
Não gosto de brigas. Não gosto de mal entendidos. Não gosto de meias palavras.
Gosto das palavras inteiras, com todos os acentos devidos. Frases melódicas.
Digo a verdade, até demais. As pessoas não acreditam nas verdades. Preferem mentiras.
Odeio, odeio, odeio ser má interpretada, assim como julgada. Julgada e condenada por algo que não fiz, por alguma mentira contada por aí. Não pelas verdades.
As verdades assumo, as verdade engulo.
Fico voando, as vezes me canso desse eterno vôo. Queria ser mais armada. Mais enredomada.
Mais protegida. Mais térrea. Essa coisa aérea me enjôa e me faz me perder nos meus próprios cachos. E fico presa dentro deles. Sempre.
Queria que fossem eles minhas redomas.
Mas quase nunca vem alguém mexer nos meus cachos.
Um cafuné. A liberdade em um cafuné.


Frida, a outra artista que muito gosto, gosto muito.

14 dezembro 2006

Me diz o que fazer
se o que falta é sua presença
e sua ausência está demais
Me diz, oras
quantas horas demora
ou até quando esse buraco dura
se pra isto existe cura
uma sofreguidão
que se mistura com o frio
que desce a espinha
e que termina por ficar
na boca do estomâgo que está vazia
e que em espasmos delirantes
pede que o seu semblante
acalente um pouco esse corpo
que surrado
já está viciado
em você.
e de repente se vê atada,
a ausência se torna uma agonia,
e a vontade uma tortura.
A saudade...
esta apunhala o que sobra da carne.

11 dezembro 2006

finalmente eu vi..

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

F. Anitelli - O teatro mágico

uma música feliz

e eis que em um domingo a noite,que por si só já é triste (detesto domingos a noite) encontro um exemplo de música feliz.
elas são quase uma espécie em extinção...
e apesar de todos os pesares que pesam nos pesos qeu carregamos nos ombros tensos da vida, o fim do dia teve um momento um pouco mais leve, pelo menos por alguns 4 minutos.


Sorte - letra e música de Celso Fonseca & Ronaldo Bastos

Tudo de bom que você me fizer, faz minha rima ficar mais rara.
O que você faz me ajuda a cantar! Põe um sorriso na minha cara.
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte na vida!
Quando te vejo não saio do tom, mas meu desejo já se repara!
Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara!
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte de cara!

10 dezembro 2006

é que às vezes..viajo.. e penso..
daí vem a realidde.. o homem..
e me bota no devido lugar

pergunta

Qual a característica humana mais universal? Medo ou preguiça?
- walking life

08 dezembro 2006

"Sveiks"


Eu, no papel de comunicadora e amiga orgulhosa, tenho a honra de apresentar aqui neste espaço...

Sveiks: 100 anos de imigração leta em Nova Odessa
Vídeo-documentário trata dos 100 anos de imigração leta em Nova Odessa e aborda, pela ótica de personagens e pesquisadores, os motivos que levaram a cultura e as tradições desse povo europeu à diluição e à recriação. Contextualiza, ainda, os momentos histórico-sociais do Brasil e da Letônia nos distintos fluxos migratórios, bem como a adaptação desses “letos-brasileiros”, que têm por pilares o trabalho e a fé, ao novo país.

Direção: Érica Araium.
Produção: Érica Araium, Maísa Urbano e Thais Buzanello.
E-mail de contato: sveiks.doc@hotmail.com

* sveiks, para os que não sabiam como eu :), significa olá em leto, claro.
Bem simpático, não? Então sveiks pra vcs.
** Sveiks também pode ser tchau ;)
Paldies pela atenção. Estou quase uma falante leto ho ho ho.. paldies é obrigada. Amei isso aqui!
is this the real life?
is this just fantasy?
caught in the landslide..
no scape from reality (...) Bohemian Rapsody - Queen
..
I am just too tired .
"Além de Olinda ainda se encontra quem renda tece

e tece fendas, emendas, emblemas e gemas (...)

o tecer não tem um porquê enquanto ato de entrelaçar"



José Eduardo Gramani

07 dezembro 2006

quando a água bater na bunda

tanta coisa pra fazer..
que fico assim estagnada
nada comecei, nada terminei.

