Prefiro o pôr-do-sol, momento mágico do dia, marca o fim de mais um dia de jornada, a cidade de certa forma se aquieta, pessoas à caminho de casa, sem mais a pressa que é presente na manhã quando estão a caminho do trabalho para começar o dia de labuta. O pôr-do-sol não, pelo contrário, nos convida ao descanso, parar para uma cerveja num boteco, à beira da avenida. A pausa para um cigarro, para a parada, apreciando os tons laranja-dourado-vermelho-rosa do céu. Um respirar, quase que um suspirar, de satisfação de mais um dia cumprido. Deixando, isto para os mais afortunados, os problemas de lado por um segundo na esperança de se ter um dia novo em folha para achar a solução.
Acho que por tudo isso e por outras que prefiro o pôr-do-sol, sempre gostei.
do Lat. euphonia < Gr. euphonía s. f., som agradável; escolha harmoniosa dos sons; suavidade de pronúncia.
29 setembro 2006
intimidade letrada
O jogar com as palavras, afirmando tal intimidade com a letra que o desmanchar e formação de novas palavras, novos sentidos se transforma em uma grande brincadeira.
27 setembro 2006
.. e por enquanto.
Continuo com o que me é pertinente.
Até que chegue a hora de dizer basta, acabar com o auto-engano.
Desistir do sonho infundado.
Mantenho o pequeno elo, me apego a ele, como se não fosse aguentar a dor da sua perda.
Alimento, cultivo, cativo enquanto ainda tenho medo do ir embora, sentir a dor do parto, a dor da separação, o viver a vida como tem de ser vivida. Entrar em contato com uma realidade temida.
Como se a dor já existente, a dor da indiferença, incompletude, como se as migalhas que me concedo não fossem muito piores. Mas afinal é um sentimento já conhecido, não se tem que deparar com o novo, com o mergulho de cabeça em águas escuras.
Pequenos caprichos que me mantêm ainda escrava, por opção.
Uma opção cega.
Enquanto isso fico à espera da posse. A posse legitimada da pseudo liberdade. Liberdade ainda confusa e maquiada, não revelada.
E o medo de viver na completude, (o que é a completude, se existe isso?), o medo do mergulho continua estagnado no dia de hoje, por equanto.
Até que chegue a hora de dizer basta, acabar com o auto-engano.
Desistir do sonho infundado.
Mantenho o pequeno elo, me apego a ele, como se não fosse aguentar a dor da sua perda.
Alimento, cultivo, cativo enquanto ainda tenho medo do ir embora, sentir a dor do parto, a dor da separação, o viver a vida como tem de ser vivida. Entrar em contato com uma realidade temida.
Como se a dor já existente, a dor da indiferença, incompletude, como se as migalhas que me concedo não fossem muito piores. Mas afinal é um sentimento já conhecido, não se tem que deparar com o novo, com o mergulho de cabeça em águas escuras.
Pequenos caprichos que me mantêm ainda escrava, por opção.
Uma opção cega.
Enquanto isso fico à espera da posse. A posse legitimada da pseudo liberdade. Liberdade ainda confusa e maquiada, não revelada.
E o medo de viver na completude, (o que é a completude, se existe isso?), o medo do mergulho continua estagnado no dia de hoje, por equanto.
26 setembro 2006
.. e sobre os caminhos retomados.
e então o mergulhar no trabalho, nas questões que verdadeiramente sempre importaram, o reencontrar com seus ideais, o reencontrar com as coisas que lhe são familiares, dão-lhe novamente o sentimento de inserção na vida. Antes, e por um breve tempo achava-se em uma fase distinta, excluída de sua própria existência, sem sentido de luta, perdida em meio aos turbilhões, em meio às tempestades e devaneios. Deixando-se levar pela correnteza, tentando desesperadamente salvar-se sem ao menos, ver que sua salvação estava mais perto, do que em meio ao seu desespero, pudesse imaginar.
