30 novembro 2006

vivo o constante medo de que as pessoas vão embora. elas sempre vão. a generalização, esta me atormenta.

e em tom de chorinho ouvi esta canção.. e só aí fez todo o sentido.

Lithium - Nirvana
Versão por TrashPour4

I'm so happy. Cause today I found my friends.
They're in my head. I'm so ugly. But that's ok.
'Cause so are you. We've broke our mirrors.
Sunday morning. Is everyday for all I care.
And I'm not scared. Light my candles.
In a daze cause I've found God.

I'm so lonely. And that's ok.
I shaved my head. And I'm not sad. And just maybe.
I'm to blame for all I've heard. And I'm not sure.
I'm so excited. I can't wait to meet you there.
And I don't care. I'm so horny. But that's ok. My will is good.

I like it. I'm not gonna crack.
I miss you. I'm not gonna crack. I love you.
I'm not gonna crack. I kill you. I'm not gonna crack.

achei bonito, muito. só isso

infortúnio

Seios túrgidos e doloridos, apesar de lindos, redondos, despontados.
Corpo que lateja, uma pessão interna, externa, o mundo se debruçando sobre meus ombros.
Quase um empanzinamento da vida. Humor como em um show de horrores. Circense.
Uma falta quase matadora de algumas e muitas coisas.
Privação latente e latejante.
Vontade de comer um não sei o quê.
Os hormônios influenciam, sim, o estado das pessoas.
Não é balela não. Acredite, por favor..
e me afaga os cabelos, enquanto libero um choro, um choro sem motivo motivado por toda a calamidade que permeia a existência e a inexistência.
Deixa eu deitar no colo e pensar que estou segura, distante do cotidiano que confunde, esfumaça e abrilhanta a beleza do dia.
Que venha a regra e acabe mais uma vez com essa desgraça que agora é pública.

Aurora


e no meu calendário, vejo uma bela moça, chamada Aurora. Nua e macia. Toda linda, toda fresca. Convidando os transeuntes a recostar a cabeça neste colo abnegado e convidativo. O que Michelangelo pensava quando assim a formou? Já tenho quase certeza..
Qual a relação da subordinada relativa de cunho geral, tem a semântica, trema-rema, subordinada principal, P1, oração, recíproca verdadeira, condições e contradições, coordenadas, causa e efeito, insubordinada, ponto de vista semântico (olha ele aí de novo), estrimente formal, conjugação que coordena ou que subordina, restrição. Discurso. Verborragia. Odeio.

Junte tudo isto ao estudo da língua Alemã...essa foi minha aula de hoje.
E o professor ainda finaliza o momento,(sim amigos, porque isso foi apenas um momento.. muito mais viria por ali) dizendo que isso é entrar no rubicão, pra chegar à fluência tem que atravessar o rubicão.. Acho que nunca mais vou sair dele, vou me afogar.

Não é a toa que estou tomando como verdade em minha vida um sábio dizer.. que disseram por aí.
Uma vida não é suficiente para aprender alemão.

26 novembro 2006

e das rodoviárias

mesmo sendo uma pessoa rodada, já alguma quilometragem percorrida pelos mapas e fronteiras. diferentes continentes, diferentes lados do globo, diferentes línguas, culturas, formas, situações e meios de transporte.
Definitivamente odeio rodoviárias.

linhas imaginárias

Hoje passei pelo trópico de Capricórnio.

24 novembro 2006

e de cecílias

Não te aflijas com a pétala que voa:
Também é ser, deixar de ser assim (...)
E por perder-me é que me vão lembrando
Por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles
De repente se encontrava perdida.
Sem saber do presente, sem saber do futuro.
Não poderia criar planos, apenas o esperar do tempo, que passava, tão lento como o gotejar de uma torneira mal fechada, esperando o momento certo, talvez, chegar.
Encontrar, achar, para isso procurava.. procurava há algum tempo.
Queria ser encontrada.
Buscava o calor, o aconchego de um abraço, o abraço encaixado.
Não sabia de nada e sentia-se perdida nessas ruas, talvez não tão amigáveis.
Mas ousava pensar que além do muro existia um lugar, um lugar a ser visitado.
Queria poder pular o muro, mas esperava que abrissem o portão.
E o homem parecia já vir abrir.

22 novembro 2006

ai que vontade


Acabo de descobrir que Amyr Klink, o cara que durante toda a minha adolescência e adultescência me inspirou, lança mais um livro.

“Linha D’Água – Entre Estaleiros e Homens do Mar”, Cia das Letras.

Tenho a lembrança viva de quando li seu primeiro livro, tinha então meus 13 pra 14 anos de idade, ainda nunca havia desbravado nada.
Devorei em uma sentada e me sentia como se estivesse com ele no barco.
No mesmo barco...desde então me apaixonei por suas histórias, sua leitura e escrita sobre o mar.

