12 fevereiro 2007

conversa mórbida sobre o tempo, sobre a morte e sobre a vida

-sou hospede do tempo
ele mora em mim
e nao me sobra espaço
eu e o tempo
brigando
acabei de escrever
assim
do nada
compila aí
qdo eu morrer vc faz minha biografia
-eu? .. seria uma honra..
mas não quero pensar na sua morte..quero pensar na sua vida

o sambalanço que passa pela minha cabeça neste momento

São Gonça - seu jorge

Pretinha
Faço tudo pelo nosso amor
Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
A saudade é minha dor
Que anda arrasando com meu coração
Não Duvide que um dia
Eu te darei o céu
Meu amor junto com um anel
Pra gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem (meu bem)
Mas tente compreender
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser...

orientações de um domingo a noite para uma qualificação depois de um carnaval

e da matématica de um sábado a noite

08 fevereiro 2007

Esta palavra a ti é promíscua? Gostaria que não fosse, eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.
c.lispector
eu sou a que sonha, sonha ALTO.
sou muitas em uma só.
sou APENAS, sem pretensão.

e da fome que ainda me assola

estou com muita fome, o que não é nenhuma afirmação surpreendente. Sempre tenho fome, vontade, um buraco sem fim, água na boca e muita imaginação, ...mas meu almoço está assando.

07 fevereiro 2007

naquela manhã que não tardou a chegar

-Moça, aproveitando que você parou pra amarrar o tênis, deixa eu te perguntar.. Você que é a moça alta e dos olhos verdes que veio aqui outro dia? Você que é a moça grandona, que vestia saia jeans?... Viu?! que Baixinho da moringa?

Ela sorriu e continuou sua caminhada, onde era saudade pelos passantes, pelo sol e pelo oxigênio que entrava pelas ventas. Fazia novos planos, em uma nova caminhada. Formulava novos métodos, para a tese de desenvolvimento de sua vida. Havia o suor que brotava pelos poros e a circulação que se fazia notada nos dedos das mãos.

meus leitores caros e presentes

E aí meus amigos leitores de Cabreúva, Rio, Jundiaí, Sampa city, São Vicente, Francisco Morato e arredores globais. Vcs ainda não se cansaram de mim? Mando meu abraço contento e aberto pra vcs que me visitam.
Saravá!

el gran finale..e que seja o fim

que o gran finale seja patético, se apenas dando corda pra se enforcar, enforca-se alguma coisa, que a corda role solta. Claro que é válido apenas nos casos de necessidade extrema de um enforcamento, que seja proeminente, e que seja logo.
Quero que seja arrancado de dentro, o que nunca deveria ter brotado, entrado.. exterminado.
ah se fosse tão simples como um mata baratas, ou uma ratoeira. Eu que adoro um queijo.

Fui patética, tenho tendências auto-destrutivas efêmeras e crônicas, claro isso depende de que setor da minha vida estou falando. Mas ao longo dos dias, na base da pancada, seguimos aprendendo coisas, indigestas, inoportunas, essênciais. Experiências, que se confundem e se embaralham.

Respostas e perguntas que rondam, quase como vozes, muitas vozes, que lhe dizem coisas que as vezes não deveriam ser ouvidas, e outras que deveriam ser acatadas de imediato. Uma confusão atroz, que não finda.
O grande lance, a grande sacada e que ninguém lhe ensina, é saber qual é a certa? qual delas é de verdade? Qual delas deve ser ouvida?

Enquanto os mistérios da vida, ou das vozes não ainda nos dão pistas, seguimos.
Seguimos não com sorte, mas com talento e trabalho, que o suor exale todo o esforço bravamente encarado neste momento. Mesmo que sem vontade de lutar, lute! Siga, dê o próximo passo. Assim como a lagarta que se debate pra sair do casulo. Seu esforço, o struggling (minha palavra preferida dos dicionários de inglês) é necessário, ela necessita dessas pancadas. O tal do esforço pra sair do casulo. O que lhe dá condições pra voar e viver.

Que as pancadas destes dias, do passado e ainda vindouras...nos fortaleça.. caracas.. caralho.. estou tão cansada de pancadas.. Que papinho de auto-ajudo infeliz..
amigos.. assumo.. tô passada e tô precisando me dar alguma pérola, que seja um conforto. Eu que não sou porco, nem porca. Muito das limpinhas, menina asseada e prendada.

Acho que ainda vou levar algumas muitas, não por gostar de ser mulher de malandro... apenas pelo inevitável, pelo que dizem ser coerente na vida.

Tô cansada.. tive um fim de noite, uns últimos meses, dias e semanas de emoções intensas, não recomendado mais para meninas mulheres de seus 28 anos. Estou puta, não santa.
Porque como dizem os velhos ditos populares, não procure sarna pra se coçar, que vc acha.
E eu to me coçando muito.. sabe aquela coceira em volta da casquinha.. pois é..
foi do tombo que levei.

06 fevereiro 2007

sinapses criativas de livia e éica

me diziam muitas coisas.. dentre as quais.. que minha licença poética andava muito gorda, que era pra eu deixa-la magrinha e botar lenha naquela fogueira. Na outra fogueira.

polifonia

e me diziam que minha eufonia estava mais pra polifonia, e eu estava difícil de ser administrada. Não era algo novo pra mim, eu mesmo estava muito longe de administrar alguma coisa, não conseguir desenrolar os caracóis dos novelos, dos fios perdidos e emaranhados da minha cachola.
E vagava pelas ruas, pelo calor daquela cidade, pensando e enovelando, novelando.

05 fevereiro 2007

caiu de madura

e se detonou toda, como sempre era acostumada a fazer, se machucou, caiu de madura na rua em espaço público, machucou o braço, o joelho, tinha agora mais hematomas, estava com o corpo dolorido. Tinha feito o angú desandar, não que fosse ficar no ponto certo. Teve dias repletos, fechamentos, inícios, entregas, cansaço, cana, amigos que não mais passaram a mão na cabeça, ressaca, o não beijo, o não olhar, encontros que diziam a ela e mostravam claramente que os caminhos que escolhera até então foram duvidosos.

02 fevereiro 2007

em Fevereiro tem carnaval!
Ai que calor oôo oôo...
bebemos a cerveja gelada até a última gota
e sim dançamos muita cuba livre
Arriba!

