09 abril 2007

imagens de uma noite muito maneira



o começo do fim da noite, a sempre presente molha goela.


Seguido de caldinho de Sururu.. hummm....


E no fim de tudo, no fim de tudo. Uma caixa de música pra lá de especial, que foi centro das atenções e comandante dos passos que deslizavam pelo salão do Beto.
E depois de ter acabado a cerveja,
que não estava muito católica,
quase morna, fomos pra casa.

a visitante




entre as vindas e idas, passeios descompromissados e comilanças.

fez-se assim o dia.

a continuação da história

ah! porque o começo foi bom, mas o depois foi melhor ainda.
O final.. humm.. não teve final.
Uma história ainda sem final previsto.
quase sem fim, oxalá.

o início

Pense um uma viagem a um lugar que você gosta muito.
Chegando lá tem como recepção de chegada um belo e querido sorriso.
Depois muitos outros sorrisos e abraços. Flashes, holofotes.
Papo bom. Uma grande festa.
E teve a dança, bebidas e comidas que nutrem a alma e o sorriso.
Abraços, boa companhia, vista pro mar e as estrelas.

Isso foi só o começo.

08 abril 2007

surpresas

porque quando achamos que de um mato não sai mais nem lebre ou vida, sopra o vento e então tudo muda, do tal mato sai um leão, sai um trapezista, sai o circo todo.
Uma alegre folia colorida esfuziante.

A música canta e o sorriso se espalha pela multidão.
Não há nada que confunda o brilho ou amargue o gosto.
Não há.
E então percebe-se que todas as dores e securas do tempo, apesar dos pesares amargos e doloridos, valem a pena, o suor, a lágrima.

A bailarina dança, a vida sorri.

05 abril 2007

cinco de abril

No dia do aniversário do homem que me ensinou a ser um pouco do muito que eu sou, o homem que me deu o formato dos meus dedos nos pés, o tempo fica nublado, o sol não brilhou de saudade. As lágrimas não caem do céu, fica apenas esse ar pesado e a vontade de chover.

O som do barulho do martelo intermitente, dos carros, de serras.
Pelo quadrado da janela vê-se a serra e prédios abandonados.
Fica apenas essa ressaca, o mormaço e o quente de dentro da gente.

Vou ali
no quarto ao lado me despedir.

02 abril 2007

qualificada


Deixa eu ir ali no bar bebemorar porque agora sou uma pessoa QUALIFICADA!

Fui aprovada..

Agora vamos ao bar.. e à vida, que continua feroz!

romantismo súbito

É que estou meio musical, um pouco apaixonada e muito ferrada.
Mas encontrei esta música, consegui me sentir fazendo algo romântico, ou quase.
Precisava apenas ter coragem de mandar para o bem amado (evidentemente algo que ainda não fiz, acho que vou é mostrar para a minha banca examinadora, hoje.. logo.. em breve, acho que eles vão curtir).
O profundo stress e turbulências podem, sim, fazer com que as pessoas evoluam romanticamente e acadêmicamente, ao menos tentem. Viva a resiliência do ser humano, de Zirila!
Tive meus dias azuis, agora tenho os meus dias de espera rosa incontida.
Com vocês, a voz de fundo, da minha noite, enquanto me preparo para a qua-TUM-li-TUM-fi-TUM-ca-TUM-ção-TUM-TUM-TUM!



Bem romântico, não acham?
Gostei

** Ah.. a bela moça cantante chama-se Lizz Wright, música Eternity...

01 abril 2007

e no dia da mentira um bom conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Chico B.

momentos felizes antes do enforcamento

Enquanto deveria estar lendo coisas do presente, perdi-me deliciosamente neste fim de noite de sábado, em coisas do passado de Gio.

Arrematando ainda este momento com Paulinho da Viola em um sambinha da moléstia.

