29 julho 2008

o jogo de todo dia

e às vezes, quase sempre, tenho a impressão de que a vida está mais para um grande jogo.
Um jogo que estou cansada, que não quero mais, que nunca quis.

Mas daí, me esqueço .. e volto a brincar, viver, com um sorriso largo estampado no rosto..
me esqueço do jogo
Até que chega o início da próxima partida.

27 julho 2008

ferrugem

o que me faz voltar
é um pouco essa angústia
que me afaga os cabelos

o medo e o desejo de compor
um soneto
que seja um poema, ou mesmo, uma rima
de amor
esse que inunda a minha vida

e nessa busca por palavras doces
nas entrelinhas dos meus escritores favoritos
nada encontro
não que não estejam a altura desse meu amor
ou o contrário

diferente
queria uma rima de esperança
esta que atravessa portos ou mesmo aeroportos

uma semana atrás chorei
como uma criança sem colo
como que se a mim fosse negado o peito

desconsolada partí.

e para esta falta é que busco palavras de esperança
uma espera
uma criança
um colo um peito.

um aconchego vetado.
uma desesperança que assola.
minha insegurança
da pausa de inverno
fez-se o meu verão

03 junho 2008

Esqueci no piano
as bobagens de amor
que eu iria dizer.

Tom

27 maio 2008

12 maio 2008

A palmeira estremece
palmas pra ela
que ela merece.


Paulo Leminski

06 maio 2008

cambalhotar

este vulcão que é criado dentro de meu peito
sufoca minha gana de sorrir
daí quando cuspo, vomito pra fora
dilacera o que chamo de meu eixo

fico frágil, medrosa
despedaçada

mas não tem jeito
isto sou eu
me atropelo nas palavras
me atropelo no que sou
em mim
esta que desaprendeu
o que é dar cambalhotas

05 maio 2008

meu verso

para encurtar a distância
diminuir a saudade
fiz do meu pensamento
o meu único atalho.

pensando em você
olhando sua foto
e sentindo todo o tamanho de sua morada em meu peito
vi que não poderia ter sido um sonho
nem delírio da minha alma.

o que me resta
é ir ao seu encontro
direto pra dentro dos seus braços
que foi moldado exatamente pela volta do meu corpo

e quem sabe
ter um sonho, esta noite
com você
do mesmo jeito que se passou
na noite passada
e na outra e na outra

enquanto isso fico apenas com o buraco
da ausência tua
esta que me leva um pouco
todos os dias.

03 maio 2008

2000

O primeiro desenho que eu aprendi foi uma gota d'água, depois uma pêra, uma folha. Eu pensava: um dia vou aprender isso por dentro.

Fernando Diniz - exposição Imagens do inconsciente

29 abril 2008



porque eu tenho um amor
assim
com muitas flores e listras
e é tão meu
sempre foi.

saudade assim

do tamanho do mundo



que cabe dentro dos braços e
abraços

porque o amor
se veste de verde e
também dança funk

Gravity - Sara Bareilles

para escutar o que eu gostaria de poder cantar pra vocês

ginga

a minha rima
não seria
não fosse a falta
do teu corpo na minha cama
e
a minha alma na tua boca

da falta

o cansaço nesta mistura
com saudade
entro nesta minha repetição
a tal da solidão
combinada com a exaustão

e o medo
que dá vontade de desistir de tudo
mas isto é desespero
mas fico sonhando em francês e alemão
pra chegar mais perto, talvez

e estirpar de dentro do meu coração
a tristeza
de me deitar sozinha
e sentir o seu cheiro
apenas no livro
que você deixou para trás

28 abril 2008

posso errar,
portanto acerto...
o risco que arrisco
é o prazer a que me entrego (...)


Tereza Vignoli

22 abril 2008

du felhst mir


a luz dos olhos teus e meus

minhas listas

e dentre as minhas manias ..(e esta desde que me lembro por gente)
tenho uma que me remete à listas.
listas, de cores coloridas, canetas esferográficas, grafite, giz.
muitas listas
e de tempos em tempos junto todas
e refaço, reviso, risco.
listas pra semana, para o dia, vida
quase uma algema
novas velhas, recalchutadas, modificadas
às vezes me agonia, tantas listas
quero me livrar, por isto refaço
mas as listas, estas, são necessárias
pro compasso e descompasso dos meus dias
e desde sempre e sempre então assim.

contabilidade

por pensar no futuro, gastei meu feriado
na tentativa de botar um fim no passado
acumulado, guardando apenas a essência
inquieta, percebi-me perdida em meio ao meu presente empilhado
sobre a mesa e o chão do escritório
perdi o sono
tudo isso era para botar ordem no futuro
dono da minha ansiedade e pensamento
comandante da minha agenda abarrotada.
... logo logo rumo ao outro lado do oceano
quero o mergulho na cor azul,
dos olhos.

20 abril 2008

da minha pintura inexistente

têm sido difícil
nunca achei que graus de dificuldade fosse piorar (não nesse momento)
mas talvez é reflexo dos meus cachos (o que dá graça a vida).

ao mesmo tempo vislumbro o fim
como momento simples (auto-engano), pleno de felicidade,
pelas barreiras atravessadas (um pouco mais de auto-engano)

Acredito que essas telas pintadas pelo sublime
que nos remetem ao pitoresco, mesmo que romanceado
Estas sim, também são parte do que chamamos felicidade
Subterfúgios da realidade, que nunca é retratada em tons pastel.