31 janeiro 2007

hoje tem marmelada? tem sim senhor.. e senhora

Hoje eu to pregada, cansada..
hoje teve de tudo..
teve até acidente de carro.. eu estava no carro.. passou um filme diante dos meus olhos, uma reprise. só um pouco de destruição e caos, todos passam bem. Estive na Santos Dumont, no Itatinga, não estive no puteiro, estive num estacionamento do shopping com medo do guardinha que perseguia.
tive as aulas..houveram os elogios.
tive telefonemas, não tive outros, apenas um silêncio, apenas muito barulho, quase não escutava o telefonema.
teve o ócio, tive emails, tive aplicação pra trabalho bom
teve o trabalho, não teve o álcool, tive o amigo, tive abraços, não tive outros amigos, não tive alguns outros abraços.
teve o cansaço, teve a visita, teve o trânsito, teve o período menstrual, teve presente
teve o muito calor no fim da tarde de 32º, eu que prefiro os 23º
fiz compras de supermercado, entreguei encomendas, ouvi muitas músicas novas, músicas velhas também,
falei com muitas pessoas, teve o flerte, um flerte bom, teve o moço bonito de cabelo cortado, gatíssimo, tive a aula embaixo da árvore, teve presente de passarinho na calça do aluno.
teve o moço certo, teve flores, Flori, notícias certas e saudosas, respondi emails, tive saudade
houveram uns pensamentos, houveram uns planos,
teve algumas poucas decisões, permeadas de saudades, de possibilidades, de um dia de muito calor, teve a fome, teve o yogurte, teve a recarga do celular, teve a falta de crédito. Houve a visitar que não fiz, só passei na frente, teve a que fiz e comi nuggets feitos no microondas, argh (não recomendo)
Tive vontades, escrevi um email que não mandei. hoje tive medo e tesão.
Resolvi comer pelas beiras pra não queimar a língua, que ainda está em recuperação.
teve, tive, contive, detive,
teve um português péssimo deste post.
mas não teve corretor, só o cansaço.

Cultural da semana


Esta semana coroando todos os festejos, sim.. bati meu recorde tive 4 bolos de aniversário.
Nem quero ver bolo de aniversário tão cedo. dieta.

E ontem teve muito jazz.. do melhor gabarito, nas Terças musicais.
E nesta semana inteira ainda tem Feverestival de Teatro, com cias do Brasil todo.. e tudo aqui.. neste meu interior.

o presente

- Deite-se aqui comigo...
- Não! Eu ainda nem comecei..

Era ssim o diálogo entre pausas para o cigarro e sambalejos, saculejos..

30 janeiro 2007

e o mais gostoso, o mais bonito.. as marcas estavam sendo apagadas.. veramente..
upa neguinho
sua estratégia estava funcionando

Welcome back from Bahia!

I wanna go there.. achar um baiano, já que Carol não achou pra mim...

Olá meus queridos Carol & Jader,

Bem, aqui vai meu relatório da minha estadia/morada em seu sweet lar, Home sweet home.

1º Bem-vindos äs terras Campineiras. Espero que tenham tido um bom tempo, uma bela viagem, uma bela estada. Um belo retorno ao lar!

2º O Ficus (vulgo plantinha da sala) foi assassinado pelas crianças, que insistiram em cavocar a terrinha e fazer baguncinha com ela pela sala, pelas paredes. Ele está meio deprê, desfalecido, quase morto no terraço, nem uma eng florestal, altamente capacitada deu conta de trazê-lo novamente à vida.

3º Fiz faxinão, lavei banheiro, lavei roupas de cama e tudo o que encontrei no cesto. :) Amélia imperou aqui neste lugar. Acho que minha mãe, Dona Diva ficaria orgulhosa de ter uma filha assim em casa. Pena que não tem sempre... tadinha...seria seu sonho de consumo.

4º Não houveram inquilinos, além da minha pessoa.. Apenas visitante (Dani de Recife) que me ajudou na labuta, faxina.

5º Muitos pos-cards chegaram, claro, de nossos queridos Hugo (o diplomata) e Carlos (o lindo e padrinho comigo)

6º A cafeteira me fez cia. Eu amante de um bom café matinal. Mas nesta última sexta feira, sexta da paixão, ela resolveu fazer greve...Juro que nada de anormal aconteceu... ela parou do além mar e :( ficamos então sem café. Veja se está na garantia...

7º Deixo uma linda garrafa de vinho, sim, vazia.. pois ela foi parte integrante de minha estadia. Ponha na coleção, como recordação. Afinal..sim.. por favor.

8º Não me lembro de nenhuma mais observação, qq coisa me achem.. vcs sabem como. Ficoi por aqui com saudade de meu casal favorito.

Beijos de sua cigana madrinha.

conversa com amaro

-e ai? jóia?
-oi. dia!
-isso foi um bom dia?
-foi sim
-estou atrapalhando alguma coisa?
-noup, na verdade .. vc veio em boa hora
-q bom!
- estava me perdendo por caminhos que nao deveria
-posso saber quais?
-caminhos que nao devem ser trilhados.. caminhos do passado

j´aime beacoup parler avec toi

mais il y a une chose que me fait de preocupation

J ái peur de être en train de te seduire

e ela não precisou de muito mais pra ser seduzida

e depois de tanto festejo e saculejo

laissez faire laissez passer
agora só resta recuperar o corpo, porque a alma está mais repleta que nunca.

29 janeiro 2007

É PIC É PIC


Compartilhando com vcs..

28 janeiro 2007

Estou feliz que só, derrubei.. ou melhor destrui velhos conceitos. Revolucionei, me descobri e descobri, me surpreendi e me acabei.. quase não dei conta, mas me entreguei e levei uma canseira da qual ainda estou me recuperando. Segundo minha amiga.. dois dias nesta sentença.

Já apaguei duas vezes as velinhas, já tive dois bolos.. muita muita festa..
comi, comi, e me larguei no colchão, com a cara de acabada feliz.

da madrugada passada


A noite foi longa, o dia amanhaceu, a música não parou de tocar, muita festa, muito baile, pública e privada.

Teve bolo, festa, flerte, sorrisos, amigos, dança e mais ainda.

Hoje ficaram bolhas no pé de tanta dança, o cansaço do corpo, que foi-se, canseira marota, mas a certeza de que ainda não acabou.

27 janeiro 2007

em carater urgente!


EXTRA!!! EXTRA !!!