Socorro!

06 dezembro 2006

um filme pra assistir


Filmes argentinos, deles sempre gostei e recomendo. Ontem assisti O mesmo amor, a mesma chuva, do diretor Juan José Campanella.
O caminhar de um homem em meio às agruras das frustrações impostas pela vida, e por uma vida profissional amarrada. O medo que permeia todas as escolhas e não escolhas. Um amor desencontrado e esquartejado pelo tempo, facetado pela vida.
Um amor, uma chuva, os mesmos, bem como diz o título da película.
Gostei.

desencontro do tempo

e o rastro torpe apegado vai sendo gasto, vai embora, some, extinto pelas horas, pela chuva, pelo relógio, que insisite em andar. Demora o passar do tempo, quando ansiosa senta-se na cadeira da espera, aguardando a notícia, vigiando a chegada, observando da janela a cidade, o dia passar.

04 dezembro 2006

e apesar de gostar dos dias de chuva

Dia de chuva, quase infernal, discussões ou seriam diálogos familiares ??, acusações, as mesmas frases, mesmos dilemas, mesmos mesmos..
Anos e anos, dias e dias.
Choro, vela. Reza.

Saí em disparada .. o trabalho como fonte de algum refrigério.
Saí pela chuva, que não era uma mera garoa, era torrencial, cidade em calamidade, ruas alagadas, trânsito empacado.

No caminho parei pra devolver uma fita, digo um DVD, um filme que há muito queria assistir. Tinha um pouco de fome, passei em um café vizinho para pegar algo pra "engolir" durante o trajeto rumo ao refrigério.

A moça do café, sorridente, com sua voz totalmente acolhedora..
- Senta, come o bolo. Quer um café?

Não hesitei. Sentei-me e quase em uma fuga, um momento perfeito, sublime. Saboreei o bolo com o café sugerido. O bolo era de chocolate, daqueles perfeitos para dias como aquele, onde a chuva caia, e onde pretenciosamente fingia não ter compromisso mais com o tempo.
E o tempo, ele parou.

notícia tosca, pessoas que compram amigos AFE

E daí surge a minha alegria incontida, orgulho latente, sorriso estampado!
Meus amigos, ah os meus amigos..
São os mais lindos e queridos..
Tem pra todas as horas, e em todas as horas os tenho.
Surgiram nas mais diversas situações, mas digo e repito sou sortuda os tenho espalhados pelo mundo todo, por muitas esquinas e nas minhas próprias esquinas.
Tem os do dia a dia.. os de todo o dia.
Os da surpresas, quando chega uma carta, ou um postal (amo postais).
Os que telefonam, os de infância, os eternos, os sumidos, os ocupados, os que trabalham muito, os que viajam muito.
Os que moram muito perto, os que moram muito longe.

Contudo, apesar de tudo e depois de tudo, os meus bons amigos.

03 dezembro 2006

chuva, chorinho e chamego
a tríade quase perfeita, só não é, porque nada é perfeito nesta vida.
Pra quê o rasgar da carne?
Pra quê serve o debulhar em palavras?
O derramar de afetos?
Pra quê serve o desejo por muito contido?

Para se sentir vivo, delira o poeta.

02 dezembro 2006

o que se faz quando o pensamento voa?
Voa pra um lugar específico, destino marcado, endereço certo... ficando na boca só um gosto amargo da ausência, quase inexistência, que é tão presente que chega a doer, tira o rumo, aperta a carne, aperta o peito, dói o estômago.
Preciso voltar a tomar o meu remédio de gastriste.

30 novembro 2006

vivo o constante medo de que as pessoas vão embora. elas sempre vão. a generalização, esta me atormenta.

e em tom de chorinho ouvi esta canção.. e só aí fez todo o sentido.

Lithium - Nirvana
Versão por TrashPour4

I'm so happy. Cause today I found my friends.
They're in my head. I'm so ugly. But that's ok.
'Cause so are you. We've broke our mirrors.
Sunday morning. Is everyday for all I care.
And I'm not scared. Light my candles.
In a daze cause I've found God.

