O verão continua lindo e loiro fora da minha janela, os papéis, meus papéis, fruto de tanta pesquisa e labuta continuam espalhados, ao meu redor, em diferentes níveis compreendidos no espaço da parte plana e mais alta da CPU até o canto mais remoto do escritório, aquele onde geralmente a poeira tende a se acumular.
No auge de tudo isso, da produção (da dissertação) a mão direita, esta que vos fala e que digita e faz metade do trabalho neste teclado, que responde e enfrenta o mundo por suas capacidades mais desenvolvida dá sinais de cansaço e lentidão na resposta aos meus comandos.
... mudei o mouse de lugar, novos desafios para a mão canhota do meu corpo, tadinha tão lerdinha...
Tudo isso sem perder a ternura, exceto às terças-feiras, envoltas e recheadas de caramujos, minhocas e caraminholas.
Surtos com direito a choros, velas e coração lotado de saudade, que outrora considerada palavra tão bonita no meu vocabulário, hoje meu cárcere.
do Lat. euphonia < Gr. euphonía s. f., som agradável; escolha harmoniosa dos sons; suavidade de pronúncia.
09 janeiro 2008
08 janeiro 2008
06 janeiro 2008
uma nova música
The more things seem to change,
the more they stay the same.
...
The more you stay the same,
the more they seem to change.
...
You're gonna find yourself somewhere, somehow
Corinne Bailey Rae
hemisférios
e para quebrar a rotina dos dias,
de tempos em tempos, sem hora certa, alguns flocos de neve já derretidos fingem refrescar meus dias quentes de verão
de tempos em tempos, sem hora certa, alguns flocos de neve já derretidos fingem refrescar meus dias quentes de verão
as hipóteses estão todas rascunhadas, os papéis todos entornados
algumas melodias novas que acompanham os dias junto com a da chuva
e no fundo tem um buraco de confusão, medo, ansiedade
as unhas já a algum tempo não crescem mais
o cansaço, a saudade, os pensamentos
hoje vi metade de um filme, no fim de noite,
quando os olhos já não percebiam mais nada
fiquei agoniada, não era filme de vampiro,
era filme de amor, desses não concretizados,
que rondam o pensamento durante toda uma vida, como um fantasma que atormenta a alma daqueles que não foram, que ficaram
e o final da história.. banal
o meu futuro está escrito na folhinha
o calendário amarra meus dias e bota ritmo, um pouco depressa demais
mas sempre descompassando meus pensamentos
e tenho meu futuro incerto quase todo traçado juntamente com os planos que ficaram no ano passado.
e já não sei mais o que vai ser de mim, rumos meio quase todos tortos,
traçados sem direção
fico apenas presa pelos clips de papel e traços coloridos que marcam os capítulos e compassam meu fim.
algumas melodias novas que acompanham os dias junto com a da chuva
e no fundo tem um buraco de confusão, medo, ansiedade
as unhas já a algum tempo não crescem mais
o cansaço, a saudade, os pensamentos
hoje vi metade de um filme, no fim de noite,
quando os olhos já não percebiam mais nada
fiquei agoniada, não era filme de vampiro,
era filme de amor, desses não concretizados,
que rondam o pensamento durante toda uma vida, como um fantasma que atormenta a alma daqueles que não foram, que ficaram
e o final da história.. banal
o meu futuro está escrito na folhinha
o calendário amarra meus dias e bota ritmo, um pouco depressa demais
mas sempre descompassando meus pensamentos
e tenho meu futuro incerto quase todo traçado juntamente com os planos que ficaram no ano passado.
e já não sei mais o que vai ser de mim, rumos meio quase todos tortos,
traçados sem direção
fico apenas presa pelos clips de papel e traços coloridos que marcam os capítulos e compassam meu fim.
02 janeiro 2008
31 dezembro 2007
no último dia do ano

As festas de comemoração deste fim de ano chegaram rápido.
Festividades e todos os novos planos para se romper o ano da melhor forma possível trazendo para este novo ano as tão esperadas e desejadas "felicidades, paz, alegria, saúde, amor, igualdade e esperança mediante as tantas lutas".
Superstições, jeitinhos, celebrações.
Uma caixinha de desejos que todo ano tiramos do armário, abrimos e dividimos com a família, amigos, vizinhança na esperança de multiplicar, fomentar, fazer crescer e difundir. Sonhos de se fazer melhor.
Eu, rendida, vou correr no supermercado comprar os últimos ingredientes para fazer da festa de hoje a porta de entrada pra tudo o que há de melhor para mim, para você, para todos nós!
Que tenhamos uma celebração feliz!
E um ano cheio de novidades com gostinho fresco de menta, porque no outro lado do mundo já é 2008!
Viva!
13 dezembro 2007
03 dezembro 2007
andando feliz da vida
19 novembro 2007
tears dry on their own - amy winehouse
Talvez uma descoberta por minha parte tardia, mas foi minha descoberta desta semana.
Uma voz docemente apimentada..
Amy Winehouse
I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.
Uma voz docemente apimentada..
Amy Winehouse
I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.
17 novembro 2007
de um amanhecer
um beijo selado, velado
olhar distante e votos de uma boa viagem
assim amanheceu o dia
de malas em punho dirigiu-se até o carro
que ali estava congelado
do mesmo jeito da imagem que ficou
que restou
olhar distante e votos de uma boa viagem
assim amanheceu o dia
de malas em punho dirigiu-se até o carro
que ali estava congelado
do mesmo jeito da imagem que ficou
que restou
16 novembro 2007
deja vù
...
a vivacidade do dia amanhecido
nublado, simples, novo em folha
os chinelos continuam no mesmo lugar
apenas um cheiro diferente na pele
e talvez uma certeza incerta apoiada no desejo
de que as estórias sem desleixo tivessem, e como não
um desenrolar fresco e novo, sabor kolynos, menta refrescante.
a vivacidade do dia amanhecido
nublado, simples, novo em folha
os chinelos continuam no mesmo lugar
apenas um cheiro diferente na pele
e talvez uma certeza incerta apoiada no desejo
de que as estórias sem desleixo tivessem, e como não
um desenrolar fresco e novo, sabor kolynos, menta refrescante.
15 novembro 2007
antecedência
Nestes últimos e presentes dias tenho estado dividida entre o futuro que está para ser aprovado em forma de projeto temático, as aulas em/de fim de semestre, a faxina pela casa, Miró e Nina, compêndios letrados, atividades ticadas da minha lista abolida pela moça dos olhos azuis e o cansaço do corpo.
Entretanto algumas muita novidades. Néinha, presente de Marlene diretamente para o clã de Lela e Lica, uma dissertação em plena produção, e um tal de Narilu a caminho, tão logo, tão esperado.
Entretanto algumas muita novidades. Néinha, presente de Marlene diretamente para o clã de Lela e Lica, uma dissertação em plena produção, e um tal de Narilu a caminho, tão logo, tão esperado.
12 novembro 2007
10 novembro 2007
O alco e a Gasolina
" Quem viaja acompanhado
Incurta mais o caminho
Tudo que no mundo existe
Se achando sozinho é triste."
Patativa de Assaré, em Ispinho e Fulô
Incurta mais o caminho
Tudo que no mundo existe
Se achando sozinho é triste."
Patativa de Assaré, em Ispinho e Fulô
07 novembro 2007
Azeviche - lançamento do CD
e aproveitando a deixa..
afinal de contas.. coisa boa tem que ser mostrada..
e se quiser ter uma prévia é só clicar.
BRUNO MANGUEIRA, violão
MARCOS SOUZA, contrabaixo acústico
MAGRÃO, percussão
Data: quinta, 8/11/2007
Horário: 21:30
Local: Estação Santa Fé - Av. Albino J. B. de Oliveira, 1265, Barão Geraldo, Campinas - SP
Informações e reservas: (19) 3289-4800
afinal de contas.. coisa boa tem que ser mostrada..
e se quiser ter uma prévia é só clicar.
BRUNO MANGUEIRA, violão
MARCOS SOUZA, contrabaixo acústico
MAGRÃO, percussão
Data: quinta, 8/11/2007
Horário: 21:30
Local: Estação Santa Fé - Av. Albino J. B. de Oliveira, 1265, Barão Geraldo, Campinas - SP
Informações e reservas: (19) 3289-4800
"Caminho pra Casa"
Música feito por meu amigo e criador dessa cigana tão Zirila.
Tocou minha alma. Fez do meu dia tão atribulado, um final feliz.
Tema composto por Gustavo Roriz
Filmagem: Maria João
Voz: Maria João
Vozes; Contrabaixo; Violão: Gustavo Roriz
Loop de Bateria: Chris Wells
Edição de imagens e som: Gustavo Roriz... Mas, com uma ajudinha da Marijó
Tocou minha alma. Fez do meu dia tão atribulado, um final feliz.