Ame
Seja como for
Sem medo de sofrer
Pintou desilusão
Não tenha medo não
O tempo poderá lhe dizer
Que tudo
Traz alguma dor
E o bem de revelar
Que tal felicidade
Sempre tão fugaz
A gente tem que conquistar

Por que se negar?
Com tanto querer?
Por que não se dar
Por quê?
Por que recusar
A luz em você
Deixar pra depois
Chorar... pra quê?


Diga aí.. dupla dinâmica das melhores para dar aquele despejo a qualquer tristeza inquilina.
Amanhã ... eu me acabo e me esfarelo toda suando meu próprio sangue e desespero. Qualificação.. Qualificação.. Qualificação.. Qualificação.

31 março 2007

fim de noite uma volta de bicicleta

e uma pausa de uma hora entre os queridos amigos.. os de todo dia.
Um telefonema + carinhos e afago + aviões do forró + cotidianos + futuros planos.. e bobagens. Saí nova em folha andando protegida pela lua quase cheia.

Agora vamos à qualificação.

saudade na selva

e ás vezes me dá tanta saudade de um moço que fico querendo ouvir aquela música que ele colocou no rádio do carro daquela vez, como se assim eu pudesse trazer pra perto novamente aquele sorriso e o brilho dos olhos ao meu lado.
Fico querendo escrever coisas românticas e revendo as fotos já tão gastas de tanto que foram olhadas e olhadas.
Não sei ser muito romântica, acho que tenho medo de derrerter-me e perder-me pelo ralo para sempre.
Então fico aqui pensando nele, pensando e pensando. Chamando pelo vento.
Será que ele vê a mesma lua que eu vejo?
eu vejo e nele penso.
o coração tá apertadinho querendo urgente esparrar-se no colo dele.
acho que eu gosto dele.
acho que ele de mim.
Mim Jane, ele Tarzan.
Surdade absauda
São as águas de Março fechando o verão.

tempestade cerebral

e assim vou despejando esses pedaços de mim, ora coisa boa, ora coisa feia...
Hoje ouvi que tenho a síndrome do patinho feio..
Oras bolas.. acho que tenho mesmo.

Pato é um prato na culinária extremamente caro.. e delicioso.
Já comi nas minhas andanças.

Preciso aprender a passear pela vida, a moça das lentes azuis já dizia.

Confesso que neste segundo estou tendo uma tempestade de pensamentos e estou um tanto quanto confusa. Cansada.
Mas preciso voltar ao trabalho....pra dormir, para trabalhar, pra trabalhar, pra trabalhar e quem sabe dormir pra trabalhar.
Quero o paraíso.
E até o que chamo de paraíso me pareceu um pouco mais distante hoje. Greve dos controladores de vôo. Nem se quiser voar eu posso...
AÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

tá ruim mas tá bom

porque sempre quando está ruim, pode piorar. Claro.
O caos se instalou no meu momento e está difícil dar o Olé no bicho.
Under pressure. Tô que tô uma panela de pressão, e o tempo, o meu, vai escapando pelos meus dedos e sai saltitante dando gargalhada, rindo maquiavélicamente da minha cara.

A moça que me vê através das lentes azuis cancelou nossos encontros, pediu licença médica.

Existem limites para a fundição do ser humano? os mais católicos e mais atentos que me perdõem o uso de palavras de baixo calão, mas tem hora, tem hora, que as pernas se cansam de tanto o andar, o corpo já não responde e as palavras que sempre estão ali quietinhas à espera de serem modificadas se empilham em estantes ou qualquer que seja a superfície plana.

As tais ites do istômiguinho cantam, a comida mal para por lá. E pra contar com a astúcia da natureza, obviamente visitas inesperadas de um tal de período feminino repleto de cólicas e todos os incomôdos pertinentes à época chegam de mala e cuia. O calor, este continua onipotente e onipresente. Faltam apenas os pernilongos para indicar realmente o atual local que poderia ser este endereço de vida atual, porque inferno que é inferno tem sempre esses bichinhos e dos mais sedentos e miseráveis, incansáveis.