...talvez não faça sentido nenhum, a ninguém.
Mas faz todo o sentido nesta manhã nublada de um domingo inter feriado.
E esse pouco sentido já me basta neste momento.

derredor

o mistério está apenas preso ao futuro
no resto ele é difuso
em pequenos pedaços desconexos
dispensados no caos reflexo na disposição do derredor
objetos que possuem vida neles mesmos

o que luto em dominar
o movimento próprio
do meu redor
o caos

11 abril 2008

tudo vai melhorar,

... do senso comum à frase que tenta lhe convencer a continuar o dia de amanhã.
Esta semana tem sido muito como todas as outras anteriores, um mexerico, uma pasmaceira, turbilhão ambulante
(contudo, desejo profundamente que diferentes das vindouras)

Declarações de amor, e feridas decorrentes das pedras atiradas.
sim, ele me ama, ele me disse e eu me derreto, e tudo se resolve, como o novo dia que masce daqui a pouco
Feridas muitas, dispenso comentários outros.

Cansaço misturado ao estresse do dia futuro, o tal do amanhã.
Ilusões e desilusões
com o mundo, meu próprio, e nosso, teu também.

e triste contente, cansada e enérgica vou ao meu recanto, aquele no qual fico só.
na escuridão, meu momento mais sublime, negligente, vulnerável, tardio, insuficiente.

feliz.

24 março 2008

prova viva de que a vida acontece
independente dos obstáculos

a passagem

fim de semana nebuloso
redemoinhos de vento,
afundada no caos, do tipo pessoal
que me é familiar e me faz companhia

tentativas de começar uma vida, que seja nova
vida nova
pausa para respiro em ócio permitido

porém logo, mais rápido do que necessário
já é segunda-feira

olho para a folhinha procurando o mês de março
mas já estou em abril.

14 março 2008

breve relatório destas últimas semanas

Faz um tempo, já.
aliás, este passa liso por entre as frestas da porta do meu quarto.
Amanhece o dia, chega mais um fim de semana.
apenas as desajeitadas pilhas de papéis permeadas pelo caos ficaram.
Estou meio perdida, meio acelerada.
Meu hipertireoidismo é sub-clínico.

Estamos no meio de Março.
sou mestra, pois é.
Ficam agora todos os sonhos competindo por espaço com todo o trabalho do mundo (que me pertence).
Até que a ordem seja estabelecida.
A saudade que já é estado crônico fica reservada aos tempos ociosos. Poucos porém intensos.

25 fevereiro 2008

a defesa pela vida

filho saiu da incubadora
chegou em casa,
agora será apresentado à vizinhança e amigos
ao mundo
está ansioso

A mãe, deveras exausta após 48 horas consecutivas de trabalho de parto.
preciva começar a ir pensando na vida novamente.
hoje não.
amanhã,
agora, só banho quente e cama macia.

22 fevereiro 2008

olho fervendo pressão apitando

AAAAAAAAAhhhhhhhhhhh.. será que guento a pressão, corrazón??!?
to com saudade do mundo.. que corre lá fora da minha janela..
e para mim, só resta a vida pela tela...
até semana que vem mon cher ami

olho na pressão, tá fervendo
olho na panela
dinamite é o feijão cozinhando
dentro do molho dela

lenine

19 fevereiro 2008

a espacial atemporal, fragmentos de um diálogo inter-regiões

Arthur: BJ + bom dia + felicidade + prazer + realização + conquista + saber + amizade + 1 dia que é = a todos os dias vividos e lembrados e postos em prática no que somos e guardamos. Dia desses vi uma coletânea dos trapalhões. adoro mumu da mangueira, sempre bebendo um mé ou um suco de cevadis. viajei no tempo, sorri na sala de estar, aos 10 incompletos anos, família inteira, pai mãe e irmãos e irmãs, num zum zum zum dominical. o sentimento é um encanto atemporal. eu nem sabia assim, embora já o sentisse desde então.

Zirila: e no carnaval, fiquei daqui, através da telona, tentando encontrar as carinhas conhecidas no meio da multidão.
E creio que desta forma vivi "com" vocês, um pouquinho da alegria do carnaval.
Sentimentos não possuem tempo nem espaço.
A-espacial ?!?!

Arthur: todo ano é de carnavalis, ele tem casa em nós.

Sentimentos possuem espaço sim. moram em nós. nada de a-espacial. flutuam e encontram moradia nos desejos. são à revelia do tempo, esse nós que criamos, fazemos marcações, para delimitar a vida em acontecimentos, em congruências que nos dêem mais sensação de poder, de controle.

Publicado com o consentimento de ambos autores.

17 fevereiro 2008

retardar o inevitável

Há algumas semanas, talvez meses,anos, decidi que quero começar a correr.
Primeira razão saúde, emagrecer uns quilinhos que insistem em se acomodar e tomar posse do meu corpinho.
Segunda, vencer uma barreira própria de nunca ter sido boa em correr longas distâncias, nem médias, nem curtas. ooops...

Terceiro, eu acho lindo ver pessoas correndo, altivas, ativas, suando, controlando o que pra mim é incontrolável, espero que por enquanto, o fôlego.
quarto..
humm..
o problema é que tenho esse grave defeito em retardar, atrasar (movida a clima de fim de horário de verão, quiçá..)coisas das quais já deveria ter começado.

E nesta tarde - na qual para vcs terem uma idéia e imaginarem a cena - eu já estou prontinha, vestidinha com a roupa pra correr, resolvi escrever um post.

Isto porque antes eu já trabalhei infinitamente (na tese) óbvio, lavei louça, não contente, lavei roupa, fiz pão de queijo, fiz café, fiz lanchinho da tarde, pensei e tive saudades de amigos queridos, falei com o amor or dor ..( será que foi isso que me inspirou?)
e é isso então.
Acho que minha lista de desculpas acabou.

Deixa eu ir, antes que o sol se ponha, afinal acabou o horário de verão.
.. e do que menos preciso é de mais uma desculpa.