Tema composto por Gustavo Roriz
Filmagem: Maria João
Voz: Maria João
Vozes; Contrabaixo; Violão: Gustavo Roriz
Loop de Bateria: Chris Wells
Edição de imagens e som: Gustavo Roriz... Mas, com uma ajudinha da Marijó
06 novembro 2007
carpinejar
"...Conservo os gritos presos
em vidros no assoalho,
com o motivo, a receita
e a data de fabricação.
Uma hora posso abri-los.
Não tenho coragem de fazer sozinho."
A. Salvagni
em vidros no assoalho,
com o motivo, a receita
e a data de fabricação.
Uma hora posso abri-los.
Não tenho coragem de fazer sozinho."
A. Salvagni
01 novembro 2007
cheiro de mato
filha, amiga, professora, tradutora, aluna, mestranda, pesquisadora, atriz, artista, ciclista, paciente, funcionária, caronista, aprendiz, urbana, rural, floresteira, anfitriã, hóspede, fotógrafa, dona de casa.
Esta semana foi uma mistureba, confusão de funções, confusão de fragmentos de mim mesma.
Mas este fim de semana finalmente volto às minhas origens, uma delas, volto à floresta, já estou até empunhada de meu facão. E vamos à ela!
Esta semana foi uma mistureba, confusão de funções, confusão de fragmentos de mim mesma.
Mas este fim de semana finalmente volto às minhas origens, uma delas, volto à floresta, já estou até empunhada de meu facão. E vamos à ela!
31 outubro 2007
29 outubro 2007
do meu hipertireoidismo
E já algum tempo, parece que minha tireóide, essa mesmo, aquela a quem todo mundo põe a culpa do sobrepeso, esta mesmo maluca.. anda meio apressada demais, vai ver é resultado da síndrome dos tempos modernos.
Tireóide, excesso de funcionamento da tireóide. Conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireóide.
então a minha fome excessiva tem uma explicação, e eu que sempre achei pura gula de menina gordinha;
aumento do ritmo intestinal , hum.. hum... sempre foi um relógio;
nervosismo, insônia, labilidade emocional , achei que fosse a dissertação, misturada com as dores e calores do mundo;
tremores , abstinência ho ho, não pergunte do quê...;
intolerância ao calor ,aquecimento global ? ? ?;
palpitações, ansiedade?!?!
emagrecimento, humm... cirurgia de estrômbio?;
olhar vivo e brilhante.. esse meu olhar...
pele quente e úmida, dispensa comentários...
unhas quebradiças, cabelo seco, quebradiço(achei que fosse a falta de salão) e encaracolado,esse aí seu moço, sempre foi assim, tem jeito não.
Tireóide, excesso de funcionamento da tireóide. Conjunto de sinais e sintomas decorrentes do excesso de hormônios da tireóide.
então a minha fome excessiva tem uma explicação, e eu que sempre achei pura gula de menina gordinha;
aumento do ritmo intestinal , hum.. hum... sempre foi um relógio;
nervosismo, insônia, labilidade emocional , achei que fosse a dissertação, misturada com as dores e calores do mundo;
tremores , abstinência ho ho, não pergunte do quê...;
intolerância ao calor ,aquecimento global ? ? ?;
palpitações, ansiedade?!?!
emagrecimento, humm... cirurgia de estrômbio?;
olhar vivo e brilhante.. esse meu olhar...
pele quente e úmida, dispensa comentários...
unhas quebradiças, cabelo seco, quebradiço(achei que fosse a falta de salão) e encaracolado,esse aí seu moço, sempre foi assim, tem jeito não.
28 outubro 2007
das coisas do mundo
porque as coisas feias do mundo vivem sempre lado a lado das belas.
Cenas do cotidiano, detalhes, o todo.
Isto tudo junto me faz continuar a caminhada, ávida sempre por mais.
Que sejam belas,
mesmo que somente na tela de cinema da minha retina,
dentro de mim.
Cenas do cotidiano, detalhes, o todo.
Isto tudo junto me faz continuar a caminhada, ávida sempre por mais.
Que sejam belas,
mesmo que somente na tela de cinema da minha retina,
dentro de mim.
24 outubro 2007
do outro lado da rua
Você gasta mais da metade da sua vida sentada numa cadeira,
vai subindo lentamente os degraus da academia.
Prestes a terminar mais uma etapa, em meio a sua revisão bibliográfica, gasta todo o seu dia, enfurnada, fazendo leituras, queimando o que resta de seus neurônios tentando organizar e comprovar sua hipótese.
A campanhia toca... interrompendo este momento tão sublime, quase um êxtase intelectual ...e você educadamente, até com uma certa dose de bom humor vai atender o portão quando é saudado pela sua vizinha que lhe olha com uma expressão até angeligal e lhe pergunta:
- Tá folgada hoje fia?!?
- Ahmm.. bem eu.. hummf.
E o pouco do bom humor vai pela sarjeta lavado pela chuva.
Fico incrível.
Vai ver eu precisava mesmo era arrumar um trabalho direito, daqueles que bate o cartão as 08:00 e às 17:55.
vai subindo lentamente os degraus da academia.
Prestes a terminar mais uma etapa, em meio a sua revisão bibliográfica, gasta todo o seu dia, enfurnada, fazendo leituras, queimando o que resta de seus neurônios tentando organizar e comprovar sua hipótese.
A campanhia toca... interrompendo este momento tão sublime, quase um êxtase intelectual ...e você educadamente, até com uma certa dose de bom humor vai atender o portão quando é saudado pela sua vizinha que lhe olha com uma expressão até angeligal e lhe pergunta:
- Tá folgada hoje fia?!?
- Ahmm.. bem eu.. hummf.
E o pouco do bom humor vai pela sarjeta lavado pela chuva.
Fico incrível.
Vai ver eu precisava mesmo era arrumar um trabalho direito, daqueles que bate o cartão as 08:00 e às 17:55.
viagens no tempo
porque estou recém chegada de uma viagem no tempo
e depois a memória do meu futuro bate um pouco os pés querendo atenção
e o meu presente é todo dela
e depois a memória do meu futuro bate um pouco os pés querendo atenção
e o meu presente é todo dela
22 outubro 2007
a música que vai e que volta por linhas tortas
abre os teus armários
eu estou a te esperar..
essa música sempre vêm e volta na minha vida,
em intervalos pacíficos e distintos.
mas fala de um canto não mais solitário,
de uma espera que gira em linhas, tortas sim,
mas que sempre se encontram no final.
não sei se é o piano, se é o canto, se é a espera.
eu apenas sei que o meu armário tem espaço pra uma nova mala.
e estou esperando o canto, os braços castos, o sorriso.
e assim.. esperando canto esta canção, por ele que me encanta.
por marcelo camelo, na voz de Maria Rita e Cia.
Casa pré-fabricada
eu estou a te esperar..
essa música sempre vêm e volta na minha vida,
em intervalos pacíficos e distintos.
mas fala de um canto não mais solitário,
de uma espera que gira em linhas, tortas sim,
mas que sempre se encontram no final.
não sei se é o piano, se é o canto, se é a espera.
eu apenas sei que o meu armário tem espaço pra uma nova mala.
e estou esperando o canto, os braços castos, o sorriso.
e assim.. esperando canto esta canção, por ele que me encanta.
por marcelo camelo, na voz de Maria Rita e Cia.
Casa pré-fabricada
o barulho que silencia
porque o silêncio às vezes deve ser preenchido
estou muito cansada pra dizer alguma coisa neste momento.
então tem o barulho do teclar, o barulho da tv, dos cachorros que ladram sem motivo na rua, e o vento que passeia pela minha janela.
nem tudo tem que ter serventia, sempre.
mas alguma hora na vida
estou muito cansada pra dizer alguma coisa neste momento.
então tem o barulho do teclar, o barulho da tv, dos cachorros que ladram sem motivo na rua, e o vento que passeia pela minha janela.
nem tudo tem que ter serventia, sempre.
mas alguma hora na vida
wake me up before you go, go
para alegrar um pouco o dia, direto do fundo do baú da nossa infância...
18 outubro 2007
17 outubro 2007
a colméia

Vejam bem,
meus amigos desesperados, colegas suicídas, desesperançosos, perdidos, ovelhas negras, brancas, rosas e verdes, escutem, leiam bem esta Zirila que com sua vil filosofia, à terra traz luz. (ho ho ho, escute uma risada daquelas de filme de mistério, ou será de horror)..
que por esses caminhos tortuosos, seguimos sempre avante, mesmo que rastejantes, até sair do buraco. E no caminho se descobre que pode haver mais de uma saída, todas bem iluminadas em cor neon, e com uma placa indicativa "saída", é só seguir.
