do Lat. euphonia < Gr. euphonía s. f., som agradável; escolha harmoniosa dos sons; suavidade de pronúncia.
09 janeiro 2007
Cadê a música?
Acabo de receber uma nova notícia.. vou ganhar um aparelho de mp3 novo.. o meu antiguinho esta passeando por algum lugar em Buenos Aires neste momento. Alegrando a vida de alguém que não conheço. Chique ele, tirou férias eternas das minhas orelhas no exterior.
aos Danis e Anas..
Hoje três grandes amigos chegaram de volta à cidade, e com dois deles já falei rapidamente por telefone. Que alegria! Mais alegria de volta à velha casa, mais ouvidos e olhos pra conversar, pra ver, pra olhar junto.
Muitas histórias acumuladas durante o período de separação, muitas aventuras pra dividir, e fotografias para olhar.
Novamente e fresquinha a possibilidade de encontros inesperados, sorrateiros, a qualquer hora do dia, para qualquer atividade, seja andar de bicicleta, seja comer junto, seja o fazer nada, braços pra ir ao cinema, para navegar pelos córregos.
Viva meus amigos que de volta chegam à minha casa, à minha vida, ao meu cotidiano.
Ansiosa pelo reencontro amanhãs..
Muitas histórias acumuladas durante o período de separação, muitas aventuras pra dividir, e fotografias para olhar.
Novamente e fresquinha a possibilidade de encontros inesperados, sorrateiros, a qualquer hora do dia, para qualquer atividade, seja andar de bicicleta, seja comer junto, seja o fazer nada, braços pra ir ao cinema, para navegar pelos córregos.
Viva meus amigos que de volta chegam à minha casa, à minha vida, ao meu cotidiano.
Ansiosa pelo reencontro amanhãs..
08 janeiro 2007
ao som do violoncelo de Jackie

E enquanto a xícara de café está quente e o trabalho sendo destilando pelos poros, ao fundo recheando o escritório a melhor trilha sonora proporcionada por Jacqueline Du Pré. Não posso nesta ocasião deixar de me lembrar de um dos melhores filmes que já vi em minha vida Hilary and Jackie (1998). A música e o filme falam por eles mesmos. Dispenso maiores comentários de uma história que nunca me esquecerei.
aquarela
A arte havia tirado férias, sentia-se sedenta por cores. Uma abstinência ingrata. Os traços talvez não representassem mais a continuação de seus dedos, de seu mundo.
Estava com sede, sua desidratação já demonstrava os sinais de um delírio abusado, desnorteado. Precisava conseguir chegar até a cozinha e beber dos pincéis, das tintas.
Estava com sede, sua desidratação já demonstrava os sinais de um delírio abusado, desnorteado. Precisava conseguir chegar até a cozinha e beber dos pincéis, das tintas.
07 janeiro 2007
desejos
Você merece alguém disposto a não te deixar no limbo, nem quando o sono chega, entende? Alguém que sonhe com você, e pense em você, e queira você e deseje você...
Alguém que te ame.
-- Araium
Alguém que te ame.
-- Araium
colado, grudado
pelo jeito creio que foi percebido.. estou com milton na cabeça..
e junto com suas músicas, lembranças, passado, pessoas, momentos.
e junto com suas músicas, lembranças, passado, pessoas, momentos.
06 janeiro 2007
e agora, rapaz?
não vejo o sol, não vejo a lua
não vejo os óio do meu amor
ai qui dô , ai qui dô
No outono floriu
no inverno esquentou
no verão esfriou
quando quis dar por mim
era noite demais
era escuro demais
era tarde demais
e agora, rapaz?
--- dinho caninana
não vejo os óio do meu amor
ai qui dô , ai qui dô
No outono floriu
no inverno esquentou
no verão esfriou
quando quis dar por mim
era noite demais
era escuro demais
era tarde demais
e agora, rapaz?