Deixa eu ali no campinho de baixo, quem sabe ainda pego um pouco do sol se pondo.
Galera eu vou correr!
Acho que vai chover, mais do que choveu a semana inteira.

atrasem seus relógios

Adoro o fim do horário do verão,
ainda mais quando cada hora é preciosa.
ho ho ho

15 fevereiro 2008

depósitos de mim

Às vezes, em momentos relevantes, da minha vida, eu tenho vontade de fingir que não me importo.
Atitudes pós-modernas, neste mundo desordenado.
Jogo os frascos vazios, abro os novos, de embalagens novas.
Reciclo.
Mantenho a mínima ordem necessária para manter o sentimento de segurança e controle.
Esta ordem, por muitas vezes, desordenada, não reflete o meu estado de espírito.
Afinal não sou virginiana, tenho apenas meu pé e umbigo por lá.

Mas com os pequenos ritos, ou não, sigo.
Parece até um grande chavão, e penso que tem sido, destes meus útimos dias.
A metade do mês, o fim do período.
Vontade de me dar ou até mesmo receber alta da moça que me vê através das lentes azuis.
Encontros desconfortáveis pelos corredores, mantenho a cabeça baixa. Nada aconteceu na meia hora que acabou de passar.

Meu olhar, fixo num ponto qualquer, distante, pesado.
Pensava em fingir que não me importo mais, assumir este papel.
Omitir o passado e continuar nesse meu jogo pessoal de tentar controlar o futuro.
Afinal de contas, uma vez, foi me dado o nome de zirila e isso deveria me servir pra alguma coisa.
Mas não tem jeito.

E às vezes tenho medo desse blog.
Vontade de imprimir tudo, dar cabo deste espaço e guardar o pacote de papéis impressos, com um pouquinho da minha história no fundo da gaveta, daquele armário que não é aberto quase nunca.
Depósitos de mim.

12 fevereiro 2008

admito

Dias assim
confinados, sem tempero
chuvosos, não pelo fato da chuva, gosto de chuva, mas tomo esta referência apenas como descrição dos meus dias, que variam do sol às chuvas dos fins das tardes de verão.
Arritmado em compasso frenético e letárgico.
Antagônico, melancólico, apreensivo.

às duras penas, sambar o samba com uma perna só
quase que insanamente, lutando contra as horas que fazem passar os dias da folhinha
Um futuro, o meu, tão próximo, cheio de incertezas e certezas, de que todas as possibilidades estão ao alcance das mãos e dos pés.

busco em minha trilha sonora, momento de evasão de mim mesma

O tormento e alento dos dias

à base de detefon que me envenena a favor dos mosquitos

e a certeza de que vai passar
pois passa
e o novo sempre rebrota fresco, como depois da chuva, esta mesma que molha as barras da minha calça - a minha vida - e suja de lama a sola dos sapatos.

Acho que tenho andado com a cabeça meio cheia, tão cheia de idéias, pensamentos, que ela chega a doer, e pra dor, esta que se instala na cabeça, foi receitado tylenol.

tomo,os comprimidos contra indicando a indicação,
às vezes a dor passa, as vezes não,
em outras vezes se transforma em companhia crônica e então
o único jeito é desistir de tudo, ainda que por um momento.

Mesmo assim, contudo,
em meio ao tremor de todo o corpo, após do relato sóbrio da minha mente confusa, à moça que me vê através das lentes azuis, me resume à idéia de que,
ela me vê bem e que devo continuar.

E eu, obedientemente continuo, só não sei muito bem, neste momento, pra onde.
Admito, talvez eu saiba e muito bem, mas tenho medo de admitir que sei.

09 fevereiro 2008

cinco minutos

Pedi você
prá esperar cinco minutos só
você foi embora sem me atender
não sabe o que perdeu
pois você não viu, você não viu...
como eu fiquei.

Dizem que foi chorando, sorrindo, cantando
os meus amigos até disseram
que foi amando, amando.

Pois você não sabe, você não sabe
e nunca, e nunca,
e nunca...
Vai saber porque
pois você não sabe quanto vale cinco minutos, cinco minutos
na vida
Pois você não sabe e nunca vai saber porque
pois você não sabe quanto valem cinco minutos
na vida.

jorge, o de ben

06 fevereiro 2008

fuga

e por um momento quase me esqueci
quis fugir da luz que bateu nos seus olhos
mas enfim, como no fim de tudo,
assim como a quarta cinzenta
de cinzas, rogada
reafirmo meus votos
e me lembro da saudade costumeira.
Esta que, severa e sem piedade, rasga meu ventre, meu peito
rasga tudo por dentro

e me dói.

05 fevereiro 2008

feliz aniversário

Outro dia, eu estava no ônibus indo de Niterói pro Rio.
Entrou uma moça que me lembrou muito você.
Não sei porque me lembrou, mas lembrou.
Ela se sentou ao meu lado e eu pude sentir o perfume dela,
que era o mesmo perfume que você costuma usar.
Eu fiz a viagem toda com você do meu lado.

Um beijo
T.

03 fevereiro 2008

o vôo

Era a hora de abrir a gaveta
retirar a caixinha,
há muito guardada, de sonhos
um a um ordená-los
e matutar, saborear
sobre cada um por minutos e horas
indefinidamente
sem medo algum de voar.

02 fevereiro 2008

férias

acho que estou começando a sentir saudades
e os efeitos
das férias que me separam
da moça que me vê através das lentes azuis

na terra do boi falô

a vaca berrou
afinal
é apenas uma vez ao ano.