Bora Bora!!!
Que o fim de semana já está no meio e preciso celebrar!
Bora Bora!!!
Não há tempo a perder!
Bora?! comemorar? Quem quer põe o dedo aqui ..que já vai fechar!
Hoje, sábado, 22:00, no Barril da Máfia!
Espero ver meus queridos todos lá.
Porque comemoração regada a boa música e a alegria nunca é demais!

*Sim sim!! Estou ficando mais véia! Então festa na veia!
** Sim Sim!! Vai ter bolo de chocolate!!!! Yummy...Bão!

26 janeiro 2007

bagagens

Chegara de mão vazias, sem bagagens. Braços abertos, coração sereno, sorriso no rosto e no olhar. Agora, naquele momento, se esforçava pra se livrar de toda e qualquer bagagem acumulada, nestes últimos períodos. Aos poucos ia jogando fora, relendo, relembrando fazendo uma auto-análise, uma análise, um espanto, um mergulho profundo, olhando de frente. Uma faxina, uma limpeza, deixava o vento entrar e levar a poeira embora, renovar o ar.
Para assim, seguir leve, aliviada, livia.

herança genética

Minha ansiedade é demonstrada através de minhas unhas roídas, vício que cultivo cativo desde sempre, um dentre os muitos traços marcados da herança genética herdada de meu pai.

presta atenção!

Zirila says:
eu to ferrada.. atrasada na minha própria vida. Atrasada pra viver.
Érica says:
Não ta não. O relógio da vida nao corre a favor do tempo, corre a favor de nós
e cada um de nós tem um tempo exato. Embora ninguém seja tão exato assim, como dizia clarice. A gente nao cabe num segundo... por isso o tempo voa.
Calma..
tudo esta em calma..
deixe q a alma tenha a mesma idade q a idade do céu.

...e assim ela meu deu presta-atenção.

crayon boxes

This is like my little window to the world and every minute is a different show. I may not understand it, I may not necessarily agree with it, but I tell you that I accept it and just lost of the glide along.
You want keep things on an even well. I say you want to go with the flow. The sea refuses no river.
The idea is to remain in a state of constante departure while always arriving. It saves on introductions and goodbyes. The ride requires no explanations just occupations.

(...)

It´s like you come onto this planet with a crayon box. You may get the eight-pack or the 16-pack but it´s all in what you do with the crayons, the colors you´re given ..
And don´t worry about coloring within the lines or coloring outside the lines. I say color outside, the lines and off the page! Don´t box me in!
We are in motion to the ocean. We are not landlocked!

Extracted from Walking life - the movie

tirando o mofo

palavras desta amiga minha tão amiga.

as vezes é bom botar o lixo pra fora de casa
as vezes é bom limpar a varanda e deixar o sol entrar pela janela
nossos traumas são escuros... nossa mente empoeirada
faxina sempre faz bem.*
*Érica
Vamos lá então.. vamos à faxina, pra ver se entra um pouco de sol aqui.

e quando resolvi fazer este blog

Zirila says:
colocar os s pensamentos pra fora..
Érica says:
creio q emoções devem mesmo ser compartilhadas
Zirila says:
mesmo os piores?
Érica says:
e vc tem muito a dizer, sim
Zirila says:
talvez ..talvez vire apenas lixo cibernético

Don´t cry for me Argentina

Muchachos here we go!!!
Gathering in South America from Basel mafia, at least part of it, for Seba´s* wedding!
yuuupppiiiiiiiii! May 19th, Buenos Aires and surroundings!
Soon on this blog...

* sorry but the webpage password is just for the invited people. hihihih.. I didn't mean to be rude! Next!

25 janeiro 2007

lata d'água na cabeça, lá vai maria oohh Maria

e porque cargas d'água achou que poderia ser diferente?
Nunca tivera um banquete, nunca tivera fartura.
Nunca vira atitudes de grande entusiasmo, nem por ela, nem por ninguém.
..porque se enganara tanto? porque tinha entrado naquele buraco? escolhido aquela porta?
Essa tristeza e frustração consumia um pouco da gana de vida que tinha no momento. Ansiosamente esperava que os dias passassem, que a agonia acabasse, que o esquecimento se instalasse.
E a tal indiferença tão presente em tudo o que recebia, viesse munida um pouco pra ela, pra vida dela.

casa

De volta à casa, companhia certa, travesseiro. O silêncio matutino, ao qual estava tão acostumada. Barulhos conhecidos, rua familiar. Aconchego e proteção. Alegre de estar de volta ao seu lugar.

e depois do vinho

E não mais me sentia só, nem única. Podia compartilhar, tanta coisa, tanta vida e tanta morte. Não era a regra não era fora, não mais o caso único. Ela não mais estava sozinha. Nunca esteve.

azul verde azul

E estou parecendo aquelas crianças que ganharam caixa de lápis de cor ou crayon novos. Viva a volta às aulas.. amava o cheiro de material, e o gostinho de poder começar o novo caderno, novinho em folha. Já ganhei agenda (já estou até usando, quando me lembro de anotar os muitos tantos compromissos), ganhei agora cores no blog. humm.. o que falta?

ando pelo mundo agora escrevendo em cores, muitas, qualquer uma, todas elas.

Eita.. e eu que sempre amei as cores finalmente fui presenteada com todas elas.

Sim eu sei.. eu sou lerdinha (às vezes).. quase andando a carroça. Mas .. mas.. chego lá.

a professora ou bailarina

Muitos muitos elogios, e na verdade começo a perceber a mim mesma.
Muitas aulas hoje e sim, botei pra torar. Meus alunos agradecem e não desgrudam os olhos, ouvidos de mim. Uma sensação alegre e com muito culhão de estar fazendo bem feito. Cada vez melhor. A mesma concentração de uma bailarina no palco. Uma bailarina das palavras. E assim de forma feliz e convencida as horas passavam imaculadas. Confesso, que mesmo em baixo de descombros, estou com muito orgulho. Sim, de mim, meu orgulho, auto, próprio.

Pequenos momentos de lucidez. São poucos e raros. Deixe me apoveitá-los. Afinal não é toda hora.

24 janeiro 2007

a fome que faz perder o sono

Pesadelos me acordaram no meio da noite, me fizeram perder o sono. Tão real, tão doído. Acordei e fiquei pensando em tudo o que tinha feito, toda a distância percorrida, sim, sem apólice de seguros, doações, nunca com retorno. Nunca esperei retorno, mas no final sempre espera-se alguma coisa. Algo que não vem.