Seguir sempre avante.
16 outubro 2007
porque no meio de tudo isso, não sei botar um título pra inaugurar o início deste post
já que não sei o começo das coisas, sobretudo quando tenho em mãos tantas partes
começo por elas!... as partes, escolhidas uma a uma, aleatóriamente de acordo com a urgência diagnosticada pelo meu próprio julgamento, duvidoso
mas isso pode então ser um começo
e
depois, então posso mudar tudo de novo e se precisar, posso recomeçar.
começar.
ou terminar! será?
acho que não, não sou boa em começos, muito menos em finais.
***
(este pedaço de post está não muito redondo para o gosto, mas preciso ir apressadamente às outras partes, segmentárias da minha vida e afinal de contas de redondo já basta o mundo, que nem é tão assim)
começo por elas!... as partes, escolhidas uma a uma, aleatóriamente de acordo com a urgência diagnosticada pelo meu próprio julgamento, duvidoso
mas isso pode então ser um começo
e
depois, então posso mudar tudo de novo e se precisar, posso recomeçar.
começar.
ou terminar! será?
acho que não, não sou boa em começos, muito menos em finais.
***
(este pedaço de post está não muito redondo para o gosto, mas preciso ir apressadamente às outras partes, segmentárias da minha vida e afinal de contas de redondo já basta o mundo, que nem é tão assim)
15 outubro 2007
minha viagem pelo tempo: futuro, presente, passado.. tempo.
Hoje, nesta manhã de horário de verão fiz algumas viagens por alguns fusos, pelo tempo.
Fui até Hyderabad, na Índia, viajei pelo tempo visitei a casa de alguns amigos, visitei minha futura viagem, meu antigo laboratório, falei com meu antigo chefe. Fui também ao futuro, o meu. Fui até a Costa Rica, até Belém, fui até meu possível futuro trabalho, futura família (família?!?!?!?), futuros. Um futuro cheio de dobraduras e possibilidades.
Fiz viagens pelo meu jardim, plantei um cactus novo, uma mudinha.
Pensei em algumas das tarefas do passado ainda não cumpridas, e cumpri algumas tarefas de um presente há muito planejadas. Tirei o lixo.
Descobri que existem pessoas boas, ainda. E estas estão no meu caminho.
Planejei um curso novo, que vai calhar como uma luva, que não seja de cera.
Mas aí tem as horas, que passam desapercebidas, e o tempo que insiste em seguir sem olhar pra trás, em uma viagem sem volta.
E eu fico tentando despistar o tempo, contando o tempo e sobre o tempo que passou e que vai passar.
Fui até Hyderabad, na Índia, viajei pelo tempo visitei a casa de alguns amigos, visitei minha futura viagem, meu antigo laboratório, falei com meu antigo chefe. Fui também ao futuro, o meu. Fui até a Costa Rica, até Belém, fui até meu possível futuro trabalho, futura família (família?!?!?!?), futuros. Um futuro cheio de dobraduras e possibilidades.
Fiz viagens pelo meu jardim, plantei um cactus novo, uma mudinha.
Pensei em algumas das tarefas do passado ainda não cumpridas, e cumpri algumas tarefas de um presente há muito planejadas. Tirei o lixo.
Descobri que existem pessoas boas, ainda. E estas estão no meu caminho.
Planejei um curso novo, que vai calhar como uma luva, que não seja de cera.
Mas aí tem as horas, que passam desapercebidas, e o tempo que insiste em seguir sem olhar pra trás, em uma viagem sem volta.
E eu fico tentando despistar o tempo, contando o tempo e sobre o tempo que passou e que vai passar.
12 outubro 2007
11 outubro 2007
as flores do meu jardim
Hoje fazia um ano que havia recebido as primeiras flores,
aquelas do dia 11 de outubro de 2006..
Mas a presença, sonhos e lembranças
nunca estiveram tão vivas como naquela tarde,
onde tanto pensou-se, onde tanto sonhou-se,
.. e a saudade tão grande
estava muito próxima da extinção.
e o amor,
aquele que havia começado a 5 anos atrás,
tão sorrateiro, tão cheio de detalhes,
tão bem cuidado, acarinhado, amadurecido,
nunca esteve tão perto da eternização.
Que dure enquanto seja eterno,
e que seja eterno enquanto existam,
enquanto sejam, dois, um.
09 outubro 2007
alguns novos velhos fatos sobre a minha vidinha ordinária nestas últimas semanas.
O trabalho continua tomando toda a minha existência criativa e temporal destes dias, que correm lepto-fagueiros como o sangue que volta a correr vivazmente em minhas veias. Rezo para todos os santos, amém!
Depois de uma crise de greve das minhas hemoglobinas e hormônios tireóidianos, parece que a super alimentação e super vitaminas ativar ( forma de um balde de gêlo!!!), começam a surtir algum efeito nos ânimos desta pessoa que vos fala.
Tome ferro, tome ferro, na vida, nas veias, ferro para enfrentar o mundo e para escrever a dissertação. Que apesar do mundo, de tudo e por incrível que pareça .. vai muito bem, obrigada!
Meu auto-boicote, apesar de tentar minar todas as minhas facetas, sim sou multi-facetada, desiste no meio do caminho.
Geralmente nos momentos em que o sangue resolve correr novamente pelas veias. Viva o Combiron.
No meu dia de ontem, na minha auto e super crítica avaliação comigo mesma, passei de pessoa inútil, burra, oca, na minha auto-concepção no que permeia possibilidades e ações futuras, o que vou ser quando crescer(?), dúvidas, futuro, reprodução social pessoal, para motivo de orgulho demonstrado em vias públicas por minha professorinha, chefe, estrelinha estellar da minha vida. Passei de candidata à entrevista por telefone frustrada para trabalhar em ong internacional, para uma feliz mestranda em fase de plena finalização de dissertação, e veja que segundo olhos experientes, meu trabalho se mostra muito consistente. CONSISTENTE!!!
Acho que nunca vi com tão bons olhos esta palavra!
E percebi que apesar desse sufocado caótico mês de outubro (faço ressalvas de que faltam por volta de dois meses para o Natal, já ouço os sininhos e o jingle bel se aquecendo na esquina) parece que finalmente todo o esforço e trabalho se mostram em resultados consistentes.. ou melhor.. parece que finalmente as coisas se movem, evoluem.
e assim.. fico com uma falsa sensação, mesmo que por alguns dias, de que estou dando conta da minha vida. E que as coisas, a vida, as tarefas começam a ficar sob controle.. ho ho ho
E depois? e depois? ansiedades naturais de uma mestranda em fase final de dissertação...
Depois de uma crise de greve das minhas hemoglobinas e hormônios tireóidianos, parece que a super alimentação e super vitaminas ativar ( forma de um balde de gêlo!!!), começam a surtir algum efeito nos ânimos desta pessoa que vos fala.
Tome ferro, tome ferro, na vida, nas veias, ferro para enfrentar o mundo e para escrever a dissertação. Que apesar do mundo, de tudo e por incrível que pareça .. vai muito bem, obrigada!
Meu auto-boicote, apesar de tentar minar todas as minhas facetas, sim sou multi-facetada, desiste no meio do caminho.
Geralmente nos momentos em que o sangue resolve correr novamente pelas veias. Viva o Combiron.
No meu dia de ontem, na minha auto e super crítica avaliação comigo mesma, passei de pessoa inútil, burra, oca, na minha auto-concepção no que permeia possibilidades e ações futuras, o que vou ser quando crescer(?), dúvidas, futuro, reprodução social pessoal, para motivo de orgulho demonstrado em vias públicas por minha professorinha, chefe, estrelinha estellar da minha vida. Passei de candidata à entrevista por telefone frustrada para trabalhar em ong internacional, para uma feliz mestranda em fase de plena finalização de dissertação, e veja que segundo olhos experientes, meu trabalho se mostra muito consistente. CONSISTENTE!!!
Acho que nunca vi com tão bons olhos esta palavra!
E percebi que apesar desse sufocado caótico mês de outubro (faço ressalvas de que faltam por volta de dois meses para o Natal, já ouço os sininhos e o jingle bel se aquecendo na esquina) parece que finalmente todo o esforço e trabalho se mostram em resultados consistentes.. ou melhor.. parece que finalmente as coisas se movem, evoluem.
e assim.. fico com uma falsa sensação, mesmo que por alguns dias, de que estou dando conta da minha vida. E que as coisas, a vida, as tarefas começam a ficar sob controle.. ho ho ho
E depois? e depois? ansiedades naturais de uma mestranda em fase final de dissertação...