31 janeiro 2008

meio blue

caminhadas solitárias
passadas silenciosas
sabe dias tristes
dias melancólicos,
quando você se sente perdida.
sozinha.
uma ressaca
uma rebordosa
só para enfrentar a vida
e daí dá medo.
e você olha ao redor,
como se estivesse tudo desordenado
mas um desordenado ruim
(porque nem sempre é ruim estar desordenado)
fora de controle
como se não fosse ter solução
você sem solução

30 janeiro 2008

Piece of advice

Nunca saia para celebrar
,digo bebemorar,
e deixe os faróis do carro acesos
em um dia de chuva e descompromissado

vinte e nove

Dia calmo, chuvoso,
doze horas de sono
um almoço que virou churrasco
na chuva com gió e fabão
e virou festa não planejada
não tem celebração mais certeira
e aos vinte nove do mês de janeiro
as vinte e trinta
vinte nove
agora mais vinte e nove dias do mês de fevereiro
um ano bissexto
vinte nove

28 janeiro 2008

filho parido

O filho nasceu,
filho de parto parido e prematuro.
Mais três semanas de enfermaria, na incubadora
sob cuidados da Unidade de Terapia Intensiva.
Mas passa bem e tem os olhos da mãe.

26 janeiro 2008

a dois dias do prazo

Meus dias estão mais para pesadelo, sonhando acordada mesmo.
Atenção, escrita da dissertação em progresso!
Até as pontas dos dedos doem ao tocar o teclado.
Foi tanta sinapse que o cérebro quase entra em greve.
Não teve jeito, passei o dia de ontem a base de Paracetamol 750mg.
Em intervalos mínimos necessários para que não perdesse o efeito.
Já não sentia nem a dor da cólica, apenas os terremotos de contrações que aconteciam no meu útero. Bizarro.
E é claro, que pra arrematar a noite, a dois dias da entrega da dissertação, meu vizinho resolveu fazer uma rave na minha janela das 20:00 às... humm..
Sirenes tocavam e não eram da polícia.
A pessoa aqui esta estressada?
Impressão.

24 janeiro 2008

dissertando

e a criatividade está toda concentrada em como resolver meus problemas e encontrar caminhos nesta dissertação.
logo mais volto com folguedos e alegria.

23 janeiro 2008

dentro do sumário

nesse caminho de pedras..
Acabei de descobrir que tem um ítenzinho.. que eu tanto queria pra minha dissertação..
mas daí... no perrengue o dia todo pra tentar rascunhas as idéias, prazo estourando, olhos ardentes, espinha dorsal em forma de anzol, haja bunda pra ficar nessa cadeira.. e..
vetei.
Quem sabe no doutorado eu não aprofunde mais a questão?
Afinal anos para o estudo, espero ter muitos pela frente.
.. tá tá.. a pausa já foi feita..
deixa eu voltar..
para os braços da benedeta.

16 janeiro 2008

desmunhecados

pois é garotada...
agora sou em nova versão, versão tendinite
e de munhequeira em punho, toalha em forma de apoio, pra mó de arcançá o teclado, sigo na minha rota torta à caminho da maestria.
Pois sim?! Deixa eu falar a verdade, porque esses estudantes não gastam só as vista não, gastam as munheca tumém.

das orações

.. porque a cada dia penso em sua pessoa.
Ontem a noite sonhei com você,
mas fui bruscamente acordada pelo novo dia,
que começou opaco por sua ausência.
Meus pensamentos estão estão em ti,
e toda noite, minha oração.

15 janeiro 2008

Sonhos insanos
,dados estatísticos
prazo marcado na folhinha
tendinite,
agonia no peito
corridas ao entardecer
,amor escorrendo pelas rebarbas
pudim de leite como sobremesa aos domingos.

13 janeiro 2008

Quando eu canto que se cuide
Quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada
Não conhece perdão
Quando eu rio
Quando rio, rio seco
Como é seco o sertão, meu sorriso
É uma fenda escavada no chão
Quando eu choro
Quando choro é uma enchente
Surpreendendo o verão
É o inverno, de repente
Inundando o sertão
Quando eu amo
Quando amo eu devoro
Todo o meu coração eu odeio
Eu adoro numa mesma oração
Quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir
Requebrando um rock and roll
Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão

Baioque - Chico Buarque

09 janeiro 2008

para usar a mão esquerda no mouse

O verão continua lindo e loiro fora da minha janela, os papéis, meus papéis, fruto de tanta pesquisa e labuta continuam espalhados, ao meu redor, em diferentes níveis compreendidos no espaço da parte plana e mais alta da CPU até o canto mais remoto do escritório, aquele onde geralmente a poeira tende a se acumular.

No auge de tudo isso, da produção (da dissertação) a mão direita, esta que vos fala e que digita e faz metade do trabalho neste teclado, que responde e enfrenta o mundo por suas capacidades mais desenvolvida dá sinais de cansaço e lentidão na resposta aos meus comandos.

... mudei o mouse de lugar, novos desafios para a mão canhota do meu corpo, tadinha tão lerdinha...

Tudo isso sem perder a ternura, exceto às terças-feiras, envoltas e recheadas de caramujos, minhocas e caraminholas.
Surtos com direito a choros, velas e coração lotado de saudade, que outrora considerada palavra tão bonita no meu vocabulário, hoje meu cárcere.