Gosto de andar por trilhas na floresta, mas admito que gosto muito mais com uma cachoeira me esperando ao final, ou melhor na metade. Afinal depois da cachoeira existe toda a trilha novamente de retorno. Retorno ao lar.

Agora me resta o recomeço, e o mais importante, o fundamental, quero um recomeço doce, suave, macio. Tenho sede por alegria, tenho sede por retomar tudo o que foi meu um dia e passear ainda por tantos outros novos lugares. Transformar as marcas ganhas na antiga jornada em sinais de alerta de que quero algo diferente. Percorrer um caminho diferente, experienciar sabores diferentes, sentimentos diferentes. Uma dança sublime, me tirando prontamente pra bailar.

Pensamentos, o gosto azedo, a tristeza, a saudade ainda rondam, assim como um antigo vício. Vícios, velhos hábitos demoram a serem extintos, mas existe a possibilidade.
Estou com fome e sede de algo novo. Talvez tenha sigo esta fome que tenha me feito perder o sono e não o pesadelo.

Isto foi no meio da minha noite.. minha madrugada, que agora é tão minha.

23 janeiro 2007

é pau é pedra é o fim do caminho

...e enfim, não queria mais pensar nisso.. no que poderia ter sido.. do que foi ..do que não foi. Partia pra outra, ou melhor partia pra sua própria vida. Num misto de tristeza e alegria, um baque, que se misturava com a vontade de chorar, que não mais se continha.

20 janeiro 2007

prenúncio do fim de semana

e o samba rock, o grupoamigoanálise, a contenção, a descompensação, os reencontros e desencontros, mas sobretudo o samba reinaram hoje durante toda esta noitemadrugada.
Restando apenas o dormir, nestas 3horasemeiasfinais antes do casamento da última amiga de infância, do qual sou madrinha e tenhoquero estar lindabela posando na foto nesta tão feliz data.

19 janeiro 2007

diário de meus últimos dias

Encontrei uma caverna nova, por um breve período. A minha missão nela é cuidar de dois filhos novos, digo sobrinhos. Eles me fazem rir e passam roçando pela minha perna. Me olham curiosos e fazem trapalhadas em minha volta. Estes são Nina e Miró, que me pedem pra tomar água na torneira do tanque, e revoltos querem sempre comer mais.

Hoje choveu o dia todo, trabalhei grande parte do dia. Traduzi, traduzi, traduzi. Meus alunos mais divertidos cancelaram a aula.

Ontem constatamos, eu e os médicos bonitões, que emagreci 3 quilos, mas também descobri que tenho uma úlcera, descobri que estou mais anêmica do que devia. Fui parabenizada pelo médico, agora segundo eles só preciso emagrecer mais uns 10 quilinhos, afinal sou bem alta.. Sei sei..e a anemia e a úlcera?!?..ah.. continue com o omeprazol, coma carne, tome ferro. Tudo muito baixo, muito baixo, níveis todos baixos, será essa a causa dessa tristeza que insiste em passear ao meu lado e que sempre me faz companhia?

Tomei ferro na veia. Fui picada 7 vezes pela agulha. A enfermeira disse que tenho a veia meio torta e que não poderia tomar água hoje se não vazaria de tão furada.

Fui nas bibliotecas desertas e peguei Bourdieu e Douglas pra ler. Esqueci as lanternas do carro acesas. Experimentei o vestido de madrinha de casamento da melhor amiga, amanhã fica pronto e lindo. Presenciei um churrasquinho pagode no estacionamento, onde quase virei churrasco nos olhos dos presentes. Comi queijo e salada o dia todo. Ah, tomei uma cerveja, um copo de leite e algumas bolachas/torradas pelo caminho. Assisti Camille Claudel.

Senti saudade, senti solidão. Os gatos me fizeram companhia.
Fugi e me escondi dos meus amigos. Alguns perceberam minha voz triste, outros nem se lembraram da minha existência neste dia de hoje. Acho que essa coisa meio blue deve ser apenas a falta de ferro, o dia chuvoso, inferno astral, o filme triste, ou alguma tpm chegando, será?

16 janeiro 2007

e apesar de todas as possibilidades de comunicação, e a existência de todas as ferramentas, satélites estrelares, lunares e siderais. O silêncio de tantas partes e ambas as partes vencia. Pela porta não entrava, pela porta não saia. De nada sabia.

despertei de um sonho ruim

Esta noite eu tive um sonho muito ruim. Tão ruim que acordei quando este ruim poderia piorar. E no sonho apenas fui testemunha, apenas via o que não gostava. Acordei, mas ainda resta uma sensação estranha, um medo, uma agonia.

14 janeiro 2007

Às vezes fico vazia, tão cheia, tão vazia que me fadigo. Fica um grande caracol, um emaranhado. E o corpo só pede um reduto suave onde eu possa me recostar. Tenho em alguns momentos um ombro magro, amigo, ossudo, onde reclino a cabeça. Lá busco sentir o cheiro, um cheiro, o cheiro, mas não encontro. Gosto de cheiros, preciso do cheiro. Este ombro me acolhe por momentos, mas eu mesma me expulso de lá. Quero o forte, quero o aconchego que ainda não sei onde encontrar.

13 janeiro 2007

Miró


o que tanto me olha, diz? Apresento à vocês, Miró o gato. Só faltou a Nina..

em homenagem ao email que recebi de Cata, achei genial

As calorias são pequenos bichinhos que vivem nos armários e que durante a noite apertam a roupa das pessoas...

12 janeiro 2007

A maior flor do mundo, linda..estou embasbacada.


*foto REUTERS
** Vivam as Euphorbiaceae
Saudade
Diga à esse moço por favor
Como foi sincero o meu amor
O quanto eu adorei tempos atrás
Saudade
Não esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Lupscínio Rodrigues

É que eu já sei de cor qual o quê dos quais e poréns, dos afins, pense bem ou não pense assim

11 janeiro 2007

about Affairs - jokes I got somewhere

A woman was in bed with her lover when she heard her husband opening the front door.
"Hurry," she said, "stand in the corner."
She rubbed baby oil all over him, then dusted him with talcum powder.
"Don't move until I tell you," she said. "Pretend you're a statue."
"What's this?" the husband inquired as he entered the room.
"Oh it's a statue." she replied. "The Smith's bought one and I liked it so much I got one for us, too."
No more was said, not even when they went to bed.
Around 2 AM the husband got up, went to the kitchen and returned with a sandwich and a beer.
"Here," he said to the statue, "have this. I stood like that for two days at the Smith's and nobody offered me a damned thing."