25 setembro 2007
tempo tempo tempo vai vai vai
Quer saber... o mundo que espere.
Vou andando nessa trilha com vigor, mas não atropelada..
porque de atropelada já bastam os cachos na cachola.
Passo o bastão da responsabilidade de ter que se dar todas as respostas e rumos para o mundo. Se eu conseguir sobreviver essa semana já será uma grande vitória, que seja em ritmo de bolero, tapo meus ouvidos aos technos acelerados e ansiosos. Ao menos essa semana.
Vou andando nessa trilha com vigor, mas não atropelada..
porque de atropelada já bastam os cachos na cachola.
Passo o bastão da responsabilidade de ter que se dar todas as respostas e rumos para o mundo. Se eu conseguir sobreviver essa semana já será uma grande vitória, que seja em ritmo de bolero, tapo meus ouvidos aos technos acelerados e ansiosos. Ao menos essa semana.
24 setembro 2007
resiliência
o mundo, em todas as suas nuances, digo mais e vou além, através de todos os prismas, decidiu que quer todas as respostas e soluções essa semana.
se sobreviver até domingo ficarei feliz da vida, nesta minha vida.
então é isso.
...pontos infindos de reticências...
o mais interessante é saber que tudo pode piorar, demandas sempre surgem emtodotempootempotodo, ainda mais comigo, que ainda não tenho uma auxiliar, muito menos irmã gêmea, nem sósia, nem molecular, nem.. nem... (ensaiando uma cara de choro)
não tô dando conta de mim.
porém, persisto.
que é a única coisa que me cabe. que me resta. que sou.
engraçada, charmosa, porém e sobretudo
resiliente. Ah sim.. sou.
se sobreviver até domingo ficarei feliz da vida, nesta minha vida.
então é isso.
...pontos infindos de reticências...
o mais interessante é saber que tudo pode piorar, demandas sempre surgem emtodotempootempotodo, ainda mais comigo, que ainda não tenho uma auxiliar, muito menos irmã gêmea, nem sósia, nem molecular, nem.. nem... (ensaiando uma cara de choro)
não tô dando conta de mim.
porém, persisto.
que é a única coisa que me cabe. que me resta. que sou.
engraçada, charmosa, porém e sobretudo
resiliente. Ah sim.. sou.
23 setembro 2007
inseguridade
E tomaram a minha magrelinha, assim de um dia para o outro, sem pedir nenhuma licença. Companheira de todo o dia, desde tanto tempo, a minha única de toda uma vida.
Mas como todos nós, infelizmente sem exceção, estamos vulneráveis, somos todos vulneráveis ao olhar do outro.
Sujeitos à inseguridade da invasão do local onde teríamos por direito, chamar seguro, nosso. O local onde repousamos nossas cabeças, todos os dias.
Então temos que em nossa realidade bater os ombros e sorrindo amarelo agradecer por ter sido apenas algo tirado.. e não alguém tirado.
E assim vão se passando os dias, e assim vamos vivendo.
E o que podemos fazer?
Podemos colocar grades nas janelas, sistemas de segurança, e rezar para os santos, deuses, orixás para que passemos ilesos mais uma semana. Oxalá!
Mas ligue não que qualquer hora lhe saudarei pelas ciclovias novas em folha do meu bairro, e darei licença para sua passagem!
Mas como todos nós, infelizmente sem exceção, estamos vulneráveis, somos todos vulneráveis ao olhar do outro.
Sujeitos à inseguridade da invasão do local onde teríamos por direito, chamar seguro, nosso. O local onde repousamos nossas cabeças, todos os dias.
Então temos que em nossa realidade bater os ombros e sorrindo amarelo agradecer por ter sido apenas algo tirado.. e não alguém tirado.
E assim vão se passando os dias, e assim vamos vivendo.
E o que podemos fazer?
Podemos colocar grades nas janelas, sistemas de segurança, e rezar para os santos, deuses, orixás para que passemos ilesos mais uma semana. Oxalá!
Mas ligue não que qualquer hora lhe saudarei pelas ciclovias novas em folha do meu bairro, e darei licença para sua passagem!
21 setembro 2007
atropelo
Desde que soube que você viria, tenho andado ansiosa pra chocalhos,
correndo muito, toda abarrotada de coisa sem fim, quase não dando conta da minha vida. Sua por extensão.
Fico pensando em você e quando esta saudade que assola meus olhos furta meus pensamentos, busco qualquer coisa que me remeta à sua figura, a sua lembrança. Você.
Fico toda fagueira, desgrenhada. Boto regra e ritmo. Faço passar os dias, que são corridos e tortuosos, na sua espera, agora nem mais tão eterna nem longa.
Preencho o buraco que é do tamanho exato da sua pessoa na minha vida como todo esse furor pertinente do trabalho exagerado, que não me dá sossego. A vida em seu ritmo de veraneio, nada a passeio em horário de verão.
Nesta velocidade milimetrada, contada de fio a pavio, fico olhando pela janela a te esperar. Esperar.
Esperar você chegar.
E aí.. humm..
correndo muito, toda abarrotada de coisa sem fim, quase não dando conta da minha vida. Sua por extensão.
Fico pensando em você e quando esta saudade que assola meus olhos furta meus pensamentos, busco qualquer coisa que me remeta à sua figura, a sua lembrança. Você.
Fico toda fagueira, desgrenhada. Boto regra e ritmo. Faço passar os dias, que são corridos e tortuosos, na sua espera, agora nem mais tão eterna nem longa.
Preencho o buraco que é do tamanho exato da sua pessoa na minha vida como todo esse furor pertinente do trabalho exagerado, que não me dá sossego. A vida em seu ritmo de veraneio, nada a passeio em horário de verão.
Nesta velocidade milimetrada, contada de fio a pavio, fico olhando pela janela a te esperar. Esperar.
Esperar você chegar.
E aí.. humm..
19 setembro 2007
dos desenhos ainda não começados
tem tanto desenho ainda a ser feito.
dê-me o papel, seu moço,
porque os dedos estão coçando
quero tudo: grafite, pastel, aquarela, carvão
e assim nada mais será preciso
tudo será.
tenho dito.
dê-me o papel, seu moço,
porque os dedos estão coçando
quero tudo: grafite, pastel, aquarela, carvão
e assim nada mais será preciso
tudo será.
tenho dito.
18 setembro 2007
verde-água
Tinha já a data marcada e o dia na folhinha
cuidadosamente circulado em cor azul,
assim como a cor dos olhos. Dele.
O mesmo azul que misturado com os verdes dos olhos dela
ficavam assim como a cor do oceano, que separava ela dele, ele dela.
Então, só se pensava no outro lado do oceano
e no que os ventos de lá traziam e a brisa do mar..
Ah, a brisa do mar...
cuidadosamente circulado em cor azul,
assim como a cor dos olhos. Dele.
O mesmo azul que misturado com os verdes dos olhos dela
ficavam assim como a cor do oceano, que separava ela dele, ele dela.
Então, só se pensava no outro lado do oceano
e no que os ventos de lá traziam e a brisa do mar..
Ah, a brisa do mar...
peixes para fora do aquário
e naqueles dias tudo o que fazia era limpar,
deletar arrumar, organizar, listar, catalogar.
acho que a era de virgem tinha finalmente chegado à sua vida.
a necessidade de botar ordem e guardar
o necessário era uma idéia fixa em sua mente.
e que ficasse e se instalasse, enquanto quisesse.. essa neurose nunca antes vivenciada era muito bem-vinda.
queria uma faxina naquele aquário, porque os peixes fizeram muita bagunça durante toda sua vida, na sua vida.
deletar arrumar, organizar, listar, catalogar.
acho que a era de virgem tinha finalmente chegado à sua vida.
a necessidade de botar ordem e guardar
o necessário era uma idéia fixa em sua mente.
e que ficasse e se instalasse, enquanto quisesse.. essa neurose nunca antes vivenciada era muito bem-vinda.
queria uma faxina naquele aquário, porque os peixes fizeram muita bagunça durante toda sua vida, na sua vida.
