05 março 2007

o começo de minha segunda-feira brava, que ficou calma, serena, tranqüila e calorenta

O moço lá, com toda a autoridade no assunto, voz calma e olhar distante, em dois minutos resolveu minha vida, conseguiu o melhor dentro das possibilidades.

A partir de hoje sigo, salva e quase ilesa, repensando em como fazer diferente, melhor.
Será que gato escaldado tem mesmo medo de água fria?
Vou tirar essa lição de letra, isso vou, e vocês logo logo saberão a resposta da hipótese por mim testada.

Agora volto à labuta nossa de cada dia que nos é dada hoje.

porque Chico é foda e ninguém disto discorda

Nestes últimos dias percebo que as rimas me perseguem...

"Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar..."
C. Buarque

E tá falado. Mas se tiver que chorar, chore, pois às vezes é necessário desagüar em algum mar, se não transborda. Eu tive de desagüar, .... mas daí passou. Que venha o próximo transbordar, estou preparada, tenho Chico comigo e ainda muitos mares pra navegar.
a lua de tão gorda e luminosa quase caia do céu direto no meu colo.
a mesma lua que escureceu na minha noite, me ilumina e me fez sorrir.

04 março 2007

Dona Diva "futibolestica"

-Livia, o que você acha de ver aquele filme, na hora do futebol?
-Legal..
Começa o futebol, me direciono a sala de estar, onde Dona Diva já esta devidamente instalada e pego o DVD..
-Livia espera só um pouquinho, deixa eu ver só esse comecinho, eu não sabia que era um clássico Corinthians X Palmeiras, os eternos rivais...

E então..boto meu rabinho entre as pernas e volto pra cá, este recindo do qual vos falo, escrevo.
Aff... Veja veja só... Como são as influências futebolesticas na minha vida.

a receita de um bom caldo

Finalmente, após cutucar a "onça" com vara curta, vê-se que a onça, não é tão onça assim.
Encara-se a beleza e a luminosidade. Faz-se luz onde antes eram apenas as trevas e o limbo.

Constata-se que todas as onças são parecidas e que no fim, não é tão diferente de mim, nada diferente, muito similar e complementar. Aliás, instala-se ali uma empatia tamanha que quer brindar a alegria de se transformar algo que era apenas marginal, um ponto distante de observação, em um caldo muito dos cheirosos e apetitosos. Eu que adoro caldos.

Mais cores de tinta para continuar a pintar este quadro, que estou tentando terminar, ou mesmo começar.
Um brinde a preguicinha de domingo a tarde, um brinde a paz que invade este domingo. Um brinde às coisas boas que ficam, e que perdurem.

03 março 2007

foi o eclipse que passou em minha vida

entendi o que foi essa escuridão que me assolou, foi o eclipse da lua, que encobriu e apagou o brilho do sol.

a agonia que me assola neste momento

e daí uma nuvem negra surge.. escurece tudo. Fico com medo.
Sou só agonia.

Estou perdida. O coração salta no peito agoniado, e assim fica nessa aeróbica contida dentro de mim.

Respiro fundo e tento cegamente, desajeitadamente encontrar novamente o caminho, um qualquer que seja.

Fica apenas a espera pela segunda de manhã, tentando desfazer o mal, e organizar um mal que seja menos pior.

to live the life

I miss you. Live would be so easier with your smile.

E então eu leio e .. ai ai.. me derreto melada como um sorvete de chocolate sob este sol de verão.
que bonito que bonito, que saudade, que saudade.

Este calor... cadê o amor?

a canção proibida

Esta música me lembra muita coisa, marcou uma época..
Neste momento, neste dia, já não sai da minha cabeça, misturando este passado no presente, um passado tão presente em todos os dias. Logo esta, que é uma canção proibida no meu repertório.

"É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais
...
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva, dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer
..
Só que este ano o verão acabou
Cedo demais." R. Russo, Love in the afternoon

o silêncio

Hoje tive uma triste notícia.
Um moço, um tão jovem moço, amigo de amigos, meu conhecido.
Tive apenas um encontro, trocamos algumas palavras e troca de afirmações.
Estive em sua casa, houve grande empatia.
O menino, quase moço, um tanto homem foi embora, meio que de sopetão, sem causas muito conhecidas.
Foi embora daqui deixando marcas de muitas lágrimas, profunda indignação e questionamentos quanto a fragilidade da vida, que hoje nos é tão viva, tão forte e colorida diante dos olhos.
Ao mundo meu pesar, aos amigos meu abraço e meu silêncio
Ao Craudio minha homenagem e respeito. Até alguma esquina por aí.
e mais um dia foi. É..
As aulas voltaram, o trânsito "maluco" na faculdade, a dificuldade de estacionar, o vai e vem de gente zanzando, tentando encontrar as salas de aula, a fila quase impossível do banco, pois todos os novos alunos decidiram abrir contas no dia de hoje, o calor derretendo.

Aliás que a ala masculina não escute, em tom de segredo para as meninas... Quanto moço bonito, de todos os sabores e cores. Na verdade, quanta gente bonita, muita gente bonita.
Fiquei hoje no banco mais de hora só observando os passantes. Aliás adoro observar os passantes. Meu prazer pessoal, observar.