*****************

A man walked into a cafe, went to the bar and ordered a beer.
"Certainly, Sir, that'll be one cent."
"One Cent?" the man thought.
He glanced at the menu and asked, "How much for a nice juicy steak and a bottle of wine?"
"A nickel," the barman replied.
"A nickel?" exclaimed the man. "Where's the guy who owns this place?"
The bartender replied, "Upstairs, with my wife."
The man asked, "What's he doing upstairs with your wife?"
The bartender replied, "The same thing I'm doing to his business down here."

******************

Jake was dying. His wife sat at the bedside.
He looked up and said weakly, "I have something I must confess."
"There's no need to," his wife replied.
"No," he insisted, "I want to die in peace. I slept with your sister, your best friend, her best friend, and your mother!"
"I know, I know," she replied. "Now just rest and let the poison work."

o buquê de Lêca


E o casamento foi pura emoção, foi o penúltimo casamento dentre as minhas amigas de infância. A última logo logo casa, serei madrinha!! :)
Vendo toda cerimônia, vinham lembranças de nossa infância quando ainda apenas nos preocupávamos com a brincadeira, com a comilança, com a bagunça. Brincadeiras de rua, brincadeiras de dentro. Potinhos. Tantas coisas.
Ela, modernosa, não jogou o buquê, não pôs meu nome por dentro da barra da saia do vestido, mas está toda feliz, e ela é feliz. Lêca merece, merece e tem agora um par perfeito. Fico descansada e na esperança de continuar exercendo meu ofício de tia honorária em algum futuro ainda não determinado.
Hummf... em 10 dias será o da última.
Acho que não vou conseguir segurar o berreiro.

e sobre isto que sinto quando escuto essa música

e no ouvir repetidamente da música, vem um aperto no coração, como se ele estivesse derretendo, dando um pouco da vida que há nele. Esse aperto sobe pelo estômago, uma agonia que tilinta num sopro gelado. A garganta trêmula fica quente, e a língua fica estática. A saliva na boca e o engulir, que faz aquele barulhinho na garganta, fica difícil.
Não cabe mais nada dentro do peito que já padece em tanta promessa de vida em seu coração.
São as águas de Janeiro continuando o verão.

Waters of March - jobin

A stick, a stone,
It's the end of the road,
It's the rest of a stump,
It's a little alone

It's a sliver of glass,
It is life, it's the sun,
It is night, it is death,
It's a trap, it's a gun

The oak when it blooms,
A fox in the brush,
A knot in the wood,
The song of a thrush

The wood of the wind,
A cliff, a fall,
A scratch, a lump,
It is nothing at all

It's the wind blowing free,
It's the end of the slope,
It's a beam, it's a void,
It's a hunch, it's a hope

And the river bank talks
of the waters of March,
It's the end of the strain,
The joy in your heart

The foot, the ground,
The flesh and the bone,
The beat of the road,
A slingshot's stone

A fish, a flash,
A silvery glow,
A fight, a bet,
The range of a bow

The bed of the well,
The end of the line,
The dismay in the face,
It's a loss, it's a find

A spear, a spike,
A point, a nail,
A drip, a drop,
The end of the tale

A truckload of bricks
in the soft morning light,
The shot of a gun
in the dead of the night

A mile, a must,
A thrust, a bump,
It's a girl, it's a rhyme,
It's a cold, it's the mumps

The plan of the house,
The body in bed,
And the car that got stuck,
It's the mud, it's the mud

Afloat, adrift,
A flight, a wing,
A hawk, a quail,
The promise of spring

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the promise of life
It's the joy in your heart

A stick, a stone,
It's the end of the road
It's the rest of a stump,
It's a little alone

A snake, a stick,
It is John, it is Joe,
It's a thorn in your hand
and a cut in your toe

A point, a grain,
A bee, a bite,
A blink, a buzzard,
A sudden stroke of night

A pin, a needle,
A sting, a pain,
A snail, a riddle,
A wasp, a stain

A pass in the mountains,
A horse and a mule,
In the distance the shelves
rode three shadows of blue

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the promise of life
in your heart, in your heart

A stick, a stone,
The end of the road,
The rest of a stump,
A lonesome road

A sliver of glass,
A life, the sun,
A knife, a death,
The end of the run

And the riverbank talks
of the waters of March,
It's the end of all strain,
It's the joy in your heart.

10 janeiro 2007

porque as boas conversas alimentam a alma.

Assim disse Arraxtão e ele tem boa conversa.

Estou saciada.

e de Júlios, o raposo

- Eu tinha uma amiga que andava com um caderninho... De vez em quando ela parava, abria o caderniho e começava a escrever poesias, frases que passava pela cabeça, colava figuras ou mesmo pequenos objetos que representavam situações ou sentimentos importantes para ela.... Vc? Tem um blog.
-eu também tenho um caderninho.
:)

traducciones que não acabam

- eu tô meio pifando,tomei todas...
- Aff.. que delícia, faz tempo que não tomo todas.. nem nenhuma. Eu ainda fico aqui, me explodindo em palavras. Todas bilíngües.

09 janeiro 2007

Filosofia de Butequim

preferimos buscar o dolorido, o difícil.
o que corta e faz sangrar
cultivamos as cicatrizes..
e nos alegramos com a tristeza que mantemos,
dentro de nós.
como se essa fosse realmente o que nos faz viver,
de nos sentirmos vivos, doloridos.

Cadê a música?

Acabo de receber uma nova notícia.. vou ganhar um aparelho de mp3 novo.. o meu antiguinho esta passeando por algum lugar em Buenos Aires neste momento. Alegrando a vida de alguém que não conheço. Chique ele, tirou férias eternas das minhas orelhas no exterior.

aos Danis e Anas..

Hoje três grandes amigos chegaram de volta à cidade, e com dois deles já falei rapidamente por telefone. Que alegria! Mais alegria de volta à velha casa, mais ouvidos e olhos pra conversar, pra ver, pra olhar junto.
Muitas histórias acumuladas durante o período de separação, muitas aventuras pra dividir, e fotografias para olhar.
Novamente e fresquinha a possibilidade de encontros inesperados, sorrateiros, a qualquer hora do dia, para qualquer atividade, seja andar de bicicleta, seja comer junto, seja o fazer nada, braços pra ir ao cinema, para navegar pelos córregos.
Viva meus amigos que de volta chegam à minha casa, à minha vida, ao meu cotidiano.