12 setembro 2007
that I wanna fall from the stars straight into your arms
hic hic hic
porque hoje subi uns quarenta e sete lances de escada
vi a ilha fiscal linda e iluminada sob a luz da lua
comi empada e ouvi minha canção favorita na lapa
aceitei meu período
comprei uma barra de suflair e comi todinha
vi uma jangada saindo pro mar
encontrei um capixaba amigo de um amigo meu
quase arrebentei a sapucaia
tirei a foto mais linda do mundo dos arcos
dancei pela cinelândia
estou ouvindo simply red
hoje soube que metade de mim está com passagem marcada pra guarulhos
hic hic hic
e hoje.. ainda hoje
quero os mais belos sonhos
porque afinal de contas
o rio de janeiro e niterói continuam lindos
hic
porque hoje subi uns quarenta e sete lances de escada
vi a ilha fiscal linda e iluminada sob a luz da lua
comi empada e ouvi minha canção favorita na lapa
aceitei meu período
comprei uma barra de suflair e comi todinha
vi uma jangada saindo pro mar
encontrei um capixaba amigo de um amigo meu
quase arrebentei a sapucaia
tirei a foto mais linda do mundo dos arcos
dancei pela cinelândia
estou ouvindo simply red
hoje soube que metade de mim está com passagem marcada pra guarulhos
hic hic hic
e hoje.. ainda hoje
quero os mais belos sonhos
porque afinal de contas
o rio de janeiro e niterói continuam lindos
hic
09 setembro 2007
09 de Setembro
E aos virginianos de plantão um brinde..
À minha virginiana favorita muitos brindes e sorrisos.
Eu como uma boa aquariana rebelde, apesar de tão caracterizada de corpo e alma, tenho não sei bem onde, mas tenho meu ascendente aí.
Um dia quem sabe encontro e me torno gente..uma gente mais perefccionista, mais certinha, mais ordeira, menos caótica, mais mais.. mais..
bem.. o que quero falar é que hoje é o dia dela.
A mulher que me trouxe à vida, a mulher que me guiou nos primeiros passos, ela que fazia cachinhos nos meus cabelos.
A miss da minha cidade, a mulher que sempre me convida para ver coisa ou outra na tv, que conta e conta histórias e causos como ninguém.
A mulher exemplo, a mulher-mãe heróica.
Ela ser divino, diva da minha vida.
À minha virginiana favorita muitos brindes e sorrisos.
Eu como uma boa aquariana rebelde, apesar de tão caracterizada de corpo e alma, tenho não sei bem onde, mas tenho meu ascendente aí.
Um dia quem sabe encontro e me torno gente..uma gente mais perefccionista, mais certinha, mais ordeira, menos caótica, mais mais.. mais..
bem.. o que quero falar é que hoje é o dia dela.
A mulher que me trouxe à vida, a mulher que me guiou nos primeiros passos, ela que fazia cachinhos nos meus cabelos.
A miss da minha cidade, a mulher que sempre me convida para ver coisa ou outra na tv, que conta e conta histórias e causos como ninguém.
A mulher exemplo, a mulher-mãe heróica.
Ela ser divino, diva da minha vida.
30 agosto 2007
uma confissão de uma tarde de Agosto
Nesse compasso descompassado pela ansiedade, não há nutricionista que controle, não há dieta que limite, não há necessidade que freie.
A insaciabilidade do ser humano toma conta da imaginação e aliada à geladeira e ao fogão torna o emagrecimento uma maldição.
(maldita rima)
Confesso, confesso. Comi agora a tarde um baldinho generoso de pipoca, seguido de um potinho de morangos, com uma leve pitada de açúcar branco por cima, apenas pelo simples prazer deste veneno. O uso indevido de diminutivos não é mera coincidência.
Mesmo me sentindo cheia por dentro, não tiro do pensamento o chocolate de um futuro bem próximo.
Eu sei que tenho uma dissertação pra finalizar, tenho uns muitos quilos pra emagrecer e em um futuro próximo momentos de vácuo profissional, eu sei.. eu sei..
sei tb que a minha vida amorosa tá mais parada que trânsito na hora do rush, sei que existem muitas léguas de oceano pra transpor, sei que tenho muito o que fazer, muito, uma pia pra lavar, um cabelo pra cortar, o mundo pra girar.
será que tenho alguma justificativa no mínimo justa, que justifique essa tarde mais insossa regada à sal e açúcar?
obs1. Não estou cabendo em mim.
obs2. Estou com vergonha de publicar esse post.
A insaciabilidade do ser humano toma conta da imaginação e aliada à geladeira e ao fogão torna o emagrecimento uma maldição.
(maldita rima)
Confesso, confesso. Comi agora a tarde um baldinho generoso de pipoca, seguido de um potinho de morangos, com uma leve pitada de açúcar branco por cima, apenas pelo simples prazer deste veneno. O uso indevido de diminutivos não é mera coincidência.
Mesmo me sentindo cheia por dentro, não tiro do pensamento o chocolate de um futuro bem próximo.
Eu sei que tenho uma dissertação pra finalizar, tenho uns muitos quilos pra emagrecer e em um futuro próximo momentos de vácuo profissional, eu sei.. eu sei..
sei tb que a minha vida amorosa tá mais parada que trânsito na hora do rush, sei que existem muitas léguas de oceano pra transpor, sei que tenho muito o que fazer, muito, uma pia pra lavar, um cabelo pra cortar, o mundo pra girar.
será que tenho alguma justificativa no mínimo justa, que justifique essa tarde mais insossa regada à sal e açúcar?
obs1. Não estou cabendo em mim.
obs2. Estou com vergonha de publicar esse post.
27 agosto 2007
musiquinha boa pra acordar o dia
mas daí deixei outras melodias cantarem no meu chuveiro matinal.
Bitch - Meredith Brooks
Bitch - Meredith Brooks
por estar meio musical
a roda de samba da noite de ontem não foi suficiente.
apesar de faltar um pouco mais de sangue negro em mim, admirando e sambalanceando imitei alguns passos tortos das belas mulatas que davam um show à parte.
a voz negra de peruca loura preenchia o salão e os vasos sangüíneos fazendo o coração pulsar em um só ritmo, assim meio de samba.
apesar de faltar um pouco mais de sangue negro em mim, admirando e sambalanceando imitei alguns passos tortos das belas mulatas que davam um show à parte.
a voz negra de peruca loura preenchia o salão e os vasos sangüíneos fazendo o coração pulsar em um só ritmo, assim meio de samba.
23 agosto 2007
pic pic pic.. feliz bloversário?
É meu caros,
um ano de zirilices soltos pelos cabos, satélites, ares.
Virtualidades minhas, nossas, por aí. Não sei exatamente por onde.
Talvez em uma realidade paralela tão presente na vida de todos nós.
Cabos, conexões, transmissões.
Um ano de blog da Zirila.
Blog?
pois é..
As cartas tão minhas e tão antigas estão meio encaixotadas, a caneta parcialmente utilizada, escuta-se apenas o barulho das teclas tecladas.
Novo tempo, velhas idéias, mesmo ser humano.
Será?!
Bem.. teremos mais alguns anos aí para compartilhar, os pensamentos, cenas cotidianas, bobagens, seriedades.
Continuemos agora, então na labuta, que é muita e o tempo que corre mais rápido do que o relógio.
e o blog ficou sem bolo de aniversário, sem comemorações, mas sempre a lembrança singela de que um ano já se passou. Que venham os próximos!
Que venham... descobriremos juntos. Eu vc , vc e eu.
um ano de zirilices soltos pelos cabos, satélites, ares.
Virtualidades minhas, nossas, por aí. Não sei exatamente por onde.
Talvez em uma realidade paralela tão presente na vida de todos nós.
Cabos, conexões, transmissões.
Um ano de blog da Zirila.
Blog?
pois é..
As cartas tão minhas e tão antigas estão meio encaixotadas, a caneta parcialmente utilizada, escuta-se apenas o barulho das teclas tecladas.
Novo tempo, velhas idéias, mesmo ser humano.
Será?!
Bem.. teremos mais alguns anos aí para compartilhar, os pensamentos, cenas cotidianas, bobagens, seriedades.
Continuemos agora, então na labuta, que é muita e o tempo que corre mais rápido do que o relógio.
e o blog ficou sem bolo de aniversário, sem comemorações, mas sempre a lembrança singela de que um ano já se passou. Que venham os próximos!
Que venham... descobriremos juntos. Eu vc , vc e eu.
19 agosto 2007
18 agosto 2007
o pingo pingante que pinga pinga inga inga
Precisa-se de alguém que conserte torneiras de pia.
Alguém que saiba dar nó em pingo d'água.
Quero calar a solista que canta em opereta na cozinha ao lado.
Alguém que saiba dar nó em pingo d'água.
Quero calar a solista que canta em opereta na cozinha ao lado.
retalhos de uma tarde
De súbito não teve mais vontade de continuar mantendo alguns dos antigos vícios que lhe eram tão habituais. colheu algumas amoras do pé que tinha em sua casa pra fazer geléia. relembrou alguns amores saudosos que marcaram seu passado com gosto de pic nic em tarde de feriado ensolarado.
Sua garganta raspava um pouco, o corpo pedia arrego.
Tomou seu habitual vespertinos leite com café e pão com margarina.