Mas peraí.. é hora de dar remédio.

E qualé o remédio para a minha vida?

Será que vou passar no teste? Será que dou conta?
Tá punk funk como non me gusta.

Mas como diria uma amiga minha.. tá ruim mas bom, tá bom mas tá ruim..

E continuo com esta latente sensação de estar sempre atrasada para a minha vida. Atrasada, pósmatura.

30 março 2007

e nesses dias..

Outras lutas estavam apenas começando a tomar forma, haveria de estar de prontidão.
Tinha logo a sua frente tanta luta a ser encarada de peito aberto, cara lavada, sua luta.
A eterna luta. Metade da luta. Lutas nunca são inteiras, sempre são aos pedaços, mas nem sempre homeopáticas.
Importantes passos, importantes obstáculos a serem ultrapassados.
Ela tinha a seu favor longas e fortes pernas, e corria ofegante em direção das barreiras e contra o tempo que ticava sem piedade sempre no compasso voraz dos tempos que eram modernos, corridos, atemporais.

Precisava descansar, por isso logo após a batalha partiria ainda com as mãos sujas de sangre* para terras distantes, desconhecidas em busca de outros tantos queridos.

Ela ainda esperava impacientemente, que fosse logo, reclinar a cabeça em colo amado. Seu peito estava moído de saudades do moço que mandava pensamentos e carinho dentro de garrafas jogadas no Oceano Atlântico. . Mas o moço.. o moço, a saudade descompassava o bater de seu coração.

* homenagem a minha bisa espanholita que assim se referia à palavra tão já escancarada.

o retorno da guerreira após a primeira grande batalha, deste ano

Após anos, meses, dias e nove horas de esperas infames.
Tanta dor, sangue e um grande corte fechado por muitos pontos.
Tanta gente, cansaço, medo. Solitude. Medo. Dor. Medo.
Saiu finalmente do campo de batalhas, veio pra casa onde continua a sua luta mas agora em ambiente conhecido, aconchegante, familiar.
Voltou pra casa, ao deixar o local tão doído lágrimas encheram os meus olhos.
Ao chegar em casa as lágrimas preencheram os dela.

Ainda fica essa vontade latente, uma emoção contida, tamanha.. quase do tamanho de mim, de chorar por tristeza, alegria, cansaço, descanso.
Mas aquiete-se agora, durma aqui do meu lado, descanse, pois estamos em casa. Nossa casa.
E é muito bom ter você de volta. Muito bom.
...E os meus olhos se enchem de lágrimas, minhas lágrimas.

28 março 2007

Trago-te minúcias de quintalim e cocorico de galo (...)

os restantes de velhas cidades desmanchadas

o cheiro da flor em tempos de noivado


Ruy Proença

26 março 2007

pausa

uma trégua, foi para casa.
apenas uma tentativa de se ter uma noite bem dormida
o silêncio atordoa e então ligou a tv pra lhe fazer companhia.

tão cheia que se sentia vazia.
talvez fosse só o cansaço, divagações, alucinações ou delírios.
Talvez não tivesse sentido e por isso mesmo tizesse todo o sentido.

21 março 2007

meu obrigada

A alegria chegou embrulhada dentro de um envelope da cor parda, com o meu endereço escrito com uma letra de mão toda redonda, uma letra de moça, quiçá uma escritora.
Dentro deste envelope havia um outro envelope cuidadosamente dobrado que continha um pacotinho transparente com 10 unidades de alegria multicores brilhantes caprichosamente arrematados com um laço verde.
Uma alegria toda junta, bonita de se ver.
O sorriso escapoliu sorrateiro pelos olhos e lábios, pela alma.
Permanece sorrindo até agora, quando ainda restam nove pedacinhos, pois um já cumpriu sua função, beijou a alma e abraçou o coração.
Um brinde aos encontros de alma e a amizade nova, e que seja sempre fresca, coisa boa, cor brilhante. Assim e mais ainda.