Ansiosa pelo reencontro amanhãs..

08 janeiro 2007

ao som do violoncelo de Jackie


E enquanto a xícara de café está quente e o trabalho sendo destilando pelos poros, ao fundo recheando o escritório a melhor trilha sonora proporcionada por Jacqueline Du Pré. Não posso nesta ocasião deixar de me lembrar de um dos melhores filmes que já vi em minha vida Hilary and Jackie (1998). A música e o filme falam por eles mesmos. Dispenso maiores comentários de uma história que nunca me esquecerei.

aquarela

A arte havia tirado férias, sentia-se sedenta por cores. Uma abstinência ingrata. Os traços talvez não representassem mais a continuação de seus dedos, de seu mundo.
Estava com sede, sua desidratação já demonstrava os sinais de um delírio abusado, desnorteado. Precisava conseguir chegar até a cozinha e beber dos pincéis, das tintas.

07 janeiro 2007

desejos

Você merece alguém disposto a não te deixar no limbo, nem quando o sono chega, entende? Alguém que sonhe com você, e pense em você, e queira você e deseje você...
Alguém que te ame.
-- Araium

colado, grudado

pelo jeito creio que foi percebido.. estou com milton na cabeça..
e junto com suas músicas, lembranças, passado, pessoas, momentos.

06 janeiro 2007

e agora, rapaz?

não vejo o sol, não vejo a lua
não vejo os óio do meu amor
ai qui dô , ai qui dô


No outono floriu
no inverno esquentou
no verão esfriou
quando quis dar por mim
era noite demais
era escuro demais
era tarde demais
e agora, rapaz?

--- dinho caninana

uma música do passado que se faz presente

...nada a temer se não o correr da luta
nada a fazer se não esquecer o medo
abrir o peito à força numa procura
fugir às armadilhas da mata escura

longe se vai sonhando demais
mas onde se chega assim
vou descobrir o que me faz sentir..

___ Sérgio Magrão & Luiz Carlos Sá

05 janeiro 2007

resumo de um dia como hoje, que aliás ainda não acabou

O dia tá que tá perfeito.. quase.
O café já está na xícara, a manteiga já está na brôa.
A chuva está lá fora, e Elis tocando.
Tirei o casaco vermelho do armário.
...
Já paguei quilos de contas.
e já fiz 37 planos dos quais realizei quatro, modifiquei outros sete, desisti de doze e prorroguei os outros quatorze.
...
E a saudade permeia.
aff.. sai do meu pé.
quero o abraço e o cheiro.
...
lá vou eu aos afazeres.. tentar riscar algum outro ítem da lista.
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

Toquinho & Vinícius
O sol quente sobre a pele aquecia a carne que embalava a alma perdida.
Nem devaneios, nem mais sonhos, nem planos.
Não havia mais nada que naquele momento pudesse ancorar o que ficava dentro, estava sendo levada pelo turbilhão.
O turbilhão da vida que esmagava, despedaçava e degolava qualquer sopro de lucidez que pudesse existir naquele momento.
Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa.
Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por quê e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta pra mim.

Água viva, C. Lispector
Você ainda não se conheceu a si mesmo. Mas a vantagem de se conhecer os outros enquanto isso, é que um deles pode lhe apresentar a si mesmo.
Examine a natureza de tudo o que você observa, exemplo, você pode se encontrar caminhando por um estacionamento, sonhando...


----- extracted from the movie Walking life.. super recomendo.

04 janeiro 2007

monogamia

- meu msn tá ficando congestionado
- eu só tô falando com vc..estou monogâmica

pássaros

- e os pássaros?
- acho que eles voaram pra longe..
- não acho. acho que eles devem estar procurando uma arvore para pousar
- e porque nao pousam?

02 janeiro 2007

reflexo

e quando me pensava vazia de palavras. Abro a porta e elas me afogam, me afogo em mim mesma, me descubro e gosto muito do que vejo.

pernas pra que te quero



Hoje hoje.. hoje.. fiz uma aquisição importante e agora ninguém mais me segura.. não entendo porque demorei tanto! E eu que nunca usei guias , só mateiros, afinal um engenheira e florestal ainda por cima, não deveria necessitar de guias para andar pelo mato, para instalar o eletro-eletrônico, trocar fusíveis..etc etc etc. Bem, meus caros, foi minha rendição e salvação.
Voltar pro mato, sentir cheiro da terra, e desbravar os verdes foi uma das resoluções de ano novo. Bora lá?

boa noite

e os olhos começam a ficar meio abertos, meio fechados, num vai-e-vém, num abre e fecha. Vamos a lá cama, que amanhã é terça, a primeira terça do ano. Eu gosto de terças, apesar de prefirir as quintas. Vamos a ela, trabalho, trabalho, salvar o mundo, vamos lá, salvar o meu mund.

Desbravar esta cidade que me encanta mesmo nos seus desencantos, mas é a minha cidade. Não sou bairrista, sou mundista, odeio as cercas que dividem e limitam, amo os aviões que cortam os céus, ou os barcos que cortam os mares. Tendendo sempre ao infinito, ao infindável, ao inexplorado.

E este dia que é o primeiro dia útil, inútil do ano.
Um ano que me aguarda repleto, muito trabalho na vida, na luta, no desbravar de corações, nem que seja o meu. Trabalho burocrático, burrocrático, prático, teórico, falados, escritos, trabalhos de todos os tipos e nas mais diversas variações.

Trabalhadores do meu Brasil varonil, companheiros, arregacem as mangas, ponham a roupa de guerra, não tenham medo do suor que escorrerá dos seus rostos. Desbravem!

e sobre o par imperfeito

Saudade do que chamou de seu par imperfeito, seu ímpar.

Sentia uma saudade aguda que nem mais calada ficava, uma saudade que só acabava quando no reencontro, quando finalmente poderia envolver em seus braços, apertar junto ao seu corpo e sentir o cheiro.

Ficava esfregando suas narinas, tentando inalar toda a fragrância volatilizada do que pensava ser a melhor fragrância do mundo.

Observava cada traço, cada gesto, cada movimento, imprimindo todas estas fotos no seu córtex. Um lugar seguro, onde suas imagens, as dele, nunca se queimariam por algum incêncio ou apagadas por algum vírus, destes que vem e arrazam tudo.