Era um dia ensolarado, beirando a perfeição pertinente às tardes de sábado.
O barulho da torneira da pia pingando, lembrava do conserto que ela precisava realizar. Mas ela não sabia de torneiras, não entendia muito bem das ferramentas.
Ela entendia de outras tantas coisas e de tão poucas coisas.
Naquela semana sonhara alguns sonhos significativos, e naquele dia continuava a sonhar, sonhos, tantos, de sua vida, do mundo todo, ...deles.
Sua garganta raspava um pouco, o corpo pedia arrego.
Tomou seu habitual vespertinos leite com café e pão com margarina.
Era um dia ensolarado, beirando a perfeição pertinente às tardes de sábado.
O barulho da torneira da pia pingando, lembrava do conserto que ela precisava realizar. Mas ela não sabia de torneiras, não entendia muito bem das ferramentas.
Ela entendia de outras tantas coisas e de tão poucas coisas.
Naquela semana sonhara alguns sonhos significativos, e naquele dia continuava a sonhar, sonhos, tantos, de sua vida, do mundo todo, ...deles.
16 agosto 2007
flores na janela
15 agosto 2007
e o tempo não dá pausa, não descansa, nem tira soneca.
a quarta-feira acabara de nascer, mas o corpo ainda pede o domingo que foi retrasado.
é o mês , digo século do acúmulo, falta o sono, que fica ali no quarto à espera,
têm-se o muito trabalho que fica no outro cômodo empilhado, espalhado pelas superfícies planas. Têm-se o mundo que gira gira e me deixa tonta.
a quarta-feira acabara de nascer, mas o corpo ainda pede o domingo que foi retrasado.
é o mês , digo século do acúmulo, falta o sono, que fica ali no quarto à espera,
têm-se o muito trabalho que fica no outro cômodo empilhado, espalhado pelas superfícies planas. Têm-se o mundo que gira gira e me deixa tonta.
12 agosto 2007
oco
Estava em pausa, uma pausa vazia e oca.
Não queria colocar nada naquele minuto,
transformados em minutos longos e ininterruptos.
Queria apenas se esvaziar e se refazer, modelar uma nova estrutura.
Mas isso era apenas vontade, ganas de reconstruir.
Verbo em que era especialista.
Resiliente, forte.
Permanecia como que em transe psicodélico.
Adormecida, constante.
E via de que nada adiantava, era apenas o esforço de mais um domingo matutino silencioso de auto-observação e sua vida cheia lhe esperando.
Não queria colocar nada naquele minuto,
transformados em minutos longos e ininterruptos.
Queria apenas se esvaziar e se refazer, modelar uma nova estrutura.
Mas isso era apenas vontade, ganas de reconstruir.
Verbo em que era especialista.
Resiliente, forte.
Permanecia como que em transe psicodélico.
Adormecida, constante.
E via de que nada adiantava, era apenas o esforço de mais um domingo matutino silencioso de auto-observação e sua vida cheia lhe esperando.
11 agosto 2007
da aula de inglês
- Tell me, what do you like to on your free time?
- Wachting movies and SEX.
- Fair enough...
- Wachting movies and SEX.
- Fair enough...
10 agosto 2007
aborto
e daí alguns pequenos versos meus foram interditados de nascer.
pois não vale a pena.
e não é uma pena.
pois não vale a pena.
e não é uma pena.
09 agosto 2007
deste mês
Sinceramente, não gosto muito deste mês de agosto.
Prefiro muito mais setembro.
e aí que o baixadão me aguarde, porque vou botar pra deletar.
Prefiro muito mais setembro.
e aí que o baixadão me aguarde, porque vou botar pra deletar.
do meu treino de handball
Aconteceu uma luxação dos nervos, sim digo nervos, porque não sei direito o quê. Apenas sei que o meu pé resolveu ficar inchado, dolorido e agora eu manco. Amanhã vou visitar a cúpula da ordem médica e quem sabe descubro o que foi que passou. Já sei de antemão que alguns anti-inflamatórios e analgésicos serão ministrados, eita vasta sabedoria das dores dos pés virados de mal jeito.
31 julho 2007
uma outra xícara de café
Era uma casa simples, em uma vizinhança que remetia à sua infância.
As plantas nos vasos estavam bem cuidadas, verdes, vivas, belas. O varal ocupado por roupas seqüencialmente estendidas lado a lado. Ficou impressionada pela ordem das cores e quadros tão belos na parede. Tudo em harmonia. A letra no bilhete da geladeira, redonda lembrava do compromisso da quinta-feira. Gostavam ambos da arte e da língua francesa. Era uma manhã fria, o café ocupou a xícara e o centro da mesa durante a conversa matutina.
Anotou seu telefone, com a tal letra redonda, na agenda que ficava em cima da mesinha do canto da sala.
Fazia muito frio. O vento zunia pelas ruas, e o sol batia na janela.
As folhas acumuladas dançavam no corredor.
As plantas nos vasos estavam bem cuidadas, verdes, vivas, belas. O varal ocupado por roupas seqüencialmente estendidas lado a lado. Ficou impressionada pela ordem das cores e quadros tão belos na parede. Tudo em harmonia. A letra no bilhete da geladeira, redonda lembrava do compromisso da quinta-feira. Gostavam ambos da arte e da língua francesa. Era uma manhã fria, o café ocupou a xícara e o centro da mesa durante a conversa matutina.
Anotou seu telefone, com a tal letra redonda, na agenda que ficava em cima da mesinha do canto da sala.
Fazia muito frio. O vento zunia pelas ruas, e o sol batia na janela.
As folhas acumuladas dançavam no corredor.
29 julho 2007
da segunda e última xícara de café do dia
Fez sua xícara de café, colocou sua bota e seu casaco pretos.
Muniu-se do melhor espírito festeiro e foi ao encontro dos amigos no lugar tão conhecido. Sentia-se tão em casa.
Queria celebrar, dançar e festar, despretenciosamente como há muito não fazia e ver o dia clarear, o sol nascer, e brindar.
Brindar as coisas simples.
Muniu-se do melhor espírito festeiro e foi ao encontro dos amigos no lugar tão conhecido. Sentia-se tão em casa.
Queria celebrar, dançar e festar, despretenciosamente como há muito não fazia e ver o dia clarear, o sol nascer, e brindar.
Brindar as coisas simples.
25 julho 2007
as personagens do meu dia
pessoas que vem e vão,
amigos, conhecidos, passantes.
pessoas que ficam, que sempre estão.
pessoas que são esquecidas e outras que são lembradas.
mas têm aquelas que são lembradas com alegria
e aquelas que são empurradas no vão mais longe para o esquecimento.
tem umas pessoas que chamam a atenção
e daí eu fico imaginando quem seriam elas,
do que gostam de comer, o que elas estariam fazendo agora?
tem outras que passam desapercebidas, perdidas no meio do tumulto do dia a dia, pessoas cinzas, pessoas que estão fora do foco, do meu foco.
elas ficam todas lá no fundo da cena, inexpressivas, e esquecidas pela minha indagação.
e eu sou mais uma pessoa.
seria eu uma das que são lembradas ou uma fora de foco?
posso ser os dois, depende do foco de quem vê. se me vêem.
eu vejo.
às vezes quero ser vista, às vezes quero ser invisível.
hoje eu vi uma pessoa que não me viu. mas eu a vi. e vi, sempre tenho visto essa pessoa ultimamente.
hoje também vi uma pessoa que vi uma outra vez na rodoviária da cidade de São Paulo.
pense... bem, nesta probabilidade.
hoje eu fui vista e vi outros tão queridos que há tanto não via. e vi também alguém que não sei se verei de novo.
mas não vi as pessoas que vejo todo dia.
bobagens minhas, pensamentos meus.
amigos, conhecidos, passantes.
pessoas que ficam, que sempre estão.
pessoas que são esquecidas e outras que são lembradas.
mas têm aquelas que são lembradas com alegria
e aquelas que são empurradas no vão mais longe para o esquecimento.
tem umas pessoas que chamam a atenção
e daí eu fico imaginando quem seriam elas,
do que gostam de comer, o que elas estariam fazendo agora?
tem outras que passam desapercebidas, perdidas no meio do tumulto do dia a dia, pessoas cinzas, pessoas que estão fora do foco, do meu foco.
elas ficam todas lá no fundo da cena, inexpressivas, e esquecidas pela minha indagação.
e eu sou mais uma pessoa.
seria eu uma das que são lembradas ou uma fora de foco?
posso ser os dois, depende do foco de quem vê. se me vêem.
eu vejo.
