31 março 2007

fim de noite uma volta de bicicleta

e uma pausa de uma hora entre os queridos amigos.. os de todo dia.
Um telefonema + carinhos e afago + aviões do forró + cotidianos + futuros planos.. e bobagens. Saí nova em folha andando protegida pela lua quase cheia.

Agora vamos à qualificação.

saudade na selva

e ás vezes me dá tanta saudade de um moço que fico querendo ouvir aquela música que ele colocou no rádio do carro daquela vez, como se assim eu pudesse trazer pra perto novamente aquele sorriso e o brilho dos olhos ao meu lado.
Fico querendo escrever coisas românticas e revendo as fotos já tão gastas de tanto que foram olhadas e olhadas.
Não sei ser muito romântica, acho que tenho medo de derrerter-me e perder-me pelo ralo para sempre.
Então fico aqui pensando nele, pensando e pensando. Chamando pelo vento.
Será que ele vê a mesma lua que eu vejo?
eu vejo e nele penso.
o coração tá apertadinho querendo urgente esparrar-se no colo dele.
acho que eu gosto dele.
acho que ele de mim.
Mim Jane, ele Tarzan.
Surdade absauda
São as águas de Março fechando o verão.

tempestade cerebral

e assim vou despejando esses pedaços de mim, ora coisa boa, ora coisa feia...
Hoje ouvi que tenho a síndrome do patinho feio..
Oras bolas.. acho que tenho mesmo.

Pato é um prato na culinária extremamente caro.. e delicioso.
Já comi nas minhas andanças.

Preciso aprender a passear pela vida, a moça das lentes azuis já dizia.

Confesso que neste segundo estou tendo uma tempestade de pensamentos e estou um tanto quanto confusa. Cansada.
Mas preciso voltar ao trabalho....pra dormir, para trabalhar, pra trabalhar, pra trabalhar e quem sabe dormir pra trabalhar.
Quero o paraíso.
E até o que chamo de paraíso me pareceu um pouco mais distante hoje. Greve dos controladores de vôo. Nem se quiser voar eu posso...
AÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

tá ruim mas tá bom

porque sempre quando está ruim, pode piorar. Claro.
O caos se instalou no meu momento e está difícil dar o Olé no bicho.
Under pressure. Tô que tô uma panela de pressão, e o tempo, o meu, vai escapando pelos meus dedos e sai saltitante dando gargalhada, rindo maquiavélicamente da minha cara.

A moça que me vê através das lentes azuis cancelou nossos encontros, pediu licença médica.

Existem limites para a fundição do ser humano? os mais católicos e mais atentos que me perdõem o uso de palavras de baixo calão, mas tem hora, tem hora, que as pernas se cansam de tanto o andar, o corpo já não responde e as palavras que sempre estão ali quietinhas à espera de serem modificadas se empilham em estantes ou qualquer que seja a superfície plana.

As tais ites do istômiguinho cantam, a comida mal para por lá. E pra contar com a astúcia da natureza, obviamente visitas inesperadas de um tal de período feminino repleto de cólicas e todos os incomôdos pertinentes à época chegam de mala e cuia. O calor, este continua onipotente e onipresente. Faltam apenas os pernilongos para indicar realmente o atual local que poderia ser este endereço de vida atual, porque inferno que é inferno tem sempre esses bichinhos e dos mais sedentos e miseráveis, incansáveis.

Mas peraí.. é hora de dar remédio.

E qualé o remédio para a minha vida?

Será que vou passar no teste? Será que dou conta?
Tá punk funk como non me gusta.

Mas como diria uma amiga minha.. tá ruim mas bom, tá bom mas tá ruim..

E continuo com esta latente sensação de estar sempre atrasada para a minha vida. Atrasada, pósmatura.

30 março 2007

e nesses dias..

Outras lutas estavam apenas começando a tomar forma, haveria de estar de prontidão.
Tinha logo a sua frente tanta luta a ser encarada de peito aberto, cara lavada, sua luta.
A eterna luta. Metade da luta. Lutas nunca são inteiras, sempre são aos pedaços, mas nem sempre homeopáticas.
Importantes passos, importantes obstáculos a serem ultrapassados.
Ela tinha a seu favor longas e fortes pernas, e corria ofegante em direção das barreiras e contra o tempo que ticava sem piedade sempre no compasso voraz dos tempos que eram modernos, corridos, atemporais.

Precisava descansar, por isso logo após a batalha partiria ainda com as mãos sujas de sangre* para terras distantes, desconhecidas em busca de outros tantos queridos.