Imagens captadas pelos olhos de tão belos olhos.

Tentou desenhar os belos olhos, não conseguiu, seus traços não conseguiram rascunhar dignamente o brilho do olhar. Talvez tenha perdido a mão ou talvez sua mão apenas estremecesse diante de tal nobre dever, o de retratar o que já estava tão marcado em sua alma.

Esperava então os re-encontros, que fossem os intervalos breves, cada vez mais, viva os encontros, ansiava por eles, que se achassem e se encontrassem definitivamente.

01 janeiro 2007

o café em um início de ano

Benditas!
Benditas sejam as xícaras de café que nunca faltam e que nunca faltarão.
Benditos sejam os amigos, o amigo.
Benditas sejam as lágrimas que finalmente são drenadas sem muito esforço.
Bendita seja a vida! Mesmo que a minha.
Eu que apesar dos pesares, e por muito tempo recusei dizer isto.
Hoje, neste momento, em um súbito, me deu uma vontade de dizer e digo com letras garrafais, quem sabe assim me convenço disto...VIVA A VIDA.. vivamos então!
Não há remédio contra isso.. temos de vivê-la.. sabores, cores, imagens, sentimentos.. e tudo o que nela contém! Pacote completo e fechado, surpresas!
Que ela nos surpreenda, me rendo e quero dar uma chance, quero fazer planos, projetos, sim.. e porquê não? Que ela venha, que ela se adentre, mesmo sem pedir licença, que ela invada, que chegue, da forma e fôrma que lhe convir. Seja destruindo, seja construindo, seja chorando, seja rindo. Que seja! Mas seja!

Não sei o que quero dela, não sei como quero que ela venha, não sei onde me enquadro neste grande cenário. Mas fica sempre a eterna tentativa de recomeçar e atuar em velhos ou novos papéis, quem sabe?
Ninguém sabe. Eu não sei. Nem sei se quero saber.
Sei que... continuo. Não sei se da forma certa ou errada, se amando demais ou de menos, se ganhando ou perdendo.. se nada ou tudo.

A única coisa que sei neste momento eufônico é que as xícaras de café sempre podem ser preenchidas, sempre pode-se sentar com os amigos para a hora do café. Afinal eu e meus amigos sabemos fazer um bom café.

29 dezembro 2006

o sanduíche

Resolvi lutar contra mim mesma
porque desse jeito nao chego ao fim do ano,
que aliás insiste em demorar a chegar.
Minha primeira atitude foi fazer um sanduíche
de queijo, com porções de maionese e catchup avantajadas,
como amo essa combinação.
acho que essa primeira resolução não foi muito bem o retrato mais perfeito de uma prossível luta contra mim mesma, mas sim um afogamento nos prazeres palatáveis.
Bom.. vou sair dessa inércia. Quero a panacéia!
prenda-me nos teus braços é o que lhe peço..(vercilo & carolina)
antes que eu me perca mais do que já me perdi,
que eu estraga tudo,antes que eu vá embora,
antes que eu me exploda junto com os fogos deste fim de ano
que não chega nunca, que nunca acaba
quem sabe assim aliviar essa agonia
que fica presa na garganta e no peito
eu chorei. não foi alegoria.
o choro nem sempre tem a mesma lágrima
o mesmo soluço.

enjoy the silence - depeche mode

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Cant you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Enjoy the silence

28 dezembro 2006

aos que observam e vigiam o tempo todo. todo dia, tantas vezes, tantos meses.

Veja que sou livre, eu vôo. Perco-me entre vôos curtos, longos, tortuosos, cíclicos, não tenho métrica, não tenho padrão, apesar de muitas vezes previsível. Às vezes me acho, e quando o faço, gosto muito do que vejo, quase não reconheço quando me olho no espelho.

Mas não se engane.. não se engane, não.

Muitas vezes não me vejo, meus olhos se desviam pelas ruas, pelas figuras. Meu olho me engana ou me engano com meu olhar quase todo tempo. Sou invisível. Misturo-me nas grandes massas, massas atmosféricas, massas italianas.

Deixe-me assim. Não ameaço e não gosto de ameaças. Não gosto de invasões, nem bárbaras, nem amenas, apenas as consentidas.

Honestamente tenho uma tendência à preguiça e à vagabundagem. Apesar de também ter uma tendência ao trabalho compulsivo, desmedido. Às vezes, coisa esporádica e temporal, admito. Extremos, antagônicos.

Não tente entender. Eu não entendo e já desisti. Apenas vejo, admiro, me regozijo com o belo. Digo, o que é belo ao meu modo, ao meu gosto.

Não gosto de encrenca, tenho poucos inimigos e se os tenho, honestamente, deles não quero obter notícia, muito menos saber da existência. Não me incomodo com eles. Eles que me odeiem dentro de suas cápsulas. Benditas sejam as cápsulas protetoras como diriam já os gafanhotos. Viva os gafanhotos!

Por isso.. por isso não se engane.

Sou mais ingênua do que deveria e menos do que gostaria. Ou o contrário, ache o que quiser. Se eu quiser posso ser puta ou santa. Gosto dos destilados, preferencialmente pinga.

Não falo todas as línguas que gostaria e deveria, não sei os nomes de letras de canções, nomes de ruas e nomes de compositores. Um dia, talvez, com aquela risada debochada, chego à perfeição, à minha imperfeição.

Sou de alto nível, além de alta, mas quando e se quero posso ser péssima, o que acontece freqüentemente. O mal muito bom dos aquarianos e de zirilas, caminhar de calças arriadas para o julgamento acusador e matador alheio. Minhas pitadas de tosquice.

Sou autodivertida. Dou risada de mim mesma. Amo surpresas, cumpro as promessas. Sou falha. Na maioria das vezes, para a minha alegria, me surpreendo, sempre.

Sou assim, uma tendência viciada a ter um sorriso estampado no rosto.
Ah...os sorrisos. Esses alegram a alma e sozinhos aquecem um coração.

rascunho

e o rascunho das idéias e palavras que há muito estavam acumuladas na mesa foram esquecidas no meio de um livro, dentro de uma escola que estava de luzes apagadas e portas trancadas, vazia.
Apenas permanecendo a vontade de gritar, debater-se, como dentro de um liquidificador ou quando presa em uma camisa de força, finalmente explodindo em lágrimas, gozo e riso, tudo ao mesmo tempo, desordenadamente, freneticamente, anonimamente, mente, ente.