--- dinho caninana
uma música do passado que se faz presente
...nada a temer se não o correr da luta
nada a fazer se não esquecer o medo
abrir o peito à força numa procura
fugir às armadilhas da mata escura
longe se vai sonhando demais
mas onde se chega assim
vou descobrir o que me faz sentir..
___ Sérgio Magrão & Luiz Carlos Sá
nada a fazer se não esquecer o medo
abrir o peito à força numa procura
fugir às armadilhas da mata escura
longe se vai sonhando demais
mas onde se chega assim
vou descobrir o que me faz sentir..
___ Sérgio Magrão & Luiz Carlos Sá
05 janeiro 2007
resumo de um dia como hoje, que aliás ainda não acabou
O dia tá que tá perfeito.. quase.
O café já está na xícara, a manteiga já está na brôa.
A chuva está lá fora, e Elis tocando.
Tirei o casaco vermelho do armário.
...
Já paguei quilos de contas.
e já fiz 37 planos dos quais realizei quatro, modifiquei outros sete, desisti de doze e prorroguei os outros quatorze.
...
E a saudade permeia.
aff.. sai do meu pé.
quero o abraço e o cheiro.
...
lá vou eu aos afazeres.. tentar riscar algum outro ítem da lista.
O café já está na xícara, a manteiga já está na brôa.
A chuva está lá fora, e Elis tocando.
Tirei o casaco vermelho do armário.
...
Já paguei quilos de contas.
e já fiz 37 planos dos quais realizei quatro, modifiquei outros sete, desisti de doze e prorroguei os outros quatorze.
...
E a saudade permeia.
aff.. sai do meu pé.
quero o abraço e o cheiro.
...
lá vou eu aos afazeres.. tentar riscar algum outro ítem da lista.
O sol quente sobre a pele aquecia a carne que embalava a alma perdida.
Nem devaneios, nem mais sonhos, nem planos.
Não havia mais nada que naquele momento pudesse ancorar o que ficava dentro, estava sendo levada pelo turbilhão.
O turbilhão da vida que esmagava, despedaçava e degolava qualquer sopro de lucidez que pudesse existir naquele momento.
Nem devaneios, nem mais sonhos, nem planos.
Não havia mais nada que naquele momento pudesse ancorar o que ficava dentro, estava sendo levada pelo turbilhão.
O turbilhão da vida que esmagava, despedaçava e degolava qualquer sopro de lucidez que pudesse existir naquele momento.
Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa.
Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por quê e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta pra mim.
Água viva, C. Lispector
Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra. Não quero perguntar por quê, pode-se perguntar sempre por quê e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta pra mim.
Água viva, C. Lispector
Você ainda não se conheceu a si mesmo. Mas a vantagem de se conhecer os outros enquanto isso, é que um deles pode lhe apresentar a si mesmo.
Examine a natureza de tudo o que você observa, exemplo, você pode se encontrar caminhando por um estacionamento, sonhando...
----- extracted from the movie Walking life.. super recomendo.
Examine a natureza de tudo o que você observa, exemplo, você pode se encontrar caminhando por um estacionamento, sonhando...
----- extracted from the movie Walking life.. super recomendo.
04 janeiro 2007
02 janeiro 2007
reflexo
e quando me pensava vazia de palavras. Abro a porta e elas me afogam, me afogo em mim mesma, me descubro e gosto muito do que vejo.
pernas pra que te quero

Hoje hoje.. hoje.. fiz uma aquisição importante e agora ninguém mais me segura.. não entendo porque demorei tanto! E eu que nunca usei guias , só mateiros, afinal um engenheira e florestal ainda por cima, não deveria necessitar de guias para andar pelo mato, para instalar o eletro-eletrônico, trocar fusíveis..etc etc etc. Bem, meus caros, foi minha rendição e salvação.