I'm so lonely. And that's ok.
I shaved my head. And I'm not sad. And just maybe.
I'm to blame for all I've heard. And I'm not sure.
I'm so excited. I can't wait to meet you there.
And I don't care. I'm so horny. But that's ok. My will is good.

I like it. I'm not gonna crack.
I miss you. I'm not gonna crack. I love you.
I'm not gonna crack. I kill you. I'm not gonna crack.

achei bonito, muito. só isso

infortúnio

Seios túrgidos e doloridos, apesar de lindos, redondos, despontados.
Corpo que lateja, uma pessão interna, externa, o mundo se debruçando sobre meus ombros.
Quase um empanzinamento da vida. Humor como em um show de horrores. Circense.
Uma falta quase matadora de algumas e muitas coisas.
Privação latente e latejante.
Vontade de comer um não sei o quê.
Os hormônios influenciam, sim, o estado das pessoas.
Não é balela não. Acredite, por favor..
e me afaga os cabelos, enquanto libero um choro, um choro sem motivo motivado por toda a calamidade que permeia a existência e a inexistência.
Deixa eu deitar no colo e pensar que estou segura, distante do cotidiano que confunde, esfumaça e abrilhanta a beleza do dia.
Que venha a regra e acabe mais uma vez com essa desgraça que agora é pública.

Aurora


e no meu calendário, vejo uma bela moça, chamada Aurora. Nua e macia. Toda linda, toda fresca. Convidando os transeuntes a recostar a cabeça neste colo abnegado e convidativo. O que Michelangelo pensava quando assim a formou? Já tenho quase certeza..
Qual a relação da subordinada relativa de cunho geral, tem a semântica, trema-rema, subordinada principal, P1, oração, recíproca verdadeira, condições e contradições, coordenadas, causa e efeito, insubordinada, ponto de vista semântico (olha ele aí de novo), estrimente formal, conjugação que coordena ou que subordina, restrição. Discurso. Verborragia. Odeio.

Junte tudo isto ao estudo da língua Alemã...essa foi minha aula de hoje.
E o professor ainda finaliza o momento,(sim amigos, porque isso foi apenas um momento.. muito mais viria por ali) dizendo que isso é entrar no rubicão, pra chegar à fluência tem que atravessar o rubicão.. Acho que nunca mais vou sair dele, vou me afogar.

Não é a toa que estou tomando como verdade em minha vida um sábio dizer.. que disseram por aí.
Uma vida não é suficiente para aprender alemão.

26 novembro 2006

e das rodoviárias

mesmo sendo uma pessoa rodada, já alguma quilometragem percorrida pelos mapas e fronteiras. diferentes continentes, diferentes lados do globo, diferentes línguas, culturas, formas, situações e meios de transporte.
Definitivamente odeio rodoviárias.

linhas imaginárias

Hoje passei pelo trópico de Capricórnio.

24 novembro 2006

e de cecílias

Não te aflijas com a pétala que voa:
Também é ser, deixar de ser assim (...)
E por perder-me é que me vão lembrando
Por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles
De repente se encontrava perdida.
Sem saber do presente, sem saber do futuro.
Não poderia criar planos, apenas o esperar do tempo, que passava, tão lento como o gotejar de uma torneira mal fechada, esperando o momento certo, talvez, chegar.
Encontrar, achar, para isso procurava.. procurava há algum tempo.
Queria ser encontrada.
Buscava o calor, o aconchego de um abraço, o abraço encaixado.
Não sabia de nada e sentia-se perdida nessas ruas, talvez não tão amigáveis.
Mas ousava pensar que além do muro existia um lugar, um lugar a ser visitado.
Queria poder pular o muro, mas esperava que abrissem o portão.
E o homem parecia já vir abrir.

22 novembro 2006

ai que vontade


Acabo de descobrir que Amyr Klink, o cara que durante toda a minha adolescência e adultescência me inspirou, lança mais um livro.

