Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia
(...)
Vinícius de Moraes
do Lat. euphonia < Gr. euphonía s. f., som agradável; escolha harmoniosa dos sons; suavidade de pronúncia.
10 setembro 2008
07 setembro 2008
31 agosto 2008
Daydreaming
Faz um tempo que deixei de lado as palavras escritas.
Sonhei apenas as faladas, que fossem em outras línguas.
Deixei de lado meu canto.
E preenchi os dias de sonhos.
Sonho acordada, e durmo sonhando.
Todo dia, faço preces para que o sonho seja bom.
Nem sempre.
Mas a cada dia novo, o cheiro de café e a água no rosto não me deixam desistir.
Persisto. São longos e cansativos os dias. Dolorosos.
Por isto sonho tanto
para que ao menos o tempo
tenha mais fantasia para
a tanta realidade.
Sonhei apenas as faladas, que fossem em outras línguas.
Deixei de lado meu canto.
E preenchi os dias de sonhos.
Sonho acordada, e durmo sonhando.
Todo dia, faço preces para que o sonho seja bom.
Nem sempre.
Mas a cada dia novo, o cheiro de café e a água no rosto não me deixam desistir.
Persisto. São longos e cansativos os dias. Dolorosos.
Por isto sonho tanto
para que ao menos o tempo
tenha mais fantasia para
a tanta realidade.
22 agosto 2008
19 agosto 2008
abstraía o futuro
e daí mantinha o pouco da serenidade que restava
a enxaqueca pontiaguda na parte frontal do lobo superior esquerdo
(como se fosse isto explicação exata)
continuava presenta todas as noites, como única companhia.
por vezes encontrava cheiro de prosperidade dentro do caminho que não queria.
mas buscava com plenitude saber quais os caminhos
como se pudesse olhar de volta do futuro, e escolher
usar dos seus dons de cigana, a que nunca fôra.
e daí mantinha o pouco da serenidade que restava
a enxaqueca pontiaguda na parte frontal do lobo superior esquerdo
(como se fosse isto explicação exata)
continuava presenta todas as noites, como única companhia.
por vezes encontrava cheiro de prosperidade dentro do caminho que não queria.
mas buscava com plenitude saber quais os caminhos
como se pudesse olhar de volta do futuro, e escolher
usar dos seus dons de cigana, a que nunca fôra.
29 julho 2008
o jogo de todo dia
e às vezes, quase sempre, tenho a impressão de que a vida está mais para um grande jogo.
Um jogo que estou cansada, que não quero mais, que nunca quis.
Mas daí, me esqueço .. e volto a brincar, viver, com um sorriso largo estampado no rosto..
me esqueço do jogo
Até que chega o início da próxima partida.
Um jogo que estou cansada, que não quero mais, que nunca quis.
Mas daí, me esqueço .. e volto a brincar, viver, com um sorriso largo estampado no rosto..
me esqueço do jogo
Até que chega o início da próxima partida.
27 julho 2008
ferrugem
o que me faz voltar
é um pouco essa angústia
que me afaga os cabelos
o medo e o desejo de compor
um soneto
que seja um poema, ou mesmo, uma rima
de amor
esse que inunda a minha vida
e nessa busca por palavras doces
nas entrelinhas dos meus escritores favoritos
nada encontro
não que não estejam a altura desse meu amor
ou o contrário
diferente
queria uma rima de esperança
esta que atravessa portos ou mesmo aeroportos
uma semana atrás chorei
como uma criança sem colo
como que se a mim fosse negado o peito
desconsolada partí.
e para esta falta é que busco palavras de esperança
uma espera
uma criança
um colo um peito.
um aconchego vetado.
uma desesperança que assola.
minha insegurança
é um pouco essa angústia
que me afaga os cabelos
o medo e o desejo de compor
um soneto
que seja um poema, ou mesmo, uma rima
de amor
esse que inunda a minha vida
e nessa busca por palavras doces
nas entrelinhas dos meus escritores favoritos
nada encontro
não que não estejam a altura desse meu amor
ou o contrário
diferente
queria uma rima de esperança
esta que atravessa portos ou mesmo aeroportos
uma semana atrás chorei
como uma criança sem colo
como que se a mim fosse negado o peito
desconsolada partí.
e para esta falta é que busco palavras de esperança
uma espera
uma criança
um colo um peito.
um aconchego vetado.
uma desesperança que assola.
minha insegurança
27 maio 2008
06 maio 2008
cambalhotar
este vulcão que é criado dentro de meu peito
sufoca minha gana de sorrir
daí quando cuspo, vomito pra fora
dilacera o que chamo de meu eixo
fico frágil, medrosa
despedaçada
mas não tem jeito
isto sou eu
me atropelo nas palavras
me atropelo no que sou
em mim
esta que desaprendeu
o que é dar cambalhotas
sufoca minha gana de sorrir
daí quando cuspo, vomito pra fora
dilacera o que chamo de meu eixo
fico frágil, medrosa
despedaçada
mas não tem jeito
isto sou eu
me atropelo nas palavras
me atropelo no que sou
em mim
esta que desaprendeu
o que é dar cambalhotas
05 maio 2008
meu verso
para encurtar a distância
diminuir a saudade
fiz do meu pensamento
o meu único atalho.
pensando em você
olhando sua foto
e sentindo todo o tamanho de sua morada em meu peito
vi que não poderia ter sido um sonho
nem delírio da minha alma.
o que me resta
é ir ao seu encontro
direto pra dentro dos seus braços
que foi moldado exatamente pela volta do meu corpo
e quem sabe
ter um sonho, esta noite
com você
do mesmo jeito que se passou
na noite passada
e na outra e na outra
enquanto isso fico apenas com o buraco
da ausência tua
esta que me leva um pouco
todos os dias.
diminuir a saudade
fiz do meu pensamento
o meu único atalho.
pensando em você
olhando sua foto
e sentindo todo o tamanho de sua morada em meu peito
vi que não poderia ter sido um sonho
nem delírio da minha alma.
o que me resta
é ir ao seu encontro
direto pra dentro dos seus braços
que foi moldado exatamente pela volta do meu corpo
e quem sabe
ter um sonho, esta noite
com você
do mesmo jeito que se passou
na noite passada
e na outra e na outra
enquanto isso fico apenas com o buraco
da ausência tua
esta que me leva um pouco
todos os dias.
03 maio 2008
2000
O primeiro desenho que eu aprendi foi uma gota d'água, depois uma pêra, uma folha. Eu pensava: um dia vou aprender isso por dentro.
Fernando Diniz - exposição Imagens do inconsciente
Fernando Diniz - exposição Imagens do inconsciente
29 abril 2008
saudade assim
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