às vezes quero ser vista, às vezes quero ser invisível.
hoje eu vi uma pessoa que não me viu. mas eu a vi. e vi, sempre tenho visto essa pessoa ultimamente.
hoje também vi uma pessoa que vi uma outra vez na rodoviária da cidade de São Paulo.
pense... bem, nesta probabilidade.
hoje eu fui vista e vi outros tão queridos que há tanto não via. e vi também alguém que não sei se verei de novo.
mas não vi as pessoas que vejo todo dia.
bobagens minhas, pensamentos meus.
23 julho 2007
18 julho 2007
dos olhos que viu
A moça contou sua história, contou desde quando era menina.
Os olhos ouvintes brilhantes ouviam.
A menina-moça contou seus segredos, mostrou seu avesso.
Ela não gostava muito de contar sobre os caminhos por onde passara.
Sempre tinha receio, medo da lembrança, do olhar daqueles que a escutavam.
Mas os olhos brilhante ouvintes viam que a moça ali era menina forte.
E ela amendrontada mais forte então se mostrava.
Assim fugia dos olhos brilhantes que ela fitavam.
Os olhos ouvintes brilhantes ouviam.
A menina-moça contou seus segredos, mostrou seu avesso.
Ela não gostava muito de contar sobre os caminhos por onde passara.
Sempre tinha receio, medo da lembrança, do olhar daqueles que a escutavam.
Mas os olhos brilhante ouvintes viam que a moça ali era menina forte.
E ela amendrontada mais forte então se mostrava.
Assim fugia dos olhos brilhantes que ela fitavam.
16 julho 2007
ainda do dia de hoje
a chuva era esperada,
lava o telhado, lava as folhas não tão mais verdes.
o suor ensaiado ritmado,
molha o corpo,
brilha os olhos verdes.
lava o telhado, lava as folhas não tão mais verdes.
o suor ensaiado ritmado,
molha o corpo,
brilha os olhos verdes.
12 julho 2007
12 de julho
hoje é o dia do engenheiro florestal
Ah tá.. nunca ouviu falar?
Não, nós não contruimos casa em árvores.
Não construimos móveis, não.
Prazer, sou uma desta espécie.
Ah tá.. nunca ouviu falar?
Não, nós não contruimos casa em árvores.
Não construimos móveis, não.
Prazer, sou uma desta espécie.
sul - nordeste
A noite estava fria, um frio do sul.
Mas ela tinha a boa companhia, companhia de um nordeste, que era já tão familiar e encantador a ela.
Mas ela tinha a boa companhia, companhia de um nordeste, que era já tão familiar e encantador a ela.
paçoca de sobremesa
e ela que era fissurada por paçocas, após pagar a conta do buteco, empunhada com exatos 50 centavos, perguntou pro moço do caixa.
-Quanto é a paçoca?
- 40 centavos
-Faz duas por cinquenta?
O moço com um sorriso largo de pronto fez a troca.
E ela saiu de mão cheia...
Ficava feliz com pequenas coisas, pequenos escambos, pequenas delícias, pequenos quadradinhos de paçocas.
-Quanto é a paçoca?
- 40 centavos
-Faz duas por cinquenta?
O moço com um sorriso largo de pronto fez a troca.
E ela saiu de mão cheia...
Ficava feliz com pequenas coisas, pequenos escambos, pequenas delícias, pequenos quadradinhos de paçocas.
09 julho 2007
das estações
Gostava do frio, mas com o passar do tempo começou a gostar mais do calor..
No fim gostava de todas as estações, apenas tinha preguiça de colocar tanta roupa.
No fim gostava de todas as estações, apenas tinha preguiça de colocar tanta roupa.
das conjunturas
mas.. o mundo é pequeno pra caramba e nos linkamos novamente.
é.. o mundo muda muito, fica rodando..rodando.. e a gente em cima dele..
daí a gente acaba ficando zonzo e muda um pouco ou muito também, junto com o mundo.
- As vezes dá vontade de pedir para ele parar um pouco...
mas ele nao para de girar não.. e não tem jeito
os leites derramam.. e vai passando.. os carros transitam.. e não param...
só param porque tem um farol..que obriga.. e a multa.. claro
a multa.. que chega.. se os transeuntes não obedecem
é.. o mundo muda muito, fica rodando..rodando.. e a gente em cima dele..
daí a gente acaba ficando zonzo e muda um pouco ou muito também, junto com o mundo.
- As vezes dá vontade de pedir para ele parar um pouco...
mas ele nao para de girar não.. e não tem jeito
os leites derramam.. e vai passando.. os carros transitam.. e não param...
só param porque tem um farol..que obriga.. e a multa.. claro
a multa.. que chega.. se os transeuntes não obedecem
Presente do amigo de sempre
e meu amigo de sempre, o homem upiano, esta semana me presenteou com uma dupla que preciso compartilhar com vocês.
Escutem a voz, que voz! Com vocês, com muita honra...
Tuck & Patti
Deliciem-se!!!
Escutem a voz, que voz! Com vocês, com muita honra...
Tuck & Patti
Deliciem-se!!!
08 julho 2007
Desta tormenta
O pesadelo acabou, estou finalmente acordada dele, ainda meio que em frangalhos, afinal a dor vivida mesmo que em sonho é penosa. Muito desgastada, muito cansada.
Na hora que pensei que não mais suportaria, quando estava desistindo, porque não tinha mais forças, não mais forças tinha, vagarosamente fui sendo acordada.
O peito está ainda todo esbugalhado. A respiração sôfrega.
Temerosa por alguma outra tormenta. Um pouco amedrontada.
Pouco aliviada porque, no fim, por hoje acordei do pesadelo, mas sei que alguma hora adormecerei de novo.
Mas este agora, este agorinha, consigo sorrir de novo e consigo ver o verde das folhas, sentir o sopro do vento.
Ansiosa para que bons sonhos venham, sonhos de calma, sonhos da alma.
Na hora que pensei que não mais suportaria, quando estava desistindo, porque não tinha mais forças, não mais forças tinha, vagarosamente fui sendo acordada.
O peito está ainda todo esbugalhado. A respiração sôfrega.
Temerosa por alguma outra tormenta. Um pouco amedrontada.
Pouco aliviada porque, no fim, por hoje acordei do pesadelo, mas sei que alguma hora adormecerei de novo.
Mas este agora, este agorinha, consigo sorrir de novo e consigo ver o verde das folhas, sentir o sopro do vento.
Ansiosa para que bons sonhos venham, sonhos de calma, sonhos da alma.
04 julho 2007
beijo grande?!?!
ah!!! mas e o moço que sente a minha falta, o que me mandou um beijo grande?!?!?
.. ele é.
.. ele é.
onde está a sua beleza, minha viola
afinal pra uma moça bonita, tem que ter um moço bonito. num é não?
digo isso no sentido amplo da palavra, porque não adiante por fora ser bela viola e por dentro pão bolorento.
ho ho ho
o que vale é a beleza (ponto)
o que é beleza?
;)
viva a diversidade, porque eu, gosto do ...oops.
Como diz Tata, a minha ISO, cadê?
ISO pra quê?
digo isso no sentido amplo da palavra, porque não adiante por fora ser bela viola e por dentro pão bolorento.
ho ho ho
o que vale é a beleza (ponto)
o que é beleza?
;)
viva a diversidade, porque eu, gosto do ...oops.
Como diz Tata, a minha ISO, cadê?
ISO pra quê?
03 julho 2007
outro moço bonito
não se incomode não
tenho muitas histórias com moços bonitos
sou cercada deles. vários tipos, idades, sabores e graus de parentesco.
aliás nunca pensei que o moço mais bonito da festa fosse dar prosa pra mim, e sim, ele deu toda a prosa. e o moço nem tão bonito que comigo na festa não quis nem prosear deve ter ficado morrendo de dor de cotovelo. E se não ficou também, xurumelas a esse não bonito.
porque esse tal moço que comigo proseou era bonito, bonito, muito bonito. no sentido literal e carnal da palavra por fora, por dentro acho que era um menino, pois de moço mesmo só tinha a barba. novinho de idade, mas cara de moço de barba e tudo na cara. e era o mais bonito, da festa toda.
e tenho dito.
* é acho que tenho revelado meu gosto apurado por homens com barba e cabelo desgrenhado. afinal pente pra quê?
tenho muitas histórias com moços bonitos
sou cercada deles. vários tipos, idades, sabores e graus de parentesco.
aliás nunca pensei que o moço mais bonito da festa fosse dar prosa pra mim, e sim, ele deu toda a prosa. e o moço nem tão bonito que comigo na festa não quis nem prosear deve ter ficado morrendo de dor de cotovelo. E se não ficou também, xurumelas a esse não bonito.
porque esse tal moço que comigo proseou era bonito, bonito, muito bonito. no sentido literal e carnal da palavra por fora, por dentro acho que era um menino, pois de moço mesmo só tinha a barba. novinho de idade, mas cara de moço de barba e tudo na cara. e era o mais bonito, da festa toda.
e tenho dito.