“Linha D’Água – Entre Estaleiros e Homens do Mar”, Cia das Letras.

Tenho a lembrança viva de quando li seu primeiro livro, tinha então meus 13 pra 14 anos de idade, ainda nunca havia desbravado nada.
Devorei em uma sentada e me sentia como se estivesse com ele no barco.
No mesmo barco...desde então me apaixonei por suas histórias, sua leitura e escrita sobre o mar.

Desde então caminho pelas linhas por ele escritas e recomendo...
Cem dias entre céu e mar (1995), Paratii: entre dois pólos (1992) e Mar sem fim (2000). É autor ainda de As janelas do Paratii — 112 fotos (1993), este apenas passou pelas minhas mãos.. ainda não tive a honra. Mas terei alguma hora.. algum momento. Tenho fé. ho ho ho

Fica a feliz notícia.. e o meu compartilhar das coisas boas da vida.

o primeiro vestido

O modelo havia encontrado na revista, lindo, cor lisa, como se tivesse sido idealizado pra ela. Percorreu todos os passos, a modelagem, o corte, e o juntar das partes.
Ela ficava com medo, não queria de forma alguma estragar, de certa forma perdeu toda a antiga desenvoltura que mostrou no costurar da primeira blusinha de chita.
Chita não bota medo, o colorido não dá uma cara séria.
Esse não, esse era de cor preta e de viscose, e era pra ocasiões de muita importância.
Teve medo, mas terminou seu grande e segundo feito.
Ficou lindo e perfeito, pra ela, nela.

outra das minhas músicas preferidas de todos os tempos

porque a música e letra são lindas.
porque gosto de Ana Carolina, da voz, da figura, do canto.
porque gosto muito dessa combinação.
porque é uma das músicas que nunca me canso de escutar.
repetidamente, frenéticamente
quase como que querendo-me tornar parte dela.




Beatriz - Chico Buarque/ Edu Lobo

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

17 novembro 2006

Bora lá..

mas como sempre existem amigos que ajudam no processo de abstração, divagação, e etanolização.. o que for. Isto! pra tudo, pra qualqueira.
amigos pro que é dado, pro que é vindo..
amigos..
vou correr pro colo deles. :) dos meus de todo o dia.

isso me deixa sorrindo.

cortando as raízes

e pelas mazelas da vida, a sua vida, a tesoura, sua arma, se torna seu próprio algoz.
O espelho, a tesoura, as lágrimas derramam-se com os cachos, pelo chão do banheiro.
Auto-flagelo, uma mudança significativa, como se fosse capaz de cortar seus problemas, seus vícios, seu cotidiano.
A esperança de aliviar o peso dos cachos que insistiam em encaracolar.
Descorçoada, bota seu lenço, o mesmo lenço que dera o nome de cigana.
Quisera ela realmente ter a sabedoria e os desprendimentos dos ciganos.
Esconde-se toda debaixo dos óculos de sol.
O lenço e os óculos eram sua proteção.
Segura saiu desenfreada a andar de bicicleta pelas ruas de sua vida, que ela tão bem conhecia e tentava fugir desesperadamente.

pode passar vontade sim.. esse já acabou.


E tem gente que tem a pachorra de odiar gratuitamente a bela Argentina.
Dois dos meus melhores amigos, Seba e Marco, homens e pessoas lindas, são de lá.
Daí tem também o Astor, tem o tango, tem o charme de se tomar um café no La Recoleta, me diz?? Tudibão.
Olha que estou sendo econômica na minha listagem.
E ah.. o melhor.. aqueles pequeninos pedacinhos de prazer extremo.
ALFAJORES. Porque não existe igual, em nenhum outro lugar do mundo, além dos Hechos na Argentina e olha que sou rodada.
Thata obrigada pela encomenda.

e pelo pouco falar e pelo pouco escutar

e já que uma saída para longe da rotina e dos vícios cotidianos é muito bem-vinda.

Canto para que os males todos se espantem, pantem, cantem.
XX Encontro Villa-Lobos de Canto Coral
Estarei super lá. Não perca quem puder.