Desde então caminho pelas linhas por ele escritas e recomendo...
Cem dias entre céu e mar (1995), Paratii: entre dois pólos (1992) e Mar sem fim (2000). É autor ainda de As janelas do Paratii — 112 fotos (1993), este apenas passou pelas minhas mãos.. ainda não tive a honra. Mas terei alguma hora.. algum momento. Tenho fé. ho ho ho

Fica a feliz notícia.. e o meu compartilhar das coisas boas da vida.

o primeiro vestido

O modelo havia encontrado na revista, lindo, cor lisa, como se tivesse sido idealizado pra ela. Percorreu todos os passos, a modelagem, o corte, e o juntar das partes.
Ela ficava com medo, não queria de forma alguma estragar, de certa forma perdeu toda a antiga desenvoltura que mostrou no costurar da primeira blusinha de chita.
Chita não bota medo, o colorido não dá uma cara séria.
Esse não, esse era de cor preta e de viscose, e era pra ocasiões de muita importância.
Teve medo, mas terminou seu grande e segundo feito.
Ficou lindo e perfeito, pra ela, nela.

outra das minhas músicas preferidas de todos os tempos

porque a música e letra são lindas.
porque gosto de Ana Carolina, da voz, da figura, do canto.
porque gosto muito dessa combinação.
porque é uma das músicas que nunca me canso de escutar.
repetidamente, frenéticamente
quase como que querendo-me tornar parte dela.




Beatriz - Chico Buarque/ Edu Lobo

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

17 novembro 2006

Bora lá..

mas como sempre existem amigos que ajudam no processo de abstração, divagação, e etanolização.. o que for. Isto! pra tudo, pra qualqueira.
amigos pro que é dado, pro que é vindo..
amigos..
vou correr pro colo deles. :) dos meus de todo o dia.

isso me deixa sorrindo.

cortando as raízes

e pelas mazelas da vida, a sua vida, a tesoura, sua arma, se torna seu próprio algoz.
O espelho, a tesoura, as lágrimas derramam-se com os cachos, pelo chão do banheiro.
Auto-flagelo, uma mudança significativa, como se fosse capaz de cortar seus problemas, seus vícios, seu cotidiano.
A esperança de aliviar o peso dos cachos que insistiam em encaracolar.
Descorçoada, bota seu lenço, o mesmo lenço que dera o nome de cigana.
Quisera ela realmente ter a sabedoria e os desprendimentos dos ciganos.
Esconde-se toda debaixo dos óculos de sol.
O lenço e os óculos eram sua proteção.
Segura saiu desenfreada a andar de bicicleta pelas ruas de sua vida, que ela tão bem conhecia e tentava fugir desesperadamente.

pode passar vontade sim.. esse já acabou.


E tem gente que tem a pachorra de odiar gratuitamente a bela Argentina.
Dois dos meus melhores amigos, Seba e Marco, homens e pessoas lindas, são de lá.
Daí tem também o Astor, tem o tango, tem o charme de se tomar um café no La Recoleta, me diz?? Tudibão.
Olha que estou sendo econômica na minha listagem.
E ah.. o melhor.. aqueles pequeninos pedacinhos de prazer extremo.
ALFAJORES. Porque não existe igual, em nenhum outro lugar do mundo, além dos Hechos na Argentina e olha que sou rodada.
Thata obrigada pela encomenda.

e pelo pouco falar e pelo pouco escutar

e já que uma saída para longe da rotina e dos vícios cotidianos é muito bem-vinda.

Canto para que os males todos se espantem, pantem, cantem.
XX Encontro Villa-Lobos de Canto Coral
Estarei super lá. Não perca quem puder.

.. e de quebra o mar, o mar de São Sebastião.
Que a maresia corroa e enferruje toda a carcaça.

16 novembro 2006

e das reflexoes de um fim de feriado

que se a vida lhe der um limão ao invés de se fazer uma limonada vc pode fazer uma caipirinha.
Apenas cuidado com as misturas das balalaikas e sagatibas.(Até parecem nome de música.)

Como toda a mistura indevida, pode ser perigoso, mas nada que cama de amigos e um bom cuidado (dose de carinho e paciência) não resolvam.

Boa noite cinderelas e otavianos.

15 novembro 2006

e por falar em saudade

Saudades existem de muitas formas, por muitas razões, de várias maneiras.

Há aquela do tipo que alegra a alma, saudade saudosa de coisas que não mais voltarão. Uma época, um sentimento, algo ainda inédito. (esta última é a mais confusa)

Dos tempos em que ainda não se sabia demais, apenas o suficiente. Saudades das não responsabilidades. Das pessoas que se foram embora sem tempo de despedidas, mas também das pessoas que se despediram.
Daquele dia na praça, daquela tarde de pensamentos vagantes.

Daquela hora, momento de onde só ficou o gosto do arrependimento por não ter dito o que os lábios queriam dizer.

Há também o tipo de saudade originada a partir do antigo álbum de fotografias, ao ouvir aquela música que tocava naquela época, dia, hora.

(E para encerrar essa saudade... porque não to me aguentando mais e imagino que você também não.)

Existe também aquela saudade aguda, que insiste em te relembrar que logo será esquecida e que será uma saudade que não mais existirá. (Essa considero umas das piores, não é a toa que é aguda.)

Lembranças das coisas que nos são caras, de que ainda ansiamos em reencontrar (de alguma forma) ou não.

Ela não foi feita pra ser banida ou esquecida, faz parte das caixinhas que ficam na nossa estante e que de vez em quando tiramos lá do alto toda empoeirada, para olhar o que tem dentro.
Tá.. admito! Tô morrendo, sufocada, transbordando de saudade.
Não sei do quê, acho que de muitas coisas, tudo ao mesmo tempo.

cultivar ver dar despir aderir amar conjugar achar

Rendo o meu fim de noite ao canto cheio de encantos e de tempero de Ceumar.