do Lat. euphonia < Gr. euphonía s. f., som agradável; escolha harmoniosa dos sons; suavidade de pronúncia.
18 outubro 2006
17 outubro 2006
de hildas
Kalau: Nem parece que falamos da mesma mulher.
Celônio: Tu mesmo disseste que ela se parecia a uma coisa sagrada.
Kalau: Sagrada... sei lá. Uma coisa que dava medo de tocar.
Agda, de Hilda Hilst
Celônio: Tu mesmo disseste que ela se parecia a uma coisa sagrada.
Kalau: Sagrada... sei lá. Uma coisa que dava medo de tocar.
Agda, de Hilda Hilst
15 outubro 2006
pensamentos de um quase fim de domingo
calor, cansaço beirando à preguiça.
pilha de papel olhando pra mim.
tanto trabalho, tanta coisa, tantos desejos.
queria o barulho do mar, apreciando algum resto de pôr de sol.
é.. to beirando meu limite sem viagens.
mas viagem daquelas, sem trabalho embutido, daquelas sem ter que nada, daquelas que vc fica até dizer chega.
daquelas viagens em que não existe preocupação com nenhuma convenção.
ficar em um lugar novo, peregrinando até que as roupas sujas e o desejo da sua cama te leve de volta.
preciso de mato, mar e sol.
preciso do verde, azul, amarelo, branco, laranja, marrom...
preciso das cores.
pilha de papel olhando pra mim.
tanto trabalho, tanta coisa, tantos desejos.
queria o barulho do mar, apreciando algum resto de pôr de sol.
é.. to beirando meu limite sem viagens.
mas viagem daquelas, sem trabalho embutido, daquelas sem ter que nada, daquelas que vc fica até dizer chega.
daquelas viagens em que não existe preocupação com nenhuma convenção.
ficar em um lugar novo, peregrinando até que as roupas sujas e o desejo da sua cama te leve de volta.
preciso de mato, mar e sol.
preciso do verde, azul, amarelo, branco, laranja, marrom...
preciso das cores.
14 outubro 2006
música jamais ouvida antes
Torrente de idéias.
Desenfreada a cabeça tenta juntar idéias, palavras, histórias,
Em um momento quase sublime.
A ausência de planos.
Momento onde se há oportunidade de nada.
Apenas viver o sol que bilha lá fora.
Ouvir uma nova música.
Tentar reconstruir, juntar as peças quebradas.
Formar um novo espelho a partir dos cacos quebrados.
Olhar o reflexo, e caminhar para algo do que seria entender quem é o reflexo.
...
E a ausência de planos, instantaneamente sorri.
Desenfreada a cabeça tenta juntar idéias, palavras, histórias,
Em um momento quase sublime.
A ausência de planos.
Momento onde se há oportunidade de nada.
Apenas viver o sol que bilha lá fora.
Ouvir uma nova música.
Tentar reconstruir, juntar as peças quebradas.
Formar um novo espelho a partir dos cacos quebrados.
Olhar o reflexo, e caminhar para algo do que seria entender quem é o reflexo.
...
E a ausência de planos, instantaneamente sorri.
sexta feira 13
O que dizer de uma sexta feira 13 que já quase acaba.
Graças!
Espero que acabe, porque hoje o dia não foi bolinho.
Delírios, delírios e delírios.
Quero sumir de mim mesma.
Graças!
Espero que acabe, porque hoje o dia não foi bolinho.
Delírios, delírios e delírios.
Quero sumir de mim mesma.
13 outubro 2006
e a despedida ... Candeia, interpretação Cartola.
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar
a ainda relutando em dormir.
Sim.. tenho essa mania das crianças, reluto em ir dormir..
Lamentável esse meu comportamento, pois é muito bom dormir pra esquecer, apesar de muitas vezes os sonhos não deixarem.
Enfim..
escuto cartola, amo cartola do mais profundo lugar do meu ser, se é que sou tão profunda assim. sou alta e acho que minha altura toda deve servir pelo menos pra isso, pra ter algum lugar que possa ser chamado de profundo. Escolhi duas não tão pérolas assim. Meu estado de espírito muitas vezes é representado pelas músicas que escuto, então, amigos façam o brigadeiro, coloquem o pijama, e neste dia chuvoso se enfiem em algum canto aconchegante.