.. e de quebra o mar, o mar de São Sebastião.
Que a maresia corroa e enferruje toda a carcaça.

16 novembro 2006

e das reflexoes de um fim de feriado

que se a vida lhe der um limão ao invés de se fazer uma limonada vc pode fazer uma caipirinha.
Apenas cuidado com as misturas das balalaikas e sagatibas.(Até parecem nome de música.)

Como toda a mistura indevida, pode ser perigoso, mas nada que cama de amigos e um bom cuidado (dose de carinho e paciência) não resolvam.

Boa noite cinderelas e otavianos.

15 novembro 2006

e por falar em saudade

Saudades existem de muitas formas, por muitas razões, de várias maneiras.

Há aquela do tipo que alegra a alma, saudade saudosa de coisas que não mais voltarão. Uma época, um sentimento, algo ainda inédito. (esta última é a mais confusa)

Dos tempos em que ainda não se sabia demais, apenas o suficiente. Saudades das não responsabilidades. Das pessoas que se foram embora sem tempo de despedidas, mas também das pessoas que se despediram.
Daquele dia na praça, daquela tarde de pensamentos vagantes.

Daquela hora, momento de onde só ficou o gosto do arrependimento por não ter dito o que os lábios queriam dizer.

Há também o tipo de saudade originada a partir do antigo álbum de fotografias, ao ouvir aquela música que tocava naquela época, dia, hora.

(E para encerrar essa saudade... porque não to me aguentando mais e imagino que você também não.)

Existe também aquela saudade aguda, que insiste em te relembrar que logo será esquecida e que será uma saudade que não mais existirá. (Essa considero umas das piores, não é a toa que é aguda.)

Lembranças das coisas que nos são caras, de que ainda ansiamos em reencontrar (de alguma forma) ou não.

Ela não foi feita pra ser banida ou esquecida, faz parte das caixinhas que ficam na nossa estante e que de vez em quando tiramos lá do alto toda empoeirada, para olhar o que tem dentro.
Tá.. admito! Tô morrendo, sufocada, transbordando de saudade.
Não sei do quê, acho que de muitas coisas, tudo ao mesmo tempo.

cultivar ver dar despir aderir amar conjugar achar

Rendo o meu fim de noite ao canto cheio de encantos e de tempero de Ceumar.


de uma aula de corte e costura

e finalmente a sensação de que o ano estava acabando, pelo menos o finalizar das coisas.
o fechamento das aulas, o término do livro, a entrega do trabalho final, o terminar do vestido.
fica a sensação de que pelo sim ou pelo não, apesar de tudo, mesmo que apesar de tortas, as coisas de alguma forma se encaixam.
dá-se o acabamento e faz-se a barra do vestido
e a agonia do botar a vida em ordem perde um pouco o sentido e força

miscelânia de camelo

e depois de tanto tempo sem ouvir Marcelo Camelo e sua poesia..
(ah.. como é bom, e aí me pergunto porque fico tanto tempo me privando de coisa boa?)
trechinhos da trilha sonora deste quase feriado

.....................................
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz
.........................

Pois se é no "não" que se descobre de verdade
O que te sobra além das coisas casuais?
Me diz se assim está em paz
Achando que sofrer é amar demais
...................................................
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo.

Toda rosa é rosa por que assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!

14 novembro 2006

e desta noite

A noite em que desisti da cana e que preferi a poesia e sobriedade do vento frio batendo na porta da alma.
Em um pré feriado que já esta todo agendado e tomado pela infinitude das coisas que já deveriam ter sido feitas, mas que ficavam apenas entulhando a mesa.

e sobre as etapas cumpridas

A espera de notícias, de preferência boas. Notícias que animassem.
Afinal havia tempos que nada, muito pouco, que aquecesse o coração chegava aos ouvidos.
O telefone tocou. Sim! A notícia era boa, positiva.
Alegria, festejos e outros sentimentos misturaram-se com o furor.
Um respirar aliviado e cheio de esperança (ansiava) antes do resto da caminhada, da vida.