Ela ainda esperava impacientemente, que fosse logo, reclinar a cabeça em colo amado. Seu peito estava moído de saudades do moço que mandava pensamentos e carinho dentro de garrafas jogadas no Oceano Atlântico. . Mas o moço.. o moço, a saudade descompassava o bater de seu coração.

* homenagem a minha bisa espanholita que assim se referia à palavra tão já escancarada.

o retorno da guerreira após a primeira grande batalha, deste ano

Após anos, meses, dias e nove horas de esperas infames.
Tanta dor, sangue e um grande corte fechado por muitos pontos.
Tanta gente, cansaço, medo. Solitude. Medo. Dor. Medo.
Saiu finalmente do campo de batalhas, veio pra casa onde continua a sua luta mas agora em ambiente conhecido, aconchegante, familiar.
Voltou pra casa, ao deixar o local tão doído lágrimas encheram os meus olhos.
Ao chegar em casa as lágrimas preencheram os dela.

Ainda fica essa vontade latente, uma emoção contida, tamanha.. quase do tamanho de mim, de chorar por tristeza, alegria, cansaço, descanso.
Mas aquiete-se agora, durma aqui do meu lado, descanse, pois estamos em casa. Nossa casa.
E é muito bom ter você de volta. Muito bom.
...E os meus olhos se enchem de lágrimas, minhas lágrimas.

28 março 2007

Trago-te minúcias de quintalim e cocorico de galo (...)

os restantes de velhas cidades desmanchadas

o cheiro da flor em tempos de noivado


Ruy Proença

26 março 2007

pausa

uma trégua, foi para casa.
apenas uma tentativa de se ter uma noite bem dormida
o silêncio atordoa e então ligou a tv pra lhe fazer companhia.

tão cheia que se sentia vazia.
talvez fosse só o cansaço, divagações, alucinações ou delírios.
Talvez não tivesse sentido e por isso mesmo tizesse todo o sentido.

21 março 2007

meu obrigada

A alegria chegou embrulhada dentro de um envelope da cor parda, com o meu endereço escrito com uma letra de mão toda redonda, uma letra de moça, quiçá uma escritora.
Dentro deste envelope havia um outro envelope cuidadosamente dobrado que continha um pacotinho transparente com 10 unidades de alegria multicores brilhantes caprichosamente arrematados com um laço verde.
Uma alegria toda junta, bonita de se ver.
O sorriso escapoliu sorrateiro pelos olhos e lábios, pela alma.
Permanece sorrindo até agora, quando ainda restam nove pedacinhos, pois um já cumpriu sua função, beijou a alma e abraçou o coração.
Um brinde aos encontros de alma e a amizade nova, e que seja sempre fresca, coisa boa, cor brilhante. Assim e mais ainda.

20 março 2007

da minha colheita

Já nem ouso ou me atrevo a pensar em caminhar por terras áridas, me arrepia a alma. Logo agora que na minha plantação começa a ter sinais de brotos verdes túrgidos.
A chuva tem regado e creio que a colheita será farta. Sempre há a expectativa de como será a colheita ou mesmo se haverão frutos, mas uma coisa é certa, o solo é fértil e a semente é boa.

19 março 2007

sonhos de tata

Zirila zirila....
sonhei que vc ia se CASAR!!! A gente tava num barracão, uma galera, eu vc, Dani, umas meninas que nunca vi...a gente tava te arrumando pq vc ia CASAR...eu fiz sua unha, Dani arrumou seu cabelo, uma que eu nunca vi na vida passou creme, fez massagem..parecia um dia da noiva, sabe ...

mas só ficou nos preparativos....não consegui ver vc de noiva...ai ai ai...
mas vc tava muito feliz!
e a gente tbém!

achei divertido isso

"prefessora"

Tem dias que chego em casa, assim, com aquele gostinho de missão cumprida, aulas bem dadas.
Percebo pelo olhar do outro, olhos fixados em mim, um sorriso no canto da boca e uma vontade de ficar. Somente me resta o gostinho de que fiz minha parte e não deixei a desejar. Nestes dias gosto de ser professora. Nestes dias fico feliz.
O bom desta coisa é que dou aula todos os dias, quase todos, exceto domingos, sextas e feriados.
Acho que estou levando vantagem nesse negócio aí.

Wo sind Narilu?