* é acho que tenho revelado meu gosto apurado por homens com barba e cabelo desgrenhado. afinal pente pra quê?
a bala de banana

E um moço bonito me encantou com seu jeito meio avoado.
Seus cachos, sua barba, seu olhar.
Comprei uma bala de banana para o moço bonito. Só não sabia como entregaria a simples balinha embrulhada com palha de milho. Fiquei carregando a balinha pra cima e pra baixo. A timidez não permitia, o moço era muito bonito.
Bonito demais.
Até que num outro dia, digo um dia depois de ter comprado a balinha, singela e doce.
Esbarrei-me com o moço em um intervalo e justo ali papo vai papo vem.
Ouvi um elogio vindo dele à um doce de banana que estava sobre a mesa, não tive dúvidas, e de sopetão perguntei se ele havia comido a bala de banana das moças que vendiam ali em baixo. Ele respondeu que não, e eu.. ofereci a balinha.
Ele disse obrigado, chamou pelo meu nome.
E eu, que mal sabia que ele meu nome sabia, sai dali com minha missão cumprida.
Entreguei a bala ao moço bonito.
* a bala foi uma dessas que esta na foto.
** a foto do moço bonito, tenho vergonha de mostrar. :)
21 junho 2007
13 junho 2007
orgulho
E eis que consigo realizar a tarefa a mim dada..
Transmitir a Jornada, da qual participo da organização, ao vivo para todo o mundo internáutico.. então meus caros se vcs quiserem espiar um pouquinho..
Sintam-se a vontade.
III Jornada de Assentamentos Rurais ao vivo pra vocês!
Transmitir a Jornada, da qual participo da organização, ao vivo para todo o mundo internáutico.. então meus caros se vcs quiserem espiar um pouquinho..
Sintam-se a vontade.
III Jornada de Assentamentos Rurais ao vivo pra vocês!
11 junho 2007
desassossego
A semana passou intensa como pimenta malagueta, o fim de semana prolongado com intermezzos de trabalho intenso e estafante também passou.
Teve choro, vadiação,trabalho, sono escasso, soneca no meio de uma tarde de sábado, bandinha muito boa no boteco da esquina, desentendimento-reconciliação, teve dança em baladinha anos 80, celebração contra a homofobia, celebração da vida, paquera, garotas superpoderosas como sempre todos os dias (essas que só não tem o mesmo sangue que eu, mas considero irmãs de sangue azul), teve guatemalteco, norte-americano e muitos brazuquinhas, leve caninha, fadiga, pornô-chanchada da pior qualidade, música da melhor qualidade, tríade dani-tata-lili.
Tem muito mais por aí, sempre tem muito mais.
Porque a agenda tá sempre esturricada e esbaforida.
Quero que o novo fim de semana prolongado chegue loguinho.
E faço meu anúncio.. não estou sussas. Nada sussas.
Teve choro, vadiação,trabalho, sono escasso, soneca no meio de uma tarde de sábado, bandinha muito boa no boteco da esquina, desentendimento-reconciliação, teve dança em baladinha anos 80, celebração contra a homofobia, celebração da vida, paquera, garotas superpoderosas como sempre todos os dias (essas que só não tem o mesmo sangue que eu, mas considero irmãs de sangue azul), teve guatemalteco, norte-americano e muitos brazuquinhas, leve caninha, fadiga, pornô-chanchada da pior qualidade, música da melhor qualidade, tríade dani-tata-lili.
Tem muito mais por aí, sempre tem muito mais.
Porque a agenda tá sempre esturricada e esbaforida.
Quero que o novo fim de semana prolongado chegue loguinho.
E faço meu anúncio.. não estou sussas. Nada sussas.
05 junho 2007
da minha falta de gramática
Faz um pouquinho mais de uma semana que voltei à realidade.
A minha realidade de adultescente.
Os objetos da minha vida começam a tomar conta novamente de seus devidos lugares.Idéias, sempre mirabolantes, o que é pertinente ao meu mundo, preenchem mesmo que quase escondidas, todos os espaços vazios da minha cabeça e veja bem, estes não são muitos.
Fico testando todos os limites e possibilidades.
Redescubro que para não fugir das regras da minha vida, o trabalho sempre ronda e rodeia e permeia e invade muitos dos minutos e das horas que compõem meu dia. Então, desta maneira, reinvento formas de burlar um pouco a dureza e frieza das coisas. É um pré-inverno, afinal de contas, e nestes dias têm feito muito frio na América do Sul. Não há nenhum corpo na cama além do meu. Este se envolve em cobertas que cumprem bem o sua finalidade. Para ficar pela casa encontrei para os meus pés um par de pantufas vermelhas fofas em formato de ursinhos de pelúcia. Meus pés fortes e grandes, talvez desajeitados neste mundo cheio de padrões, enfrentam o mundo da forma que lhes é conveniente. Possuo também meus dengos e vez ou outra, nestes dias raros, gosto de adornos de menina, como menina que sou.
Minhas idéias mirabolantes ficam meio ali rondando tímidas ao lado das preocupações que dominam as horas e minutos do meu dia. O tempo passa tão saltitante e tilintante, como se é já de costume nos dias de hoje quando este se é perdido pelo vento e ruas e trânsitos. Não há mais tempo pra nada.
As preocupações, tarefas, listas e coisas, digo trabalho, continuam lá dando sentido e guiando o caminho. Será que esse caminho deve continuar a ser seguido?
Trabalhar é preciso.
O resto de café na xícara já está gelado, assim como minhas mãos que digitam palavras, antes sem sentido, neste profano teclado. A minha letra de mão não possue mais a mesma grafia de antes, quando era tão bem treinada, afiada. O sol que aquecia minha sala já se foi. Não tem romance no ar, ele se foi, lavado ralo abaixo junto com a água do banho.
E preciso voltar as outras palavras não menos sérias, mas que conferem ao meu momento o conjugar do verbo trabalhar. Preciso estudar a gramática.
A minha realidade de adultescente.
Os objetos da minha vida começam a tomar conta novamente de seus devidos lugares.Idéias, sempre mirabolantes, o que é pertinente ao meu mundo, preenchem mesmo que quase escondidas, todos os espaços vazios da minha cabeça e veja bem, estes não são muitos.
Fico testando todos os limites e possibilidades.
Redescubro que para não fugir das regras da minha vida, o trabalho sempre ronda e rodeia e permeia e invade muitos dos minutos e das horas que compõem meu dia. Então, desta maneira, reinvento formas de burlar um pouco a dureza e frieza das coisas. É um pré-inverno, afinal de contas, e nestes dias têm feito muito frio na América do Sul. Não há nenhum corpo na cama além do meu. Este se envolve em cobertas que cumprem bem o sua finalidade. Para ficar pela casa encontrei para os meus pés um par de pantufas vermelhas fofas em formato de ursinhos de pelúcia. Meus pés fortes e grandes, talvez desajeitados neste mundo cheio de padrões, enfrentam o mundo da forma que lhes é conveniente. Possuo também meus dengos e vez ou outra, nestes dias raros, gosto de adornos de menina, como menina que sou.
Minhas idéias mirabolantes ficam meio ali rondando tímidas ao lado das preocupações que dominam as horas e minutos do meu dia. O tempo passa tão saltitante e tilintante, como se é já de costume nos dias de hoje quando este se é perdido pelo vento e ruas e trânsitos. Não há mais tempo pra nada.
As preocupações, tarefas, listas e coisas, digo trabalho, continuam lá dando sentido e guiando o caminho. Será que esse caminho deve continuar a ser seguido?
Trabalhar é preciso.
O resto de café na xícara já está gelado, assim como minhas mãos que digitam palavras, antes sem sentido, neste profano teclado. A minha letra de mão não possue mais a mesma grafia de antes, quando era tão bem treinada, afiada. O sol que aquecia minha sala já se foi. Não tem romance no ar, ele se foi, lavado ralo abaixo junto com a água do banho.
E preciso voltar as outras palavras não menos sérias, mas que conferem ao meu momento o conjugar do verbo trabalhar. Preciso estudar a gramática.
01 junho 2007
:)
e tô aqui boba e admirada e feliz de ver relatos, depoimentos assim, de amor.
Dá até arrepio na espinha e alegria que não cabe no coração.
Alegria de ver, de saber, de presenciar.
Torcer e torcer e sorrir por e com.
Dá até arrepio na espinha e alegria que não cabe no coração.
Alegria de ver, de saber, de presenciar.
Torcer e torcer e sorrir por e com.
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