08 janeiro 2008

águas de janeiro

sigo dissertando
com café e esforço

06 janeiro 2008

uma nova música



The more things seem to change,
the more they stay the same.
...
The more you stay the same,
the more they seem to change.
...
You're gonna find yourself somewhere, somehow

Corinne Bailey Rae

hemisférios

e para quebrar a rotina dos dias,
de tempos em tempos, sem hora certa, alguns flocos de neve já derretidos fingem refrescar meus dias quentes de verão
as hipóteses estão todas rascunhadas, os papéis todos entornados
algumas melodias novas que acompanham os dias junto com a da chuva
e no fundo tem um buraco de confusão, medo, ansiedade
as unhas já a algum tempo não crescem mais
o cansaço, a saudade, os pensamentos

hoje vi metade de um filme, no fim de noite,
quando os olhos já não percebiam mais nada
fiquei agoniada, não era filme de vampiro,
era filme de amor, desses não concretizados,
que rondam o pensamento durante toda uma vida, como um fantasma que atormenta a alma daqueles que não foram, que ficaram
e o final da história.. banal

o meu futuro está escrito na folhinha
o calendário amarra meus dias e bota ritmo, um pouco depressa demais
mas sempre descompassando meus pensamentos
e tenho meu futuro incerto quase todo traçado juntamente com os planos que ficaram no ano passado.

e já não sei mais o que vai ser de mim, rumos meio quase todos tortos,
traçados sem direção
fico apenas presa pelos clips de papel e traços coloridos que marcam os capítulos e compassam meu fim.

02 janeiro 2008

"A sombra azul da tarde nos confrange.
Baixa, severa, a luz crepuscular.
Um sino toca, e não saber quem tange
é como se este som nascesse do ar."
(...)


Carlos Drummond de Andrade

31 dezembro 2007

no último dia do ano


As festas de comemoração deste fim de ano chegaram rápido.
Festividades e todos os novos planos para se romper o ano da melhor forma possível trazendo para este novo ano as tão esperadas e desejadas "felicidades, paz, alegria, saúde, amor, igualdade e esperança mediante as tantas lutas".

Superstições, jeitinhos, celebrações.

Uma caixinha de desejos que todo ano tiramos do armário, abrimos e dividimos com a família, amigos, vizinhança na esperança de multiplicar, fomentar, fazer crescer e difundir. Sonhos de se fazer melhor.

Eu, rendida, vou correr no supermercado comprar os últimos ingredientes para fazer da festa de hoje a porta de entrada pra tudo o que há de melhor para mim, para você, para todos nós!

Que tenhamos uma celebração feliz!
E um ano cheio de novidades com gostinho fresco de menta, porque no outro lado do mundo já é 2008!
Viva!

13 dezembro 2007

pelas estradas Reais, aqui vou, não mais só
cheiro de mato, de história, café e queijo minas com doce de leite,
e não, sô?!

03 dezembro 2007

andando feliz da vida


Aqui tudo anda meio esquecido.. é que.. bem..
eu ando por aí, em muito boa companhia.. meio ocupada, sabe..
mas assim que se estabelecermos uma nova rotina..
voltamos com toda a força, agora no plural.

Enquanto isso...

19 novembro 2007

tears dry on their own - amy winehouse

Talvez uma descoberta por minha parte tardia, mas foi minha descoberta desta semana.
Uma voz docemente apimentada..
Amy Winehouse



I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.

17 novembro 2007

boa pedida

bom de ouvir, melodias de Júlio Caliman.

de um amanhecer

um beijo selado, velado
olhar distante e votos de uma boa viagem
assim amanheceu o dia
de malas em punho dirigiu-se até o carro
que ali estava congelado
do mesmo jeito da imagem que ficou
que restou

16 novembro 2007

deja vù

...
a vivacidade do dia amanhecido
nublado, simples, novo em folha

os chinelos continuam no mesmo lugar
apenas um cheiro diferente na pele
e talvez uma certeza incerta apoiada no desejo
de que as estórias sem desleixo tivessem, e como não
um desenrolar fresco e novo, sabor kolynos, menta refrescante.

15 novembro 2007

questões de gênero

 
Posted by Picasa

antecedência

Nestes últimos e presentes dias tenho estado dividida entre o futuro que está para ser aprovado em forma de projeto temático, as aulas em/de fim de semestre, a faxina pela casa, Miró e Nina, compêndios letrados, atividades ticadas da minha lista abolida pela moça dos olhos azuis e o cansaço do corpo.
Entretanto algumas muita novidades. Néinha, presente de Marlene diretamente para o clã de Lela e Lica, uma dissertação em plena produção, e um tal de Narilu a caminho, tão logo, tão esperado.

12 novembro 2007

Vi discos voadores no fim de semana,
acordei com ressaca
e
hoje já se passou metade da segunda
e tudo gira muito rápido
o mundo toca, o telefone grita
e eu aqui perdida no meu redemoinho.
Deixa eu ir lá.. pisar na terra de novo.

10 novembro 2007

O alco e a Gasolina

" Quem viaja acompanhado
Incurta mais o caminho
Tudo que no mundo existe
Se achando sozinho é triste."

Patativa de Assaré, em Ispinho e Fulô

07 novembro 2007

Azeviche - lançamento do CD

e aproveitando a deixa..
afinal de contas.. coisa boa tem que ser mostrada..
e se quiser ter uma prévia é só clicar.


BRUNO MANGUEIRA, violão
MARCOS SOUZA, contrabaixo acústico
MAGRÃO, percussão

Data: quinta, 8/11/2007
Horário: 21:30
Local: Estação Santa Fé - Av. Albino J. B. de Oliveira, 1265, Barão Geraldo, Campinas - SP
Informações e reservas: (19) 3289-4800

"Caminho pra Casa"

Música feito por meu amigo e criador dessa cigana tão Zirila.
Tocou minha alma. Fez do meu dia tão atribulado, um final feliz.



Tema composto por Gustavo Roriz

Filmagem: Maria João
Voz: Maria João
Vozes; Contrabaixo; Violão: Gustavo Roriz
Loop de Bateria: Chris Wells
Edição de imagens e som: Gustavo Roriz... Mas, com uma ajudinha da Marijó

06 novembro 2007

na beira do mar

falta tão pouco
pro (meu) coração
(re)encontrar
o que está do outro lado do oceano.

carpinejar

"...Conservo os gritos presos
em vidros no assoalho,
com o motivo, a receita
e a data de fabricação.
Uma hora posso abri-los.
Não tenho coragem de fazer sozinho."