13 novembro 2006

A lingueta da parafuseta da rabiola da borracha do plug da torneira.

Acabo de aprender como arrumar uma torneira que vaza, que pinga, que irrita.
Trocar resistência de chuveiro, instalar qualquer aparelho doméstico, matar baratas, espantar morcegos ou passarinhos que invadem espaços aos quais não foram convidados, trocar butijão, trocar fusíveis queimados sempre foram coisas inerentes à minha passagem por esta terra.

Falta ainda saber com propriedade como trocar pneu de carro. Aliás todos os afins dessa intrigante maquineta que nos leva pra lá e pra cá. Sim, eu sei que pra isso tem que colocar comidinha, vai nos pontos de alimentação paga e o moço dá comida, água e óleo para ele.

O interessante é que dou aula para 5 meninos engenheiros, e eles me dão aulas e aulas sobre eixos, manivelas, cabeçote, injeção eletrônica, motor Otto, pistões, combustão, parafusetas, cilindradas, ai ai.. e tudo isso aí e mais um pouco e tudo em inglês meus amigos, sim porque meus meninos são fodas master lindos blaster mega super tops de linha.

Certa vez eu me esforcei em aprender a arte da troca de pneu, aproveitando da fatalidade ocorrida. Meu querido amigo disse:
- Pra que você quer aprender, você é mulher, quando isso acontecer alguém certamente vai parar pra você.

Bem.. essa fala foi há uma década atrás. Acho que nos dias de hoje existe a necessidade urgente de se repensar isto.

Afinal saber as práticas dos bons costumes do mundo dos consertos nunca é demais.
Ainda mais nos dias de hoje.

Que venham então as torneiras, os macacos, as porcas, as rabiolas e todos os animais selvagens que nos cerca nesta cidade de pedra.

A dama e os vagabundos



Já passou, sim eu sei, você está com vontade.
Não to fazendo de maldade, também fiquei sabendo de última hora, mas consegui ir a tempo. HoHoHo.
A Boa Companhia é mais uma prova viva do bom celeiro do interior.
Muito muito bom.
Eu fui!

12 novembro 2006

bonitinho

filosofia na hora do café

take me on - skin

e pro domingo começar feliz, começo o meu meio dia escutando skin (sim sou repetitiva, e escuto mil vezes o mesmo cd)
Vamos lá.. me diga se ao escutar essa música algo não muda por dentro..
dá vontade de sair organizando o mundo, pelo menos o seu próprio mundo.
Sorrindo ou não, sair, mudar, limpar (sim escuto música fazendo altas reflexões e fazendo altas faxinas)

Se deliciem...

11 novembro 2006

#41# a eterna

Porque é a minha música favorita? porque simplesmente invade a alma. quando escuto tenho vontade de sair pelo mundo com o vento e o sol batendo no rosto vivendo, sorrindo, cantando, voando. Olhando o verde das árvores em contraste com o azul do céu.
A barriga fica cheia de friozinho, e nada mais importa.
É a música que mexe com o meu dna, meus hormônios, meus pêlos.

telefonema

Ouvir o choro de alguém que amo me cortou o coração e tive medo.
Um choro como nunca havia ouvido antes.
Há muito tempo que não choro e tive mais medo ainda.
Tive medo de sentir tal dor.
Mas será que as dores são diferentes?
Eu nunca choro.

Lost - Skin

o canto envenenado sangrando de skin para os desgraçados no amor, mas há sinais de esperança. Sempre há meus caros, sempre há.



What was I waiting for
Waiting for the bubble to burst
Over your stagnant pauses

Can’t cure what your devil don’t see
Or light a fire below the death of me
We’ve shot through all over our causes

Days spin through my heart
That sever the love
Kill all the pain with shame

I won’t be lost without you
I’ve found a way to get through
Now I’m up and running
Strong enough to walk away
And leave you all alone
I won’t be lost

What were you waiting for
Waiting for the straw to break
Over the back of desperate ways

You were a dream to me
Now you’re nothing but a heart that bleeds
I’ll wash you off and carry on

And when I see you
I find another reason
To keep myself from getting lost in you