Compartilho com vcs.
Isto é, se existe o vcs...
Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus
...
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Lamentável esse meu comportamento, pois é muito bom dormir pra esquecer, apesar de muitas vezes os sonhos não deixarem.
Enfim..
escuto cartola, amo cartola do mais profundo lugar do meu ser, se é que sou tão profunda assim. sou alta e acho que minha altura toda deve servir pelo menos pra isso, pra ter algum lugar que possa ser chamado de profundo. Escolhi duas não tão pérolas assim. Meu estado de espírito muitas vezes é representado pelas músicas que escuto, então, amigos façam o brigadeiro, coloquem o pijama, e neste dia chuvoso se enfiem em algum canto aconchegante.
Compartilho com vcs.
Isto é, se existe o vcs...
Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus
...
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
da eterna espera.
Fico à espera.
Procuro entre letras de Cartolas e Adrianas, algo que clara e veramente possa falar coisas que sinto.
É sempre mais fácil. Parece que os poetas facilitam a vida da gente.
Fica então a nossa economia de ter que realizar este trabalho, juntando palavras, cavocando no fundo do estomâgo, nas entranhas para encontrar as frases certas, as vírgulas certas, os pontos certos. Assim, tentar mandar embora os fantasmas, os muitos pensamentos, as dores, neste quase exorcismo, que nunca cessa.
Vou dormir. O esperar vazio entristece.
Procuro entre letras de Cartolas e Adrianas, algo que clara e veramente possa falar coisas que sinto.
É sempre mais fácil. Parece que os poetas facilitam a vida da gente.
Fica então a nossa economia de ter que realizar este trabalho, juntando palavras, cavocando no fundo do estomâgo, nas entranhas para encontrar as frases certas, as vírgulas certas, os pontos certos. Assim, tentar mandar embora os fantasmas, os muitos pensamentos, as dores, neste quase exorcismo, que nunca cessa.
Vou dormir. O esperar vazio entristece.
e no dia das crianças.
Uma data no calendário. Amigos reunidos para celebrar a vida, o marasmo de um dia chuvoso. No ano passado estava quente, um calor que derretia. Amigos em volta da mesa, compartilhando o gosto pelo alimento, alegrias, acontecimentos, fatos, novidades.
Hoje, sem planos prévios, como que uma fatalidade, o momento se repete.
Diferente, com um ano de intervalo, uma quase reprise. Tantas coisas, tantas histórias, não cabe.
Os amigos e agregados, novos assuntos, novos momentos, ainda assim se juntavam, celebrando o marasmo de mais um dia das crianças. O dia que foi apropriado inocentemente por eles.
Hoje, sem planos prévios, como que uma fatalidade, o momento se repete.
Diferente, com um ano de intervalo, uma quase reprise. Tantas coisas, tantas histórias, não cabe.
Os amigos e agregados, novos assuntos, novos momentos, ainda assim se juntavam, celebrando o marasmo de mais um dia das crianças. O dia que foi apropriado inocentemente por eles.
11 outubro 2006
a encomenda
Ela havia se esquecido como era receber flores. Havia se esquecido do perfume invadindo a casa, relembrando e afirmando que as flores eram pra ela. Somente pra ela.
Flores enviadas com direito a cartão, anônimo, mas que revelava-se por si só.
Não era um acontecimento comum, ela nem mais se lembrava, nem mais sabia do cheiro e das cores das flores.
Ela gostou.
Flores enviadas com direito a cartão, anônimo, mas que revelava-se por si só.
Não era um acontecimento comum, ela nem mais se lembrava, nem mais sabia do cheiro e das cores das flores.
Ela gostou.
10 outubro 2006
e de um filme..
um minúsculo diálogo em um filme. Um diálogo que fugia do tema central, ou será que iria direto ao alvo?
bem.. foi a parte que mais gostei.
A personagem principal vagando perdido por um lugar, fugido, senta-se em uma praça para ouvir um músico, que estava feliz, solitariamente tocando seu instrumento. O músico irritado com a "platéia" indesejada indaga:
- o que está esperando? saiba que a maré e o tempo nunca esperam.
de.. Der Philosoph
bem.. foi a parte que mais gostei.