25 dezembro 2006

e as mensagens de natal se acumulam na caixa de entrada do e-mail.

tudo novo de novo - moska

e essa música que não sai da minha cabeça... acho que talvez ela consiga dizer um pouco sobre essa época que estamos passando.

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
e eu.. no meio de tudo, no meio dos abraços, no meio das felicitações, eu.. que nem gosto do natal, aliás.. não gosto nada.
Chorei.. chorei feito uma boba. Chorei e fiquei toda borrada.

22 dezembro 2006

ah.. mas nos outros intervalos...

Nos outros intervalos sinto no estômago que a espera finalmente esta por acabar, faltam apenas algumas horas e confesso, um estar que já está estampado na cara e no corpo, óbvio, não vejo a hora.

de alguns intervalos

Às vezes, em alguns intervalos, pego-me pensando nas pessoas queridas e distantes. Penso nelas com carinho, com saudades. Espero que este carinho mandando via vento baste, porque não tive tempo de desenvolver meu espírito natalino neste ano. Muito menos mandar os ditos cartões e mensagens de Natal. Ho ho ho . O tempo não pára, ano que vem tento de novo. Minha única resolução de fim de ano, até agora.

ho ho ho

e enquanto isto, as pessoas insistem em mandar mensagens de Natal, felicitações e desejos felizes. As mensagens me alegram e me agoniam. O ano quase no fim, fica nesta demora pra acabar. Eu, que não gosto de Natal, fico aqui torcendo pelo carnaval, com olheiras e rouquidão pertinentes aos ofícios de professora e amante.

balanço de fim de ano

férias? descanso? isto existe? O trabalho pipoca por todos os cantos, o trânsito não acalma, o shopping transborda de gente. Filas, filas, gentes e gentes, e eu que só queria pagar uma conta. Na verdade duas contas. Finalmente paguei minhas contas, quase todas as contas, e tenho a leve falsa impressão de que finalmente, depois de um ano um tanto quanto vermelho, fecho um balanço empatado. Eureka!

17 dezembro 2006

passatempo

faz tempo que lhe espero
e a espera nunca acaba
espero vendo a vida passar
e ela passa sem economia
nunca importei-me em esperar
tenho é terror de fazer esperar
mas desta vez, confesso,
que estou cansada, entediada
e não há mais distração
que me abstraia
então escrevo.

16 dezembro 2006

uma formatura

Ah .. hoje foi finalmente entendido por cada célula do meu corpo que não tenho mais meus 23, e que meus 27 quase beirando os 28 realmente se fazem presentes.

Ana e em sua homenagem, justa, lhe dou minhas salvas de palmas e sorrisos de alegrias pelas suas conquistas, pelas suas escolhas e pela sua história. E sim a festa foi "a festa" que certamente será relembrada como talvez uma das últimas na categoria entre os amigos chegados. Muita força nos futuros plantões... porque eu.. acho que não sirvo pra coisa.

...e ainda com o rímel no olho, bom humor e grande apreciação, dei seis aulinhas hoje.
Vou mergulhar no mundo dos sonhos porque ficar já à mais de 32 horas sem dormir não dá pra mim não.
Mas, quase que ainda como num sonho ou será pesadelo, satisfeita vou me deitar com o gosto de missão cumprida. Fiz juz à minha fama cultivada nos meus 23. Que venham as outras dezenas!

Garçom (o nosso se chamava Marcos e nos atendeu com muito esmero) traga o vinho porque as bocas estão sedentas!
e da rua da minha casa, hoje vi pastos verdejantes. E como são verdes, vizinhos de um céu azul. Emoldurados por muitas árvores. Tudo isso à luz de um quase pôr-do-sol.
Sorri

15 dezembro 2006

Assumo. Confesso o que sou. Um sussuro meio torpe.
Tem hora que me sinto a mais trouxa das trouxas, a enganada.
Sou ingênua, acredito nas pessoas. Não tenho o pé atrás, nem carapuças, nem carapaças.
Acredito. Mas não assumo mais brigas.
Sou da paz, apesar de às vezes desejar ser mais briguenta.
Queria ser mais entojada, mais enojada. Daquelas raparigas bem frescas.
Que sobre seus saltos altos, (que é claro) ornam com o cinto, olham o mundo de cima. Os cabelos obviamente enlourecidos, chapeados e com a boca, aquela boca sexy, sempre pronta. Arrematada com o batom, impecavelmente retocado. Pronta.
Pronta para a briga. Pronta para fazer o mundo obedecer os seus comandos, seus desejos.
Não faço chapinha. Não tenho as rédeas do mundo. Mantenho os fios irritantemente desalinhados, assim como minha vida. Quase não uso salto, já sou deslumbrantemente alta. Sempre olhei o mundo de cima, direto das nuvens.
Não gosto de brigas. Não gosto de mal entendidos. Não gosto de meias palavras.
Gosto das palavras inteiras, com todos os acentos devidos. Frases melódicas.
Digo a verdade, até demais. As pessoas não acreditam nas verdades. Preferem mentiras.
Odeio, odeio, odeio ser má interpretada, assim como julgada. Julgada e condenada por algo que não fiz, por alguma mentira contada por aí. Não pelas verdades.
As verdades assumo, as verdade engulo.
Fico voando, as vezes me canso desse eterno vôo. Queria ser mais armada. Mais enredomada.
Mais protegida. Mais térrea. Essa coisa aérea me enjôa e me faz me perder nos meus próprios cachos. E fico presa dentro deles. Sempre.
Queria que fossem eles minhas redomas.
Mas quase nunca vem alguém mexer nos meus cachos.
Um cafuné. A liberdade em um cafuné.


Frida, a outra artista que muito gosto, gosto muito.

14 dezembro 2006

Me diz o que fazer
se o que falta é sua presença
e sua ausência está demais
Me diz, oras
quantas horas demora
ou até quando esse buraco dura
se pra isto existe cura
uma sofreguidão
que se mistura com o frio
que desce a espinha
e que termina por ficar
na boca do estomâgo que está vazia
e que em espasmos delirantes
pede que o seu semblante
acalente um pouco esse corpo
que surrado
já está viciado
em você.
e de repente se vê atada,
a ausência se torna uma agonia,
e a vontade uma tortura.
A saudade...
esta apunhala o que sobra da carne.

11 dezembro 2006

finalmente eu vi..

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

F. Anitelli - O teatro mágico