Du fehlst mir.

la viaje



E no mapa de uma futura viagem, as cidades marcadas até parecem próximas, cabem dentro de uma folha de papel, dentro de um livro, um guia, uma página.

do cansaço à farra

Tenho estado cansada, mas um casaço daquele tipo, sabe quando começa a ver um filme e depois de dois minutos aquela moleza toma conta? Não lutei contra o sono, me entreguei ao sono gostoso de um domingo a tarde de chuvinha largado em um sofá macio, o meu sofá.
Um misto de cansaço, velhice, idade, falta de ferro no sangue, frente fria e garoa.

Fui interrompida por um telefonema, que me despertou desse soninho. Foi requisitada a minha presença, por alguns momentos desejei ser uma pessoa esquecida pelo tempo, pelo mundo.

Levantei a carcaça e como que simplesmente respondendo a um chamado fui.

Fui saudade alegremente por tantos amigos. Joguei o tal do boliche, apenas o suficiente para sentir e descobrir um músculo existente no meu ante-braço que insistiu em dizer que esta lá nestas últimas 24 horas. Divertido, joguei pouco, quase ganhei a rodada. Sorte de principiante. Briguei com um tal de taco, numa outra estranha sinuca. Perdi. Cantei "O amor e poder" de Rosana, aquela música da infância, da minha, e mandei bem no karaokê. HO HO HO. Os espectadores neste momento tiveram direito até a coreografia.

Todos cantaram, cantaram, riram, cantaram, dançaram, comeram, beberam, cantaram, conversaram, namoraram, aram aram aram...

Foram momentos felizes, momentos onde nada mais importava. O que nos restava era apenas a grande farra da dança, dos strikes, das bolas brancas encaçapadas, do canto, do riso, da amizade.

Por algumas horas tudo foi esquecido, até o cansaço.

18 março 2007

domingueira

e vamos logo ali trabalhar, afinal hoje é um chuvoso, nublado, encantado domingo.

15 março 2007

antes de dormir

fico me achando com essa falta de criatividade soberba, sem graça e sem sal.

mas daí depois de boas conversas, com a moça linda que se aventura em terras que um dia haverei de conhecer, o sorriso se estampa no rosto novamente, e fica uma boa sensação, fica uma coisa boa que não sei explicar.

é possível ponto finalizar?

..porque às vezes as coisas não se resolvem do dia para a noite. Apesar de eu ter essa tendência sagaz em querer explodir, resolver, esmigalhar, passar a limpo, botar os pingos nos is, saber o veredito, saber a verdade, que seja nua e crua. Fechar as histórias, dar fim. Nem tudo funciona no ritmo que queremos, isso todo mundo e até os mais céticos estão se coçando de saber.

.. deixar o tempo, e a água da enxurrada tomar seu rumo, deixar o tempo fechar as machucados, que por mais que tentemos cutucar, uma hora fecha, o dia passa.
A chuva vem, vai, seca o chão e daí começa tudo de novo.
Basta ao dia o seu próprio mal, como desde pequena aprendi daquele livro de capa preta.
E na maioria das vezes as coisas por si só se resolvem, sozinhas, sem interferência. Cada dia resolve-se pelas horas. As horas passam e não temos o controle disso, nem de nada.
Acho que no fim a graça de tudo está exatamento nisto, está no que lutamos contra.

a lista e outros tantos que me esqueci

é que ultimamente ando meio assim. um pouco descentrada, tanta coisa na cabeça, um outro tanto esquecida. Esqueço-me dos ítens na lista de tarefas, encaro outros cabeludos, não dou conta de tudo. Assim os dias vão passando, sempre permeados de saudade e agonia.

Fiquei até sem palavras para serem ditas, cabeça vazia de tão cheia. Marcou-se a data, o grande dia, da tal esperada Qualificação e já se começa a agonia novamente. Uma agonia cheia de paixão e tesão que ainda não foi esquecida, pela tese. Mas fica aí, preciso engatar novamente, mergulhar nos livros e nela. Escrever.. escrever.

Os amigos me pedem coisas das quais me esqueço no minuto seguinte. A memória anda meio deixando a desejar, talvez sejam a falta de vitaminas que me esqueço de tomar. Tanta coisa, tanta tarefa a ser cumprida e os dias passam assim ligeiros. Já estamos no dia 15 de março, ou será dia 16 já? Perco-me nas contas do calendário e das horas.

Minha caixa de emails me assusta, me dá medo, e ainda me lembra de um tudo que preciso dar conta. Nem contabilizo outros tantos ítens na lista.. a lista de tarefas..
A lista que insisto em utilizar de ser uma pessoa menos pior nesse mundo.

e daí para embolar tudo tá um calor que não passa, tem a saudade que é infinita e tem a falta de ferro, que acho que tá atrasando a vida.