A personagem principal vagando perdido por um lugar, fugido, senta-se em uma praça para ouvir um músico, que estava feliz, solitariamente tocando seu instrumento. O músico irritado com a "platéia" indesejada indaga:
- o que está esperando? saiba que a maré e o tempo nunca esperam.
de.. Der Philosoph
e dos muitos pensamentos que gostaria e quero compartilhar...
O ritmo diário tem sido fatal, ando ultimamente com um bloquinho, o qual vive ávido por receber idéias, frases, pensamentos, cores .. tudo que penso em dizer .. em exorcisar.. em eternizar.
Neste ritmo alucinado, sob ainda a influência das altas e baixas hormonais, minha cabeça por aí voa, desesperada por gritar, por contar, por exorcisar.
Memórias acumuladas que serão, espero, logo logo compartilhadas..
Logo, vem o ócio, o feriado.. e aí.. meus queridos.. sentem.. por que vem.
Choros, risos, melodias, sonetos, esbravejos, bobagens.. previsões de Zirila, que em sua mais formatada (.. ou será desformatada?) forma grita ao mundo!
Neste ritmo alucinado, sob ainda a influência das altas e baixas hormonais, minha cabeça por aí voa, desesperada por gritar, por contar, por exorcisar.
Memórias acumuladas que serão, espero, logo logo compartilhadas..
Logo, vem o ócio, o feriado.. e aí.. meus queridos.. sentem.. por que vem.
Choros, risos, melodias, sonetos, esbravejos, bobagens.. previsões de Zirila, que em sua mais formatada (.. ou será desformatada?) forma grita ao mundo!
07 outubro 2006
quero por minha mula na sombra
e o direito de um lugar de sombra à bike, porque todos merecem um lugar à sombra! Inclue-se nisto as bikes.
sobre a espera
Palavras..palavras.. palavras.. estou cansada delas..
Espera-se ansiosamente pelo silêncio mandatório, quando as palavras não mais são necessárias.
Desespero pela presença silenciosa, quando o olhar já diz o que é pra ser dito.
Quando nem se precisa dizer nada.. nem com o olhar.
Apenas o estar quieto, o estar quente, o estar junto.
Espera-se ansiosamente pelo silêncio mandatório, quando as palavras não mais são necessárias.
Desespero pela presença silenciosa, quando o olhar já diz o que é pra ser dito.
Quando nem se precisa dizer nada.. nem com o olhar.
Apenas o estar quieto, o estar quente, o estar junto.
06 outubro 2006
e pós show.. ERRATA
Ai ai ai ai ai
uerê rê rê
dum bi doonn doonn doonn doonn
uerê rê rê
dum bi donnn doonn doonn doonn
dere re re dum bi doonn..
uerê rê rê
dum bi doonn doonn doonn doonn
uerê rê rê
dum bi donnn doonn doonn doonn
dere re re dum bi doonn..
04 outubro 2006
e sobre o lugar que estarei amanhã
das pautas e compassos
Os problemas em aceitar o ócio.
Perdeu-se a prática do nada.
O meditar vazio.
Os intervalos breves.
A necessidade de se fazer preencher a pausa com melodias ainda não tocadas.
Esqueceu-se de quando sabia fazer o nada de forma tão pertinente, tão intensa.
Quando ainda não se sentia a necessidade de transpor para a pauta os sons dos passarinhos, das folhas, das cigarras.
Não se remia as notas com exatidão em compassos.
As melodias não se prendiam ao papel.
Não se preocupava com as mínimas, semibreves ou colcheias.
Só se ouvia e devaneava.
Perdeu-se a prática do nada.
O meditar vazio.
Os intervalos breves.
A necessidade de se fazer preencher a pausa com melodias ainda não tocadas.
Esqueceu-se de quando sabia fazer o nada de forma tão pertinente, tão intensa.
Quando ainda não se sentia a necessidade de transpor para a pauta os sons dos passarinhos, das folhas, das cigarras.
Não se remia as notas com exatidão em compassos.
As melodias não se prendiam ao papel.
Não se preocupava com as mínimas, semibreves ou colcheias.
Só se ouvia e devaneava.
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