Mas o fim de tarde, ah o fim da tarde de uma sexta-feira quase santa... a calmaria, as ruas vazias, e o calor que ainda mostrava que o verão ainda não acabou.
O fim de semana começa, e amo muito estes um dia e meio que chegam pela frente (sim.. porque trabalho parte do fim de semana, é uma pena, mas no fim vale a pena) em que tento criar novas cores e dar a elas nomes, sonhar novos sonhos, e quebrar meus recordes pessoais do aproveitamento máximo do sono e do sorriso frente as tantas simplicidades da vida.

Voilá!

02 março 2007

Neste dia de lida ou uma manhã ensolarada

E hoje fui professora, o coração acelerou na hora da minha apresentação pessoal, fiquei tímida e desconcertada. Uma primeira vez, em companhia de dinossauros e expectadores tão atentos, tão curiosos e ávidos pelo conhecimento.
No fim de tudo, apesar de todo, simplesmente assim, eu dou certo e vejo que esse negócio de reprodução social, acontece, mesmo que miraculasamente ou misteriosamente. Mesmo que seja na minha vida, a minha. a vida.

Então como era já marcado, sentei-me na sala da moça que vê o meu mundo através de lentes azuis e rosa. E depois do meu despejar das muitas vitórias e uma derrota da semana. Ela sorriu para mim e fez algumas importantes considerações.. e no fim sai de lá hoje, não acabada como é usual, mas com uma ponta de esperança, tentando como uma aluna aplicada cumprir as tarefas que eu mesmo coloco pra mim, e até semana que vem.

No fim de tudo.. não tive derrota.. é tudo relativo apenas ao grande lance de bancar, bancar a sua vida. a vida.

espionagem televisiva

As estatísticas mostram que a Rede Globo está interessada na minha eufonia.
Muito interessada, todos os dias, quase que o dia inteiro interessada.

e enquanto isso, eu continuo o meu andar pelo mundo, neste verão que assola e escurece, sem pedir licença, a pele da gente.
e foi lindo.. 4 horas munida de muita pipoca, boa cia..e muita gargalhada.

amanhã sou professora na uni,
tô virando gente grande.

01 março 2007

o leão vai rugir hoje

Cancelaram minha aula com os alunos alto-astral de hoje a noite.
Na terça passada eles me levaram pra ter aula na lanchonete, e me convidaram a comer e beber cerveja, e claro estudar. Eles já tinham me dito que essa semana o trabalho ia ficar preto, mas não tem problema não...

Diante deste cancelamento foi decretada uma medida emergencial.

Zirila orgulhamente apresenta.. festival zirilal de cinema...
onde após séculos de somente trabalho e cerveja.. em plena quinta-feira, porque sair nas quintas é o que há de bão neste mundo, vou ao cine na melhor das categorias.. e com uma seleção dupla de filmes já a muito desejados e escolhidos a dedo..
Sem falar da companhia.
vou nessa.. se não me atraso.
Quero me empanturrar de pipoca.. porque amo.

uma nova qualidade de flor

Dani diz:
-pqp, pense que a porra da lesma que eu vi do lado de fora de casa, lá perto da escada, esta aqui dentro de minha casa. O que será o são francisco que ta aqui dentro que atrai?
Li diz:
-vc mesma ué.. vc é uma frô!

Dani em sua eterna briga com toda a cadeia de insetos: percevejos, besouros, marias-fedidas, moscas, formigas, baratas e agora lesmas, que nem inseto é.. mas vai virar.

quem sou eu?

aquela que saiu dali tão bem, tão linda, tão tipo tarefa feita.
e vai ser assim que vou continuar

a foto nunca tirada

a foto que nunca tirei, talvez por ter medo de ter esta foto como registro, testemunha viva.
Mesmo com os recursos mágicos das teclas delete e esvaziar lixeira.
Nunca me atrevi, nunca cliquei.
Engraçado, intrigante.. ao mesmo tempo muito esquisito.
Nunca ousei, tive medo, sempre muito medo.
Embora tivesse passado uma ou duas vezes a idéia pela mente ébria, durante o sono, mas o corpo pesado pelo pesar do mesmo, não conseguiu mover-se para apanhar a máquina.
Tudo se passara e acabara como um sonho.. ou pesadelo, do qual sempre soubera, por mais que sonhara em sonhar e sonhar, que iria acordar no fim, até o fim de fevereiro, que foi mais para o seu próprio dezembro, dezembro de um ano velho, que iria se esforçar para deixar pra tráz.
Logo eu que tanto amo tirar fotografias e colocá-las nos portas-retratos da minha vida.

é o fim do caminho

e que as águas de março fechem o verão
que tragam promessas de vida ao meu coração

outras formas de violência

e de repente, descubro tantas outras formas de violência.
Existem violências que são auto-permitidas.
Existe a que você permite que façam com você.
A pior de todas são as que são feitas a si mesmo, como um auto-flagelo, como um ato de redenção, não sei de quê.. de que pecados seriam..??
.. a eterna busca da sarna... a sarna para se coçar.
Como diria minha avó, uma avó que nunca tive presente.. mas me permito pensar no que diriam os ditos populares, os que se eternizam como o inconsciente coletivo... - Quem procura, acha.
e sempre é achado coisa ruim, coisa boa.. todas as coisas, que estão misturadas no grande caldeirão da vida.

Sexta-feira, cigana zirila prevê, momentos intensos e entusiasmados nas conversas com a moça que vê o meu mundo e o meu tormento sempre através de lentes azuis.