...e sobre o distanciamento
e como se esperasse ansioso por uma gota do que pudesse representar algum modesto afeto. Um afago mesmo que apático, comedido que fosse. Uma intenção de gesto que indicasse alguma breve tendência em direção a ele. Pequeno movimento que desse alguma esperança de um dia, alguma hora ter novamente a atenção do objeto por ele desejado. Um fio, uma linha que conseguisse manter algum elo entre os dois.
uma auto-síntese no dia de hoje
Um tanto alegre, um tanto triste. Sonhadora, visionária, igualitária.
Um tanto inquieta, um tanto bagunceira, um pouco atrasada. Muito impulsiva, e um tanto compulsiva. Ansiosa. Um bom tanto caótica. Demasiada espontânea e reveladora desmedida de seus livres pensamentos e devaneios. Uma tendência à tosquice, quase uma joselita. Apreciadora da vitrine da vida, observadora dos transeuntes, dos passantes. Amante das verdades e dos âmagos, cientista dos cernes. Adoradora das fendas, imperfeições, do que difere, do que dá individualidade, especialidade. Mantenho o olhar atento ao diferente, quase hipnótico, absorto, integral, meio voyer. Apaixonada pelos universos artísticos coloridos que encantam a alma e os olhos. Tentando decifrar o meu próprio caminho passado, futuro e perdida na viela presente.
Um tanto inquieta, um tanto bagunceira, um pouco atrasada. Muito impulsiva, e um tanto compulsiva. Ansiosa. Um bom tanto caótica. Demasiada espontânea e reveladora desmedida de seus livres pensamentos e devaneios. Uma tendência à tosquice, quase uma joselita. Apreciadora da vitrine da vida, observadora dos transeuntes, dos passantes. Amante das verdades e dos âmagos, cientista dos cernes. Adoradora das fendas, imperfeições, do que difere, do que dá individualidade, especialidade. Mantenho o olhar atento ao diferente, quase hipnótico, absorto, integral, meio voyer. Apaixonada pelos universos artísticos coloridos que encantam a alma e os olhos. Tentando decifrar o meu próprio caminho passado, futuro e perdida na viela presente.
25 setembro 2006
tudo vira lixo
e assim, depois de uma pequena enxurrada de dizeres ao mundo, vou me enfiando em baixo das cobertas, em um mundo que não existe. Fazendo valia o que um grande amigo sempre me diz, vá vá dormir, que tudo passa, e amanhã é outro dia. Passa a tristeza, passa o cansaço, passa os pensamentos.
como uma outra grande amiga diz.. pensar muito as vezes não é bom, analizar cada coisa, analizar a vida, pra quê? Não precisa.
Pra quê? Ser um ser simples, sem pensamentos profundos é bom.
Leve sua vidinha, um dia após o outro, sem grandes pretensões e pensamentos.
Afinal..como diz Chico César
Tudo vira lixo
Tudo pode virar lixo
Carta de amor vira lixo
Conta pra pagar vira lixo
Seja como for tudo pode virar lixo
Namorado, gato, tio
Até seu pavio
Também pode virar lixo
Tudo que se acende se apaga
Fósforo se apaga
Vela, incêndio, lamparina
O olho da menina até o seu
Tudo pode se apagar
Tudo pode se acabar
E virar lixo...
como uma outra grande amiga diz.. pensar muito as vezes não é bom, analizar cada coisa, analizar a vida, pra quê? Não precisa.
Pra quê? Ser um ser simples, sem pensamentos profundos é bom.
Leve sua vidinha, um dia após o outro, sem grandes pretensões e pensamentos.