Voltar pro mato, sentir cheiro da terra, e desbravar os verdes foi uma das resoluções de ano novo. Bora lá?
boa noite
e os olhos começam a ficar meio abertos, meio fechados, num vai-e-vém, num abre e fecha. Vamos a lá cama, que amanhã é terça, a primeira terça do ano. Eu gosto de terças, apesar de prefirir as quintas. Vamos a ela, trabalho, trabalho, salvar o mundo, vamos lá, salvar o meu mund.
Desbravar esta cidade que me encanta mesmo nos seus desencantos, mas é a minha cidade. Não sou bairrista, sou mundista, odeio as cercas que dividem e limitam, amo os aviões que cortam os céus, ou os barcos que cortam os mares. Tendendo sempre ao infinito, ao infindável, ao inexplorado.
E este dia que é o primeiro dia útil, inútil do ano.
Um ano que me aguarda repleto, muito trabalho na vida, na luta, no desbravar de corações, nem que seja o meu. Trabalho burocrático, burrocrático, prático, teórico, falados, escritos, trabalhos de todos os tipos e nas mais diversas variações.
Trabalhadores do meu Brasil varonil, companheiros, arregacem as mangas, ponham a roupa de guerra, não tenham medo do suor que escorrerá dos seus rostos. Desbravem!
Desbravar esta cidade que me encanta mesmo nos seus desencantos, mas é a minha cidade. Não sou bairrista, sou mundista, odeio as cercas que dividem e limitam, amo os aviões que cortam os céus, ou os barcos que cortam os mares. Tendendo sempre ao infinito, ao infindável, ao inexplorado.
E este dia que é o primeiro dia útil, inútil do ano.
Um ano que me aguarda repleto, muito trabalho na vida, na luta, no desbravar de corações, nem que seja o meu. Trabalho burocrático, burrocrático, prático, teórico, falados, escritos, trabalhos de todos os tipos e nas mais diversas variações.
Trabalhadores do meu Brasil varonil, companheiros, arregacem as mangas, ponham a roupa de guerra, não tenham medo do suor que escorrerá dos seus rostos. Desbravem!
e sobre o par imperfeito
Saudade do que chamou de seu par imperfeito, seu ímpar.
Sentia uma saudade aguda que nem mais calada ficava, uma saudade que só acabava quando no reencontro, quando finalmente poderia envolver em seus braços, apertar junto ao seu corpo e sentir o cheiro.
Ficava esfregando suas narinas, tentando inalar toda a fragrância volatilizada do que pensava ser a melhor fragrância do mundo.
Observava cada traço, cada gesto, cada movimento, imprimindo todas estas fotos no seu córtex. Um lugar seguro, onde suas imagens, as dele, nunca se queimariam por algum incêncio ou apagadas por algum vírus, destes que vem e arrazam tudo.
Imagens captadas pelos olhos de tão belos olhos.
Tentou desenhar os belos olhos, não conseguiu, seus traços não conseguiram rascunhar dignamente o brilho do olhar. Talvez tenha perdido a mão ou talvez sua mão apenas estremecesse diante de tal nobre dever, o de retratar o que já estava tão marcado em sua alma.
Esperava então os re-encontros, que fossem os intervalos breves, cada vez mais, viva os encontros, ansiava por eles, que se achassem e se encontrassem definitivamente.
Sentia uma saudade aguda que nem mais calada ficava, uma saudade que só acabava quando no reencontro, quando finalmente poderia envolver em seus braços, apertar junto ao seu corpo e sentir o cheiro.
Ficava esfregando suas narinas, tentando inalar toda a fragrância volatilizada do que pensava ser a melhor fragrância do mundo.
Observava cada traço, cada gesto, cada movimento, imprimindo todas estas fotos no seu córtex. Um lugar seguro, onde suas imagens, as dele, nunca se queimariam por algum incêncio ou apagadas por algum vírus, destes que vem e arrazam tudo.
Imagens captadas pelos olhos de tão belos olhos.
