06 janeiro 2008

hemisférios

e para quebrar a rotina dos dias,
de tempos em tempos, sem hora certa, alguns flocos de neve já derretidos fingem refrescar meus dias quentes de verão
as hipóteses estão todas rascunhadas, os papéis todos entornados
algumas melodias novas que acompanham os dias junto com a da chuva
e no fundo tem um buraco de confusão, medo, ansiedade
as unhas já a algum tempo não crescem mais
o cansaço, a saudade, os pensamentos

hoje vi metade de um filme, no fim de noite,
quando os olhos já não percebiam mais nada
fiquei agoniada, não era filme de vampiro,
era filme de amor, desses não concretizados,
que rondam o pensamento durante toda uma vida, como um fantasma que atormenta a alma daqueles que não foram, que ficaram
e o final da história.. banal

o meu futuro está escrito na folhinha
o calendário amarra meus dias e bota ritmo, um pouco depressa demais
mas sempre descompassando meus pensamentos
e tenho meu futuro incerto quase todo traçado juntamente com os planos que ficaram no ano passado.

e já não sei mais o que vai ser de mim, rumos meio quase todos tortos,
traçados sem direção
fico apenas presa pelos clips de papel e traços coloridos que marcam os capítulos e compassam meu fim.

02 janeiro 2008

"A sombra azul da tarde nos confrange.
Baixa, severa, a luz crepuscular.
Um sino toca, e não saber quem tange
é como se este som nascesse do ar."
(...)


Carlos Drummond de Andrade

31 dezembro 2007

no último dia do ano


As festas de comemoração deste fim de ano chegaram rápido.
Festividades e todos os novos planos para se romper o ano da melhor forma possível trazendo para este novo ano as tão esperadas e desejadas "felicidades, paz, alegria, saúde, amor, igualdade e esperança mediante as tantas lutas".

Superstições, jeitinhos, celebrações.

Uma caixinha de desejos que todo ano tiramos do armário, abrimos e dividimos com a família, amigos, vizinhança na esperança de multiplicar, fomentar, fazer crescer e difundir. Sonhos de se fazer melhor.

Eu, rendida, vou correr no supermercado comprar os últimos ingredientes para fazer da festa de hoje a porta de entrada pra tudo o que há de melhor para mim, para você, para todos nós!

Que tenhamos uma celebração feliz!
E um ano cheio de novidades com gostinho fresco de menta, porque no outro lado do mundo já é 2008!
Viva!

13 dezembro 2007

pelas estradas Reais, aqui vou, não mais só
cheiro de mato, de história, café e queijo minas com doce de leite,
e não, sô?!

03 dezembro 2007

andando feliz da vida


Aqui tudo anda meio esquecido.. é que.. bem..
eu ando por aí, em muito boa companhia.. meio ocupada, sabe..
mas assim que se estabelecermos uma nova rotina..
voltamos com toda a força, agora no plural.

Enquanto isso...

19 novembro 2007

tears dry on their own - amy winehouse

Talvez uma descoberta por minha parte tardia, mas foi minha descoberta desta semana.
Uma voz docemente apimentada..
Amy Winehouse



I wish I could say no regrets,
And no emotional debts,
Cause as we kiss goodbye the sun sets.

17 novembro 2007

boa pedida

bom de ouvir, melodias de Júlio Caliman.

de um amanhecer

um beijo selado, velado
olhar distante e votos de uma boa viagem
assim amanheceu o dia
de malas em punho dirigiu-se até o carro
que ali estava congelado
do mesmo jeito da imagem que ficou
que restou

16 novembro 2007

deja vù

...
a vivacidade do dia amanhecido
nublado, simples, novo em folha

os chinelos continuam no mesmo lugar
apenas um cheiro diferente na pele
e talvez uma certeza incerta apoiada no desejo
de que as estórias sem desleixo tivessem, e como não
um desenrolar fresco e novo, sabor kolynos, menta refrescante.

15 novembro 2007

questões de gênero

 
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antecedência

Nestes últimos e presentes dias tenho estado dividida entre o futuro que está para ser aprovado em forma de projeto temático, as aulas em/de fim de semestre, a faxina pela casa, Miró e Nina, compêndios letrados, atividades ticadas da minha lista abolida pela moça dos olhos azuis e o cansaço do corpo.
Entretanto algumas muita novidades. Néinha, presente de Marlene diretamente para o clã de Lela e Lica, uma dissertação em plena produção, e um tal de Narilu a caminho, tão logo, tão esperado.

12 novembro 2007

Vi discos voadores no fim de semana,
acordei com ressaca
e
hoje já se passou metade da segunda
e tudo gira muito rápido
o mundo toca, o telefone grita
e eu aqui perdida no meu redemoinho.
Deixa eu ir lá.. pisar na terra de novo.

10 novembro 2007

O alco e a Gasolina

" Quem viaja acompanhado
Incurta mais o caminho
Tudo que no mundo existe
Se achando sozinho é triste."

Patativa de Assaré, em Ispinho e Fulô

07 novembro 2007

Azeviche - lançamento do CD

e aproveitando a deixa..
afinal de contas.. coisa boa tem que ser mostrada..
e se quiser ter uma prévia é só clicar.


BRUNO MANGUEIRA, violão
MARCOS SOUZA, contrabaixo acústico
MAGRÃO, percussão

Data: quinta, 8/11/2007
Horário: 21:30
Local: Estação Santa Fé - Av. Albino J. B. de Oliveira, 1265, Barão Geraldo, Campinas - SP
Informações e reservas: (19) 3289-4800

"Caminho pra Casa"

Música feito por meu amigo e criador dessa cigana tão Zirila.
Tocou minha alma. Fez do meu dia tão atribulado, um final feliz.



Tema composto por Gustavo Roriz

Filmagem: Maria João
Voz: Maria João
Vozes; Contrabaixo; Violão: Gustavo Roriz
Loop de Bateria: Chris Wells
Edição de imagens e som: Gustavo Roriz... Mas, com uma ajudinha da Marijó

06 novembro 2007

na beira do mar

falta tão pouco
pro (meu) coração
(re)encontrar
o que está do outro lado do oceano.

carpinejar

"...Conservo os gritos presos
em vidros no assoalho,
com o motivo, a receita
e a data de fabricação.
Uma hora posso abri-los.
Não tenho coragem de fazer sozinho."

A. Salvagni

de pés sujos

01 novembro 2007

cheiro de mato

filha, amiga, professora, tradutora, aluna, mestranda, pesquisadora, atriz, artista, ciclista, paciente, funcionária, caronista, aprendiz, urbana, rural, floresteira, anfitriã, hóspede, fotógrafa, dona de casa.
Esta semana foi uma mistureba, confusão de funções, confusão de fragmentos de mim mesma.
Mas este fim de semana finalmente volto às minhas origens, uma delas, volto à floresta, já estou até empunhada de meu facão. E vamos à ela!