Afinal..como diz Chico César
Tudo vira lixo
Tudo pode virar lixo
Carta de amor vira lixo
Conta pra pagar vira lixo
Seja como for tudo pode virar lixo
Namorado, gato, tio
Até seu pavio
Também pode virar lixo
Tudo que se acende se apaga
Fósforo se apaga
Vela, incêndio, lamparina
O olho da menina até o seu
Tudo pode se apagar
Tudo pode se acabar
E virar lixo...
e dos Afro-sambas de Vinícius e de Baden
Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
delivery de árvore: ligue e peça uma na sua rua
Apesar de o serviço ser desconhecido pelos paulistanos, é possível pedir o plantio de uma árvore em qualquer rua de São Paulo com um telefonema ao 156, central da Prefeitura, que também atende pela internet. A exemplo da pizza, o delivery de árvores à paulistana tem cardápio: as espécies estão listadas no Manual Técnico de Arborização Urbana, lançado no ano passado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Ao acionar o sistema, o munícipe recebe a visita de um técnico da Prefeitura, que verifica as condições do local a receber a árvore, que poderá ser de porte pequeno, médio ou grande e deverá guardar distâncias obrigatórias de poste, placas indicativas e fiação pública. Fonte: OESP, 20.09.2006.
...o que nunca foi dito.
Tenho um medo urgente de ser esquecida, como se realmente a minha presença na vida fosse dispensável. Tenho medo de descobrir o inevitável, medo de finalmente saber a verdade. Na minha viagem, in solo, saber que sou indesejada ou esquecida, nunca lembrada, que minha ausência ou presença é indiferente.
.. e ainda sobre os aquarianos, a eterna busca do auto-entendimento..
Regido por Urano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo de cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade". Muitos anos-luz adiante do seu tempo.
O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade. Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz. Seres mais despreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.
AFF.. acho que estou em crise com o meu signo.. Nem guento minhas viagens,essa eterna cabeça voadora e tosquice cega. Sou um ser típico astrológicamente falando e depois dizem que astrologia é balela.. Socorro, para tudo que quero descer. Dá pra nascer de novo um pouco mais virginiano ou libriano?
O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade. Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz. Seres mais despreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.
AFF.. acho que estou em crise com o meu signo.. Nem guento minhas viagens,essa eterna cabeça voadora e tosquice cega. Sou um ser típico astrológicamente falando e depois dizem que astrologia é balela.. Socorro, para tudo que quero descer. Dá pra nascer de novo um pouco mais virginiano ou libriano?
e uma vez fui definida assim..
Malee: an easy-living, open-minded person who lives life both in the fast and the slow way Martin Krapp
e da falta que faz o pintar..
I believe that harmony are collors
Everytime I paint it sharpens my harmony..
Yesterday I´ve tried to paint you but the collors weren´t beautifull enough
your love goes beyond what can I say ..Beyonce
Everytime I paint it sharpens my harmony..
Yesterday I´ve tried to paint you but the collors weren´t beautifull enough
your love goes beyond what can I say ..Beyonce
24 setembro 2006
freezing - suzanne vega
If you had no name
If you had no history
If you had no books
If you had no family
If it were only you
Naked on the grass
Who would you be then?
This is what he asked
And I said I wasn´t really sure
But I would probably be
Cold
And now I´m freezing
Freezing
If you had no history
If you had no books
If you had no family
If it were only you
Naked on the grass
Who would you be then?
This is what he asked
And I said I wasn´t really sure
But I would probably be
Cold
And now I´m freezing
Freezing
o remexer do passado
O remexer do passado.
Como que se buscando entender o caminho que tomei para chegar onde estou, como estou.
O silêncio do presente faz-se buscar respostas, como se houvessem estas respostas.
Buscar no passado as respostas que o presente não dá. Tentar entender o porque do hoje, olhando uma foto antiga. Uma situação passada que, no entanto não dá a possibilidade de mudar o que passou, e muito menos o que passa.
Não se pode mudar o passado, pode-se mudar o presente?
Entender o que se foi, sem entender quem és?
Como que se buscando entender o caminho que tomei para chegar onde estou, como estou.
O silêncio do presente faz-se buscar respostas, como se houvessem estas respostas.
Buscar no passado as respostas que o presente não dá. Tentar entender o porque do hoje, olhando uma foto antiga. Uma situação passada que, no entanto não dá a possibilidade de mudar o que passou, e muito menos o que passa.
Não se pode mudar o passado, pode-se mudar o presente?
Entender o que se foi, sem entender quem és?
23 setembro 2006
22 setembro 2006
dica cultural pra gente que gosta de coisa boa
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