A. Salvagni

de pés sujos

01 novembro 2007

cheiro de mato

filha, amiga, professora, tradutora, aluna, mestranda, pesquisadora, atriz, artista, ciclista, paciente, funcionária, caronista, aprendiz, urbana, rural, floresteira, anfitriã, hóspede, fotógrafa, dona de casa.
Esta semana foi uma mistureba, confusão de funções, confusão de fragmentos de mim mesma.
Mas este fim de semana finalmente volto às minhas origens, uma delas, volto à floresta, já estou até empunhada de meu facão. E vamos à ela!

31 outubro 2007

a menina fazia o que tinha de ser feito, os dias se passavam,
desta forma entrava nos prumos desalinhados de sua vida.

29 outubro 2007

do meu hipertireoidismo

E já algum tempo, parece que minha tireóide, essa mesmo, aquela a quem todo mundo põe a culpa do sobrepeso, esta mesmo maluca.. anda meio apressada demais, vai ver é resultado da síndrome dos tempos modernos.

Tireóide, excesso de funcionamento da tireóide. Conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireóide.

então a minha fome excessiva tem uma explicação, e eu que sempre achei pura gula de menina gordinha;
aumento do ritmo intestinal , hum.. hum... sempre foi um relógio;
nervosismo, insônia, labilidade emocional , achei que fosse a dissertação, misturada com as dores e calores do mundo;
tremores , abstinência ho ho, não pergunte do quê...;
intolerância ao calor ,aquecimento global ? ? ?;
palpitações, ansiedade?!?!
emagrecimento, humm... cirurgia de estrômbio?;
olhar vivo e brilhante.. esse meu olhar...
pele quente e úmida, dispensa comentários...
unhas quebradiças, cabelo seco, quebradiço(achei que fosse a falta de salão) e encaracolado,esse aí seu moço, sempre foi assim, tem jeito não.

28 outubro 2007

das coisas do mundo

porque as coisas feias do mundo vivem sempre lado a lado das belas.
Cenas do cotidiano, detalhes, o todo.
Isto tudo junto me faz continuar a caminhada, ávida sempre por mais.
Que sejam belas,
mesmo que somente na tela de cinema da minha retina,
dentro de mim.

24 outubro 2007

do outro lado da rua

Você gasta mais da metade da sua vida sentada numa cadeira,
vai subindo lentamente os degraus da academia.
Prestes a terminar mais uma etapa, em meio a sua revisão bibliográfica, gasta todo o seu dia, enfurnada, fazendo leituras, queimando o que resta de seus neurônios tentando organizar e comprovar sua hipótese.

A campanhia toca... interrompendo este momento tão sublime, quase um êxtase intelectual ...e você educadamente, até com uma certa dose de bom humor vai atender o portão quando é saudado pela sua vizinha que lhe olha com uma expressão até angeligal e lhe pergunta:

- Tá folgada hoje fia?!?
- Ahmm.. bem eu.. hummf.

E o pouco do bom humor vai pela sarjeta lavado pela chuva.
Fico incrível.
Vai ver eu precisava mesmo era arrumar um trabalho direito, daqueles que bate o cartão as 08:00 e às 17:55.

viagens no tempo

porque estou recém chegada de uma viagem no tempo
e depois a memória do meu futuro bate um pouco os pés querendo atenção
e o meu presente é todo dela

22 outubro 2007

a música que vai e que volta por linhas tortas

abre os teus armários
eu estou a te esperar..

essa música sempre vêm e volta na minha vida,
em intervalos pacíficos e distintos.
mas fala de um canto não mais solitário,
de uma espera que gira em linhas, tortas sim,
mas que sempre se encontram no final.
não sei se é o piano, se é o canto, se é a espera.
eu apenas sei que o meu armário tem espaço pra uma nova mala.
e estou esperando o canto, os braços castos, o sorriso.
e assim.. esperando canto esta canção, por ele que me encanta.

por marcelo camelo, na voz de Maria Rita e Cia.
Casa pré-fabricada

o barulho que silencia

porque o silêncio às vezes deve ser preenchido
estou muito cansada pra dizer alguma coisa neste momento.
então tem o barulho do teclar, o barulho da tv, dos cachorros que ladram sem motivo na rua, e o vento que passeia pela minha janela.
nem tudo tem que ter serventia, sempre.
mas alguma hora na vida

wake me up before you go, go



para alegrar um pouco o dia, direto do fundo do baú da nossa infância...

18 outubro 2007

I promiss you the sweetest dreams

17 outubro 2007

a colméia



Vejam bem,

meus amigos desesperados, colegas suicídas, desesperançosos, perdidos, ovelhas negras, brancas, rosas e verdes, escutem, leiam bem esta Zirila que com sua vil filosofia, à terra traz luz. (ho ho ho, escute uma risada daquelas de filme de mistério, ou será de horror)..

que por esses caminhos tortuosos, seguimos sempre avante, mesmo que rastejantes, até sair do buraco. E no caminho se descobre que pode haver mais de uma saída, todas bem iluminadas em cor neon, e com uma placa indicativa "saída", é só seguir.

Seguir sempre avante.

16 outubro 2007

porque no meio de tudo isso, não sei botar um título pra inaugurar o início deste post

já que não sei o começo das coisas, sobretudo quando tenho em mãos tantas partes

começo por elas!... as partes, escolhidas uma a uma, aleatóriamente de acordo com a urgência diagnosticada pelo meu próprio julgamento, duvidoso

mas isso pode então ser um começo

e
depois, então posso mudar tudo de novo e se precisar, posso recomeçar.
começar.
ou terminar! será?
acho que não, não sou boa em começos, muito menos em finais.