Tentou desenhar os belos olhos, não conseguiu, seus traços não conseguiram rascunhar dignamente o brilho do olhar. Talvez tenha perdido a mão ou talvez sua mão apenas estremecesse diante de tal nobre dever, o de retratar o que já estava tão marcado em sua alma.
Esperava então os re-encontros, que fossem os intervalos breves, cada vez mais, viva os encontros, ansiava por eles, que se achassem e se encontrassem definitivamente.
01 janeiro 2007
o café em um início de ano
Benditas!
Benditas sejam as xícaras de café que nunca faltam e que nunca faltarão.
Benditos sejam os amigos, o amigo.
Benditas sejam as lágrimas que finalmente são drenadas sem muito esforço.
Bendita seja a vida! Mesmo que a minha.
Eu que apesar dos pesares, e por muito tempo recusei dizer isto.
Hoje, neste momento, em um súbito, me deu uma vontade de dizer e digo com letras garrafais, quem sabe assim me convenço disto...VIVA A VIDA.. vivamos então!
Não há remédio contra isso.. temos de vivê-la.. sabores, cores, imagens, sentimentos.. e tudo o que nela contém! Pacote completo e fechado, surpresas!
Que ela nos surpreenda, me rendo e quero dar uma chance, quero fazer planos, projetos, sim.. e porquê não? Que ela venha, que ela se adentre, mesmo sem pedir licença, que ela invada, que chegue, da forma e fôrma que lhe convir. Seja destruindo, seja construindo, seja chorando, seja rindo. Que seja! Mas seja!
Não sei o que quero dela, não sei como quero que ela venha, não sei onde me enquadro neste grande cenário. Mas fica sempre a eterna tentativa de recomeçar e atuar em velhos ou novos papéis, quem sabe?
Ninguém sabe. Eu não sei. Nem sei se quero saber.
Sei que... continuo. Não sei se da forma certa ou errada, se amando demais ou de menos, se ganhando ou perdendo.. se nada ou tudo.
A única coisa que sei neste momento eufônico é que as xícaras de café sempre podem ser preenchidas, sempre pode-se sentar com os amigos para a hora do café. Afinal eu e meus amigos sabemos fazer um bom café.
Benditas sejam as xícaras de café que nunca faltam e que nunca faltarão.
Benditos sejam os amigos, o amigo.
Benditas sejam as lágrimas que finalmente são drenadas sem muito esforço.
Bendita seja a vida! Mesmo que a minha.
Eu que apesar dos pesares, e por muito tempo recusei dizer isto.
Hoje, neste momento, em um súbito, me deu uma vontade de dizer e digo com letras garrafais, quem sabe assim me convenço disto...VIVA A VIDA.. vivamos então!
Não há remédio contra isso.. temos de vivê-la.. sabores, cores, imagens, sentimentos.. e tudo o que nela contém! Pacote completo e fechado, surpresas!
Que ela nos surpreenda, me rendo e quero dar uma chance, quero fazer planos, projetos, sim.. e porquê não? Que ela venha, que ela se adentre, mesmo sem pedir licença, que ela invada, que chegue, da forma e fôrma que lhe convir. Seja destruindo, seja construindo, seja chorando, seja rindo. Que seja! Mas seja!
Não sei o que quero dela, não sei como quero que ela venha, não sei onde me enquadro neste grande cenário. Mas fica sempre a eterna tentativa de recomeçar e atuar em velhos ou novos papéis, quem sabe?
Ninguém sabe. Eu não sei. Nem sei se quero saber.
Sei que... continuo. Não sei se da forma certa ou errada, se amando demais ou de menos, se ganhando ou perdendo.. se nada ou tudo.
A única coisa que sei neste momento eufônico é que as xícaras de café sempre podem ser preenchidas, sempre pode-se sentar com os amigos para a hora do café. Afinal eu e meus amigos sabemos fazer um bom café.
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