***
(este pedaço de post está não muito redondo para o gosto, mas preciso ir apressadamente às outras partes, segmentárias da minha vida e afinal de contas de redondo já basta o mundo, que nem é tão assim)

15 outubro 2007

minha viagem pelo tempo: futuro, presente, passado.. tempo.

Hoje, nesta manhã de horário de verão fiz algumas viagens por alguns fusos, pelo tempo.
Fui até Hyderabad, na Índia, viajei pelo tempo visitei a casa de alguns amigos, visitei minha futura viagem, meu antigo laboratório, falei com meu antigo chefe. Fui também ao futuro, o meu. Fui até a Costa Rica, até Belém, fui até meu possível futuro trabalho, futura família (família?!?!?!?), futuros. Um futuro cheio de dobraduras e possibilidades.
Fiz viagens pelo meu jardim, plantei um cactus novo, uma mudinha.
Pensei em algumas das tarefas do passado ainda não cumpridas, e cumpri algumas tarefas de um presente há muito planejadas. Tirei o lixo.
Descobri que existem pessoas boas, ainda. E estas estão no meu caminho.
Planejei um curso novo, que vai calhar como uma luva, que não seja de cera.

Mas aí tem as horas, que passam desapercebidas, e o tempo que insiste em seguir sem olhar pra trás, em uma viagem sem volta.
E eu fico tentando despistar o tempo, contando o tempo e sobre o tempo que passou e que vai passar.

12 outubro 2007

(...) "E por não ser contaminada de contradições

A linguagem dos pássaros

Só produz gorjeios."

Manoel de Barros

11 outubro 2007

as flores do meu jardim


Hoje fazia um ano que havia recebido as primeiras flores,
aquelas do dia 11 de outubro de 2006..
Mas a presença, sonhos e lembranças
nunca estiveram tão vivas como naquela tarde,
onde tanto pensou-se, onde tanto sonhou-se,

.. e a saudade tão grande
estava muito próxima da extinção.
e o amor,
aquele que havia começado a 5 anos atrás,
tão sorrateiro, tão cheio de detalhes,
tão bem cuidado, acarinhado, amadurecido,
nunca esteve tão perto da eternização.

Que dure enquanto seja eterno,
e que seja eterno enquanto existam,
enquanto sejam, dois, um.

09 outubro 2007

alguns novos velhos fatos sobre a minha vidinha ordinária nestas últimas semanas.

O trabalho continua tomando toda a minha existência criativa e temporal destes dias, que correm lepto-fagueiros como o sangue que volta a correr vivazmente em minhas veias. Rezo para todos os santos, amém!

Depois de uma crise de greve das minhas hemoglobinas e hormônios tireóidianos, parece que a super alimentação e super vitaminas ativar ( forma de um balde de gêlo!!!), começam a surtir algum efeito nos ânimos desta pessoa que vos fala.

Tome ferro, tome ferro, na vida, nas veias, ferro para enfrentar o mundo e para escrever a dissertação. Que apesar do mundo, de tudo e por incrível que pareça .. vai muito bem, obrigada!

Meu auto-boicote, apesar de tentar minar todas as minhas facetas, sim sou multi-facetada, desiste no meio do caminho.
Geralmente nos momentos em que o sangue resolve correr novamente pelas veias. Viva o Combiron.

No meu dia de ontem, na minha auto e super crítica avaliação comigo mesma, passei de pessoa inútil, burra, oca, na minha auto-concepção no que permeia possibilidades e ações futuras, o que vou ser quando crescer(?), dúvidas, futuro, reprodução social pessoal, para motivo de orgulho demonstrado em vias públicas por minha professorinha, chefe, estrelinha estellar da minha vida. Passei de candidata à entrevista por telefone frustrada para trabalhar em ong internacional, para uma feliz mestranda em fase de plena finalização de dissertação, e veja que segundo olhos experientes, meu trabalho se mostra muito consistente. CONSISTENTE!!!

Acho que nunca vi com tão bons olhos esta palavra!

E percebi que apesar desse sufocado caótico mês de outubro (faço ressalvas de que faltam por volta de dois meses para o Natal, já ouço os sininhos e o jingle bel se aquecendo na esquina) parece que finalmente todo o esforço e trabalho se mostram em resultados consistentes.. ou melhor.. parece que finalmente as coisas se movem, evoluem.

e assim.. fico com uma falsa sensação, mesmo que por alguns dias, de que estou dando conta da minha vida. E que as coisas, a vida, as tarefas começam a ficar sob controle.. ho ho ho

E depois? e depois? ansiedades naturais de uma mestranda em fase final de dissertação...

25 setembro 2007

tempo tempo tempo vai vai vai

Quer saber... o mundo que espere.
Vou andando nessa trilha com vigor, mas não atropelada..
porque de atropelada já bastam os cachos na cachola.

Passo o bastão da responsabilidade de ter que se dar todas as respostas e rumos para o mundo. Se eu conseguir sobreviver essa semana já será uma grande vitória, que seja em ritmo de bolero, tapo meus ouvidos aos technos acelerados e ansiosos. Ao menos essa semana.

24 setembro 2007

resiliência

o mundo, em todas as suas nuances, digo mais e vou além, através de todos os prismas, decidiu que quer todas as respostas e soluções essa semana.
se sobreviver até domingo ficarei feliz da vida, nesta minha vida.
então é isso.
...pontos infindos de reticências...
o mais interessante é saber que tudo pode piorar, demandas sempre surgem emtodotempootempotodo, ainda mais comigo, que ainda não tenho uma auxiliar, muito menos irmã gêmea, nem sósia, nem molecular, nem.. nem... (ensaiando uma cara de choro)
não tô dando conta de mim.
porém, persisto.
que é a única coisa que me cabe. que me resta. que sou.
engraçada, charmosa, porém e sobretudo
resiliente. Ah sim.. sou.

23 setembro 2007

inseguridade

E tomaram a minha magrelinha, assim de um dia para o outro, sem pedir nenhuma licença. Companheira de todo o dia, desde tanto tempo, a minha única de toda uma vida.

Mas como todos nós, infelizmente sem exceção, estamos vulneráveis, somos todos vulneráveis ao olhar do outro.
Sujeitos à inseguridade da invasão do local onde teríamos por direito, chamar seguro, nosso. O local onde repousamos nossas cabeças, todos os dias.

Então temos que em nossa realidade bater os ombros e sorrindo amarelo agradecer por ter sido apenas algo tirado.. e não alguém tirado.

E assim vão se passando os dias, e assim vamos vivendo.
E o que podemos fazer?
Podemos colocar grades nas janelas, sistemas de segurança, e rezar para os santos, deuses, orixás para que passemos ilesos mais uma semana. Oxalá!

Mas ligue não que qualquer hora lhe saudarei pelas ciclovias novas em folha do meu bairro, e darei licença para sua passagem!
Caracol é uma casa que se anda
e a lesma é um ser que se reside.

Manoel de Barros

21 setembro 2007

atropelo

Desde que soube que você viria, tenho andado ansiosa pra chocalhos,
correndo muito, toda abarrotada de coisa sem fim, quase não dando conta da minha vida. Sua por extensão.
Fico pensando em você e quando esta saudade que assola meus olhos furta meus pensamentos, busco qualquer coisa que me remeta à sua figura, a sua lembrança. Você.
Fico toda fagueira, desgrenhada. Boto regra e ritmo. Faço passar os dias, que são corridos e tortuosos, na sua espera, agora nem mais tão eterna nem longa.
Preencho o buraco que é do tamanho exato da sua pessoa na minha vida como todo esse furor pertinente do trabalho exagerado, que não me dá sossego. A vida em seu ritmo de veraneio, nada a passeio em horário de verão.
Nesta velocidade milimetrada, contada de fio a pavio, fico olhando pela janela a te esperar. Esperar.
Esperar você chegar.
E aí.. humm..

19 setembro 2007

(...) cantar sem canto sons de dentro quanto espanto
cantar sem a voz coral de sentidos quanto encanto
cantar para vós silenciosa canção eu canto.

Ana Salvagni, "Janela sem Tranca", Ed. Komedi

quando eu morrer...

dos desenhos ainda não começados

tem tanto desenho ainda a ser feito.
dê-me o papel, seu moço,
porque os dedos estão coçando
quero tudo: grafite, pastel, aquarela, carvão
e assim nada mais será preciso
tudo será.
tenho dito.

barba, cabelo e bigode


liami

18 setembro 2007

verde-água

Tinha já a data marcada e o dia na folhinha
cuidadosamente circulado em cor azul,
assim como a cor dos olhos. Dele.

O mesmo azul que misturado com os verdes dos olhos dela
ficavam assim como a cor do oceano, que separava ela dele, ele dela.

Então, só se pensava no outro lado do oceano
e no que os ventos de lá traziam e a brisa do mar..
Ah, a brisa do mar...

peixes para fora do aquário

e naqueles dias tudo o que fazia era limpar,
deletar arrumar, organizar, listar, catalogar.
acho que a era de virgem tinha finalmente chegado à sua vida.
a necessidade de botar ordem e guardar
o necessário era uma idéia fixa em sua mente.
e que ficasse e se instalasse, enquanto quisesse.. essa neurose nunca antes vivenciada era muito bem-vinda.
queria uma faxina naquele aquário, porque os peixes fizeram muita bagunça durante toda sua vida, na sua vida.

12 setembro 2007

that I wanna fall from the stars straight into your arms

hic hic hic

porque hoje subi uns quarenta e sete lances de escada
vi a ilha fiscal linda e iluminada sob a luz da lua
comi empada e ouvi minha canção favorita na lapa
aceitei meu período
comprei uma barra de suflair e comi todinha
vi uma jangada saindo pro mar
encontrei um capixaba amigo de um amigo meu
quase arrebentei a sapucaia
tirei a foto mais linda do mundo dos arcos
dancei pela cinelândia
estou ouvindo simply red

hoje soube que metade de mim está com passagem marcada pra guarulhos

hic hic hic

e hoje.. ainda hoje
quero os mais belos sonhos
porque afinal de contas

o rio de janeiro e niterói continuam lindos

hic

09 setembro 2007

09 de Setembro

E aos virginianos de plantão um brinde..
À minha virginiana favorita muitos brindes e sorrisos.
Eu como uma boa aquariana rebelde, apesar de tão caracterizada de corpo e alma, tenho não sei bem onde, mas tenho meu ascendente aí.
Um dia quem sabe encontro e me torno gente..uma gente mais perefccionista, mais certinha, mais ordeira, menos caótica, mais mais.. mais..
bem.. o que quero falar é que hoje é o dia dela.
A mulher que me trouxe à vida, a mulher que me guiou nos primeiros passos, ela que fazia cachinhos nos meus cabelos.
A miss da minha cidade, a mulher que sempre me convida para ver coisa ou outra na tv, que conta e conta histórias e causos como ninguém.
A mulher exemplo, a mulher-mãe heróica.
Ela ser divino, diva da minha vida.
Vamos lá porque tem muito pensamento pedindo guarida aqui neste espaço que é meu, nosso. Além do mais, Setembro já chegou.